Será avesso ao Direito ou um direito a intolerância? Será inapelável o contra-senso ou um consenso a falta de senso em primeira instância? Será direito a mão direita de antemão na contramão pesar a mão mantendo o dedo apontado para a esquerda à distância? Será direita a extrema posição à espreita, a desconfiança? Será agravante o desagravo e grave o tal agravo ou sem importância?
*Seguimos ligados à poesia do interTextual, que canta, pinta e embala a todos… era para ser quarta, porém em tempos de viagens ocorre atrasos, fusos horários e cantando mandamos a tristeza embora…leiam aqui ou lá:http://www.espacointertextual.blogspot.com/
a viva poesia
se a noite
assenhora
negro nasce
áureo samba
viola aurora
acorde perfeito
a viva voz
do morro
o violão
acorda
o cordão
embora
partido
alto vigora
compasso
bandeira porta
afora
alvorada
cavaquinho
chora
noite negra
à luz de candeia
é hora
alva
agora
bossa aqui jazz
nova senhora
a tristeza
ora
fim da tempestade
nascerá
o sol
lá fora
Poema de Marcio Nicolau
Pintura de Nélson Sargento
Quartas-feiras é dia de estarmos linkados ao (http://www.espacointertextual.blogspot.com/) que hoje, com um passeio por Bras(ilha), nos apresenta uma verdadeira cartografia poética músical.
Bras(ilha)
do arquiteto
traço
trilhas
Plenário da Câmara dos Deputados – Congresso Nacional
“Esta cidade jamais terá alma, coração, carne ou sangue.”
Simone de Beauvoir
Porta de Metal e Vidro – Capela do Palácio da Alvorada
“Em Brasília não há por onde entrar nem por onde sair.”
Clarice Lispector
Salão Nobre da Câmara
“Brasília é um futuro que aconteceu no passado. É o fracasso do sucesso mais espetacular do mundo.”
Clarice Lispector
Salão Nobre do Senado
“Brasília é o mistério classificado em arquivos de aço. (…) Sinto-me numerificada e toda apertada.”
Clarice Lispector
Superior Tribunal Federal em Brasília
“Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei, uma cidade que fabrica a sua própria lei”
Herbert Vianna
Congresso – Salão Verde
“Há alguma coisa aqui que me dá medo. Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui.”
Clarice Lispector
Cartografia Poética: Marcio Nicolau
Fotos: registros da trajetória artística de Athos Bulcão, cuja obra, “realça” o concreto da arquitetura de Brasília.
Músicas: “Pierrot” – Marina Lima (trecho) e “Que país é este” – Renato Russo (trecho)