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	<title>Vidráguas &#187; palavras</title>
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		<title>Palavras ( mal) ditas, uma crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 09:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PALAVRAS (mal) DITAS por Tânia Du Bois Um mundo pontuado por informações instantâneas me faz pensar na articulação intelectual e oratória, e me remete ao valor da palavra (mal)dita das histórias narradas pela televisão. Pulando os canais de TV entre um jornal e outro, ouço descrições absurdas, como nessas frases: “Morreu o maior escritor português [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PALAVRAS (mal) DITAS<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
 <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras021.jpg" rel="lightbox[13065]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras021-300x300.jpg" alt="" title="palavras02" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13066" /></a><br />
<br /> <br />
Um mundo pontuado por informações instantâneas me faz pensar na articulação intelectual e oratória, e me remete ao valor da palavra (mal)dita das histórias narradas pela televisão. Pulando os canais de TV entre um jornal e outro, ouço descrições absurdas, como nessas frases:  “Morreu o maior escritor português vivo”; “&#8230; vai ajudar a divulgação internacional, lá fora”;  “Movimentos, balanços movimentados”; “Os médicos interessados devem ter registro médico”; “A bola saiu para fora”; “A notícia saiu no jornal local daqui”.<br />
<br />
Palavras ditas! Palavras escritas! Palavras (mal)ditas! Como “A hora dos maus dizeres&#8230;”, de Nilma Gonçalves Lacerda.<br />
<br />
O ato de escrever nem sempre comporta respostas. Muitas organizações têm por fonte de inspiração a mensagem que expressa forma de ação. A humanidade se singulariza em constante mudança na busca do contato verdadeiro com algo que a faça sentir-se realizada e completa. O importante é entender em profundidade algumas ideias e não chafurdar em erros.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13065"></span><br />
<br />
A televisão em sua trajetória por vezes dá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os fatos, desde que sejam desvendados com sabedoria e objetividade. O mágico (trágico?) mundo das notícias poderia facilitar a vida de quem dispõe de pouco tempo, mas o ideal seria que a elaboração fosse apresentada como obra de arte.<br />
<br />
É o caso de Otto Lara Rezende, sempre lembrado como genial frasista, que ficou conhecido pelo espírito ágil e capaz de criações instantâneas. Foi o autor de frases que fizeram história, como: “O mineiro só é solidário no câncer”, a mais famosa das suas frases, celebrizada por Nelson Rodrigues, na peça “Bonitinha, mas ordinária”. Otto faz ironia com a sua terra natal, do que só os mineiros são capazes.<br />
<br />
Frases são palavras ditas. Basta uma frase para conciliar a ordem, assumir um ato e dizer, como Letícia R. Ferreira que “A poesia faz de cada palavra um centro ao somar ao seu sentido frasal, ou, como Orides Fontela, para quem “&#8230; Fatos são palavras / ditas pelo mundo.”<br />
<br />
Este simples e pequeno registro é para ir além, porque é importante trabalhar para alcançar a realização plena e deixar cada espectador viver momentos de sabedoria, aceitação e alegria, atendendo à necessidade básica de descobrir mais sobre os fatos.<br />
<br />
As palavras ditas, vistas de várias maneiras, apresentam o que há de melhor sobre a vida, na possibilidade de serem mudadas todos os dias, atendendo aos dizeres de Lindolf Bell: “Palavras são seda, aço. / Cinza onde faço&#8230; me refaço.”</p>
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		<title>&#8220;O tempo pede palavras de luz&#8221; &#8230;  crônica poética em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 12:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[O Tempo de Iluminadas Palavras por Tânia Du Bois Fotografia de Luana Neres &#8211; Goiânia 2011 “Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento&#8230;” (Carlos Vogt) O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tempo de Iluminadas Palavras<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1018675.jpg" rel="lightbox[12170]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1018675-300x225.jpg" alt="" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12171" /></a><br />
Fotografia de Luana Neres &#8211; Goiânia 2011<br />
<br />
“Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento&#8230;” (Carlos Vogt)<br />
<br />	<br />
O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos a ilusão da luz por uma questão organizacional e vivemos em função do tempo.<br />
<br />
“As luzes acesas / as portas abertas / as janelas acesas /todas as coisas acesas. // Bem aceso o viver.”  (Álvaro Pacheco)<br />
<br />	<br />
A luz atravessa o tempo e, ainda assim, permanece dentro de nós com real importância. O objetivo fundamental é preencher o vazio com a luz que encontramos na arte literária, como em Lindolf Bell: “Seja o poema/ o homem devorado pela luz&#8230;”; em Gilberto Mendonça Telles: “&#8230; E deve haver os sentidos latentes/ que vão dando luz/ às coisas ausentes.”; em Jorge Tufic: “&#8230; mas é o imenso/ que de mim/ se ilumina.”; e em Luiz de Miranda: “A vida traz a luz/ sem a penúria de perder/ o azul/ na avidez do corpo.”<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-12170"></span><br />
<br />
As palavras iluminadas podem ser a chave para entendermos os aspectos da vida, como a ideia que temos do tempo. A luz é transitória e está sempre em processo contínuo, desafiando os limites do tempo e do espaço, mostrando a importância das atitudes e reflexões sobre a força que cada um carrega dentro de si. A busca pela luz na temporalidade é desafio no olhar dos poetas. Visando salientar a proporcionalidade da importância das palavras iluminadas, influenciando muito a vivência pessoal na poesia. Nesse enfoque, revelo poetas a quem não faltam inquietações impregnadas na expectativa<br />
<br />
	: “Quando os homens viram os olhos dos poetas,/ acharam em sua luz a luz do próprio olhar.” (Helena Kolody)<br />
	: “Na visão exuberante e bela/ Da luz da felicidade/ sou consumido na veracidade/ da saudade que nutro por ti.”(Benedito C. Silva)<br />
	: “&#8230; Saberei tocar a luz com a mão/ e no contato/ respirar o tanto/ desproporcional/ ao tempo de estio&#8230;”( Pedro Du Bois)<br />
<br />	<br />
Os poetas são responsáveis por despertarem a atenção, bem sucedida, quanto à luz. Eles reforçam a importância e a forma de se relacionarem com ela, levando-nos a compartilhar, manter e estabelecer o tempo. Ao nos sentirmos em busca das iluminadas palavras, somamos no desafio da liberdade e independência, coisas fantásticas que nos levam às escolhas. E, certamente, se pudéssemos contar com o tempo, recomeçaríamos colocando a luz em nosso horizonte, como em Francisco Alvim: “A luz saindo pelos ares/ janelas se abrindo.”, e em Luiz de Miranda, “O horizonte é a luz dos meus dias.” </p>
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		<title>o valor da palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 12:48:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Abel Sidney]]></category>
		<category><![CDATA[carmen vidráguas]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia brasileira]]></category>
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		<description><![CDATA[O valor da palavra Dou-te minha palavra que uma imagem vale quantas palavras puder expressar. Devolvo-te em palavras expressas em números desses que podem ter qualquer valor (caso me engane) que nada vale mais que o próprio valor. Ora, se o valor em si está expresso naquilo que o contém palavra e imagem equivalem-se. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras02.jpg" rel="lightbox[10599]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras02.jpg" alt="" title="palavras02" width="336" height="336" class="alignnone size-full wp-image-10600" /></a><br />
<br />
O valor da palavra<br />
<br />
Dou-te minha palavra<br />
que uma imagem vale<br />
quantas palavras<br />
puder expressar.<br />
<br />
Devolvo-te em palavras<br />
expressas em números<br />
desses que podem ter<br />
qualquer valor<br />
(caso me engane)<br />
que nada vale mais<br />
que o próprio valor.<br />
<br />
Ora, se o valor em si<br />
está expresso<br />
naquilo que o contém<br />
palavra e imagem<br />
equivalem-se.<br />
<br />
A despeito da lógica<br />
convenhamos:<br />
existe algo melhor<br />
que trocar certas palavras?<br />
<br />
Pode-se contestar<br />
que o valor intrínseco<br />
do que se troca<br />
não é igual.<br />
o que vale dizer:<br />
dá-se lucro ou tem-se prejuízo.<br />
<br />
Para finalizar reafirmo<br />
no mais perfeito e são juízo:<br />
o que se dá, multiplica-se<br />
o que se retém, se esvai<br />
se a imagem não é perfeita<br />
o remendo com palavras se faz.<br />
<br />
Poema de Abel Sidney<br />
<br />
Leiam mais poemas no blog do autor:<br />
<a href="http://abelsidney.blogspot.com/">http://abelsidney.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>a nudez é sempre humana&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2011/01/12/a-nudez-e-sempre-humana/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 12:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interiores]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Vidráguas]]></category>

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		<description><![CDATA[A nudez é sempre humana,a palavra também por Adriana Bandeira Chamo Leituras freudianas a possibilidade de pensarmos a psicanálise como parte de nossas vidas. Depois da descoberta de Freud nunca mais foi possível separar alguns conceitos, percepções e mesmo saberes que cada um carrega de forma peculiar. Podemos pensar que estes conceitos servem somente para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nudez é sempre humana,a palavra também<br />
por Adriana Bandeira<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica22111.jpg" rel="lightbox[8385]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Picasso.Guernica22111.jpg" alt="" title="Picasso.Guernica2211" width="448" height="199" class="alignnone size-full wp-image-8386" /></a><br />
<br />
Chamo Leituras freudianas a possibilidade de pensarmos a psicanálise como parte de nossas vidas. Depois da descoberta de Freud nunca mais foi possível separar alguns conceitos, percepções e mesmo saberes que cada um carrega de forma peculiar. Podemos pensar que estes conceitos servem somente  para alguns e que, certamente, metade da população não sabe nada sobre psicanálise. Isso seria verdade se estivéssemos diferenciados por alguma rede não humana, uma capa protetora capaz de barrar a transmissão de saberes através da linguagem. Quando falamos que psicanálise é para quem pode pagar, não estamos lembrando que o pagamento de muitos diz respeito aos sacrifícios do corpo nos efeitos colaterais dos remédios, distribuídos gratuitamente; muitas vezes está num diagnóstico pseudo-psicanalítico que imprime numa criança o termo: hiperativo; nos excessos de uma visão deturpada de infância que faz com que as crianças possam tudo porque Freud falou isto ou aquilo. São os conceitos usados de forma inescrupulosa.<br />
<br />
Leiam todo o artigo aqui ou no blog da autora:</p>
<p>http://indecentespalavras.blogspot.com/</p>
<p>
<span id="more-8385"></span><br />
<br />
Existem famílias em que, por motivos óbvios, dormem todos no mesmo quarto. Pensar isto como uma forma incestuosa não tem nada a ver com psicanálise. É o mesmo que marcar um poema de Hilda Hilst como: pornográfico. Escutar o que ocorre nesta organização, na poesia de Hilda&#8230;,sim!<br />
<br />
É neste aspecto que não há como dizer que a psicanálise não existe para alguns. Há um saber em todos os que passam por estas vivências, de uma forma ou de outra. Porém, resta lembrar  algumas questões para fazer valer a descoberta freudiana: quando se trata de escuta psicanalítica e quando se trata de escuta que exerce poder sobre o outro? É esta a diferença&#8230; uma ética que nasce com o desejo de analisar, somente.É este o desejo do analista.<br />
<br />
Estes lugares: analista, psicanalista, analisante são de uma mesma pessoa, são lugares subjetivos ocupados em diferentes momentos. Os psicanalistas não estão isentos de suas paixões, de seus sofrimentos e de suas dúvidas. O que fazem deles analistas é o tratamento que conduzem, suas perspectivas em pesquisa e suas vivências sobre sua própria verdade, no divã. Vale lembrar que os analistas estão atrás do divã, pontuando, apontando, interpretando&#8230;também silenciando. Os psicanalistas estão discutindo os casos, escrevendo, pensando. Os analisantes estão deitados no divã, indiscutivelmente por muito tempo, por algum tempo, vez ou outra&#8230; por algum tempo, por muito&#8230;Não tem fim, até terminar! Assim como não tem fim o desejo de fazer poesia.<br />
<br />
O brilhantismo de Freud, porém, não diz respeito aos conceitos, somente. Não!O que é raro e surpreendente é sua virtude em querer saber a respeito do sofrimento humano; abrir uma escuta onde já estava determinada uma prescrição (precisamos lembrar que Freud era um neurologista, estudava a fisiologia das enguias, sendo um dos precursores na descoberta das sinapses cerebrais).<br />
<br />
Colocar o saber do lado de quem fala, daquele que diz algo sobre sua dor é apostar na potência de cada um. É neste aspecto que Freud transmite o que de fato institui uma análise: o desejo do analista de colocar-se a escutar o Outro, a fala.<br />
<br />
A psicanálise, neste contexto, é fundada numa ética e sem ela na há psicanálise, ou seja, não há o analista e seu paciente. Pode haver outro tipo de par&#8230; não este.<br />
<br />
É Lacan que nos ajuda a pensar em Leituras Freudianas. Na sua releitura da obra de Freud resgata os termos em alemão (aqui entre nós, um tanto modificados nas traduções, o que ocasiona diferenças fatais nesta ética psicanalítica), as vivências, a prática de Freud, instituindo a condição de que à qualquer um, que tenha interesse em psicanálise, está dado ler o texto inconsciente, reinventando-se, interando-se sobre sua verdade. Lacan nos convida a descobrir, a exercitar uma escuta em que o saber está suposto nesta linguagem que sempre é falha.<br />
<br />
Mas&#8230; por que Leituras Freudianas num blogue?Oras!A psicanálise está nas pessoas. E não se trata de tentarmos fazer encaixar um sujeito num conceito psicanalítico (eheheheh). Não!O sujeito é que , vez ou outra se diz, revela-se nas suas paixões. Nisso a psicanálise e a poesia são todo o registro de um pedaço de possibilidade. Diria nosso amigo: a pontinha de um iceberg. Diria nosso outro amigo: nada é mais profundo do que a pele.<br />
<br />
Freud, ao ser perguntado: Quem são seus mestres?, aponta sua biblioteca, seus livros com os quais tinha longas conversas também. Ali os clássicos da literatura. Pois bem&#8230;”Leituras Freudianas” está na rua pela simples razão de que foi na rua, com as pessoas, com os livros que Freud descobriu um traço Universal de humanidade. Para além das pulsões, mal estares, associações, descobriu justamente o falho, o que aparece sem querer e surpreende; para além da doença, ao contrário disto, fez mostrar toda a potência humana no ato de dizer-se para ser outro. Há ternura implícita na verdade que sempre aponta uma nudez. Esta ternura possível, num reconhecimento de falta, faz das leituras, únicas, e da poesia um ato do dizer.<br />
<br />
Adriana Bandeira é Escritora, Poeta e Psicanalista, autora do livro Chá das Cinco e escreve no blog: Indecentes Palavras.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>palavras do interTextual, aqui e lá</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 18:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[literal mente por Marcio Nicolau leiam aqui e lá: http://www.espacointertextual.blogspot.com/ “(&#8230;) Só o poeta é que tem de lidar com a ingrata linguagem alheia&#8230; A impura linguagem dos homens” (Mário Quintana). Nítida ou não, toda impressão dada constitui um dado. A fala impressa, diverso lado, o pensamento, cuidado, peça adaptável desmonta e a princípio dificilmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>literal mente<br />
por Marcio Nicolau<br />
<br />
leiam aqui e lá:<br />
<a href="http://www.espacointertextual.blogspot.com/">http://www.espacointertextual.blogspot.com/</a><br />
<br />
<object width="450" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/75pwlMogDwM?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/75pwlMogDwM?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="385"></embed></object><br />
<br />
“(&#8230;) Só o poeta é que tem de lidar com a ingrata linguagem alheia&#8230;<br />
A impura linguagem dos homens” (Mário Quintana).<br />
<br />
Nítida ou não, toda impressão dada constitui um dado. A fala impressa, diverso lado, o pensamento, cuidado, peça adaptável desmonta e a princípio dificilmente remonta. Num dado contexto vasto sentido, difícil o texto, subtexto a mente aponta.<br />
<br />
Toda via é possível ler. Transferidas, todavia, expostas, sob outra luz são lidas pesadas projeções às pensadas palavras postas. Salvas em tintas fortes e em caixa alta saltam a vista e o que está claro se mostra. Por pouco tempo hoje, entrementes, a salvo, entrelinhas amarradas estão em caixas de entrada e saída, e-mails, meio soltos, dados recados inteiros que partem rumo adverso a diversas rotas.<br />
No passado, cunhadas de próprio punho cartas eram cuidadosamente remetidas às caixas postais ou metidas pulsando ainda por debaixo da porta e depois de lidas as falas, impulso: guardadas mensagens eram escritas de volta. Na pressa rascunhadas agora, mensagens portam vagas verdades às pressas impressas e vagam, não voltam, para sempre jogadas, dispostas.<br />
<br />
Leiam toda a crônica comentário<br />
<span id="more-7508"></span><br />
<br />
Eu que não sou dado a jogos, prefiro sobre a mesa as cartas, mas sem apostas, salvo se ao diálogo competem, respostas. Digitais na era digital, caracteres são palavras, salvo o caráter literal, ressalvas quase mortas. Meias palavras inteiras sentenças de vida ou morte agora, antíteses e extremos lugares ermos árduos meio termos, nada disso, sei, ao princípio reporta.<br />
<br />
Argumentos de fato são provas textuais, mas ao provar a dialética, não raro hoje se perdem os verbos que acionam metáforas e esfinges nos devoram. Discursos e orações, preces ditas, bem ou mal desenhadas figuras de linguagem nos assaltam.   Armas, apontam caminhos em curso e também alterados os trilhos, desvios, trilhas, escuros becos sem saída e de saída, vias, linhas tortas transportam.<br />
Ao pé da letra, verdades repisadas e o verbo outrora rasgado agora literal mente e na ânsia descostura a aliteração e a assonância, corta rente. Por um fio, em desalinho, por pouco se perde o fio da meada e o pensamento a mente. Sobre o fio da navalha afiada a língua e os dentes, devoro ainda assim alheio texto e escrevo, gasto, palavra por palavra gasta, manifesto ansiado lastro, rastro evidente. </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Poesia é vida! Ela nos brinda com palavras mágicas&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2010/10/24/poesia-e-vida-ela-nos-brinda-com-palavras-magicas/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 13:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PALAVRA: poesia por Tânia Du Bois Concordo quando Chico Buarque disse que “agora posso cuidar da poesia”, pois, ela trata a palavra em seu momento mais inspirado, no inteligente jogo de significado e significante. O brasileiro desvenda os segredos das palavras através da poesia, comunicando-se com a linguagem da liberdade, podendo criar novos ideais, voar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PALAVRA: poesia<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> 
</param>
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<param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OC3ky2pGuLA?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="385"></embed></object><br />
<br />
          Concordo quando Chico Buarque disse que “agora posso cuidar da poesia”, pois, ela trata a palavra em seu momento mais inspirado, no inteligente jogo de significado e significante.<br />
O brasileiro desvenda os segredos das palavras através da poesia, comunicando-se com a linguagem da liberdade, podendo criar novos ideais, voar, sonhar e até mesmo vivenciá-la.<br />
<br /> <br />
        POESIA É VIDA! Ela nos brinda com palavras mágicas. Então, pergunto: qual é o segredo que elas guardam? Lêdo Ivo responde: “A poesia é um segredo / feito de êxtase e medo / que não confio a ninguém &#8211; nem a mim mesmo&#8221;.<br />
 <br />
 Leia toda a crônica-comentário<br />
<br />
<span id="more-7403"></span><br />
<br /> <br />
          E como cada um de nós ao ler um poema sente esse segredo? Bem, magicamente, o inatingível torna-se palpável. De alguma forma participamos vivenciando momentos e emoções. Destacar a palavra “poesia” mostra a sua importância e como ela muda as nossas vidas, tornando-nos novos amantes da poesia.<br />
     <br /> <br />
       Desejamos segredo maior que o contido nas expressões poéticas?<br />
           “&#8230; você foi o melhor dos meus erros //&#8230; você foi a mentira sincera /<br />
             &#8230; esqueci de tentar te esquecer.” (Outra Vez, de Isolda)<br />
            Sentir a energia que emana do relacionamento direto entre o escritor e a sua obra, do letrista com sua lírica, é algo imperdível para as pessoas de sensibilidade.<br />
      <br /> <br />
          Como escreveu o poeta Ferreira Gullar, “&#8230; pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma luz qualquer”. E, Jorge Luis Borges, arremata que “a poesia não é alheia, a poesia está logo ali, a espreita. Pode saltar sobre nós a qualquer instante. E a vida, tenho certeza, é feita de poesia.”<br />
     <br /> <br />
        Poesia é descobrir a essência mágica das palavras. A linguagem como significado, como expressões que avessas ao poema destacam o fascínio do código em si. Seu ingrediente fundamental é despertar nossa atenção para ser explorada em papel literário e transformada em magia.<br />
   <br /> <br />
       Encontro em Edson Cruz: “&#8230; vendo o escritor não como construtor, mas como colecionador que se comunica com o mundo ao conquistar sua coleção de palavras”.<br />
  <br /> <br />
     Assim, os temas viram releituras, na medida para os amantes da poesia, como em Pedro Du Bois:“Poesia de palavras simples / rimas simples: / expressa sentimentos<br />
explora sentimentos / sente / o fazer feliz /   deixar feliz. // Poesia de<br />
palavras certas / em seus significados&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>palavras&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 01:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavras imagens d’alma - pensamentos vivos – estalando língua a fora&#8230; Carmen Silvia Presotto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/a-janela-e-o-mar.jpg" alt="a-janela-e-o-mar" title="a-janela-e-o-mar" width="400" height="386" class="alignnone size-full wp-image-4490" /><br />
<br />
       Palavras<br />
imagens d’alma<br />
- pensamentos vivos –<br />
estalando língua a fora&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
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		<title>palavras são as enzimas da alma</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 02:26:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Em outras Palavras&#8230; Que da luz se cumpram os dias que do tic-tac do peito se recuperem hidrogênio com oxigênio Que do H2O - toques da límpida água - surjam outra chave outro momento outro ar Que o H2O sulque cada poro e tatue gente em pele de gentes mel em nata pão a mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em outras Palavras&#8230;<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/monet146.jpg" alt="monet146" title="monet146" width="319" height="320" class="alignnone size-full wp-image-4370" /><br />
<br />
Que da luz<br />
se cumpram os dias<br />
que do tic-tac do peito<br />
se recuperem<br />
hidrogênio com  oxigênio<br />
<br />
Que do<br />
H2O<br />
- toques da límpida água -<br />
surjam<br />
outra chave<br />
outro momento<br />
outro ar<br />
<br />
Que o<br />
H2O<br />
sulque<br />
cada poro<br />
e tatue<br />
gente em pele de gentes<br />
mel em nata<br />
pão a mais dias&#8230;<br />
<br />
amor<br />
amor<br />
amor<br />
<br />
Que do desejo,<br />
surjam os glóbulos da fênix<br />
marcas golpeando as janelas do corpo<br />
assim, o que hoje desangras<br />
em outras palavras,<br />
palavras mais do que  saudade da alma,<br />
serão as enzimas da cura&#8230;<br />
<br />
amor<br />
amor<br />
e i.e. amor&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>palavras somos nós&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 14:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[gastão cruz]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavras Palavras não existem fora da nossa voz as palavras não assistem palavras somos nós CRUZ, Gastão. &#8220;A doença&#8221;. Os poemas. Lisboa: Assírio &#038; Alvim, 2009. Há poemas que falam tanto conosco que colamos, este li em:http://antoniocicero.blogspot.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavras<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSCN374911.jpg" alt="DSCN37491" title="DSCN37491" width="401" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4119" /><br />
<br />
Palavras não existem<br />
fora da nossa voz as<br />
palavras não assistem<br />
palavras somos nós<br />
<br />
CRUZ, Gastão. &#8220;A doença&#8221;. Os poemas. Lisboa: Assírio &#038; Alvim, 2009.<br />
<br />
Há poemas que falam tanto conosco que colamos, este li em:http://antoniocicero.blogspot.com/</p>
]]></content:encoded>
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		<title>dois anos depois, é hoje, uma carta vidráguas a Arnaldo Antunes</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/04/01/dois-anos-depois-e-hoje-uma-carta-vidraguas-a-arnaldo-antunes/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 15:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[arnaldo antunes]]></category>
		<category><![CDATA[encaixes]]></category>
		<category><![CDATA[lingua portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido Poeta! “Poesia é Visual”&#8230; Psiu! Com concretas palavras, cimentamos a VOZ do POETA, feito pá de argamassa colocamos nossa língua a trabalhar junto aos dedos para que num pulsar de sangues, sejamos elos, um anel, pontes entre palavras. Palavras Concretas, canais de leituras entre boca-coração, vamos deCantando na poeira da vida outros olhares para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido Poeta!</p>
<p>“Poesia é Visual”&#8230; Psiu!</p>
<p>Com concretas palavras, cimentamos a VOZ do POETA, feito pá de argamassa colocamos nossa língua a trabalhar junto aos dedos para que num pulsar de sangues, sejamos elos, um anel,  pontes entre palavras.</p>
<p>Palavras Concretas, canais de leituras entre boca-coração, vamos deCantando na poeira da vida outros olhares para que o gosto das sílabas sigam além das palavras, ritmos que serão versos, cantos que conVersem e sigam canção a outros significantes e nesse andar, colhemos o ritmo que deságua em rios que nos resignifiquem.</p>
<p>Aí, querido Poeta, sabemos que saliva é clareza, síntese, interação que colam forma e conteúdo e unem carneMente – poesia, oral idade, jogo lúdico &#8211; que nos imaginam para um dia poder existir. </p>
<p>E a vida não seria isso?</p>
<p>É verdade: “ a poesia tem público muito pequeno, e a canção popular acaba sendo um poderoso meio de veiculação da linguagem poética cantada.” Mas será que sem poesia haveria o vice versa?</p>
<p><em>Psia</em>, entre piscina e pia, está a água, linguagem, mar de <em>tudos</em> que vai além do imaginável, portanto <em>batizável</em> já que quem a usa é quem vai reinventá-la, e “ qualquer coisa que não fique ilesa, qualquer coisa, qualquer coisa que não fixe “ e escorra, desCANTA, perfura a realidade, criando outros cenário, subverte os olhos a olhar o que antes nem existia&#8230;</p>
<p>Sim, a Poesia é visual, por isso deveria tocar a todos, tipo sangue que batuca ossos, cérebro e coração que colocam nossas mãos a produzir conversas, encontros e desejo de ser lida&#8230;por isso te envio <em>EncaiXes</em> – Livro de Poesia – produzido e por Vidráguas e co-editado com a <em>Razão</em>, uma produção pequena, mas feito nascente que acredita que entre palavras, entrelaçaremos mais mídias para que o canto dos pássaros prossiga&#8230; à Foz!</p>
<p>Ave  Poesia! </p>
<p>E parabéns pela entrevista na revista <em>Língua Portuguesa</em> e sucesso com o novo livro e como dizes: “ os grandes professores são os que conseguem motivar os seus alunos.”<br />
Um abraço carinhoso,</p>
<p>Carmen Silvia Presotto<br />
em novembro de 2006, Porto Alegre,HOJE.</p>
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