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verdades e olhares em Vidráguas



Verdades e olhares

Verdade seja dita: nunca vi nada igual!
E mesmo, se por hipótese
eu tivesse visto algo semelhante anteriormente,
certamente eu não teria a mesma impressão
do que tive ao vê-la neste instante…

O que eu vi?
nem se esforcem por saber,
por mais curiosos vocês estejam,
pois nada ouso dizer!

Muitos não acreditariam
mesmo se eu a descrevesse
com todas as cores e letras.

Portanto, eu me encerro em silêncio,
mas ainda, convincente, reafirmo
que é verdade tudo quanto vi…

Poema de Abel Sidney

leiam mais poemas no blog do autor:
http://abelsidney.blogspot.com/

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no final do dia…



FINAL

No final do dia
aproximado ao cansaço
trazido dos ofícios
não estou
presente. Ausentado ao tempo
não traduzido, esmaecido
nos alvoreceres da noite

amanhecido em finais
de tardes recompostas

minha ausência despercebida
em minúcias: a estrada
bloqueando a entrada.

Poema:Pedro Du Bois
Fotografia:Henri Cartier-Bresson

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http://pedrodubois.blogspot.com

um poema de Bukowski ao dia dos professores

os professores

hcb-matisse1944

sentado com os professores
falamos sobre Allen Tate
e John Crow Ransom
os tapetes estão limpos e
as mesas da cafeteria brilham
e então circulam conversas
sobre as verbas e trabalhos em
progresso
e há até uma
lareira.
o piso da cozinha está
bem encerado
e eu recém havia
jantado
depois de ter bebido até as
3 da manhã
após a leitura
da noite passada

agora lá vou eu outra vez
numa faculdade próxima.
estou em pleno Arkansas em
janeiro
alguém chega a mencionar
Faulkner
vou ao banheiro
e vomito o
jantar
ao sair
lá estão eles em seus casacos e sobretudos
esperando na cozinha.
devo entrar
em 15 minutos.
haverá um bom público
eles me dizem.

Poema de Charles Bukowski, p.88, O amor é um cão dos diabos, L&PM POCKET

Fotografia de Henri Cartier-Bresson

COMportas, me revelo…feito flores…

COMportas
por Tânia Du Bois

Henri_Cartier_Bresson.Ille_de_la_Cite_Paris.1952
Fotografia de Henri Cartier_Bresson


“Me revelo / feito flores. / No inverno, / deságuo verso em mim. /Nublada, / alucino / meia lua. / Burlo desejo / trapaceio. /Me descaso / e não me reconheço”. (Leonora Waihrich)


No poema de Leonora percebo que há COMportas de querer e poder, que sugere refletir sobre o que gostaria de fazer, para poder buscar novos parâmetros. Fazer da sua vida o melhor lugar do mundo, porque são as misturas que trazem o clima acolhedor, juntamente com as criações e o reaproveitamento cultural. Rever e reler é preciso. Tentar reativar o talento é atitude que abre as comportas.

Em épocas de turbulências vale reconhecer a importância da leitura como revelação, para provocar a felicidade. O trunfo da sedução é a alegria de ter a revelação expressada no desejo de navegar entre o real e a fantasia.

Leia toda a crônica-ensaio
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o poeta, poema de Bárbara Lia

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O Poeta

O poeta entra na morte
Como quem toma um trem
Atravessa um túnel
Em uma lenta viagem
No escuro

O poeta entra na morte
E deixa para trás a estação

- Memória -

É aí que começa sua história.

Fotografia de Henri cartier-Bresson
Poema de Bárbara Lia, Coreografia do Caos, exemplar, nº1, edição da Autora.

Leiam mais poemas no blog da autora:
http://chaparaasborboletas.blogspot.com/

Psiu, dia 1° de setembro é dia de brindarmos o lançamento de Constelação de Ossos, com a autora Bárbara Lia, às 19 h, na Livraria Palavraria:
http://palavraria.wordpress.com/