abril 19th, 2010 in Lançamentos, Notícias, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

Às 20 horas, no Café de la Musique, Av. Tarso Dutra, 135, os poetas Luiz Coronel e Tatiane Druck estarão autografando e conVersando Quirelas & Cintilações e Par e Ímpar, ambos editados pela Mecenas.
O lançamento contará com uma performace poética musical da atriz Fernanda Carvalho Leite e do músico Sérgio Rojas.
* Vidráguas a mais poesia que conVersa e canta… Parabéns Poetas!!!
outubro 26th, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

A aranha
nasce
do ventre das pedras.
A ARANHA
A aranha
tem mil artimanhas.
A aranha trafega
com passo de sombra.
A aranha tem modos
de fêmea que se requebra.
Luiz Coronel, Ave Fauna – Um canto de amor à natureza, 4ª edição, editora Mecenas
outubro 10th, 2009 in Eventos, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
O dia da inauguração do mundo
O mundo estava pronto
ao findar do sexto dia.
Água e terra, lado a lado
na mais perfeita harmonia.
Então uma pedra falou
com sua voz um tanto aguda:
“eu gostaria de andar”!
E Deus fez a tartaruga.
E depois uma montanha
com sua voz trovejante
pediu para ser bicho,
e Deus criou o elefante.
E a lua que se refletia
em águas claras, pacatas
disse que queria nadar
e se fez peixe de prata.
E quando a folhinha verde
expressou os sonhos seus
de saltitar entre os galhos
se tornou um louva-a-deus.
E as nuvens que cobriam
de branco o céu inteiro
resolveram se transformar
num rebanho de cordeiros.
E o sol, com pinta de rei,
quis também sua mutação:
por ter uma juba dourada
Deus fez do sol um leão.
E no seu galho uma flor
com vozinha de opereta
pediu que queria voar.
E Deus fez a borboleta.
E a estrela brilhante
vendo a onda se elevar
pediu para descer às águas
e hoje é “estrela-do-mar”.
E um anjo que estava perto
(até nem me lembro o nome),
gritou que queria ser Deus.
De castigo virou homem.
Luiz Coronel
III Patrono da Feira do livro infantil do Jardim Botânico
agosto 8th, 2009 in Eventos, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
Dia dos Pais
Feliz és tu
que não precisas fechar os olhos
para encontrar teu pai.
Ele abre o jornal
quando abres a porta.
Teu pequeno Atlas
tem o mundo em suas mãos.
Deixa de lado
a lufada dos fatos
e vêm ao teu encontro.
Abraço de mãe
é travesseiro.
E árvore o pai.
A gente sempre fica
com algumas palavras
trancadas na garganta.
O pai não quer arroubos
nem proclamas.
A roupa do pai tem
tantos bolsos.
É neles que guarda
pequenas humilhações
e desditas.
Mas em seu olhar brilha
um grande sonho.
Um mundo melhor para seu filho.
Às vezes dá vontade
de dizer ao pai
que nós também pisamos o barro,
sujamos a alma e os sapatos.
Mãe é teto.
Pai é viga.
Há resíduos de nossa infância
em todos os cantos.
Até no cheirinho de água de barba
que vem com seu abraço.
Ele cantava
no chuveiro.
Deixas sob o travesseiro
uma caixa de CDs.
A noite avança,
toca o telefone.
O pai agradece. Ao fundo,
ainda ouves, o som enternecido
de um bolero.
No escuro avalias
o filho que és.
Carece ser mais companheiro,
jantar, ir ao cinema.
Dormes e sonhas
com teu pai.
Chove na manhã de inverno.
E como é bom vir da escola
em seu colo,
os pingos d’agua cantando
sobre o guarda-chuva.
Luiz Coronel
março 25th, 2009 in Eventos, Lançamentos, Notícias, Poemas | No Comments »
Uma canção para Elis
por Luiz Coronel
Elis, tua canção
sempre me diz:
importa ser verdadeiro
muito mais que ser feliz.
Havia pássaros e sinos
em tua voz cristalina.
Bravos gestos de guerreira,
frágil corpo de menina.
Ainda te escuto nas ruas
pelas tardes de neblina.
A tua voz continua
oh, minha estrela sulina.
Oh, madrinha dos aflitos,
oh, bizarra bailarina,
agora brilhas mais longe
mas tua voz me ilumina.
Veludo, pétala e faca
a tua voz não termina.
Cantar é abrir viveiros
oh, minha estrela sulina.

Vidráguas a mais Cultura nas Praças, Poeta!, obrigada pela lembrança carinhosa e parabéns por mais este feito Cultural, onde a Canção ecoa…
E
Caros Amigos, para brindar este encontro poético-cultural um convite:
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