Currently browsing Luís Serguilha
VARDARAC-HIKARIDO, um poema de Luís Serguilha
* Serguilha, por este poema inédito concedido ao Vidráguas, um beijo e obrigada!
Éris procura a homenagem solar escancarada no centro incerto do pêssego das CHUVAS OROGRÁFICAS e sobre a assinatura do olhar-VARDARAC os eléctrons-volt dos PANTERINOS procura a inauguração resplandecente dos sacos coriónicos: as copas de KAIYA avançam no desdobradamento das tapeçarias-Moritake onde as aguarelas-lávicas rebentam o lençol de gêlo para enunciarem as folhas mais íntimas da Annona Squamosa como um simulacro de gumes-dos-salinos-hemisférios_______________as campânulas dos minúsculos sorvedouros povoam os pânicos dos atiradores-de-larvas que insistem permanecer na plenitude das margens das Vagens-Geodésias e VARDARAC desloca-se nas arranhaduras do deserto, na colisão das placas terrestres redescobrindo as palavras-dos-estromatólitos: as palavras-da-cineasta capturam a pasta relampejante da ameixa-agónica, a baía dos tubarões, a alcalinidade do FAGO para se enxugarem nas garras das veias-cíclicas como estacas-mágicas das longitudes a fecundarem os hinos-clitoríanos das criaturas-detectoras-de-minas:
leia todo poema:
Read more »
pensando a Poesia com Luís Serguilha
*Obrigada Poeta pelo Ensaio concedido à Vidráguas, do qual trazemos este recorte.

Desde os impulsos da fertilização obscura–incandescente até as aberturas primordiais da matéria verbal-poética.
O poeta transforma a vida no subsolo da metamorfose caótica, nos centros iluminadores da palavra absoluta, na violenta intemporalidade da nidação de Urano-Saturno, nos meridianos das combustões-reconstruções terrestres, na expansão instintiva do conhecimento profundo do ser, na infinidade criativa-imaginal. O poeta reconstitui-se na claridade dos chamamentos genésicos e na dor labiríntica que o encaminha para o Uno com as impulsões da incorruptibilidade da essência.
O poeta mergulha nas fecundações hipnóticas, na sonoridade da verdade, no simulacro do universo, absorvendo e expandindo as energias instauradoras das transmutações rítmicas que recriam os fulgores das inflorescências, os cânticos do coração do mundo, as magias na profundidade da existência, a espontaneidade da raiz xamãnica, a matéria das composições secretas, vivas.
A poesia projecta-se na tremulação indivisível, nas transfigurações das perceptivas-excitatórias, no desdobramento do imperceptível, na alteridade enigmática, como uma eclosão de hibernações entre as artérias do inexplicável, as intersecções das sugestibilidades e das pulverizações do desejo para procurar as epifanias infinitas da linguagem, as galáxias silenciosas, as interioridades indomáveis, as visões transcendentais.
Leia todo o recorte
Read more »
poema de Luís Serguilha traduzido à Lingua de Borges
La afinidad de los ejércitos de musgo es formada rigurosamente
en los sentidos galvanizados
por el canario del mar
que expone el babor de las plantas en las embajadas
luminiscentes
donde los guardianes de las circunferencias marinas
desnudan perpetuamente
la intervención molecular de los ondeos
sobre los codos metódicos del agua
como la continuidad vertiginosa de las aves de migración a
descomponer los tableros bilingües de los surcos cronológicos
entre el insulamiento de las efigies sintonizadas
y imperturbablemente una frontera de manos laboriosas es
adicionada a las movimientaciones indescifrables de los follajes
para diseminar los pórticos minusculos
que atrincheran los tejados cilíndricas de las tardes
La interioridad de las bibliotecas gotea en los pianos alegres de las mujeres
donde el fruncimiento descuidado de las horas es
predestinado a los bostezos pélvicos de las colinas unísonas
donde los vestidos mates de los torrentes supuestos
tonifican solamente
los garabatos ressalvados en el escurrimiento de las antorchas
para entregaren las correspondencias de los pájaros a las
dislocaciones continuas de los florecimientos extravagantes
Poema de Luís Serguilha,in: Embarcações / 2004
Tradução de Leonardo de Magalhaens
A afinidade dos exércitos de musgo é formada rigorosamente
nos sentidos galvanizados
pelo canário-do-mar
que expõe o bombordo das plantas nas embaixadas
luminescentes
onde os guardiões das circunferências marinhas
desnudam perpetuamente
a intervenção molecular dos adejos
sobre os cotovelos metódicos da água
como a continuidade vertiginosa das aves migratórias a
decompor os tabuleiros bilingues dos sulcos cronológicos
entre o insulamento das sintonizadas efígies
e imperturbavelmente uma fronteira de laboriosas mãos é
adicionada às indecifráveis movimentações das folhagens
para disseminar os minúsculos pórticos
que entrincheiram os telhados cilíndricos das tardes
A interioridade das bibliotecas goteja nos pianos alegres das mulheres
onde o franzimento descuidado das horas é
predestinado aos bocejos pélvicos das uníssonas colinas
onde os vestidos baços das supostas torrentes
tonificam unicamente
as garatujas ressalvadas no escoamento dos archotes
para entregarem as correspondências dos pássaros às
deslocações contínuas dos extravagantes florescimentos
um poema de Luís Serguilha traduzido à Língua de Goethe
A integridade da geometria renasce justamente nos nós
ingênuos das vibrações caudalosas
que fendem os pulmões inventados na abóbada do barco indigente
A delicadeza dos territórios luminosos permite um embate de
consonâncias
num arquipélago alienadamente descalço
pelas conversões perspicazes das citrinas febres
Sinto a cedência das ameixas na unidade das reminiscências
captadas mecanicamente no
tejadilho do labirinto carnudo
e os autocolantes das luzes aspiram as progressões
únicas das manjedouras pictóricas
sobre a convergência das balizas oceânicas
que contemplam o silêncio economizado na devotação das ilhas
As primeiras gaivotas embaciam as ampolas dos ementários
das fábulas
na ascensão transformadora dos ramos flamejantes
como a imutabilidade das pequeníssimas regiões a concentrar-se
na continência obsessiva da exígua manhã
Uma mancha de aveia ensina os assimétricos pulsos a reverem-se
nos sulcos paralelos dos caracóis
que delineiam a dentadura da lenha
e tu aprisionas vertiginosamente
a opulenta arquitectura dos sulcos
nos mostruários do calor
*
Guardarás a expedição dos símbolos nas vertentes atrasadas dos
meridianos
e a adolescência das luzes é anulada devagarinho no
tropel errante das escápulas
que justificam a concordância das agulharias
sobre os óleos estimulantes das têmporas
ocultamente concentradas
é aqui que o desenvolvimento magnético das abelhas conserva
a descendência do insulamento das lavouras transparentes
onde as propriedades viajantes das minúsculas fogueiras
ferem as líquidas mortalhas das cerejas
para congerminarem a dissertação das sílabas no
vértice profundo das pálpebras pubianas
Poema de Luís Serguilha, in Embarcações / 2004
Tradução de: Leonardo de Magalhaens
Read more »






