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Pérolas que adoçam a vida Vidráguas…



Clique e amplie para ler… Pérolas que adoçam a vida, uma leitura e seleção de arte de Cristina Lopes,boas leituras e sempre poesia a todos por aqui.

Pérolas que adoçam a vida em Vidráguas…



Clique e amplie para ler…

Pérolas que adoçam a vida, uma leitura e seleção de arte de Cristina Lopes,boas leituras e sempre poesia a todos por aqui.

poesia em quadrinhos, desta vez Fernando Pessoa



Para ler cliquem na imagem.

Esta semana a produção foi maior e sempre muito criativa, por isso hoje publicamos o trabalho de Hosamis Pádua, que está levando este trabalho para as Escolas em seu Projeto Pontuação, junto com Luiza Maciel Nogueira. Logo, logo, estaremos divulgando a anunciando aqui mais novidades…

pensando a Poesia com Fernando Pessoa

” O poeta vale aquilo que vale o melhor de seus poemas.”



Poesia

Os críticos podem dizer que determinado poema, longamente ritmado, não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom. Mas dizer que o dia está bom é difícil, e o dia bom, ele mesmo, passa. Temos, pois, que conservar o dia bom em memória florida e prolixa, e assim constelar de novas flores ou de novo astros os campos ou os céus da exterioridade vazia e passageira.

Fernando Pessoa em Livro do Desassossego

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repensando meus poemas com Pessoa



Tempo de Escritura
Nascimento e morte!

Os demais são marcas do visto, do sentido ou do relógio.
Todos… ponteiros sinalizadores de momentos, sonhos e ilusões.
Desassossegos me acusam
:
Há mais eus do que um mesmo,
encontrando vidas nunca imaginadas.
Vidas de sombras…
de esquinas.
Vidas tantas que não caibo mais em meus tecidos.
Daí, esse corpo dilacerado!
Ele e eu sempre pensamos existir em apenas uma alma.
Pequena?
Mas, apenas uma…

Suportável?
Mas vestindo dedos, pés, mãos, pernas e braços, adornados por um coração pulsante e uma mente que de tantas buscas quedou num espaço invisível onde transbordam mundos além dos polos.

Mundos enrugados…
camuflados.
Escondido por dobras, víceras e tais…
Muros que se apresentam da tela real.
Momentos feito fantasmas
que driblam uma ingênua criança
impossibilitando-a de querer acordar no amanhã.

Desnaturada, a pequena criatura, perde seus hojes do caminho.
Apavorada, fecha suas janelas…
Suplicante, adormece na noite para que o dia sobreponha-se ao Sol
estrela fulgurante
que lhe abrirá o perdido presente.

Pede a cada lua um novo sol…
e a cada beijo um novo despertar.
De dois momentos vividos, apenas lhe restará um.
Assim é o espaço…
assim é a vida!
Onde um nasce
um outro morre
e surge o novo, feito Fênix Universal
Cinzas mágicas do tempo que faíscam despertares na existência.
Mágicos renascimentos… verdes pílulas.

Tempo de viver, tempo de escritura!

Carmen Silvia Presotto