julho 26th, 2010 in Foto do Dia, Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | No Comments »

Fotografia de Ricardo Hegenbart
*Obrigada Oliani pelo poema homenagem e pela leitura sobre minha poesia, assim confirmamos que há versos que conVersam e seguimos!
EDIFICAÇÃO
“Se escrevo, é para um dia renascer”
Carmen Silvia Presotto
escrever
não é juntar signos
mas
o que é
senão o ato milenar
de edificar civilizações?
sim, o poeta
não gasta papel à toa
- ecológica
a escrita deve ser séria
em respeito à natureza
abaixo a literatura vazia
ao discurso inepto
só os bons poemas
atravessam o tempo
* Poema de Luiz Otávio Oliani para dialogar com Vidráguas.
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julho 13th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

* Artigo do Jornal de Letras, número 142.
FOME
ao roçar a boca da solidão
entre auroras e estrelas
mastigo minha dor
em que língua nos falamos?
POEMAS DO LIVRO ESPIRAL, DE LUIZ OTÁVIO OLIANI, EDITORA DA PALAVRA, 2009
junho 15th, 2010 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | No Comments »

TERRITÓRIO
“O que não sei fazer desmancho em frases”
Manoel de Barros
brota em mim o verbo
com suas pessoas
desconjugá-las não posso
em mim
a palavra
se faz morada
Poema: Luiz Otávio Oliani
Fotografia: Ricardo Hegenbart
maio 28th, 2010 in Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam, conversando sobre literatura | No Comments »
Uma leitura em Espiral, poemas de Luiz Otávio Oliani
por António Amaral Tavares (Portugal)http://acasaquecaminha.blogspot.com/

“Na poesia de Luiz Otávio Oliani, não se ouve o escopro ou o cinzel trabalhando a pedra, nem o polir da madeira ou o cortar das sebes. Abafa-se esse ruído. Esse é de bastidores, de mãos a trabalhar, de um progredir de ideias.
Na sua poesia as palavras saiem para a rua limpas de sangue e de poeiras de oficina ou de caminhar, para que nada desvie a atenção do leitor do núcleo do poema. Exige para isso, economia nas palavras e síntese nas emoções. E por acreditar que o leitor é inteligente, liberta o poema de pontuação excessiva, grafismos ou palavras supérfluas, holofotes que lhes apontem a primazia de uma face, uma estrada, uma parede do poema; na pele do poema não se vêem marcas de esforço ou cicatrizes da luta com o poeta, pelo que as palavras aparentam não terem a importância que realmente têm e que uma leitura atenta atestará.
Os poemas de Oliani são curtos, não por toda esta economia linguística, mas porque, na maior parte das vezes, o poeta procura a luz indivisível dos elementos que lhe compõem a colheita. Não encontrarão vastos lamaçais na poesia de Oliani.
E os poemas de Oliani são curtos, não porque o poeta se faça ouvir no silêncio entre as palavras (essa é uma tarefa mais para o leitor), mas porque as palavras que escreve são varas incontornáveis no caminho do poema: “a poesia não dorme / enquanto o verbo não sacia / a fome louca de gritar” (Enigma).”
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maio 14th, 2010 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »
RESGATE

como posso resgatar
o que não existe em mim?
ao beijar a solidão
eu me dispo por inteiro
da escória que é o homem
na inútil tentativa
de ser Deus por um minuto
Poema de Luiz Otávio Oliani, Fora de Órbita, Editora da Palavra – Rio de Janeiro, 2007.
Gravura de M.C. Escher, Um Outro Mundo, 1947.
Psiu saibam mais do Poeta e sua Obra:
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