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um poema de Bukowski ao dia dos professores

os professores

hcb-matisse1944

sentado com os professores
falamos sobre Allen Tate
e John Crow Ransom
os tapetes estão limpos e
as mesas da cafeteria brilham
e então circulam conversas
sobre as verbas e trabalhos em
progresso
e há até uma
lareira.
o piso da cozinha está
bem encerado
e eu recém havia
jantado
depois de ter bebido até as
3 da manhã
após a leitura
da noite passada

agora lá vou eu outra vez
numa faculdade próxima.
estou em pleno Arkansas em
janeiro
alguém chega a mencionar
Faulkner
vou ao banheiro
e vomito o
jantar
ao sair
lá estão eles em seus casacos e sobretudos
esperando na cozinha.
devo entrar
em 15 minutos.
haverá um bom público
eles me dizem.

Poema de Charles Bukowski, p.88, O amor é um cão dos diabos, L&PM POCKET

Fotografia de Henri Cartier-Bresson

COMportas, me revelo…feito flores…

COMportas
por Tânia Du Bois

Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952
Fotografia de Henri Cartier_Bresson


“Me revelo / feito flores. / No inverno, / deságuo verso em mim. /Nublada, / alucino / meia lua. / Burlo desejo / trapaceio. /Me descaso / e não me reconheço”. (Leonora Waihrich)


No poema de Leonora percebo que há COMportas de querer e poder, que sugere refletir sobre o que gostaria de fazer, para poder buscar novos parâmetros. Fazer da sua vida o melhor lugar do mundo, porque são as misturas que trazem o clima acolhedor, juntamente com as criações e o reaproveitamento cultural. Rever e reler é preciso. Tentar reativar o talento é atitude que abre as comportas.

Em épocas de turbulências vale reconhecer a importância da leitura como revelação, para provocar a felicidade. O trunfo da sedução é a alegria de ter a revelação expressada no desejo de navegar entre o real e a fantasia.

Leia toda a crônica-ensaio
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o poeta, poema de Bárbara Lia

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O Poeta

O poeta entra na morte
Como quem toma um trem
Atravessa um túnel
Em uma lenta viagem
No escuro

O poeta entra na morte
E deixa para trás a estação

- Memória -

É aí que começa sua história.

Fotografia de Henri cartier-Bresson
Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição da Autora.

Leiam mais poemas no blog da autora:
http://chaparaasborboletas.blogspot.com/

Psiu, dia 1° de setembro é dia de brindarmos o lançamento de Constelação de Ossos, com a autora Bárbara Lia, às 19 h, na Livraria Palavraria:
http://palavraria.wordpress.com/

chove…

Cartier Bresson e o guarda-chuva

Chove

os pássaros calam
as crianças olham a tarde molhada
não há sapos no asfalto
apenas um cão vagabundo
se perde nos olhos do farol
será que no céu dos bichos
ainda o sol brilha?

Poema:Gerci Oliveira Godoy
Fotografia:Henri Cartier-Bresson

sonambolismos, para que pés?

CartierBresson6

Sonambulismos

Para que pés…

Tenho asas
voo
rodopio em fantasias

Para que pés…

Piso em nuvens
transfiguro lágrimas
em chuva

Para que pés…

Se enquanto penso
uma máscara relaxa

Para que pés…

Bailo
Tango
e quero-te em meus passos

Pés
quero-te sonâmbulos em meus rastros.

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Henri Cartier-Bresson