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estações, Vidráguas aos 80 anos de Gullar

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Estações
a Gullar

Quatro estações

em minhas mãos
giros de folhas
retocam a face do tempo

lágrima musical
pássaro de Vênus
me visto de tua leveza,
caímos arco-íris…

Carmen Silvia Presotto

*Poema inédito do livro Postigos, editora Vidráguas, com lançamento em novembro-2010.

pensando a Poesia de Gullar com Régis Bonvicino

Uma leitura de Em alguma parte alguma, de Ferreira Gullar
por Régis Bonvicino

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O novo livro de Ferreira Gullar traz 58 poemas, que se organizam como memória, não da vida, mas de suas leituras de certa poesia brasileira, sobretudo a dos anos 1950 para trás, vazadas de biografia que se lê, aqui e ali, nos textos. Essa memória de leituras se dispõe por meio de colagens de trechos reimaginados de poemas de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, do próprio Gullar, de traços típicos do concretismo e de anotações soltas, à la modernismo lato sensu. Há um serialismo livre, que desdobra poemas e temas, sem se caracterizar como dodecafônico (Arnold Schoenberg) ou integral (Pierre Boulez), ou seja, sem intenção de obra acabada, ao contrário, por exemplo, de Educação pela pedra (1966), de Cabral. Há, nas peças, uma aparente recusa do discurso literário, que, entretanto, se resolve literariamente em um discurso literário, “poético”. Os textos se estruturam em orações subordinadas coloquiais, mas eruditas, pontuadas por vocábulos de alto calão. Compõem-se, ao que me parece, a partir da fala, de um autor culto, transposta para o papel.

O recurso da parataxe é utilizado ocasionalmente. O poema “Fica o não dito por dito”, que inaugura o volume, condensa os traços característicos que acabo de enumerar. Começa por reavivar o Drummond de “Poesia” (Alguma poesia, 1930), de “Consideração do poema” e “Procura de poesia” (Rosa do povo, 1945). Gullar: “o poema/ antes de escrito/ não é em mim/ mais que um aflito/ silêncio/ ante a página em branco”. Drummond de “Poesia”: “Gastei uma hora pensando num verso/ que a pena não quer escrever./ No entanto, ele está cá dentro/ inquieto, vivo/ ele está cá dentro/ e não quer sair…”. Drummond de “Procura de poesia”: “… O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia…”.

Leia todo ensaio aqui ou em Sibila Poesia e Cultura
http://www.sibila.com.br/

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pensando a Poesia de Gullar com Luís Antônio Giron

Poesia para quê?
por Luís Antônio Giron

Ferreira Gullar, o poeta maior, completa 80 anos. Pena que ninguém leia mais poesia

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A poesia talvez seja a manifestação mais excêntrica da linguagem. Esqueçamos por ora do espírito humano ou da figura do poeta, mera abstração que as teorias de estruturalistas sobre a “morte do sujeito” enterraram nos anos 60. Suponhamos, mal seguindo Michel Foucault, Jacques Lacan e Derrida, que a poesia não passe de um prurido mórbido do código verbal, recalque da “phoné” ancestral, um signo incômodo. Ou, como ensinou o linguista Roman Jacobson, uma reles sobreposição do eixo do significante sobre o do significado. Completa inutilidade. A que vem ela então? A que vem o poeta? Cada escritor tem pronta a sua resposta. Vou tentar dar a minha.

Leia todo o ensaio crítico aqui ou na Revista Época de onde colei esta leitura:http://revistaepoca.globo.com/
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pensando a Poesia com Gullar na Flip

Ferreira Gullar critica evento literário de São Paulo
Foto: Isaac Ismar/Especial para Terra

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por Isaac Ismar
Paraty – Rio de Janeiro


Conhecido pelos poemas e franqueza, o poeta maranhense Ferreira Gullar criticou a Bienal do Livro de São Paulo durante a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty, na noite deste sábado (7).


De acordo com ele, o evento literário paulistano aceita obras sem qualidades para serem apresentadas no evento.

“A Bienal do Livro de São Paulo é de vanguarda, qualquer loucura que uma pessoa manda pra lá é aceita e exposta”, debochou o poeta, que foi aplaudido pela plateia da Flip por essa declaração.


Leia toda a notícia aqui ou no site:

http://diversao.terra.com.br/

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poema homenagem a Gullar

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Gullar: força de vida
iluminação constante

escrita viva que
do seu jeito

nos leva adiante.

Gullar: coração amigo
e claramente pulsante

onde enfim
nos ama

e nunca é
o de antes.

Poema de Sérvio Lima, Poeta Baiano. Nascido e criado na Cidade de Juazeiro Ba.

Créditos da imagem:
http://maranharte.blogspot.com/

*Bem-Vindo a Vidráguas Sérvio, obrigada pela companhia.