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	<title>Vidráguas &#187; henri cartier-bresson</title>
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		<title>Passagem do vento, crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 14:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO VENTO por Tânia Du Bois “A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221; (Sophia de Mello Breyner Andresen) Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO VENTO<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo.jpg" rel="lightbox[14854]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo-300x203.jpg" alt="" title="Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo" width="300" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-14855" /></a><br />
<br />
“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221;<br />
(Sophia de Mello Breyner Andresen)<br />
<br /> <br />
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar&#8230;”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.<br />
<br />
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento&#8230;”<br />
<br />
Leia toda crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14854"></span><br />
<br />
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sinto o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”<br />
<br />
Meu olhar se desespera, espera e deseja voltar no tempo, escorrer no caminho escolhido, e fazer o caminho de volta.  Fazem portas, fazem janelas, e não fazem onde guardar a minha solidão que vai aumentando com as lembranças, e me sufocando mais do que me protegendo.<br />
<br />
A passagem do vento desloca gritos fechados em mim no reencontro com a vida. Nos dias, como vivo, temo a inglória de não fazer falta. As mudanças, os convites dispersos: convivo com a saudade, a melancolia dos caminhos construídos, e recolho os amigos pelas passagens. Reflito no retorno como partida e revelo as lembranças trazidas pelo vento. “Invento histórias onde me insiro / personagem. Repito cenas. / Reporto a cena irreal. / Refaço a irrealidade. / Preciso estar em algum lugar. / &#8230; Reinvento a descoberta. / Os horários / difusos das músicas. Desoriento / as rosas e os ventos se espalham.” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
A fotografia é de Henri Cartier-Bresson!</p>
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		<title>A vida&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 03:25:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vida é esta dúvida que agora me pergunta : - onde caibo em ti? Poema de Carmen Silvia Presotto &#8211; Vidráguas! Fotografia de Henri Cartier-Bresson]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson-wonan-in-shadow.jpg" rel="lightbox[14097]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson-wonan-in-shadow-300x197.jpg" alt="" title="cartier-bresson-wonan-in-shadow" width="300" height="197" class="alignnone size-medium wp-image-14098" /></a><br />
<br />
A vida é esta dúvida<br />
que agora me pergunta<br />
<br />
:<br />
<br />
- onde caibo em ti?<br />
<br />
Poema de Carmen Silvia Presotto &#8211; Vidráguas!<br />
<br />
Fotografia de Henri Cartier-Bresson</p>
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		<title>A cidade como metáfora com outros por Sandrio Cândido</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 17:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Sandrio Cândido]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma cidade dentro de nós por Sandrio Cândido* Fotografia Cartier Bresson Automóveis, pedestres, jardins de arame, edifícios, camelôs, lojas e confeitarias. Aos olhos mineiros são Paulo assemelha-se a uma enorme floresta de pedras bem dispostas uma sobre a outra. O grande problema é quando esta floresta também faz as pessoas se petrificarem em seu próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma cidade dentro de nós<br />
por <a href="http://www.aalmaearosa.blogspot.com/">Sandrio Cândido</a>*<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson2.jpg" rel="lightbox[12869]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson2-300x200.jpg" alt="" title="cartier-bresson" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-12870" /></a><br />
Fotografia Cartier Bresson<br />
<br />
Automóveis, pedestres, jardins de arame, edifícios, camelôs, lojas e confeitarias. Aos olhos mineiros são Paulo assemelha-se a uma enorme floresta de pedras bem dispostas uma sobre a outra. O grande problema é quando esta floresta também faz as pessoas se petrificarem em seu próprio espaço, esquecendo de construir-se com o outro, a partir das relações humanas. Não as relações de interesse, mas uma relação que se abra ao outro acolhendo com aquilo que ele é.<br />
<br />
Não é a cidade a culpada. Uso-a apenas como metáfora. Uma selva de pedras pode se erguer dentro de cada um de nós. Podemos construir muros que impedem que os outros cheguem até nós e também cega o nosso olhar para o outro. Mergulhamos em uma indiferença que não pode ser chamada de solidão, um solipsimo sem limites. Deixando-nos guiar apenas para os nossos fins, mas o mundo é um imenso tecido, feito por vários fios onde cada um tem a suma importância no final.<br />
<br />
Leia todo o artigo-crônica<br />
<br />
<span id="more-12869"></span><br />
<br />
Resgatar a dimensão do outro. Deixar que o outro seja ele mesmo e saber acolher este outro em nossa vida é  importante, um ato de humanidade plena. Em um mundo onde as pessoas estão mergulhadas em suas vidas encenadas como monólogo urge resgatar esta dimensão das relações que se constroem. Devemos também tomar cuidado para que essa acolhida não anule o outro, se isto acontecer não está ocorrendo um ato de amor, mas um seqüestro do outro por nossos seres.<br />
<br />
O amor não é aquele que procura ser preenchido no outro- ninguém pode preencher ninguém- o amor é na verdade um olhar único, um saber amanhecer com o outro, um despertar não  apenas para aquilo que nos faz bem no outro, mas também para aquilo que nós precisamos acolher como parte da trajetória do outro: os pecados, defeitos, erros, as feiúras de sua caminhada. Como diz Clarisse Lispector: “me aceite como sou, pois até eu mesmo tive que me aceitar”.<br />
<br />
Outro ponto para nos ajudar a refletir: Só podemos acolher e aceitar os outros se antes tivemos a ousadia de acolher a aceitar a nós mesmos. Pessoas emolduradas, cheia de feridas sem cicatrizar, pessoas que só sabem de seus espelhos dificilmente conseguem amar, já que não se possuem para entregar-se ao outro e o amor postula entrega.<br />
<br />
Talvez no meio da selva de pedras que nos habitam, as relações humanas são como a rosa que Drummond dizia furar o asfalto. Uma rosa que devemos cuidar regar e não deixar ser pisoteada pelos vários passantes que passeiam pelas ruas de nossas vidas. Uma rosa que poderá desabrochar crescer e virá a falecer, é o ciclo da vida humana. Mas se for bem cuidada ficará a lembrança, a saudade e a certeza de que outras rosas virão em outras estações. Não quero dizer que quando uma pessoa parte deve ser esquecida como se nunca fosse possível a sua volta. Ao contrario quero dizer que quando as pessoas se vão, ao voltar elas já não são as mesmas rosas, elas amadurecem. Só o perfume, a essência continua. Esta está impregnada nas nossas histórias que são feitas de tempo, de saudades, de momentos, de esquecimentos, de pessoas que chegam, que partem e pessoas que ficam.Enfim é nesta passagem que chamamos trajetória-repleta das relações humanas- que nós acabamos por nos moldar e nos construir, para quem sabe um dia já não  ser inacabado.<br />
<br />
Isto é ser humano, melhor dizendo é fazer-se humano.<br />
<br />
* Sandrio Cândido, escreve conosco todos os meses, estuda Filosofia e Teologia e escreve diariamente em no blog<a href="http://www.aalmaearosa.blogspot.com/"> A Alma e A Rosa</a>.</p>
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		<title>Duras penas&#8230; poema de Carmen Lúcia Lima Sarmento em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 19:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duras penas Feito Pedra á duras penas Teu siLêncio ecoa em meu pranto Hoje sou lascas Sou limo que escorrega Desenganos jogados ao vento Vento te quero brisa Me faz canto Me faz cascata Ecoa e esconde o meu pranto. Poema de Carmen Lúcia Lima Sarmento Fotografia: Henri Cartier-Bresson Psiu! Carmen Lúcia escreve todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duras penas<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_138991_401663_henri-cartier-bresson.jpg" rel="lightbox[12204]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_138991_401663_henri-cartier-bresson-300x203.jpg" alt="" title="artwork_images_138991_401663_henri-cartier-bresson" width="300" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-12205" /></a><br />
<br />
Feito Pedra  á duras penas<br />
Teu siLêncio ecoa em meu pranto<br />
Hoje sou lascas<br />
Sou limo que escorrega<br />
Desenganos jogados ao vento<br />
<br />
Vento te quero brisa<br />
Me faz   canto<br />
Me faz cascata<br />
Ecoa e esconde o meu pranto.<br />
<br />
Poema de <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=578483235">Carmen Lúcia Lima Sarmento</a><br />
Fotografia: Henri Cartier-Bresson<br />
<br />
Psiu! Carmen Lúcia escreve todas as sextas aqui em Vidráguas e também está junto a mim, Ricardo e Rodrigo, na administração do Grupo <a href="https://www.facebook.com/groups/169339666456388/">Vidráguas</a> no Facebook, onde conVersamos, poemamos e traçamos experimentalismos poéticos, dia-a-dia&#8230; gracias, companheiras, companheiros e seguimos!! </p>
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		<item>
		<title>domesticar poema de Pedro Du Bois</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/20/domesticar-poema-de-pedro-du-bois/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 17:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[DOMESTICAR Amanso o cão recolho seus caninos abano o seu rabo: a fera é bicho de estimação em barateado contexto domesticada fera tomba ao passado: comida exposta em descanso. Poema de Pedro Du Bois Fotografia de Cartier Bresson Leiam mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DOMESTICAR<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cachorro-bresson.jpg" rel="lightbox[10633]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cachorro-bresson.jpg" alt="" title="cachorro-bresson" width="382" height="336" class="alignnone size-full wp-image-10634" /></a><br />
<br />
Amanso o cão<br />
recolho seus caninos<br />
abano o seu rabo:<br />
<br />
a fera<br />
é bicho<br />
de estimação<br />
em barateado<br />
contexto<br />
<br />
domesticada fera<br />
tomba ao passado: comida exposta<br />
                                 em descanso.<br />
<br />
Poema de Pedro Du Bois<br />
Fotografia de Cartier Bresson<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://pedrodubois.blogspot.com ">http://pedrodubois.blogspot.com </a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>verdades e olhares em Vidráguas</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/05/06/verdades-e-olhares-em-vidraguas/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 17:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Verdades e olhares Verdade seja dita: nunca vi nada igual! E mesmo, se por hipótese eu tivesse visto algo semelhante anteriormente, certamente eu não teria a mesma impressão do que tive ao vê-la neste instante&#8230; O que eu vi? nem se esforcem por saber, por mais curiosos vocês estejam, pois nada ouso dizer! Muitos não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson1.jpg" rel="lightbox[10064]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartier-bresson1.jpg" alt="" title="cartier-bresson" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-10066" /></a><br />
<br />
Verdades e olhares<br />
<br />
Verdade seja dita: nunca vi nada igual!<br />
E mesmo, se por hipótese<br />
eu tivesse visto algo semelhante anteriormente,<br />
certamente eu não teria a mesma impressão<br />
do que tive ao vê-la neste instante&#8230;<br />
<br />
O que eu vi?<br />
nem se esforcem por saber,<br />
por mais curiosos vocês estejam,<br />
pois nada ouso dizer!<br />
<br />
Muitos não acreditariam<br />
mesmo se eu a descrevesse<br />
com todas as cores e letras.<br />
<br />
Portanto, eu me encerro em silêncio,<br />
mas ainda, convincente, reafirmo<br />
que é verdade tudo quanto vi&#8230;<br />
<br />
Poema de Abel Sidney<br />
<br />
leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://abelsidney.blogspot.com/">http://abelsidney.blogspot.com/</a><br />
<br />
Saiba mais<br />
<span id="more-10064"></span><br />
<br />
Notas do autor<br />
Primeira reação ao poema, vindo de uma colega paraibana e boa de rima:<br />
<br />
Se eu tivesse visto<br />
também não te diria<br />
pois também hoje<br />
a mesma coisa não seria&#8230;<br />
<br />
Vanderli Medeiros</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>no final do dia&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/12/06/no-final-do-dia/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 03:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[FINAL No final do dia aproximado ao cansaço trazido dos ofícios não estou presente. Ausentado ao tempo não traduzido, esmaecido nos alvoreceres da noite amanhecido em finais de tardes recompostas minha ausência despercebida em minúcias: a estrada bloqueando a entrada. Poema:Pedro Du Bois Fotografia:Henri Cartier-Bresson Leiam mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/brie-henri-cartier-bresson-thumb.jpg" rel="lightbox[7879]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/brie-henri-cartier-bresson-thumb.jpg" alt="" title="brie-henri-cartier-bresson-thumb" width="448" height="297" class="alignnone size-full wp-image-7880" /></a><br />
<br />
FINAL<br />
<br />
No final do dia<br />
                    aproximado ao cansaço<br />
                    trazido dos ofícios<br />
                    não estou<br />
         presente. Ausentado ao tempo<br />
         não traduzido, esmaecido<br />
         nos alvoreceres da noite<br />
<br />
                   amanhecido em finais<br />
                   de tardes recompostas<br />
<br />
minha ausência despercebida<br />
em minúcias: a estrada<br />
bloqueando a entrada.<br />
<br />
Poema:Pedro Du Bois<br />
Fotografia:Henri Cartier-Bresson<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://pedrodubois.blogspot.com">http://pedrodubois.blogspot.com</a></p>
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		<title>um poema de Bukowski ao dia dos professores</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 14:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[os professores sentado com os professores falamos sobre Allen Tate e John Crow Ransom os tapetes estão limpos e as mesas da cafeteria brilham e então circulam conversas sobre as verbas e trabalhos em progresso e há até uma lareira. o piso da cozinha está bem encerado e eu recém havia jantado depois de ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>os professores<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/hcb-matisse1944.jpg" rel="lightbox[7299]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/hcb-matisse1944.jpg" alt="hcb-matisse1944" title="hcb-matisse1944" width="406" height="277" class="alignnone size-full wp-image-7300" /></a><br />
<br />
sentado com os professores<br />
falamos sobre Allen Tate<br />
e John Crow Ransom<br />
os tapetes estão limpos e<br />
as mesas da cafeteria brilham<br />
e então circulam conversas<br />
sobre as verbas e trabalhos em<br />
progresso<br />
e há até uma<br />
lareira.<br />
o piso da cozinha está<br />
bem encerado<br />
e eu recém havia<br />
jantado<br />
depois de ter bebido até as<br />
3 da manhã<br />
após a leitura<br />
da noite passada<br />
<br />
agora lá vou eu outra vez<br />
numa faculdade próxima.<br />
estou em pleno Arkansas em<br />
janeiro<br />
alguém chega a mencionar<br />
Faulkner<br />
vou ao banheiro<br />
e vomito o<br />
jantar<br />
ao sair<br />
lá estão eles em seus casacos e sobretudos<br />
esperando na cozinha.<br />
devo entrar<br />
em 15 minutos.<br />
haverá um bom público<br />
eles me dizem.<br />
<br />
Poema de Charles Bukowski, p.88, O amor é um cão dos diabos, L&#038;PM POCKET<br />
<br />
Fotografia de Henri Cartier-Bresson</p>
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		<title>COMportas, me revelo&#8230;feito flores&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 17:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[COMportas por Tânia Du Bois Fotografia de Henri Cartier_Bresson “Me revelo / feito flores. / No inverno, / deságuo verso em mim. /Nublada, / alucino / meia lua. / Burlo desejo / trapaceio. /Me descaso / e não me reconheço”. (Leonora Waihrich) No poema de Leonora percebo que há COMportas de querer e poder, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>COMportas<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952.jpg" rel="lightbox[7171]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952.jpg" alt="Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952" title="Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952" width="448" height="301" class="alignnone size-full wp-image-7172" /></a><br />
Fotografia de Henri Cartier_Bresson<br />
<br /> <br />
“Me revelo / feito flores. / No inverno, / deságuo verso em mim. /Nublada, / alucino / meia lua. / Burlo desejo / trapaceio. /Me descaso / e não me reconheço”. (Leonora Waihrich)<br />
<br /> <br />
No poema de Leonora percebo que há COMportas de querer e poder, que sugere refletir sobre o que gostaria de fazer, para poder buscar novos parâmetros. Fazer da sua vida o melhor lugar do mundo, porque são as misturas que trazem o clima acolhedor, juntamente com as criações e o reaproveitamento cultural. Rever e reler é preciso. Tentar reativar o talento é atitude que abre as comportas.<br />
<br />
Em épocas de turbulências vale reconhecer a importância da leitura como revelação, para provocar a felicidade. O trunfo da sedução é a alegria de ter a revelação expressada no desejo de navegar entre o real e a fantasia.<br />
<br />
Leia toda a crônica-ensaio<br />
<span id="more-7171"></span><br />
<br />
Não é necessário ficar trapaceando os sentimentos, para contornar a preocupação com o bem estar, e Álvaro Mutis completa: “o verão abre as comportas / e o sonho se povoa / de vagos combates”.<br />
<br />
Hora de encarar as crises e surpreender as perdas. A ordem é ler e pensar grande: fazer parte da troca de destinos, que vêm a ser as palavras, os versos e a poesia de Leonora.<br />
<br />
A intensidade e a vontade imperam: vistas à transformação. Revelar é ser. Burlar é ingerir, limpar a cabeça e sentir a cumplicidade das COMportas. A tendência é abusar dos escritores e dos textos, que podem se mostrar benéficos ao pensamento, procurando atender em cada uma das necessidades e que deixa a expressão do sentimento para com o destino inesperado; “me descaso e não me reconheço”.<br />
<br />
Miguel Oscar Menassa diz que “uma vida que pode viver escrita foi vivida pelo menos nessa página, se abriu espaço de possibilidade de que essa vida possa ser vivida&#8230;”.<br />
<br />
A regra é provocar a felicidade e a transmitir para as pessoas através da cultura&#8230; Para Cristiane G. Olivieri, “A cultura é considerada uma poderosa ferramenta de transformação, por sua própria natureza, que exige e possibilita o desenvolvimento do pensamento crítico e complexo, da criatividade e das relações interpessoais”. Essa é a comporta que precisamos para nada atrapalhar o nosso dia a dia: “&#8230; Me revelo / feito flores”.</p>
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		<title>o poeta, poema de Bárbara Lia</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 17:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Lia]]></category>
		<category><![CDATA[henri cartier-bresson]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Livraria Palavraria]]></category>
		<category><![CDATA[tempo-poesia-amor-verso-reverso]]></category>

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		<description><![CDATA[O Poeta O poeta entra na morte Como quem toma um trem Atravessa um túnel Em uma lenta viagem No escuro O poeta entra na morte E deixa para trás a estação - Memória - É aí que começa sua história. Fotografia de Henri cartier-Bresson Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_424158012_584131_henri-cartier-bresson.jpg" rel="lightbox[6712]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/artwork_images_424158012_584131_henri-cartier-bresson.jpg" alt="artwork_images_424158012_584131_henri-cartier-bresson" title="artwork_images_424158012_584131_henri-cartier-bresson" width="443" height="336" class="alignnone size-full wp-image-6713" /></a><br />
<br />
O Poeta<br />
<br />
O poeta entra na morte<br />
Como quem toma um trem<br />
Atravessa um túnel<br />
Em uma lenta viagem<br />
No escuro<br />
<br />
O poeta entra na morte<br />
E deixa para trás a estação<br />
<br />
- Memória -<br />
<br />
É aí que começa sua história.<br />
<br />
Fotografia de Henri cartier-Bresson<br />
Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição da Autora.<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog da autora:<br />
<a href="http://chaparaasborboletas.blogspot.com/">http://chaparaasborboletas.blogspot.com/</a><br />
<br />
Psiu, dia 1° de setembro é dia de brindarmos o lançamento de Constelação de Ossos, com a autora Bárbara Lia, às 19 h, na Livraria Palavraria:<br />
<a href="http://palavraria.wordpress.com/">http://palavraria.wordpress.com/</a></p>
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