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Salve 20 de Setembro! Salve a Revolução Farroupilha!



Coração Farroupilha

Ninguém doma a esperança,
liberdade não se encilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.

Olha a tropa de lanceiros,
pela noite adentro avança.
Sob a luz clara da Lua,
cada estrela é uma lança.

Pelos mares da campanha,
pelas ondas da coxilha,
juntas de bois puxam barcos
da Esquadra Farroupilha.

Doze homens contra um
não é guerra é uma guerrilha.
Galopa livre em meu peito
um coração farroupilha.

No pendão verde-amarelo
o carmim também cintila.
Tremula no azul do Pampa
a Bandeira Farroupilha.


Poema de Luiz Coronel


CORREIO DO POVO
Arte & Agenda
ANO 116 Nº 352 – PORTO ALEGRE, SÁBADO, 17 DE SETEMBRO DE 2011

A barca do entardecer em Anáguas-Vidráguas



A barca do entardecer

Nas cidades putanas,
as avenidas abrem as pernas
e os seios das montanhas
se soltam da lingerie das nuvens
despudoradamente.

As cidades coristas
ornam-se com o colar
das luzes perimetrais
e as árvores de minissaia
dançam ao sabor dos ventos.

As cidades recatadas,
carece conquistá-las.

Em minha cidade,
o sol vem esquiando
a barca do entardecer.

Atravessa o rio,
caminha pelas ruas
com um balde de tintas
conferindo nuanças inesperadas
ao casario.
Uma vida não basta
para decifrar os mistérios
de Porto Alegre.

Poema de Luiz Coronel

Fonte:Correio do Povo
Arte & Agenda
ANO 116 Nº 296 – PORTO ALEGRE, SÁBADO, 23 DE JULHO DE 2011

parabéns Porto Alegre, Vidráguas!



Porto Alegre, que bem me faz o bem que te quero
por Luiz Coronel


Ah! Porto Alegre
na rótula do tempo
são nítidas tuas estações.

Miro meu rosto
no espelho das águas
e a lua cheia sorri.

Porto Alegre,
no verão és úmida
e tórrida
como as mulheres
abandonadas.

Mas quando chega
o outono
esparramas
o ouro
incandescente
de teu entardecer
pelos casebres da Glória,
pelos bangalôs da Tristeza.

Quando me perco
na melancolia deserta
de tuas noites de inverno
tu me cobres
com a colcha de paina
de tua cerração.

Na primavera
Porto Alegre assovia
milongas
pelos verdes túneis
das ruas de Petrópolis.

Ah! Porto Alegre
que bem me faz
o bem que te quero!

Poema de Luiz Coronel aos 239 anos de Porto Alegre, Correio do Povo,Arte & Agenda,ANO 116 Nº 177 – PORTO ALEGRE, SÁBADO, 26 DE MARÇO DE 2011

* Obrigada Mauro pelo envio deste poema à Vidráguas em homenagem a nossa Cidade.

hoje, mais poesia e canção nas ruas e nos olhares de todos…

Luiz Coronel e Tatiana Druck

Às 20 horas, no Café de la Musique, Av. Tarso Dutra, 135, os poetas Luiz Coronel e Tatiane Druck estarão autografando e conVersando Quirelas & Cintilações e Par e Ímpar, ambos editados pela Mecenas.
O lançamento contará com uma performace poética musical da atriz Fernanda Carvalho Leite e do músico Sérgio Rojas.

* Vidráguas a mais poesia que conVersa e canta… Parabéns Poetas!!!

Ave Fauna, um livro, um canto de amor à natureza

aranha

A aranha
nasce
do ventre das pedras.

A ARANHA

A aranha
tem mil artimanhas.

A aranha trafega
com passo de sombra.

A aranha tem modos
de fêmea que se requebra.

Luiz Coronel, Ave Fauna – Um canto de amor à natureza, 4ª edição, editora Mecenas