palavras…

Palavras
imagens d’alma
- pensamentos vivos –
estalando língua a fora…
Carmen Silvia Presotto

Palavras
imagens d’alma
- pensamentos vivos –
estalando língua a fora…
Carmen Silvia Presotto
Em outras Palavras…

Que da luz
se cumpram os dias
que do tic-tac do peito
se recuperem
hidrogênio com oxigênio
Que do
H2O
- toques da límpida água -
surjam
outra chave
outro momento
outro ar
Que o
H2O
sulque
cada poro
e tatue
gente em pele de gentes
mel em nata
pão a mais dias…
amor
amor
amor
Que do desejo,
surjam os glóbulos da fênix
marcas golpeando as janelas do corpo
assim, o que hoje desangras
em outras palavras,
palavras mais do que saudade da alma,
serão as enzimas da cura…
amor
amor
e i.e. amor…
Carmen Silvia Presotto
Palavras

Palavras não existem
fora da nossa voz as
palavras não assistem
palavras somos nós
CRUZ, Gastão. “A doença”. Os poemas. Lisboa: Assírio & Alvim, 2009.
Há poemas que falam tanto conosco que colamos, este li em:http://antoniocicero.blogspot.com/
Querido Poeta!
“Poesia é Visual”… Psiu!
Com concretas palavras, cimentamos a VOZ do POETA, feito pá de argamassa colocamos nossa língua a trabalhar junto aos dedos para que num pulsar de sangues, sejamos elos, um anel, pontes entre palavras.
Palavras Concretas, canais de leituras entre boca-coração, vamos deCantando na poeira da vida outros olhares para que o gosto das sílabas sigam além das palavras, ritmos que serão versos, cantos que conVersem e sigam canção a outros significantes e nesse andar, colhemos o ritmo que deságua em rios que nos resignifiquem.
Aí, querido Poeta, sabemos que saliva é clareza, síntese, interação que colam forma e conteúdo e unem carneMente – poesia, oral idade, jogo lúdico – que nos imaginam para um dia poder existir.
E a vida não seria isso?
É verdade: “ a poesia tem público muito pequeno, e a canção popular acaba sendo um poderoso meio de veiculação da linguagem poética cantada.” Mas será que sem poesia haveria o vice versa?
Psia, entre piscina e pia, está a água, linguagem, mar de tudos que vai além do imaginável, portanto batizável já que quem a usa é quem vai reinventá-la, e “ qualquer coisa que não fique ilesa, qualquer coisa, qualquer coisa que não fixe “ e escorra, desCANTA, perfura a realidade, criando outros cenário, subverte os olhos a olhar o que antes nem existia…
Sim, a Poesia é visual, por isso deveria tocar a todos, tipo sangue que batuca ossos, cérebro e coração que colocam nossas mãos a produzir conversas, encontros e desejo de ser lida…por isso te envio EncaiXes – Livro de Poesia – produzido e por Vidráguas e co-editado com a Razão, uma produção pequena, mas feito nascente que acredita que entre palavras, entrelaçaremos mais mídias para que o canto dos pássaros prossiga… à Foz!
Ave Poesia!
E parabéns pela entrevista na revista Língua Portuguesa e sucesso com o novo livro e como dizes: “ os grandes professores são os que conseguem motivar os seus alunos.”
Um abraço carinhoso,
Carmen Silvia Presotto
em novembro de 2006, Porto Alegre,HOJE.