novembro 8th, 2009 in Crônicas, Versos que Conversam | No Comments »
“DOBRAS DO TEMPO”
por Tânia Du Bois

Meu dia é uma caixa de surpresas. Passo lendo e relendo livros. Gosto do que faço. Chego passar vários dias sem sair de casa. Apenas passeio em imaginação. O difícil é driblar o tempo. Orídes Fontela escreveu que”.. há um tempo para desviver o tempo”.
Entendo como valorizar a literatura, porque ela me dá liberdade e é simples representação da passagem do tempo.
Boa surpresa é o livro DOBRAS DO TEMPO, de Carmen Silvia Presotto, que nos mostra os passos da liberdade nas lembranças de um tempo que embalou encontros, onde Uma Porta se Abre:
“… degusto a vida entendida sob meus olhos. / Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha na capa do livro. / Nele me vejo tão diferente. //… Números, registros e funções, palavras soltas ou / codificadas que abrem a porta para sair o que / quem sou.
leia toda a crônica
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outubro 29th, 2009 in Crônicas, Eventos | No Comments »
Uma porta se abre

Intrigante
Fechei os livros, mas continuam as minhas leituras.
Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte,
árvores dançando com o vento.
Leio uma mistura de gente, piscar de olhos.
Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres.
Leio raças. Leio sexos.
Degusto a vida estendida sob meus olhos.
Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha
na capa do livro.
Nele me vejo tão diferente.
Encontro nas entrelinhas um espelho, o qual me escancara
sua campainha presa na garganta.
Aciono-a: Há alguém em casa?
Nada!
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março 20th, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
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(foto- arquivopessoal-Vidráguas)
Plátano outonal
fogo dourado
que remexe folhas secas.
Seiva da vida
galhos musculosos
caule torneado
que reanima dormentes entranhas.
Dobras naturais
abrigo de madrugadas
ao chegar o inverno,
não me deixes sem sol.
Sem calor…
Serei mais um cadáver no tempo.
Carmen Silvia Presotto em Dobras do Tempo