Currently browsing henri cartier-bresson

o poeta, poema de Bárbara Lia

artwork_images_424158012_584131_henri-cartier-bresson

O Poeta

O poeta entra na morte
Como quem toma um trem
Atravessa um túnel
Em uma lenta viagem
No escuro

O poeta entra na morte
E deixa para trás a estação

- Memória -

É aí que começa sua história.

Fotografia de Henri cartier-Bresson
Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição da Autora.

Leiam mais poemas no blog da autora:
http://chaparaasborboletas.blogspot.com/

Psiu, dia 1° de setembro é dia de brindarmos o lançamento de Constelação de Ossos, com a autora Bárbara Lia, às 19 h, na Livraria Palavraria:
http://palavraria.wordpress.com/

chove…

Cartier Bresson e o guarda-chuva

Chove

os pássaros calam
as crianças olham a tarde molhada
não há sapos no asfalto
apenas um cão vagabundo
se perde nos olhos do farol
será que no céu dos bichos
ainda o sol brilha?

Poema:Gerci Oliveira Godoy
Fotografia:Henri Cartier-Bresson

sonambolismos, para que pés?

CartierBresson6

Sonambulismos

Para que pés…

Tenho asas
voo
rodopio em fantasias

Para que pés…

Piso em nuvens
transfiguro lágrimas
em chuva

Para que pés…

Se enquanto penso
uma máscara relaxa

Para que pés…

Bailo
Tango
e quero-te em meus passos

Pés
quero-te sonâmbulos em meus rastros.

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Henri Cartier-Bresson

Jeito, poema de Iara Ga Iañez

cartier-bresson-19751

Jeito

Deveria haver um jeito
de pousar em suas mãos
como pomba no algodão
como bola de sabão

Deveria haver um jeito
de roubar a sua voz
de ser tudo em seu olhar
de ser pele a te apertar

Deveria haver um jeito
de ser seu calafrio
seu amor mais vadio
quero a vida por um fio!

Deveria haver um jeito
de mudar a direção
de travar meu coração
não te amar
mais tanto não!

Poema de Iara Ga Iañez
Fotografia: Henri Cartier-Bresson

Leiam mais poemas no blog da autora:
http://poemasparasobreviver.blogspot.com/

ao ponto sonolento, escrevo…

Seguindo o branco papel

henri-cartier-bresson2

aliso o pânico
enrolo o tempo

Debruçada no medo
balanço a poeira dos poros

pele de outros ventos,
descruzo as pernas
ao ponto sonolento, escrevo…

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Henri Cartier-Bresson