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Por um mundo melhor, Interiores Vidráguas…

POR UM MUNDO MELHOR
por Loiri Zancanella Cortese





Quando a razão, a confiança, a vontade, a esperança e o amor se juntam para mergularem no mais profundo interior da letargia, uma explosão de sentimentos e de ações poderão surgir, fazendo acontecer, despertando e transformando o que estava no estágio inane, à espera de um impulso. Assim sendo, a vida transbordará e trará consigo, a alegria e a felicidade estampadas nos sorrisos das pessoas, lançando as boas sementes pelos canteiros do mundo, com a vivência de agradáveis e bons momentos.


Emergirão para a ação:


- As auroras que não nasceram;
- Os lugares nunca visitados;
- A luz que não brilhou;
- A energia esquecida;
- As horas não marcadas;
- As experiências nunca feitas;
- As promessas não formuladas;
- O destino não traçado;
- Os caminhos nunca percorridos;
- As palavras não proferidas;
- As cores descoloridas;
- As lágrimas não vertidas;
- O silêncio que não se fez;
- A música não executada;
- A poesia nunca escrita;
- As emoções não vividas;
- O beijo não dado;
- O carinho que não foi feito;
- O abraço que não foi dado;
- O perdão não oferecido;
- O aperto de mão que não houve;
- A solidariedade inerte;
- A dignidade sem viço;
- A justiça jamais demonstrada;
- A amizade dormente;
- E tantas outras possibilidades…

Tudo por um mundo melhor!

Desmontar o vazio, um escrito, um legado de Nei Duclós…

DESMONTAR O VAZIO
por Nei Duclós



O que deixaremos de herança? Nada que possamos levar. Para quem parte, patrimônio ou nome vale tanto quanto o vento. Não que tudo seja inútil, e sim que tudo se equivale, tem o mesmo peso. Sendo assim, prefiro escolher o que parece bizarro ou inalcançável, mas é um sonho. Quero deixar como legado, para usufruto de contemporâneos ou futuros, uma forma de ficar habitado nos momentos de vazio. Considero uma arte o exercício de tirar leite, o espírito habitado, dessa pedra , o tempo em queda livre para o Nada.

Cada pessoa tem seus segredos para fazer isso acontecer. O que serve para um não serve para o resto. Essa dificuldade é que me atrai para a pulsação de um diamante no cosmo escuro. Como fui treinado na desdramatização brechtiana no Arena de Porto Alegre, como o pouco que aprendi de interpretação foi um livro de Eugênio Kusnet, como o pouco que sei veio de alguns ensaios de Barthes e Foucault, como a viagem literária que fiz começa em Monteiro Lobato e passa por Conrad e Lorca, como tenho um acervo pequeno para tão grande pretensão, posso dizer que não são as leituras ou a imaginação que preenchem o vazio.

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Horizonte, crônica poética de Tânia Du Bois…

HORIZONTE
Por Tânia Du Bois



O mês de maio é ótimo para refletirmos sobre a relação com as nossas mães. Falar das mães é mergulhar e passear num mundo onde as imagens e as histórias nos inspiram e surpreendem, pela personalidade e estilo de liderança que elas apresentam: tocam suas vidas, o cotidiano e ainda cuidam das famílias. Nas palavras de Ronaldo Monte; “…um azul luminoso, um vento generoso e um espelho de mar ávido de horizontes…Mas, nossos passos andam alheios a qualquer destino…”

Como a mãe Lenita, que lembro andando pela cidade e que me leva a pensar nas voltas que a vida dá. Ontem cuidava dos filhos. Hoje os filhos cuidam dela. Em nove décadas ela acompanhou as mudanças e os ajudou a entender o que era importante e, no seu papel de mãe, mostrou a coragem e o amor, a inspiração e a emoção, a vontade de ensinar e aprender, como valores para mudar um dia de cada vez e reconhecer o espaço em diferentes esferas da vida.

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Tempos de Escola por Loiri Zancanella Cortese…

TEMPOS DE ESCOLA


Por Loiri Zancanella Cortese*



“Este mundo é uma bola” é uma frase inicial de uma canção de roda, cuja canção me faz retornar ao passado, lá pelos anos de 1963 e 1964, quando cursava as primeiras séries no Ginásio Sarandi, precisamente nas aulas de educação física, ministradas pela professora Maria Telma Donazzolo.


Nos tempos de escola é comum o aluno demonstrar maior afeição por um ou outro professor.


Lembro-me do carinho e da admiração que sentia pela professora Maria Telma, sempre amável, dedicada, sorridente, não medindo esforços para motivar as suas alunas durante as suas aulas, por sinal muito prazerosas.

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As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”

As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”
por Tânia Du Bois




Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. Então, vivo cada minuto desvendando verdades ocultas ao ler os ensaios de Gilberto R. Cunha, em Cientistas no Divã. É livro com o potencial de um universo sem fronteiras, onde o autor utiliza-se da realidade para apresentar suas impressões sobre o mundo.

Saliento as lembranças e mudanças para demonstrar cada passo e ação do escritor que não para de propor novos questionamentos e reflexões ao leitor.

Lembrança: Gilberto Cunha não escreve sobre o que não sabe. Gaúcho, agrônomo e pesquisador é o autor do livro Cientistas no Divã, de 2007.

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