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	<title>Vidráguas &#187; flor</title>
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		<title>Cecília Meireles, poesia em Vidráguas&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/11/16/cecilia-meireles-poesia-em-vidraguas/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 18:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[41 Cada palavra uma folha no lugar certo. Uma flor de vez em quando no ramo aberto. Um pássaro parecia pousado e perto. Mas não: que ia e vinha o verso pelo universo. Cecília Meireles, p.259, em Antologia Poética, Editora Nova Fronteira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>41<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cecilia-meireles2.jpg" rel="lightbox[12787]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cecilia-meireles2-300x255.jpg" alt="" title="cecilia-meireles2" width="300" height="255" class="alignnone size-medium wp-image-12788" /></a><br />
<br />
Cada palavra uma folha<br />
no lugar certo.<br />
<br />
Uma flor de vez em quando<br />
no ramo aberto.<br />
<br />
Um pássaro parecia<br />
pousado e perto.<br />
<br />
Mas não: que ia e vinha o verso<br />
pelo universo.<br />
<br />
Cecília Meireles, p.259, em <em>Antologia Poética</em>, Editora Nova Fronteira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Flor Aquática, Novelo Poético Vidráguas com Alberto de Moraes</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:44:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[De verso em verso...um novelo poético.]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
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		<description><![CDATA[A Flor Aquática, tela de Alberto de Moraes,foi a inspiração e mote, para tecermos o Nosso Novelo Poético, jogo e exercício poético que viemos tecendo no grupo Vidráguas no facebook. Onde, juntos vamos tecendo um texto, dando textura ao tempo do encontro onde conVersamos e lemos e respeitamos o tempo de cada um que por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Flor Aquática, tela de <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=1135073134">Alberto de Moraes</a>,foi a inspiração e mote, para tecermos o <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/de-verso-em-verso-um-novelo-poetico/">Nosso Novelo Poético</a>, jogo e exercício poético que viemos tecendo no grupo Vidráguas no facebook.<br />
<br />
Onde, juntos vamos tecendo um texto, dando textura ao tempo do encontro onde conVersamos e lemos e respeitamos o tempo de cada um que por ali aparecer&#8230; e seguimos, de verso em verso já somos um Novelo, um Grupo, gracias a todos por participarem. E Gracias Loiri por me mandar o enredo para eu editar.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-flor-aquática-trabalho-de-Alberto-de-Moraes.jpg" rel="lightbox[12719]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/A-flor-aquática-trabalho-de-Alberto-de-Moraes-300x199.jpg" alt="" title="A flor aquática - trabalho de Alberto de Moraes" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-12720" /></a><br />
<br />
No mistério do sem-fim<br />
equilibra-se um planeta.<br />
<br />
E, no planeta, um jardim,<br />
e, no jardim, um canteiro;<br />
no canteiro uma violeta,<br />
e, sobre ela, o dia inteiro,<br />
<br />
entre o planeta e o sem-fim,<br />
a asa de uma borboleta<br />
Cecília Meireles<br />
<br /> <br />
Leiam todo o Novelo Poético Vidráguas<br />
<br />
<span id="more-12719"></span><br />
<br />
que antes era um caracol enrolado na flor de laranjeiras(rs)&#8230;e quem souber que conte o resto, depois levaremos para o Vidráguas, nosso site, nossa caixa Verde, Pandora!!! e vou lá.. sigam, hein?<br />
gracias Loiri Zancanella Cortese e Alberto de Moraes pela imagem e companhia, sigamos, seguimos, seja no indicativo, seja no subjuntivo&#8230; o pior erro é não tecer, não fazer&#8230;no mais que seja sempre um tempo de conVersar&#8230;de poemar!!<br />
<br /> <br />
 Olá, obrigado por escolher esta imagem!<br />
 o tempo tece sementes coloridas de começo&#8230;Bjs, Carmen!<br />
 tece asas violetas num jardim de borboletras&#8230; bjs<br />
 <br />
É isso ai amiga!!!parabéns !<br />
surjo das águas, sou flor de Lotus, sou mutante, sou furta-cor, sou peixe de cristal&#8230;.<br />
<br /> <br />
Águas que se beijam, emergem a mais bela e arrebatadora flor!<br />
Beleza nas águas, bela flor em Vidráguas!<br />
águas borbulham cristais cores e tais&#8230;<br />
<br /> <br />
Mescla de cores, de sóis e de amores!<br />
Mix de cores, amores e sabores!<br />
Sou tudo&#8230; Misturado ao nada&#8230; Meu universo são as Cores&#8230;<br />
Borboleta-flor hermafrodita, natureza e arte bendita!<br />
<br /> <br />
Jardim aquático, reverenciado pelos céus, propalado pelos ares&#8230;<br />
Toques simétricos, pinceladas furta-cores de mil amores!<br />
&#8230;às vezes guardo dentro das águas, poemas e palavras vestidas de sonhos&#8230;<br />
Flor aquática, por onde passas, semeias a doce magia da paixão.<br />
‎&#8230;cenário cintilante, doce aroma de festas, das sereias em serestas&#8230;<br />
<br /> <br />
Linda arte que por ser hermafrodita recria com humildade e singeleza a vida!<br />
Borboflor, borbulhas cintilantes de amor!<br />
Os poetas se esconderam na transparência da flor ou, talvez, no colorido vibrante da borboleta&#8230;<br />
<br /> <br />
Antes que as sereias levem a flor para as profundezas das águas, deixo o meu boa noite, cheio de luz, encanto, magia, amor e aquela sensação agradável de sempre poesia no ar&#8230; Abreijos a todos! Um especial abraço ao Alberto que hoje nos encantou com sua linda arte, neste novelo poético!<br />
<br /> <br />
Ouvi..bem aqui pelo meu jardim..o borboletar de asas..eram cristalinas as coloridas bailarinas&#8230;<br />
<br /> <br />
então me agachei e fiquei atenta ao momento sublime,lindo..mas em voos conjuntos deram um pulo e voaram para cima de outros mundos!<br />
<br /> <br />
Fiquei só..olhando o rastro de rastros chorei,mas depois.me recompus e vidraguei&#8230;<br />
Se vocês me permitirem, agora o autor da obra: &#8220;Surgo das profundezas da vida, em explosões multicores. Sou o Anjo, sou o Ser, que vem trazer esperanças e alegrias. Olhem nos meus olhos e sejam fadas do mar, olhem meus adornos e sejam crianças do mar. Um beijo profundo numa noite estrelada, um sonho passando para o outro lado das águas, sou assim, sempre terno, sou Vidráguas no eterno&#8230;&#8221;<br />
<br /> <br />
Que bom estar contigo<br />
No nosso balão!<br />
Vamos voar novamente<br />
<br />
Que todos caibam<br />
No nosso balão<br />
Até quem tem mais criatividade<br />
Mas tem felicidade<br />
No seu coração, casa colorida de alegria, nuvens de bolhas de sabão fazendo assim escrever com nossa mão. beijos &#038; seguimos com novelo.<br />
<br /> <br />
és vidráguas no eterno, somos molduras vítreas de tuas telas, somos bolas de são, nuvem e algodão, poesia em muitas mãos&#8230;<br />
nossos olhos: um só corpo vítreo&#8230;<br />
<br /> <br />
Por ordem de chegada, os que teceram versos e comentaram neste novelo poético foram: Carmen Silvia Presotto; Alberto de Moraes; Lou Albergaria; Ines Lempek; Rodrigo Rios de Lucas; Ivone Longaray; Carmen Lucia Lima Sarmento; Loiri Zancanella Cortese; Vanessa Vieira; Nash o Poeta; Giselle Serejo e Chag Adrian.</p>
<p>Na curtição também estiveram presentes: Ydeo Oga; Rosa Rios de Lucas; Renata Leite; Gelci Carlos Abreu e Loucuras Filosóficas Alexandrelli.</p>
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		<title>FLOR</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 02:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
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		<category><![CDATA[pedro du bois]]></category>

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		<description><![CDATA[A flor colhida no frescor da manhã amanhece em vaso d’água afogada sem razão e dor a flor oferecida fenece em desencontro. (Pedro Du Bois, inédito) Leia mais poemas do autor em seu blog:http://www.pedrodubois.blogspot.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_424641780_362085_salvador-dali.jpg" alt="artwork_images_424641780_362085_salvador-dali" title="artwork_images_424641780_362085_salvador-dali" width="301" height="388" class="alignnone size-full wp-image-4668" /><br />
<br />
A flor<br />
colhida<br />
no frescor<br />
da manhã<br />
<br />
          amanhece<br />
            em vaso d’água<br />
            afogada<br />
            sem razão<br />
              e dor<br />
<br />
a flor oferecida<br />
fenece<br />
em desencontro.<br />
<br /> <br />
(Pedro Du Bois, inédito)<br />
<br />
Leia mais poemas do autor em seu blog:http://www.pedrodubois.blogspot.com/</p>
]]></content:encoded>
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		<title>é primavera no StudioClio, Ave, Flor</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/10/23/e-primavera-no-studioclio-ave-flor/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 02:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro de arte Ave, Flor, prefaciado por Armindo Trevisan, reúne poemas selecionados de Cleonice Bourscheid e ilustrações da artista botânica Anelise Scherer sobre flores da flora brasileira. saiba mais acessando o site: www.studioclio.com.br]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1250022010_aveflor.jpg" alt="1250022010_aveflor" title="1250022010_aveflor" width="250" height="241" class="alignnone size-full wp-image-3991" /><br />
<br />
O livro de arte Ave, Flor, prefaciado por Armindo Trevisan, reúne poemas selecionados de Cleonice Bourscheid e ilustrações da artista botânica Anelise Scherer sobre flores da flora brasileira.<br />
<br />
saiba mais acessando o site:<br />
www.studioclio.com.br</p>
]]></content:encoded>
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		<title>entre duas cidades, Vidráguas na semana de Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 15:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Ricardo Hegenbart, Detalhe do Centro de Porto Alegre. Entre duas cidades, nome de uma flor. Pétala indígena enraizada à memória, recorte e nome de rio que banham minhas antigas margens. Sarandi, uma cidade, um tempo de pés descalços, onde os ventos da meninice ainda correm embalados pela voz de muitos recreios. E intitulado o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="porto-alegre-fonte" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/porto-alegre-fonte.jpg" alt="porto-alegre-fonte" width="450" height="360" /><br />
Foto: Ricardo Hegenbart, Detalhe do Centro de Porto Alegre.</p>
<p>Entre duas cidades, nome de uma flor. Pétala indígena enraizada à memória, recorte e nome de rio que banham minhas antigas margens. Sarandi, uma cidade, um tempo de pés descalços, onde os ventos da meninice ainda correm embalados pela voz de muitos recreios.<br />
E intitulado o lugar. Prendo o tempo em minhas mãos e me dirijo ao velho pórtico da cidade.</p>
<p>Entremos!<br />
Lá, na cidade de minha infância, tudo o que for do pé pode ser devorado&#8230; bergamotas, jabuticaba, pitanga, ariticum&#8230;  um vertical mercado hortifrutigrangeiro que envasava nossas veias e tardes de inverno com enormes saladas de frutas ao natural. No verão, havia os sorvetes no Café Central e os famosos beijos frios de D. Vênus. Isto muito antes do esquibon&#8230; De lá, também vinham os famosos cigarros mentolados, um desafio ao desejo de imitar os maiores. É! Teve um tempo em que fumar era rito de passagem.</p>
<p>Bem&#8230; perdido o momento, colho com meus olhos o pó vermelho da estrada e atravesso a avenida principal para lembrar dos dias em que tudo era barro na rua Expedicionário que nos levava a longas esperas ao redor do fogão à lenha para vestir as congas ainda moles pelo calor da secadora improvisada.</p>
<p>Rio, quando, anos mais tarde, em férias na cidade revejo minhas filhas assustadas com o zunido estranhos dos bichos ao vivo, saídos  dos livros diretamente para suas retinas. E rio mais ainda de suas perguntas que me seduziram na crença de entender que bergamota nasce em árvore. Que pomar é uma linda salada de fruta ao relento. Horta, um salpicão multiColorido. Que galinha, porco, cavalo, muito antes de serem refabulados, existiam no cotidiano das crianças. Que o leite, antes das caixinhas, nasciam em tetas de vaca e cabras e que até falar também somos um pouco bicho, olhares tristes a espera de um afago, de uma serventia&#8230;</p>
<p>Eh! &#8230; melhor retomar a rosa dos ventos&#8230; Entremos na praça municipal. Nela, toco o balanço. Sinto a roda próxima do escorregador. Furo o bolo de areia. Escuto a sineta de recolher. Termina o recreio. Em fila tipo gado, começa a inspeção. Uniforme, ok! Distintivo, ok! Livros, Ok! Temas, Ok! OK, Ok, Ok&#8230; e aos não Okeis, custariam folhas obsessivas de cópias tipo: devo fazer o tema todos os dias&#8230; não devo fazer isso ou aquilo e seguíamos a carga que nos impunham.</p>
<p>Imaginem, receber as notas em caderneta na missa de Domingo!? Só podíamos nos engasgar com a hóstia quando alguém não era chamado, já não bastava o olhar dos professores, adiante estavam os pais balançando os pés e mais adiante ainda uma mão inquisidora junto a todos os olhares.  God!!!<br />
Com o tempo surgia os campeonatos de vôlei. As reuniões dançantes, muito movimentadas com o chegar das férias, pelos que regressavam da Capital.  Porém, entre tanto provincianismo, era sabido que depois de um nível escolar, deixaríamos o verde olhar para colher outros tempos.</p>
<p>O caminho era a Capital. Portanto, nascer no interior é pedir para nascer, culturalmente, duas vezes. Por que, chega um momento que se tem que escolher outra cidade. Esquecer de alguns cacoetes linguísticos, deixar de ser guri, esticar os carpins até as margens de outro sítio.<br />
E o que era visita à Capital, tornou-se hábito. E a cidade que fora meu tapete, inverteu-se, em meu imaginário o rio passou a ser o Guaíba. As margens aumentaram. As flores se multiplicaram. As frutas ganharam a geladeira. Porém, vieram os recantos dos filmes, os espaços dos livros, o caminhar em muitos parques, o encontro com vários grupos e sarandienses e porto-alegrenses  hoje se mesclam em minha memória.</p>
<p>Hoje minha cidade também é um Porto, um dique, um tempo de pés molhados por vários cafés, espaços e o lugar onde minha carne se enraíza junto a outros cantos que alegremente cantam: sou de porto alegre e tchau!</p>
<p>E como todo gaúcho, me digo fronteiriça. Uma corpo em memórias, mestiça entre interior e portos alegres, hoje, sou tipo uma flor vermelho-índigo em busca dos  jacarandás, uma gaúcha híbrida de amor por Porto Alegre&#8230;</p>
<p><strong>Carmen Silvia Presotto</strong></p>
]]></content:encoded>
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