Ferreira Gullar, o poeta maior, completa 80 anos. Pena que ninguém leia mais poesia
A poesia talvez seja a manifestação mais excêntrica da linguagem. Esqueçamos por ora do espírito humano ou da figura do poeta, mera abstração que as teorias de estruturalistas sobre a “morte do sujeito” enterraram nos anos 60. Suponhamos, mal seguindo Michel Foucault, Jacques Lacan e Derrida, que a poesia não passe de um prurido mórbido do código verbal, recalque da “phoné” ancestral, um signo incômodo. Ou, como ensinou o linguista Roman Jacobson, uma reles sobreposição do eixo do significante sobre o do significado. Completa inutilidade. A que vem ela então? A que vem o poeta? Cada escritor tem pronta a sua resposta. Vou tentar dar a minha.
Leia todo o ensaio crítico aqui ou na Revista Época de onde colei esta leitura:http://revistaepoca.globo.com/ Read more »
Ferreira Gullar critica evento literário de São Paulo
Foto: Isaac Ismar/Especial para Terra
por Isaac Ismar
Paraty – Rio de Janeiro
Conhecido pelos poemas e franqueza, o poeta maranhense Ferreira Gullar criticou a Bienal do Livro de São Paulo durante a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty, na noite deste sábado (7).
De acordo com ele, o evento literário paulistano aceita obras sem qualidades para serem apresentadas no evento.
“A Bienal do Livro de São Paulo é de vanguarda, qualquer loucura que uma pessoa manda pra lá é aceita e exposta”, debochou o poeta, que foi aplaudido pela plateia da Flip por essa declaração.
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A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.
Poema de Ferreira Gullar
*Poema e imagem colados do site:
http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/pfutebol/futindex.php
leiam lá mais Poesia, inclusive sobre a temática/futebol.
Vidráguas ao Poeta vivo, vidráguas à Poesia de Ferreira Gullar!!!
O poeta brasileiro Ferreira Gullar, 79, foi o vencedor da edição de 2010 do prêmio Camões, segundo anunciou nesta segunda-feira (31) a ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas.
O brasileiro sucede, assim, ao cabo-verdiano Arménio Vieira, que venceu o prêmio Camões em 2009.
Gullar tem uma obra extensa e já escreveu poesias, crônicas, ficção, memórias, biografias, ensaios e teatro, além de ter se dedicado também às traduções. Ele também é colunista do caderno Ilustrada, da Folha.
Na cerimônia de anúncio do vencedor do prêmio, a ministra portuguesa destacou a “atividade cívica e política” desenvolvida por Gullar contra a ditadura militar.