﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Vidráguas &#187; mario quintana</title>
	<atom:link href="http://vidraguas.com.br/wordpress/tag/mario-quintana/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://vidraguas.com.br/wordpress</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 15:23:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Vidráguas aos 109 anos de Carlos Drummond de Andrade, poema reEditado por Carmen Vidráguas, vivas!!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/31/vidraguas-aos-109-anos-de-carlos-drummond-de-andrade-poema-reeditado-por-carmen-vidraguas-vivas/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/31/vidraguas-aos-109-anos-de-carlos-drummond-de-andrade-poema-reeditado-por-carmen-vidraguas-vivas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[57ª Feira do Livro de Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Américo Conte]]></category>
		<category><![CDATA[armindo trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[Baco]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Dionísio]]></category>
		<category><![CDATA[Éric PoETs]]></category>
		<category><![CDATA[IEL- Prêmio Moacyr Scliar]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo silvestrin]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12449</guid>
		<description><![CDATA[E agora, José? por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs) Arte de Américo Conte Hei! Não digam nunca não… Drummond? Cadê a minha matéria que é feita de outros? E o povo, José? Ver nada é pouco para tamanho vazio, por isso, quando a noite cai, visto-me de lua não digo não, nem nunca… Apenas, adorno-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E agora, José?<br />
por Carmen Silvia Presotto, em reediCão(rs)<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/charge.gif" rel="lightbox[12449]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/charge-214x300.gif" alt="" title="charge" width="214" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12450" /></a><br />
Arte de Américo Conte<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Drummond?<br />
Cadê a minha matéria que é feita de outros?<br />
<br />
E o povo, José?<br />
<br />
Ver nada é pouco para tamanho vazio,<br />
por isso, quando a noite cai, visto-me de lua<br />
não digo não, nem nunca…<br />
Apenas, adorno-me para abocanhar o sol<br />
sei que nos amanheceres, nem perceberei o tilintar das moedas, nem o tempo, nem a distância.<br />
<br />
Não digo não nem nunca…<br />
Apenas, preencho brancos espaços com febris palavras.<br />
Sei que elas anestesiam lobos e cordeiros<br />
LobOdeirOS que amenesiam latentes universos<br />
Zeros covardes pulsam, mas não amortecerei a um nunca, nem a uma imagem, nem a um mundo de míseras horas…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
Já houve um tempo<br />
já houve um verde espaço<br />
sem hipocrisias…<br />
Já houve um Norte<br />
já houve um Einstein<br />
<br />
Tempaço!<br />
<br />
E cadê nós, José?<br />
<br />
Sem alma tudo é lama ou carne petrificada…<br />
Santa Hipocrisia…<br />
Esse é o povo que me quer pura e alva?<br />
Quem são esses mortais, José?<br />
<br />
Baco<br />
Hermes<br />
Dionísicos momentos?<br />
<br />
Cálices Insanos!<br />
Marcaram-me com sangue para colher minha única brancura.<br />
E Agora derreti, sou neve no gelo, livro no ar…<br />
<br />
Hei! Não digam nunca não…<br />
<br />
José, querem nossas vidas, mas agora feito de povo escrevemos…<br />
<br />
psiu, e mais José agora há quem escute, e viva o dia D..rummond!!!! E também o sempre poesia&#8230;Quintana, Drummond e Scliar sorriem lá das nuvens(rs).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/31/vidraguas-aos-109-anos-de-carlos-drummond-de-andrade-poema-reeditado-por-carmen-vidraguas-vivas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>conVersando com Carmen Presotto&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/27/conversando-com-carmen-presotto/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/27/conversando-com-carmen-presotto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 18:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[57ª Feira do Livro de Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[conVersar]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12348</guid>
		<description><![CDATA[ConVersando por Carmen Silvia Presotto Foto minha(ih)&#8230;mais vale o olhar. Hey, boas novidades para o Sr. Livro, este cidadãos de mundos. Lia hoje, que pela primeira vez, chega à Feira do Livro de Porto Alegre, um Presidente&#8230; Enfim, Dilma, virá como sempre veio todos os anos, uma grande leitora, e disso sabemos e desta vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ConVersando<br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Imagem-016.jpg" rel="lightbox[12348]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Imagem-016-300x225.jpg" alt="" title="Imagem 016" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12350" /></a><br />
Foto minha(ih)&#8230;mais vale o olhar.<br />
<br />
Hey, boas novidades para o Sr. Livro, este cidadãos de mundos. Lia hoje, que pela primeira vez, chega à Feira do Livro de Porto Alegre, um Presidente&#8230; Enfim, Dilma, virá como sempre veio todos os anos, uma grande leitora, e disso sabemos e desta vez vem para abraçar outra guerreira a Patrona Jane Tutikian que há muito vem lutando por mais leituras, mais projetos sociais junto a Educação.<br />
<br />
Então, quando o “Batalhão de Letras”, se encontram algo há de acontecer, encontros, conversa e nonos projetos certamente a caminho. Dilma vem para lançar o programa o Livro Popular&#8230; Bem, sabemos, falar é fácil, por isso estaremos atentos e cobrando sim, por mais atos poéticos .<br />
<br />
Leiam toda a conVersa<br />
<br />
<span id="more-12348"></span><br />
<br />
Então está Feira promete um salto, por isso sapatilhas nas bolsas, porque entre um salto e outro, haverá muitas páginas, muitos caminhos, muitos livros, muitos avanços&#8230; e não por serem mulheres a estar no comando, porque o Livro não tem sexo, e sim sexualidade, linguagem, amor de construção, por isso as mãos que escrevem, bordam, cozinham, leem, se juntam para seguir a caminhada, verso a verso, passo a passo..<br />
<br />
E , Vidráguas estará lá, no dia 6/11, às 16h30, no pavilhão de Lançamentos com Postigos(meus), Poesia Volátil- amor e expansão de Daniel F. Nunes de Oliveira  e Minha Vida Meus Amores de Elma Neves de Moraes, que ao 83 anos lança seu primeiro livro de poesia, também pela Editora Vidráguas&#8230;eba!<br />
<br />
Quintana e Drummond, estejam na nuvem que estiverem devem estar sorrindo, pois suas Musa(s) os escutaram e postiguaram em Busca do Tempo Perdido, claro!, que elas leram sua tradução de Proust. E nós seguimos lendo e convivendo com nossos amados Muso(s), não há mais guerra entre sexos, Simone!, hoje buscamos juntos a língua que age, a linguagem&#8230;<br />
<br />
Ah, e brinco sempre, o Sr. Cidadão, Livro e coisas e tais, é de todos e para todos, por isso, a brincadeira com o feminino. Porque cá pra nós, coloquem mulheres no Vaticano, no mínimo esvaziariam os cofres em ajuda aos necessitados. No máximo, ainda não se sabe, mas que abririam os pergaminhos, isso sim, a curiosidade feminina é um SPAMto(rs)&#8230;e amanhã estarei em Sarandi, conversando e tomando um Café amigo com amigos e Ave Poesia!!<br />
<br />
e psiu,leiam minha entrevsita com Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa, no Fala Brasil&#8230;<br />
<br<<br />
Beijos bom dia a todos.<br />
Carmen Vidráguas!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/27/conversando-com-carmen-presotto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desbundalismos poéticos, Pedras de calcutar&#8230; mais uma Cartografia Poética em Vidráguas</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/23/desbundalismos-poeticos-pedras-de-calcutar-mais-uma-cartografia-poetica-em-vidraguas/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/23/desbundalismos-poeticos-pedras-de-calcutar-mais-uma-cartografia-poetica-em-vidraguas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 16:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartografias Poéticas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagens...]]></category>
		<category><![CDATA[Sentir sinta quem lê - poema sentido...]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Videos]]></category>
		<category><![CDATA[anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[armindo trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[carmen anáguas]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[cartografia poética]]></category>
		<category><![CDATA[desbundalismos poéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Donaldo Schüler]]></category>
		<category><![CDATA[evasAlmas]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento postigos]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[nei duclós]]></category>
		<category><![CDATA[postigos vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[studioClio]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12248</guid>
		<description><![CDATA[Desbundalismos poéticos, Pedras de calcutar&#8230; Por Carmen silvia Presotto * Esta foto, é em Verona, imaginem, estava eu na casa de Julieta, esperando os Bardos chamarem e não é que deu certo, o telefone tocou e&#8230; Psiu, hoje meu telefone vai tocar! Hoje é dia de publicarmos mais um poema enRedados Vidráguas, no entanto Luana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desbundalismos poéticos, Pedras de calcutar&#8230;<br />
Por Carmen silvia Presotto<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/postigo_-verona.jpg" rel="lightbox[12248]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/postigo_-verona-267x300.jpg" alt="" title="postigo_ verona" width="267" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12251" /></a><br />
* Esta foto, é em Verona, imaginem, estava eu na casa de Julieta, esperando  os Bardos chamarem e não é que deu certo, o telefone tocou e&#8230;<br />
<br />
Psiu, hoje meu telefone vai tocar! Hoje é dia de publicarmos mais um<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/mormentos-poemas-enredados/"> poema enRedados Vidráguas</a>, no entanto <a href="http://luananeres.blogspot.com/">Luana Neres</a>, vidraguense amiga, dona da Arte de nosso projeto está em um Congresso de História da Arte no Rio, por isso o atraso&#8230;<br />
<br />
Amanhã deverá estar nossa homenagem ao Poeta Amado <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/mormentos-poemas-enredados/">Armindo Trevisan</a>, outro, entre tantos é o Poeta, tradutor e tanto mais&#8230;Professor <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/19/em-vidraguas-pensando-a-poesia-com-armindo-trevisan/">Donaldo Shuler</a>, com trema, sim, que além de nos desnudar<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donaldo_Sch%C3%BCler"> Joyce</a>, escreveu <a href="http://trinity.ritterdosreis.br/cgi-bin/wxis.exe?IsisScript=phl8/003.xis&#038;cipar=phl8.cip&#038;bool=exp&#038;opc=decorado&#038;exp=CHIMARRITA&#038;code=&#038;lang=por">Chimarrita</a>, onde nos mostra um Cândido tão moderno que até Joyce se assustaria(rs).<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/L41973.jpg" rel="lightbox[12248]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/L41973.jpg" alt="" title="L41973" width="100" height="148" class="alignnone size-full wp-image-12250" /></a><br />
<br />
Enquanto isso, anuncio nossa próximo enredo será com <a href="http://brunalombardi.com/">Bruna Lombardi</a>, que além de Musa de Quintana como Cecília Meireles, o que é muito!&#8230; pois cá, para nós quem não amaria estar naquelas sinapses poéticas, no labirinto deste<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauno"> Fauno</a> Quintana, hein?<br />
<br />
Leiam toda a <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/cartografias-poeticas/">Cartografia Poética Vidráguas</a>, esta e outras que tecemos no site <a<br />
<br />
<span id="more-12248"></span><br />
<br />
Bem&#8230; como dizia Bruna é uma excelente poeta,leiam lá no site de <a href="http://www.rubensjardim.com/blog.php">Rubens Jardim</a>, outro &#8220;muso&#8221;, viu <a href="http://www.retornoimperfeito.com.br/">Adroaldo Bauer</a>, pertinenete tua pergunta a entrevista que estará no Fala Brasil, outro amigo e muso&#8230;e, como dizia a poesia dela e de tantas outras mulheres poetas, que além de lindas pernas, têm dedos que ao cantar amam e desejam e enobrecem a Poesia por que seus efeito são feitos, são metáforas, são imagens, seres de Eros, são poemas e dos bons, e com isso recordo <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/05/18/o-banquete-de-platao/">Banquete de Platão </a>um documentário Vidráguas  e gracias <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100000012860170">Sulamita</a>, amiga facebookiana, vidraguense lá no grupo <a href="https://www.facebook.com/groups/169339666456388/">Vidráguas</a>, por nos trazeres também esta Clio,<a href="http://www.studioclio.com.br/atividades/banquete-clio/agenda"> StudioClio</a>, em lembrança, meu Lar dionisíaco também..e Viras Eros!!<br />
<br />
Então, para que outros por aqui saibam e leiam Quintanares e muito mais, hoje sigo com esta Cartografia Poética, um mapa de minhas veias poesia, ops, Vias,&#8230;e enquanto o domingo se tece, vou recortando a Carta de Caio Fernando Abreu em miúdos a <a href="http://outubro.blogspot.com/">Nei Duclós</a>, e gente&#8230;vamos escrever mais cartas?<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedrasdecalcuta.jpg" rel="lightbox[12248]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pedrasdecalcuta-205x300.jpg" alt="" title="pedrasdecalcuta" width="205" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12249" /></a><br />
<br />
Poema de Mario Quintana que foi &#8220;muso&#8221; a Caio F. Abreu, Duclós , Trevisan de <a href="http://atrizbrunalombardi.blogspot.com/2010_08_01_archive.html">Bruna</a>, meu e de &#8230;milhões de amores.<br />
<br />
&#8220;Hoje me acordei pensando em uma pedra numa rua de Calcutá. Numa determinada pedra numa rua de Calcutá. Solta. Sozinha. Quem repara nela? Só eu, que nunca fui lá. Só eu, deste lado do mundo, te mando agora esse pensamento&#8230; Minha pedra de Calcutá!&#8221;<br />
<br />
E Quintana que amava filmes de Vampiros e pelo visto lia Clarice Lispector e a Terra Desolada de T.S.Eliot, enquanto traduzia Proust em seus postigos de buscas sem fim. Sim, Quintana lia clássicos e contemporâneos, era Poeta, era ave, e segue borboleta:<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/mario-quintana-e-bruna.jpg" rel="lightbox[12248]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/mario-quintana-e-bruna-300x190.jpg" alt="" title="mario quintana e bruna" width="300" height="190" class="alignnone size-medium wp-image-12252" /></a><br />
<br />
<strong>O Ovo</strong><br />
<br />
Na Terra deserta<br />
A última galinha pões o último ovo&#8230;<br />
<br />
Seus cocoricós não encontra eco&#8230;<br />
<br />
O Anjo a que estava ofertado o cuidado da Terra<br />
Dá de asas e come o ovo.<br />
<br />
Hummm! o ovo senta-se-lhe mal&#8230;<br />
O OVO!<br />
<br />
O Anjo, dobrado em dois, aperta em dores o ventre angélico.<br />
<br />
De repente,<br />
O Anjo cai duro, no chão!<br />
<br />
(Alguém invisível, ri baixinho&#8230;)<br />
<br />
Mario Quintana, p., 271, em <em>A Vaca e o Hipogrifo</em>, Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros.<br />
<br />
E para voltar ao início da conversa, Quintana escrevia, prefacioo, se correspondia com Nei Duclós, confiram lá em Outubro, enquanto isso leiam:<br />
<br />
<strong>Mario Quintana</strong><br />
<br />
Olhem o antípoda<br />
olhem o animal da palavra<br />
É um dinossauro na cidade de vidro<br />
borboleta branca na floresta queimada<br />
<br />
Respeitem seu andar<br />
e desconfiem com temor<br />
da sua conversa fiada<br />
<br />
Ele é o flagelo do Senhor<br />
e vocês não sabem<br />
<br />
Nei Duclós, p. 31 de Outubro, editado pelo IEL, que em seus agradecimentos estão Cláudio Levitan, Juarez Fonseca, Ida Lobato ( sua amada companheira) e Caio Fernando Abreu.<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/oRob5aGNasg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
E Ora Bolas, as musas e os musos existem sim, e vivenciamos isso diariamente, agora colo aqui um poema meu, para dizer que não acredito em acaso, acredito em Amor de Contrução, amor em transferência e aí&#8230; não há vidraças para ERos, ele sabe achar os poros da Arte&#8230;<br />
<br />
<strong>Adverbium</strong><br />
&#8230;.o limite é a nudez do osso&#8230;(Caio Fernando Abreu)<br />
<br />
O osso é a nudez da carne<br />
a carne, a nudez do tempo<br />
o tempo, a nudez do espaço<br />
o espaço, a nudez do hoje<br />
<br />
e agora, vestidos por nus<br />
elásticos são os momentos.<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto, p. 81, em Postigos, Vidráguas<br />
<br />
Ë a ele, Caio, que dedico este poema, da leitura que teci em seu livro o <a href="http://www.portalliteral.com.br/lancamentos/triangulo-das-aguas-1">Triângulo Das Aguás</a>, por isso  hoje temos Vidráguas, temos <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/anaguas/">Anáguas</a>, temos <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/category/anaguas-evasalmas-2/">evasAlmas</a>, e Postigos,sabiam?, está <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Em_Busca_do_Tempo_Perdido">Em Busca do Tempo Perdido</a>, livro de Proust, em tradução de Quintana<br />
<br />
&#8230; por isso, por tanto, muitos me perguntam, e agora confesso, escutei muito esta palavra em minha infância, somos gente da campanha e por lá dizem postigos ao que para uns é veneziana,  o li Em Busca do Tempo Perdido, através de Quintana&#8230; e quem leu Quintana, não tem tempo perdido, e quem leu Proust sabe que Postigos está lá, portanto a ele e a todas as mãos que, sentem que por trás das vidraças da poesia há amor, há desejo, há encontros, há Postigos,  há leituras e muito, muito trabalho, um brinde, um beijo, pois hoje já somos mais e melhores&#8230;<br />
<br />
Gracias a todos os parceiros Vidráguas que estão nos trabalhos, que estão nos olhares, que aqui escrevem e compartilham poemas, experimentalismos poéticos, audácias verbais, que estão no grupos em Redes sociais e projetos culturais feito Cantares, passo a passo, versos a verso&#8230;dia-a- dia&#8230;assim um dia se tece em manhãs&#8230;bom domingo  e seguimos&#8230;<br />
<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/jVoJg5BmyLY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/23/desbundalismos-poeticos-pedras-de-calcutar-mais-uma-cartografia-poetica-em-vidraguas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Quem faz um poema salva um afogado&#8221;, diz Mario Quinta nas reflexões de Sandrio Cândido</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/16/quem-faz-um-poema-salva-um-afogado-diz-mario-quinta-nas-reflexoes-de-sandrio-candido/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/16/quem-faz-um-poema-salva-um-afogado-diz-mario-quinta-nas-reflexoes-de-sandrio-candido/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 15:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Interiores Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Quem faz um poema salva um afogado]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[rosa meditativa]]></category>
		<category><![CDATA[Sandrio Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=12093</guid>
		<description><![CDATA[Quando o silêncio conVersa, despertamos por Sandrio Cândido Rosa meditativa &#8211; Arte de Salvador Dalí Não há nada mais silencioso do que os corredores do seminário a esta hora da noite. Um silêncio de vozes que abandonaram muitas história inacabados, alguns sonhos e também desejos e pesadelos também. O mesmo silêncio dos livros. Um livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o silêncio conVersa, despertamos<br />
por Sandrio Cândido<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/rosa-meditativa-dali-195643-69.jpg" rel="lightbox[12093]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/rosa-meditativa-dali-195643-69-300x300.jpg" alt="" title="rosa-meditativa-dali-195643-69" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12094" /></a><br />
Rosa meditativa &#8211; Arte de Salvador Dalí<br />
<br />
Não há nada mais silencioso do que os corredores do seminário a esta hora da noite. Um silêncio de vozes que abandonaram muitas história inacabados, alguns sonhos e também desejos e pesadelos também. O mesmo silêncio dos livros. Um livro não e mais do que vários silêncios agrupados em palavras. Agora estava lendo os redentores um livro que fala sobre as varias pessoas que de alguma forma contribuíram para a revolução na América latina, e emociona-me pensar que ali repousa o silêncio de muitos que ousaram sonhar com um mundo mais humano &#8211; um sonho tão antigo e tão contemporâneo &#8211; um sonho que carregamos em nossos corredores, quando nos perguntamos quem foi Jesus e percebemos que também ele teve este sonho.<br />
<br /> <br />
Não apenas por influência do concilio vaticano II com a sua bela Gaudium <em>et spes</em>, tão pouco apenas pela influencia do Leonardo Boff, mas que isto, a idéia que me atormenta ao pensar a figura de Jesus vem dos próprios relatos bíblicos. Eu me pergunto como posso ajudar a missão que um dia cristo confiou aos apóstolos e só consigo como resposta o silêncio dos livros e dos poemas que me visitam com musas adormecidas que necessitam do calor da minha solidão para ganharem vida e corpo na forma de um poema. Sim eu quero ajudar na missão, eu quero escrever não apenas para formular uma nova estética na poesia, mas também para dizer ao mundo que ainda e possível conceber a vida.<br />
<br />
Leia toda a crônica reflexão de Sandrio e ainda seu poemas em seus blog <a href="http://www.aalmaearosa.blogspot.com/">A Alma e a Rosa</a><br />
<span id="more-12093"></span><br />
<br />
Penso como diz no poema do Mario Quintana: “quem faz um poema salva um afogado” tem o imenso poder de guardar aquilo que nunca podemos dizer. O amor nunca declarado, a utopia que dura já dois mil anos e tantos vezes foi anulada por aqueles que deveriam construí-la. Penso que muitas vezes o poema e a única forma de dizer tudo sem precisar gritar ou ferir alguém (a não ser eu mesmo e o leitor que se identifica comigo), já que o poema nasce da nossa própria ferida. Minha missão e tentar escrever. Preciso crer que a escrita é a faca com a qual desferirei os golpes que desfraldarão a vida.<br />
<br />
Posso dizer que escrever e um ato de silêncio e solidão, não de tristeza (_A tristeza às vezes não passa de um mentira estética) Mas de uma solidão de perceber-se abandonado nesta imensidão ( claro que creio na existência divina, por isto estou na vida religiosa), mas muitas vezes só podemos contar mesmo com o nosso fardo, com o nosso destino e com a nossa cruz e só carregando esta  até os limites de nossos próprios seres e devaneios é que podemos alcançar um outro estagio na vida, compor um outro verso no grande poema. Agora veio a minha memória o filme um sonho de liberdade naquela grande cena onde o protagonista passa dois meses em uma solitária, ao sair perguntam lhe como ele agüentou e ele responde: Fiquei ouvindo musica. E alguém argumenta que não havia rádio lá dentro e ele diz: não preciso de rádio a música já esta aqui dentro de mim.<br />
<br />
Na poesia talvez seja assim, os poetas não precisam das vozes, pois a poesia já mora dentro deles (dentro dos vários silêncios que o constrói). Quisera eu que a poesia também morasse dentro do meu ser e que eu podesse acessá-la em cada silêncio que faço na minha vida cotidiana. Um dia talvez eu consiga. Talvez para isto tenha que fazer um caminho místico tal qual aquele que santa Tereza D’Ávila fez em suas moradas interiores.<br />
<br<br />
Aos leitores do Vidráguas peço desculpas já que este é um desabafo e não um texto cientifico ou algo assim. Perdoe-se não sei seguir os moldes e se quando escrevo soa abstrato. Perdoe-me mais ainda por colocar uma dimensão teológica na poesia, mas caros amigos ( se assim me permitem chamá-los) não é a vida perpassada pela teologia,pela poesia, pela filosofia, química e tudo. Então porque eleger apenas um aspecto da existência na hora de escrever. Mas perdoe a pretensão deste ser que só sabe olhar os corredores e perceber os silêncios e neles descobrir as palavras que esperam ser dissecadas por minhas mãos.<br />
<br />
Sandrio querido, sempre bom contar tuas palavras, tua amizade, e textos aqui em Vidráguas, e desabafar é desaguar no papel, na tela, para poder dar um passo  mais, por isso, por tua companhia e um beijo amigo e bom ter teus escritos mensalmente aqui em Vidráguas.<br />
<br />
Psiu e logo mais deve estar nosso enRedado XXXVI, com Nydia Bonetti, estou com problema em blogar a imagem, mas logo estará e seguimos&#8230;bom dia, e dia 20 vamos comemorar 2 anos de http://www.aalmaearosa.blogspot.com/</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/10/16/quem-faz-um-poema-salva-um-afogado-diz-mario-quinta-nas-reflexoes-de-sandrio-candido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quintana em quadrinhos por Luiza Maciel, projeto PontuAção em Vidráguas</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/07/13/quinatana-em-quadrinhos-por-luiza-maciel-projeto-pontuacao-em-vidraguas/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/07/13/quinatana-em-quadrinhos-por-luiza-maciel-projeto-pontuacao-em-vidraguas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 20:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pontuação - Letras em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Maciel]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Maciel Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Pontuação]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=11104</guid>
		<description><![CDATA[Para ler cliquem na imagem Logo teremos mais novidades do Projetoto PontuAção com poesia em quadrinhos nas Escolas, aguardem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/004QuintanadasutopiasPoesiaemaquadrinhosLuiza.jpg" rel="lightbox[11104]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/004QuintanadasutopiasPoesiaemaquadrinhosLuiza-300x228.jpg" alt="" title="004QuintanadasutopiasPoesiaemaquadrinhosLuiza" width="448"eight="336" class="alignnone size-medium wp-image-11105" /></a><br />
Para ler cliquem na imagem<br />
<br />
Logo teremos mais novidades do Projetoto PontuAção com poesia em quadrinhos nas Escolas, aguardem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/07/13/quinatana-em-quadrinhos-por-luiza-maciel-projeto-pontuacao-em-vidraguas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>quintaneando com Vidráguas, poesia em quadrinhos</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/08/quintaneando-com-vidraguas-poesia-em-quadrinhos/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/08/quintaneando-com-vidraguas-poesia-em-quadrinhos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 14:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Pontuação - Letras em Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Hosamis Pádua]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poesia em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Pontuação- Letras em quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=10505</guid>
		<description><![CDATA[Para ler, clique e amplie a imagem Hosamis obrigada pela companhia e uma semana sim e outra não, cá estaremos com o Projeto Pontuação. Leiam mais poemas da autora em seu blog: http://hosamis-causasui.blogspot.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Poesia-em-Quadrinhos-01-Quintaneando-com-Vidráguas-Hosamis-1-com-logotipo.jpg" rel="lightbox[10505]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Poesia-em-Quadrinhos-01-Quintaneando-com-Vidráguas-Hosamis-1-com-logotipo.jpg" alt="" title="Poesia em Quadrinhos 01 Quintaneando com Vidráguas Hosamis 1 (com logotipo)" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-10506" /></a><br />
<br />
Para ler, clique e amplie a imagem<br />
<br />
Hosamis obrigada pela companhia e uma semana sim e outra não, cá estaremos com o Projeto Pontuação.<br />
<br />
Leiam mais poemas da autora em seu blog:<br />
<a href="http://hosamis-causasui.blogspot.com/">http://hosamis-causasui.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/06/08/quintaneando-com-vidraguas-poesia-em-quadrinhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>poema enRedados XI</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/04/03/poema-enredados-xi/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/04/03/poema-enredados-xi/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 15:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poemas em movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=9438</guid>
		<description><![CDATA[Psiu! Seguimos enredando os versos no domingo, agora começamos conVersar com grande Poetas, desta vez nosso ninho e voo foi Quintana, leiam, e a todos que aqui estão um beijo, gracias pela companhia e seguimos&#8230; Cliquem na imagem para ampliar e confiram também lá no blog de Luana Neres, autora da arte que nos enreda. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! Seguimos enredando os versos no domingo, agora começamos conVersar com grande Poetas, desta vez nosso ninho e voo foi Quintana, leiam, e  a todos que aqui estão um beijo, gracias pela companhia e seguimos&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/poema-enRedado-com-Quintana-em-Vidráguas.png" rel="lightbox[9438]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/poema-enRedado-com-Quintana-em-Vidráguas.png" alt="" title="poema enRedado com Quintana em Vidráguas" width="480" height="579" class="alignnone size-full wp-image-9766" /></a><br />
<br />
Cliquem na imagem para ampliar e confiram também lá no blog de <a href="http://luananeres.blogspot.com/">Luana Neres</a>, autora da arte que nos enreda.<br />
<br />
<em>Das Utopias<br />
<br />
Se as coisas são inatingíveis&#8230; ora!<br />
não é motivo para não querê-las&#8230;<br />
Que tristes os caminhos, se não fora<br />
a mágica presença das estrelas!</em><br />
Quintana<br />
<br />
E no próximo domingo estaremos enRedados à Poesia de Gullar, oba!! </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/04/03/poema-enredados-xi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>pensando a Poesia com Quintana</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/03/27/pensando-a-poesia-com-quintana/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/03/27/pensando-a-poesia-com-quintana/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 20:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mo(r)mentos - poemas enRedados]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[pensando a poesia com]]></category>
		<category><![CDATA[pensando com]]></category>
		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Tranças Poéticas Vidráguas]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=9334</guid>
		<description><![CDATA[A Poesia é necessária Título de uma antiga seção do velho Braga na Manchete. Pois eu vou mais longe ainda do que ele. Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus. É preferível, para a alma humana, fazer mal versos a não fazer nenhum. O Exercício da arte poética é sempre um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Poesia é necessária<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pensando-a-poesia-com-Quintana-em-Vidráguas.jpg" rel="lightbox[9334]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/pensando-a-poesia-com-Quintana-em-Vidráguas.jpg" alt="" title="pensando a poesia com Quintana em Vidráguas" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-9798" /></a><br />
<br />
Título de uma antiga seção do velho Braga na Manchete. Pois eu vou mais longe ainda do que ele. Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus. É preferível, para a alma humana, fazer mal versos a não fazer nenhum. O Exercício da arte poética é sempre um esforço de auto-superação e, assim, o refinamento do estilo acaba trazendo a melhoria da alma.<br />
<br />
E, mesmo para os simples leitores de poemas, que são todos eles uns poetas inéditos, a poesia é a única novidade possível. Pois tudo já está nas enciclopédias, que só repetem estupidamente, como robô, o que lhes foi incutido. Ou embutido, Ah, mas um poema, um poema é outra coisa&#8230;<br />
<br />
Leiam todo o artigo<br />
<br />
<span id="more-9334"></span><br />
<br />
PEQUENO POEMA DIDÁTICO<br />
<br />
O tempo é indivisível. Dize,<br />
Qual o sentido do calendário?<br />
Tombam as folhas e fica a árvore,<br />
Contra o vento incerto e vário.<br />
<br />
A vida é indivisível. Mesmo<br />
A que se julga mais dispersa<br />
E pertence a um eterno diálogo<br />
A mais inconseqüente conversa.<br />
<br />
Todos os poemas são um mesmo poema,<br />
Todos os porres são o mesmo porre,<br />
Não é de uma vez que se morre…<br />
Todas as horas são horas extremas!<br />
<br />
Do Estilo<br />
<br />
Se alguém acha que está escrevendo muito bem,desconfia&#8230;<br />
O crime perfeito não deixa vestígios.<br />
<br />
INTÉRPRETES<br />
<br />
Mas, afinal, para que interpretar um poema? Um poema já é uma interpretação.<br />
<br />
Mario Quintana, p. 60,63, 238 em <em>A Vaca e o Hipogrifo</em>, Coleção Folha &#8211; Grandes Escritores Brasileiros; <em>Pequeno Poema Didático,</em> p.49, Quintana de Bolso, L&#038;PM POCKET.  </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/03/27/pensando-a-poesia-com-quintana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>canções a Quintana, crônica de Tânia Du Bois</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/02/07/cancoes-a-quintana-cronica-de-tania-du-bois/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/02/07/cancoes-a-quintana-cronica-de-tania-du-bois/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 15:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[escola-letras-eventos-casa de cultura mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Quintanares]]></category>
		<category><![CDATA[tânia du bois]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=8767</guid>
		<description><![CDATA[CANÇÕES por Tânia Du Bois Lembro o grande nome na poesia infantil, marcante para as letras riograndenses e brasileiras, Mário Quintana, com seu livro Canções, de 1986, em edição comemorativa ao 80º aniversário de nascimento do autor, com ilustração de Noêmia Mourão. Segundo a Editora Globo, essa edição é fac-símile do volume Canções, publicado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CANÇÕES<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/marioquintana.jpg" rel="lightbox[8767]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/marioquintana.jpg" alt="" title="marioquintana" width="336" height="397" class="alignnone size-full wp-image-8768" /></a><br />
<br />
Lembro o grande nome na poesia infantil, marcante para as letras riograndenses e brasileiras, Mário Quintana, com seu livro Canções, de 1986, em edição comemorativa ao 80º aniversário de nascimento do autor, com ilustração de Noêmia Mourão. Segundo a Editora Globo, essa edição é fac-símile do volume Canções, publicado em 1946, onde preservadas as características originais.<br />
<br />
O livro possui 35 poemas e seus versos são simples e livres: na valorização do cotidiano e do olhar infantil, em que a infância continua sendo o eixo. Segundo Guilhermino César, “Canções livro no qual o som é o elemento dominante do sistema encantatório.”<br />
<br />
Leia toda a crônica ensaio<br />
<br />
<span id="more-8767"></span><br />
<br />
CANÇÃO DE DOMINGO “Quem dança que não se dança?/ Que trança não se destrança? / O grito que voou mais alto / Foi um grito de criança. //&#8230; O céu estava na rua? / A rua estava no céu? / Mas o olhar mais azul / Foi ela quem me deu!” Essa canção, mais tarde foi musicada e gravada por Edu Lobo, ainda no tempo dos discos compactos de 45rpm.<br />
<br />
Érico Veríssimo disse que Mário Quintana era um poeta que sabia ver o mundo como vêem os anjos, as fadas e que na verdade ele era um anjo disfarçado de homem.<br />
<br />
O livro Canções é um conjunto de manifestações líricas, fluindo a emoção do instante, obtendo resultados artísticos ao por beleza e sublimidade nas coisas simples, como a CANÇÕES DO CHARCO “Uma estrelinha desnuda / Está brincando no charco. // Coaxa o sapo. E como coaxa! / Estrelinha dança em roda.” //&#8230; Uma estrelinha desnuda / dança e pula sobre o charco&#8230;”<br />
<br />
Nas palavras de Miguel Sanches Neto, ”Quintana cola a sua poesia a pequenos fatos, buscando sempre a transcendência musical deles. É ainda o menino terno transfigurando o real pela poesia e pelo toque mágico.”<br />
<br />
Nesse livro, o poeta sustenta como base poética a livre manifestação artística, rompendo com a construção tradicional, sem prejuízo da coerência na produção literária, como podemos ver na CANÇÃO DE GAROA “Em cima do meu telhado / Pirulin lunin lunin, / um anjo, todo molhado, / soluça no seu flautim. //&#8230; E chove sem saber por quê&#8230; / E tudo foi sempre assim! / Parece que vou sofrer: Pirulin lunin lunin&#8230;”<br />
<br />
Maria Dinorah escreveu que “este milagre é a literatura infantil no Rio Grande do Sul. Para assessorar a literatura dos pequenos, quem se animava a publicar livros infantis no torrão gaúcho? O grande Mário Quintana.”<br />
<br />
A Poesia Quintanares é crença imorredoura onde encontramos a poesia renascida e amada; ainda hoje, muito lida pelos pequenos e grandes leitores e pelos que começam a fazer literatura.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/02/07/cancoes-a-quintana-cronica-de-tania-du-bois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>pensando a Poesia de Quintana com Sidnei Schneider</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/22/pensando-a-poesia-de-quintana-com-sidnei-schneider/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/22/pensando-a-poesia-de-quintana-com-sidnei-schneider/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 13:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[mario quintana]]></category>
		<category><![CDATA[pensando a arte com]]></category>
		<category><![CDATA[pensando com]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sidnei Schneider]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://vidraguas.com.br/wordpress/?p=7359</guid>
		<description><![CDATA[MARIO QUINTANA: PRA QUE VIVER ASSIM NUM OUTRO PLANO? por Sidnei Schneider A comemoração dos 100 anos de nascimento de Mario Quintana, além de colocar obra e poeta em evidência, é momento adequado para indagações e releituras. Coroado poeta mais importante do Rio Grande do Sul, contribuição do estado para a plêiade nacional, diante do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MARIO QUINTANA: PRA QUE VIVER ASSIM NUM OUTRO PLANO?<br />
por Sidnei Schneider<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0300_061.jpg" rel="lightbox[7359]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/0300_061.jpg" alt="0300_061" title="0300_061" width="448" height="295" class="alignnone size-full wp-image-7360" /></a><br />
<br />
A comemoração dos 100 anos de nascimento de Mario Quintana, além de colocar obra e poeta em evidência, é momento adequado para indagações e releituras. Coroado poeta mais importante do Rio Grande do Sul, contribuição do estado para a plêiade nacional, diante do qual devem se posicionar obrigatoriamente os novos autores e as novas gerações de leitores, sua poética merece respeito e exame, saudação e crítica, única maneira de homenageá-lo sem rapapés e ingenuidades, detestadas por ele.<br />
<br />
No primeiro livro, A Rua dos Cataventos (1940), espécie de filme de cenas sucessivas compostas por sonetos, é possível identificar os dois vetores que o levariam a ser um poeta do cotidiano, das pequenas coisas da vida de onde pretendeu arrancar uma revelação e, função direta de toda poesia, uma maneira nova de sentir o mundo. Para tanto, recusou o isolamento da torre de marfim, o lugar em que deveria ficar o poeta segundo escolas literárias tão voltadas para o respectivo aspecto formal quanto despreocupadas da realidade, como o parnasianismo e, tirante o melhor de Cruz e Sousa, o simbolismo. Assim, a proposta anterior era clara:<br />
<br />
Longe do estéril turbilhão da rua,<br />
Beneditino, escreve! No aconchego<br />
Do claustro, na paciência e no sossego,<br />
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!<br />
<br />
(A um poeta – Olavo Bilac)<br />
<br />
leia todo o artigo aqui ou no blog:<br />
<a href="http://umbigodolago.blogspot.com">http://umbigodolago.blogspot.com</a><br />
<br />
<span id="more-7359"></span><br />
<br />
Cabe a Quintana o mérito de produzir uma antítese disso, no melhor dos seus sonetos:<br />
<br />
Minha rua está cheia de pregões,<br />
Parece que estou vendo com os ouvidos:<br />
“Couves! Abacaxis! Cáquis! Melões!”<br />
Eu vou sair pro Carnaval dos ruídos,<br />
<br />
Mas vem, Anjo da Guarda&#8230; Por que pões<br />
Horrorizado as mãos em teus ouvidos?<br />
Anda: escutemos esses palavrões<br />
Que trocam dois gavroches atrevidos!<br />
<br />
Pra que viver assim num outro plano?<br />
Entremos no bulício quotidiano&#8230;<br />
O ritmo da rua nos convida.<br />
<br />
Vem! Vamos cair na multidão!<br />
Não é poesia socialista&#8230; Não,<br />
Meu pobre Anjo&#8230; É&#8230; simplesmente&#8230; a Vida!&#8230;<br />
<br />
(Soneto IV)<br />
<br />
Acontece que essa mesma disposição de aproximar-se do real, aqui tão bem formulada, não era total nem irrestrita, o poeta permanecia, por opção, adstrito a determinados temas e abordagens, negando-se a abarcar a totalidade da vida: colocava fora do campo da sua sensibilidade poética, em assumido a priori declarado em verso e prosa, tudo o que fosse socio-político. Verdade que muitas coisas são sociais e políticas, e em sentido amplo e humano, tudo, mas quanto ao que ele se referia, por exceção alguma vez se contradisse, tematizando os humilhados sociais, entretanto tais poemas, de acordo com ele mesmo, estão longe de figurar entre os melhores. Independente da preocupação que o cidadão Mario Quintana pudesse ter com os grandes acontecimentos da sua época, ela parecia ser insuficiente para penetrar a sua poesia ou esbarrava nessa limitação auto-imposta. Diferentemente do que fizeram Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar e outros. Não só porque abordaram uma problemática que afetava nosso modo de viver e encarar o mundo – Segunda Guerra, bomba atômica, luta pela soberania, questões sociais brasileiras, período ditatorial – diretamente, mas porque as aflições e desejos dos brasileiros e da humanidade estavam subjacentes ao conjunto de sua obra de maneira diversa, não excludente. A possibilidade da hecatombe nuclear, como não podia deixar de ser, sensibilizou a Quintana, gerando vários poemas. Mas não se trata aqui, bem entendido, de exigir que o poeta só se refira a grandes temas ou episódios, menosprezando os outros – uma formiga trazendo o frêmito da vida à página em branco era um poema para Quintana, quanto um mosquito fazendo sombra de lira em outra, para Vinicius – pois ao público e ao leitor interessam muitos temas, abordagens e formas. Ao contrário, o que surpreende é a exclusão voluntária a que o poeta se submeteu, como se isso pudesse atrapalhar a sua poesia ou como se ele não estivesse preparado para abordar poeticamente assuntos tão complexos, superar o mundo provinciano em que estava metido.<br />
<br />
Eu nada entendo da questão social.<br />
Eu faço parte dela, simplesmente&#8230;<br />
E sei apenas do meu próprio mal,<br />
Que não é bem o mal de toda gente,<br />
<br />
Nem é deste Planeta&#8230; Por sinal<br />
Que o mundo se lhe mostra indiferente!<br />
E o meu Anjo da Guarda, ele somente,<br />
É quem lê os meus versos afinal&#8230;<br />
<br />
E enquanto o mundo em torno se esbarronda,<br />
Vivo regendo estranhas contradanças<br />
No meu vago País de Trebizonda&#8230;<br />
<br />
Entre os Loucos, os Mortos e as Crianças,<br />
É lá que eu canto, numa eterna ronda,<br />
Nossos comuns desejos e esperanças!<br />
<br />
(Soneto V)<br />
<br />
Deixemos de lado, porém, a leitura mais imediata desse que é o poema mais polêmico de Quintana para avaliar uma mais favorável, baseada na ironia – o poeta não estaria dizendo o que está escrito, estaria se auto-ironizando – leitura apoiada em versos como “Nem é deste Planeta&#8230; Por sinal” e “No meu vago País de Trebizonda&#8230;”. Estaria o poeta falando a sério? Não entenderia nada da “questão social” quem, dez anos antes, alistara-se como voluntário na Revolução de 30, através do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre, rumando com Getúlio Vargas para derrubar Washington Luís no Rio de Janeiro? Verdade que ele se decepcionou, não com a causa, como explica a sobrinha Elena Quintana, mas com sua própria atuação: “O grupo do qual o tio fazia parte ficou encarregado de policiar o mangue. Não foi muito agradável. O tio, como escrevia bem, ainda foi designado a fazer os diários da tropa. Ele contava que os fazia com liberdade, com um texto bem floreado. Mesmo assim, decepcionou-se com o trabalho pesado e com, digamos, a falta de glamour da função”. Além disso, jovem desregrado e assim a vida inteira, ele não teria se deixado “contaminar” pela disciplina militar. Permaneceu seis meses no Rio de Janeiro e voltou para Porto Alegre. O fato é que depois dessa experiência a política se apagaria do seu horizonte, chegando ele a declarar mais tarde que se alistou porque “estava curioso de conhecer o Rio”, afirmação que não pode ser lida longe do seu espírito galhofeiro. Admitamos, então, uma referência auto-irônica nesse soneto, um grau de consciência, por assim dizer, de si mesmo. Mas por que continuamos com a forte impressão de que nesse poema o poeta deslindava da sua poética aspectos importantes da realidade? Talvez ajude na resposta uma anedota de consultório onde o paciente diz ao analista, “Doutor, cheguei à conclusão de que sou péssimo marido, mau amante e um pai medíocre”. O analista, ao invés de perguntar o habitual, “Por que o senhor diz isso?”, ou “Por que o senhor se deprecia dessa maneira?”, ou “O senhor conhece alguém assim na sua família?”, opta por outra alternativa: “O fato de o senhor me dizer que é péssimo marido, mau amante e um pai medíocre, não diminui em nada a possibilidade de o senhor ser um péssimo marido, mau amante e um pai medíocre”. Ou seja, às vezes quando alguém se autocritica o faz com a certeza íntima de que não é nada disso do que está dizendo, pois a verdade está encoberta e é melhor que a aparência. Em relação a Quintana, o dado é que ele exercitou durante a vida muito do que aqui, na primeira publicação, expunha entre afirmativo e auto-irônico, por isso a citada impressão forte que o poema causa permanece.<br />
<br />
Objetivando uma análise justa, podemos dizer que as esperanças, pelo menos, estão ali, todavia de modo insuficiente para negar totalmente o que está dito antes. Quem quer ver o contrário, troca o rigor da análise pela simpatia ao bom velhinho, mas não ajuda a resolver essa questão que ele nos deixou.<br />
<br />
Um poeta tem o direito de escrever sobre o que ele quiser, embora as suas opções, evidentemente, cobrem um preço. O nome de Mario Quintana, o mais importante poeta gaúcho e seguramente um dos mais destacados da cena nacional, demanda hoje uma série de perguntas, algumas suscitadas no diálogo entre poetas ou acadêmicos, quase sempre de modo restrito, como se ninguém quisesse incomodar a justa admiração que o público lhe devota. Porque tem o tamanho que tem, merece e resiste a toda a reflexão, seu lugar está garantido, o que importa é que outros modos de sentir sejam gerados, consoantes com a demanda da realidade em movimento, junto aos poetas capazes de exprimi-los. Para ombrear com ele, será preciso ir além dele, o mundo não pára.<br />
<br />
Formuladas de maneira investigativa, algumas perguntas se impõem. As opções poéticas que tomou ao longo da vida ampliaram ou limitaram a profundidade da obra? Ao preferir-se à margem das questões sócio-políticas, trocadas pelo embate direto com as pequenas e palpáveis coisas da vida, que reflexos isso trouxe à obra, se mesmo do pequeno, o que é plenamente viável, evitava tirar o todo? Essas opções estão ligadas a um certo tom passadista e negativo ante ao progresso, sempre visto como um incômodo, em alguns de seus poemas? É possível concordar com a formulação do crítico gaúcho Luís Augusto Fischer, segundo a qual Quintana, apesar de poeta nacionalmente importante, não atingiu a esfera dos maiores, ao lado de gente como Carlos Drummond de Andrade e outros, por recusar-se às grandes questões de sua época? Drummond, aliás, produziu uma pertinente indagação poética, bem-vinda ao caso e merecedora de reflexão: “Como fugir ao mínimo objeto, ou recusar-se ao grande?”<br />
<br />
Quintana, contudo, resolveu muitas demandas para nós, as mesmas que levaram outros a bater cabeça no muro, recebendo por isso o carinho do público. A assunção do cotidiano, da rua, das pessoas que nela transitam como matéria da poesia é uma dessas conquistas. A fluência verbal nos poemas, na poesia em prosa, e inclusive nas formas fixas como a do soneto, é outra: já não se escreve enrolado, de trás pra frente, cuspindo versos.<br />
<br />
O MAPA<br />
<br />
Olho o mapa da cidade<br />
Como quem examinasse<br />
A anatomia de um corpo&#8230;<br />
<br />
(É nem que fosse o meu corpo!)<br />
<br />
Sinto uma dor infinita<br />
Das ruas de Porto Alegre<br />
Onde jamais passarei&#8230;<br />
<br />
Há tanta esquina esquisita,<br />
Tanta nuança de paredes,<br />
Há tanta moça bonita<br />
Nas ruas que não andei<br />
(E há uma rua encantada<br />
Que nem em sonhos sonhei&#8230;)<br />
<br />
Quando eu for, um dia desses,<br />
Poeira ou folha levada<br />
No vento da madrugada,<br />
Serei um pouco do nada<br />
Invisível, delicioso<br />
<br />
Que faz com que o teu ar<br />
Pareça mais um olhar,<br />
Suave mistério amoroso,<br />
Cidade de meu andar<br />
(Deste já tão longo andar!)<br />
<br />
E talvez do meu repouso&#8230;<br />
<br />
(Apontamentos de História Sobrenatural, 1976)<br />
<br />
Tradutor de 138 livros – de autores fundamentais como Proust, Conrad, Voltaire, Virginia Woolf, Maupassant, Lin Yutang, Balzac, Merimée, Papini, etc – ele não brandia sua erudição, preferia citar nos seus textos os populares Anjo da Guarda, Menino Jesus, Frankenstein, Simbad, Jack o Estripador, Lili, Tia Élida, Major Pitalunga e outros. E ao eleger os tipos humanos reais, merecedores de sua atenção, agia de igual modo. Mesmo sendo um poeta lírico, apegado a temas como a passagem do tempo e o ser diante da morte, retratava a experiência das pessoas comuns, sem atrativos especiais maiores do que a faina diária pela sobrevivência e a sabedoria nela adquirida. Se deixou para outros ou para os pósteros o equacionamento de algumas questões relativas à poesia e à arte, como procuramos demonstrar, isso não quer dizer que não se colocasse ao lado do povo.<br />
<br />
AS PARTEZINHAS<br />
<br />
Num remoto verão, ouvi uma cozinheira consultando o farmacêutico da esquina, a propósito de sua filhinha de meses:<br />
<br />
– Ah, seu Lotário, nem queira saber. A toda hora eu ponho talco nas partezinhas dela&#8230; Não adianta! O senhor não poderia me arranjar alguma outra coisa?<br />
<br />
Mas que diplomacia de linguagem – refleti, – que respeito aos ouvintes e, principalmente, à criaturinha em questão!<br />
<br />
E que haveriam de pensar daquela grossa comadre certas mulheres finas de hoje? As quais, por um esnobismo às avessas, tentam falar como elas pensam que fala o povo. Ora, o povo é mais refinado&#8230;<br />
<br />
(A Vaca e o Hipogrifo, 1977)<br />
<br />
A recusa humorada ao excessivo e ingênuo apego à forma – na verdade, à deformação da arte – é mais uma contribuição sua, fosse o matiz parnasiano ou concretista, como se pode ler nos livros Espelho Mágico (1951) e Do Caderno H (1973), respectivamente:<br />
<br />
DO CUIDADO DA FORMA<br />
<br />
&#8230;&#8230;.Teu verso, barro vil,<br />
No teu casto retiro, amolga, enrija, pule&#8230;<br />
Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,<br />
&#8230;&#8230;Arredondado e liso como um bule!<br />
<br />
TRECHO DE ENTREVISTA<br />
<br />
Mas por que falar em poesia concretista? Diga-se concretismo, apenas, e estará ressalvada a poesia.<br />
<br />
E certa narrativa contemporânea de apelo comercial precisaria conhecer o chiste abaixo, também de Do Caderno H:<br />
<br />
REFINAMENTOS<br />
<br />
Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.<br />
<br />
Mais do que tudo, ele nos legou o seu humor poético – um dado importante que não pode ser reduzido ao simples poema-piada, embora ele também o exercitasse, particularmente nos aforismos – uma maneira muito sua de se relacionar com os outros e com o real, às vezes escondida como fina ironia dentro dos melhores poemas. Caso raro, raríssimo, o de um lírico bem-humorado! Sendo o humor um modo muito saudável de encarar o mundo, eficiente na criação imediata da perspectiva realista, e causador de uma grande economia psíquica, como observou Freud, por definição libertadora. Quintana era um trocista de primeira, dentro e fora da poesia. Durante os últimos anos da ditadura, um Ministro de Estado se aproximou dele em uma sessão de autógrafos, na Feira do Livro de Porto Alegre, e tentou ser gentil: “Gosto muito dos seus versinhos”. Quintana, abrindo sua típica expressão de incredulidade, revidou no mesmo instante: “Obrigado por sua opiniãozinha”. No livro A Vaca e o Hipogrifo, reparem só, até da morte ele consegue fazer graça: “é quando a gente pode, afinal/ estar deitado de sapatos&#8230;”<br />
<br />
O contato direto do poeta com o público, através da seção Do Caderno H – iniciada em 1943 na Revista Província de São Pedro, da épica Livraria do Globo, depois no Correio do Povo de 1953 até 1967, transferida para o Caderno de Sábado até 1980 e Letras &#038; Livros do mesmo jornal até 1984, com reprodução no Jornal da Tarde de São Paulo e ainda na revista Isto É – com certeza contribuiu para o entrelaçamento entre autor e público, ampliando o seu modo simples e elevado de tratar a complexidade da vida e criando um público leitor de poesia no Rio Grande do Sul, algo nada desprezível. Tanto que – apesar de hoje se dizer que Quintana é localmente mais conhecido do que sua poesia – a idéia que os gaúchos têm do que seja ou não poesia remete sempre ao que ele realizou, o que se pode comprovar em conversas, nos resultados dos concursos literários e em muitos dos poemas que circulam nos ônibus de Porto Alegre. De resto, acontece o mesmo em outros estados onde houve um poeta dominante, como é o caso de Paulo Leminski no Paraná.<br />
<br />
Quanto à elevação e simplicidade, quem não se deixaria atingir por algo tão singelo, verdadeiro e pra cima como isto?<br />
<br />
Os casais que fazem amor estão dando corda no relógio da vida.<br />
<br />
Agorinha apareceu nova teoria no pedaço, e eu não abordaria o tema se não fosse ele colocado em pauta por um destacado pensador do nosso sistema literário em pública palestra. Mario Quintana homossexual? Bobagem. Morreu sozinho mas teve lá suas namoradas, e a mencionada Eloí Callage, então estagiária do Correio do Povo, é só uma delas. Eu mesmo vi, nas mãos de uma senhora hoje avó, uma quantidade de poemas manuscritos e, entre eles, um bilhete erótico sobre o qual estava colada uma foto de revista, mais arrancada do que recortada, na qual uma bela moça nua apertava entre as nádegas um lírio vermelho. Mais cedo ou mais tarde isso aparece, fiquem tranqüilos, não vou ser eu quem vai entregar o jogo. Sem falar na conhecida paixão do poeta por Cecília Meirelles, mulher casada, nunca correspondida.<br />
<br />
A OFERENDA<br />
<br />
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos&#8230;<br />
Trago-te estas mãos vazias<br />
Que vão tomando a forma do teu seio.<br />
<br />
(Esconderijos do Tempo, 1980)<br />
<br />
ESTUFA<br />
<br />
Que imaginação depravada têm as orquídeas! A sua contemplação escandaliza e fascina. Vivem procurando e criando inéditos coloridos, e estranhas formas, combinações incríveis, como quem procura uma volúpia nova, um sexo novo&#8230;<br />
<br />
(Sapato Florido, 1948)<br />
<br />
Quintana escreveu algo que nos remete hoje, em homenagem aos seus 100 anos, a ele mesmo e a um sentido da vida: “Quando morremos acontece com as nossas esperanças o mesmo que com esse brinquedo de estátuas, em que todos se imobilizam de súbito, cada qual na posição do momento. Mas as esperanças têm menos paciência. E vão imediatamente continuar, no coração dos outros, o seu velho sonho interrompido.”<br />
<br />
E lá vamos nós.<br />
<br />
Bibliografia:<br />
<br />
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.<br />
CLEMENTE, Elvo; MOREIRA, Alice Terezinha Campos e CAMINHA, Heda Maciel. A ironia em Mario Quintana. Porto Alegre: Acadêmica, 1983.<br />
FEIX, Daniel. Mario Quintana, luz sobre o poeta. Revista Aplauso, Porto Alegre, n. 72, pp. 26-33, Jan. 2006.<br />
FIGUEIREDO, Maria Virgínia Poli de. O uni-verso de Quintana. Caxias do Sul: UCS/EST, 1976.<br />
FISCHER, Luís Augusto. Literatura gaúcha. Porto Alegre: Leitura XXI, 2004.<br />
_________________. Um passado pela frente, poesia gaúcha ontem e hoje. Porto Alegre: UFRGS, 1998.<br />
FORBES, Jorge. O analista do futuro. Revista Memória da Psicanálise, São Paulo, n. 4, pp. 6-13, 2005.<br />
QUINTANA, Mario. Quintanares (A rua dos cataventos, Canções, Sapato florido, O aprendiz de feiticeiro e Espelho mágico). Porto Alegre: Globo/MPM, 1976.<br />
_______________. Do caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973.<br />
_______________. Prosa e Verso. Porto Alegre: Globo, 1978.<br />
_______________. Apontamentos de história sobrenatural. Porto Alegre: Globo, 1984.<br />
_______________. Literatura comentada. (Seleção, notas e estudos de Regina Zilberman). São Paulo: Abril, 1982.<br />
_______________. Instituto Estadual do Livro. Mario Quintana. Autores Gaúchos, Porto Alegre: IEL/ULBRA/AGE, 1996.<br />
MARTINS, Cyro. Escritores gaúchos. Porto Alegre: Movimento, 1981.<br />
SCHMIDT, Simone P. e BARBOSA, Marcia H.S. (Org.) Mario Quintana. Cadernos Porto &#038; Vírgula, v. 14. Porto Alegre: SMC/Prefeitura Municipal, 1997.<br />
SCHNEIDER, Sidnei. Mario Quintana, simplicidade e humor. Hora do Povo, São Paulo, 14 mai. 1994. Segundo Caderno, p.7.<br />
______________. A curiosa regra do sofrimento do artista. Hora do Povo, São Paulo, 20 fev. 1997. Segundo Caderno, p. 8.<br />
______________. Bilac e o parnasianismo. Poiésis, Porto Alegre: Ed. Autor, 2000. p.9.<br />
SCHÜLER, Donaldo. A poesia no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.<br />
<br />
Publicado nos jornais Viva Vaia (Porto Alegre, RS), Hora do Povo (São Paulo, SP) e pela CUT Nacional (Brasília, DF), Secretaria Educação Governo Paraná (Curitiba, PR) e Rádio Com (Pelotas, RS). </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/22/pensando-a-poesia-de-quintana-com-sidnei-schneider/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

