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	<title>Vidráguas &#187; cora coralina</title>
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		<title>“POEMA &#8211; CORAL DAS ABELHAS”: POR QUE NÃO?, crônica de Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 12:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“POEMA &#8211; CORAL DAS ABELHAS”: POR QUE NÃO? por Tânia Du Bois “Que imensa gruta / é o homem / quando / fecha os olhos” Por que não reconhecer que ao ler o livro de Jorge Tuffic, Coral das Abelhas, saltam razões para sentir que sua escrita é missão para enriquecer horizontes? Ou seja, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“POEMA &#8211; CORAL DAS ABELHAS”: POR QUE NÃO?<br />
por <a href="http://www.escrita.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=14852">Tânia Du Bois</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/mariabonita.jpg" rel="lightbox[12501]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/mariabonita-176x300.jpg" alt="" title="mariabonita" width="176" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12502" /></a><br />
<br /> <br />
“Que imensa gruta / é o homem / quando / fecha os olhos”<br />
<br /> <br />
Por que não reconhecer que ao ler o livro de Jorge Tuffic, Coral das Abelhas, saltam razões para sentir que sua escrita é missão para enriquecer horizontes? Ou seja, que há passagem se abrindo onde encontramos poemas com certo mistério.<br />
<br /> <br />
“Vejo este azul, / mas vê-lo não basta. / Ele que vai do inseto /<br />
ao forno das estrelas / &#8211; nas quais, universo, / devora-se e canta.”<br />
<br /> <br />
Por que não se entregar a essa leitura e sentir que autor e leitor dialogam e juntos despertam o pensamento ao coração, permitindo ouvir o silêncio? “O silêncio e a rosa / perdem-se juntos.” Tuffic entrega-se de alma ao bosque, às árvores e às pedras e nos faz sentir o prazer tomar conta da liberdade, como expressão da arte.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-12501"></span><br />
<br /> <br />
“As árvores do mogno, / a paineira / e a flor do mucunã, /<br />
Testemunha que a pedra está grávida e sonha. //<br />
Uma família inteira de pedras / conversa neste bosque. ”<br />
<br /> <br />
Por que não desfrutar do livro que reflete sentimentos nobres e nos leva a pensar sobre o embalo do tempo, provocando a sensação de bem estar e de saudade?<br />
<br /> <br />
   “Do primeiro esquecimento / guardo a pitanga de chuva /<br />
 a neblina dos rios amarelos / e a bolsa de prata /<br />
 onde minha mãe também guardava / a solidão metálica / dos búzios.”<br />
<br /> <br />
Por que não reconhecer que Coral das Abelhas abre espaço na literatura, na certeza de encontrarmos nas imagens de Jorge Tuffic o sonho a ser revelado através da sua palavra?<br />
<br /> <br />
“Poetas e girassóis / estão sendo moídos. //<br />
E o pó dos seus dedos / Clareia moinhos.”<br />
<br /> <br />
Por que não confiar em sua imagem e em suas palavras, onde a leitura é situação de ação? Por que não dizer que a poesia de Tuffic traduz e perpetua a liberdade, o que a diferencia das razões e dos sentimentos? Por que não dizer que temos razões para acreditar que Coral das Abelhas é a leitura onde sentimos a brisa nos cabelos? Por que não?<br />
Nos questionamentos residem as respostas, diante de um autor de imagens fortes, como refletido nas páginas do Poema &#8211; Coral das Abelhas.<br />
<br />
Maria Bonita -Imagem, retirada da internet deste site:http://formatohibrido.zip.net/</p>
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		<title>em Vidráguas, hoje enRedamos os versos com Cora Coralina</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 18:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para ampliar cliquem na imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres responsável pela arte dos enRedados: http://luananeres.blogspot.com/ Leiam a carta de Drummond sobre Cora Coralina publicada no JB. Cora Coralina, de Goiás. “Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina. Cora Coralina, tão gostoso pronunciar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cora-Coralina6.png" rel="lightbox[10091]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cora-Coralina4.png" alt="" title="Cora Coralina, poemas enredados Vidráguas" width="353" height="640" class="alignnone size-full wp-image-10104" /></a></p>
<p> <br />
Para ampliar cliquem na imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres responsável pela arte dos enRedados:<br />
<a href="http://luananeres.blogspot.com/ ">http://luananeres.blogspot.com/ </a><br />
<br />
Leiam  a carta de Drummond sobre Cora Coralina publicada no JB.<br />
<br />
<span id="more-10091"></span><br />
<br />
Cora Coralina, de Goiás.<br />
<br />
“Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina.<br />
<br />
Cora Coralina, tão gostoso pronunciar esse nome, que começa aberto em rosa e depois desliza pelas entranhas do mar, surdinando música de sereias antigas e de Dona Janaína moderna<br />
<br />
Cora Coralina, pra mim a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do Estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção, e identificada com a vida como é por exemplo, uma estrada.<br />
<br />
Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária. Escutemos:<br />
<br />
“Vive dentro de mim/ uma cabocla velha/ de mau olhado,/ acocorada ao pé do borralho, olhando pra o fogo”. “Vive dentro de mim/ a lavadeira do rio vermelho. Seu cheiro gostoso dágua e sabão”. “Vive dentro de mim/ a mulher cozinheira. Pimenta e cebola. Quitute bem feito”. “Vive dentro de mim/ a mulher proletária. / Bem linguaruda, / desabusada, sem preconceitos”. “Vive dentro de mim/ a mulher da vida. / minha irmãzinha&#8230; / tão desprezada, / tão murmurada&#8230;”.<br />
<br />
Todas as vidas. E Cora Coralina as celebra todas com o mesmo sentimento de quem abençoa a vida. Ela se coloca junto aos humildes, defende-os com espontânea opção, exalta-os, venera-os. Sua condição humanitária não é menor do que sua consciência da natureza. Tanto escreve a Ode às Muletas como a Oração do Milho. No primeiro texto foi a experiência pessoal que a levou a meditar na beleza intrínseca desse objeto(“Leves e verticais. Jamais sofisticadas. / Seguras nos seus calços / de borracha escura. Nenhum enfeite ou sortilégio”). No segundo poema, o dom de aproximar e transfigurar as coisas atribui ao milho estas palavras: “Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. / sou o cocho abastecido donde rumina o gado. / sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor.”.<br />
<br />
Assim é cora coralina: um ser geral, “coração inumerável”, oferecido a estes seres que são outros tantos motivos de sua poesia: o menor abandonado, o pequeno delinqüente, o presidiário, a mulher-da-vida. Voltando-se para o cenário goiano, tem poemas sobre a enxada, o pouso de boiadas, o trem de gado, os bonecos e sobrados, o prato azul-pombinho, último restante de majestoso aparelho de 92 peças, orgulho extinto da família. Este prato faz jus a referencia especial, tamanha a sua ligação com usos brasileiros tradicionais, como o rito da devolução: “Ás vezes, ia de empréstimo / à casa da boa Tia Norita. / E era certo no centro da mesa/ de aniversário, com sua montanha / de empadas bem tostadas / No dia seguinte, voltava, / conduzido por um portador/ que era sempre o abdenago, preto de valor, / e, melhor cheirinho / de doces e salgados. / tornava a relíquia para o relicário&#8230;”.<br />
<br />
Relicário é também o sortido deposito de memórias de Cora Coralina. Remontando a infância, não a ornamenta com flores falsas: “éramos quatro as filhas de minha mãe. / entre elas ocupei sempre o pior lugar”. Lembra – se de ter sido “triste, nevorsa e feia. / Amarela de rosto empalamado. / de pernas moles, caindo à toa”. Perdera o pai muito novinha. Seus brinquedos eram coquilhos de palmeira, caquinhos de louça, bonecas de pano. Não era compreendia. Tinha medo de falar. Lembra com amargura essas carências, esquecendo-se de que a tristeza infantil não lhe impediu, antes lhe terá preparado a percepção solidária das dores humanas, que o seu verso consegue exprimir tão vivamente em forma antes artesanal do que acadêmica.<br />
<br />
Assim é Cora Coralina, repito: mulher extraordinária, diamante goiano cintilando na sua solidão e que pode ser contemplado em sua pureza no livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Não estou fazendo comercial da editora, em época de festas. A obra foi publicada pela universidade federal de Goiás. Se há livros comovedores, este é um deles. Cora Coralina, pouco conhecida dos meios literários fora de sua terra, passou recentemente pelo Rio de Janeiro, onde foi homenageada pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, como uma das 10 mulheres que se destacaram durante o ano. Eu gostaria que a homenagem fosse também dos homens. Já é tempo de nos conhecermos uns aos outros sem estabelecermos critérios discriminativos ou simplesmente classificatórios.<br />
<br />
Cora Coralina, um admirável brasileiro. Ela mesma se define: “Mulher sertaneja, livre, turbulenta, cultivadamente rude. Inserida na Gleba. Mulher terra. Nos meus reservatórios secretos um vago sentimento de analfabetismo”. Opõe a morte “aleluias festivas e os sinos alegres da Ressurreição. Doceira fui e gosto de ter sido. Mulher operária”.<br />
<br />
Cora Coralina: gosto muito deste nome, que me invoca, me bouleversa, me hipnotiza, como no verso de Bandeira.&#8221;<br />
<br />
Carlos Drummond de Andrade<br />
(Jornal do Brasil, cad. B, 27 – 12 – 80)</p>
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		<title>pensando, enRedando a Poesia com Cora Coralina</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 14:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mãe Renovadora e reveladora do mundo A humanidade se renova no teu ventre. Cria teus filhos, não os entregues à creche. Creche é fria, impessoal. Nunca será um lar para teu filho. Ele, pequenino, precisa de ti. Não o desligues da tua força maternal. Que pretendes, mulher? Independência, igualdade de condições&#8230; Empregos fora do lar? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="450" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/faNoyp6JdRw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
<strong>Mãe</strong><br />
<br />
Renovadora e reveladora do mundo<br />
A humanidade se renova no teu ventre.<br />
Cria teus filhos,<br />
não os entregues à creche.<br />
Creche é fria, impessoal.<br />
Nunca será um lar<br />
para teu filho.<br />
Ele, pequenino, precisa de ti.<br />
Não o desligues da tua força maternal.<br />
<br />
Que pretendes, mulher?<br />
Independência, igualdade de condições&#8230;<br />
Empregos fora do lar?<br />
És superior àqueles<br />
que procuras imitar.<br />
Tens o dom divino<br />
de ser mãe<br />
Em ti está presente a humanidade.<br />
<br />
Mulher, não te deixes castrar.<br />
Serás um animal somente de prazer<br />
e às vezes nem mais isso.<br />
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.<br />
Tumultuada, fingindo ser o que não és.<br />
Roendo o teu osso negro da amargura.<br />
<br />
<span id="more-10033"></span><br />
<br />
<strong>MEU DESTINO</strong><br />
<br />
Nas palmas de tuas mãos<br />
leio as linhas da minha vida.<br />
Linhas cruzadas, sinuosas,<br />
interferindo no teu destino.<br />
Não te procurei, não me procurastes –<br />
íamos sozinhos por estradas diferentes.<br />
Indiferentes, cruzamos<br />
Passavas com o fardo da vida&#8230;<br />
Corri ao teu encontro.<br />
Sorri. Falamos.<br />
Esse dia foi marcado<br />
com a pedra branca<br />
da cabeça de um peixe.<br />
E, desde então, caminhamos<br />
juntos pela vida&#8230;<br />
<br />
<strong>O CÂNTICO DA TERRA</strong><br />
<br />
Eu sou a terra, eu sou a vida.<br />
Do meu barro primeiro veio o homem.<br />
De mim veio a mulher e veio o amor.<br />
Veio a árvore, veio a fonte.<br />
Vem o fruto e vem a flor.<br />
<br />
Eu sou a fonte original de toda vida.<br />
Sou o chão que se prende à tua casa.<br />
Sou a telha da coberta de teu lar.<br />
A mina constante de teu poço.<br />
Sou a espiga generosa de teu gado<br />
e certeza tranqüila ao teu esforço.<br />
Sou a razão de tua vida.<br />
De mim vieste pela mão do Criador,<br />
e a mim tu voltarás no fim da lida.<br />
Só em mim acharás descanso e Paz.<br />
<br />
Eu sou a grande Mãe Universal.<br />
Tua filha, tua noiva e desposada.<br />
A mulher e o ventre que fecundas.<br />
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.<br />
<br />
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.<br />
Teu arado, tua foice, teu machado.<br />
O berço pequenino de teu filho.<br />
O algodão de tua veste<br />
e o pão de tua casa.<br />
<br />
E um dia bem distante<br />
a mim tu voltarás.<br />
E no canteiro materno de meu seio<br />
tranqüilo dormirás.<br />
<br />
Plantemos a roça.<br />
Lavremos a gleba.<br />
Cuidemos do ninho,<br />
do gado e da tulha.<br />
Fartura teremos<br />
e donos de sítio<br />
felizes seremos.<br />
<br />
Fonte de onde colhemos estes poemas e encontramos sempre ótima poesia:<a href="http://www.revista.agulha.nom.br/cora.html#terra   ">http://www.revista.agulha.nom.br/cora.html#terra<br />
  </a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>pensando a Poesia com Cora Coralina</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/11/20/pensando-a-poesia-com-cora-coralina/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 21:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
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		<description><![CDATA[Das Pedras Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida&#8230; Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="450" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gSgSCMSennQ?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gSgSCMSennQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="385"></embed></object><br />
<br />
Das Pedras<br />
<br />
        Ajuntei todas as pedras<br />
        que vieram sobre mim.<br />
        Levantei uma escada muito alta<br />
        e no alto subi.<br />
        Teci um tapete floreado<br />
        e no sonho me perdi.<br />
<br />
        Uma estrada,<br />
        um leito,<br />
        uma casa,<br />
        um companheiro.<br />
        Tudo de pedra.<br />
<br />
        Entre pedras<br />
        cresceu a minha poesia.<br />
        Minha vida&#8230;<br />
        Quebrando pedras<br />
        e plantando flores.<br />
<br />
        Entre pedras que me esmagavam<br />
        Levantei a pedra rude<br />
        dos meus versos.<br />
<br />
        Cora Coralina </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>no Empirismo Vernacular, Ode à Cora Coralina</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/12/no-empirismo-vernacular-ode-a-cora-coralina/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/03/12/no-empirismo-vernacular-ode-a-cora-coralina/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 14:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[cora coralina]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Bueno]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas&#8230; Cora Coralina Cora, Cora linda Do peitoril de tua janela Às margens do Rio Vermelho Tecias versos em mente Em margens Depois de doces Perpetuando a Vila Velha Cora, Cora linda Valentia e força viva Rio de versos vermelhos de Goiás Riscavas papel ou máquina Em costuras A tear [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas&#8230; Cora Coralina<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Cora_Coralina_de_p_na_casa_velha.jpg" alt="Cora_Coralina_de_p_na_casa_velha" title="Cora_Coralina_de_p_na_casa_velha" width="328" height="476" class="alignnone size-full wp-image-4965" /><br />
<br />
Cora, Cora linda<br />
Do peitoril de tua janela<br />
Às margens do Rio Vermelho<br />
Tecias versos em mente<br />
Em margens<br />
Depois de doces<br />
Perpetuando a Vila Velha<br />
<br />
Cora, Cora linda<br />
Valentia e força viva<br />
Rio de versos vermelhos de Goiás<br />
Riscavas papel ou máquina<br />
Em costuras<br />
A tear escritos<br />
Longevidade na altivez<br />
<br />
Cora, Cora linda<br />
És Coralina conhecida<br />
Da janela ainda acenas, Ana<br />
Lembrança não morre<br />
Tua obra perpetua<br />
Pensamentos de vida<br />
Rio que passa e te leva ao mar<br />
<br />
Cora Coralina, linda<br />
Que em tuas rugas contou<br />
Histórias, fortalezas de vidas<br />
Encontro de palavras<br />
Versos, in versos<br />
Rio Vermelho, igreja doce, Anhanguera<br />
<br />
Cora poetisa<br />
Cora doceira, Cora forte<br />
Que doce e poesia às vezes é o mesmo<br />
Ainda que o doce cristalize<br />
Ou a palavra amargue<br />
Cora, Cora linda, poesia leva a mar.<br />
<br />
Poema de Ivan Bueno<br />
<br />
Leia mais poemas  no blog do autor: </p>
<p>http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com/</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>no dia do trabalho, oferta de Cora Coralina, um Poema&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/05/01/no-dia-do-trabalho-oferta-de-cora-coralina-um-poema/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 14:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[cora coralina]]></category>

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		<description><![CDATA[OFERTA – AOS NOVOS QUE POETIZAM Poeta, poetisa teu caminho. Pega, segura com os dedos da velha musa o que resta de poesia na transição da hora que passa. Cuida bem da inspiração que se despede por inútil. Cuidado com o adjetivo: traiçoeiro, corriqueiro, se insinua libidinoso, nu, esfarrapado, sem pudor. Olha a rima indigente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>OFERTA – AOS NOVOS QUE POETIZAM</strong></p>
<p>Poeta, poetisa teu caminho.<br />
Pega, segura com os dedos<br />
da velha musa<br />
o que resta de poesia<br />
na transição da hora que passa.</p>
<p>Cuida bem da inspiração<br />
que se despede por inútil.<br />
Cuidado com o adjetivo:<br />
traiçoeiro, corriqueiro,<br />
se insinua libidinoso,<br />
nu, esfarrapado, sem pudor.</p>
<p>Olha a rima indigente, forçada,<br />
forçando tropeçante.<br />
O verso desvalido, maltrapilho.<br />
A palavra truncada.<br />
O palavrão da moda. O jargão<br />
A frase feita.<br />
O advérbio desgastado<br />
pedindo esquecimento<br />
e posterior recuperação.</p>
<p>Atenção, muita atenção!<br />
Sem ser chamada – a palavra vulgar,<br />
esmolambada, soberba<br />
vem, e vem para ficar.</p>
<p><strong>Cora Coralina</strong>,<em>Meu Livro de Cordel</em>, pag.97, Global Editora.</p>
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