janeiro 25th, 2012 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »
EMPRÉSTIMO

Empresto a face
ao espelho: reflito
a tez
os olhos
o nariz
a barba mal feita.
Não presente
sou ausência consentida.
Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Vivian Maier
E gracias Ricardo por me fazer conhecer a história desta fotógrafa, beijos.
janeiro 16th, 2012 in Poemas, Versos que Conversam | 4 Comments »
CRENÇAS

Reafirmo a descrença
no regresso
no progresso
no anverso do bilhete
escrito no estertor do espírito
prefiro crer na indolência
caseira dos profetas:
no livro reaberto
nos dias de raciocínios
intransigentes em defesa do futuro.
Poema de Pedro Du Bois, leiam mais poemas em seu blog.
A fotografia é de Robert Parkeharrison!
janeiro 9th, 2012 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 4 Comments »
FRONTEIRAS

Na fronteira passo minha inexistência.
Trêmulas bandeiras desencontradas
evitam a minha mão. Desfaço os nós
presos ao estribilho e torno o hino
impatriótico na universalidade.
Espaço o caminho das ultrapassagens.
Ao lado é estar aqui na consequência.
Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Robert Parkharrison
Leiam mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com
dezembro 21st, 2011 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »
ESTADO DE SÍTIO
por Pedro Du Bois
Fiel ao princípio da autonomia
entre poderes evite a intromissão
entre as partes. Sabe
e conhece o espectro turvo
das cores da bandeira.
O ódio intrometido entre as partes
avança e destrói o desconhecido.
Não retorna sobre escombros
e se esconde em salas
refrigeradas: poder exercido
sobre a contingência dos amores.
Alvo de paixões destroça corpos
submetidos em tensão: o suplício
descompensa a similitude do ato.
Leia todo o poema
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dezembro 17th, 2011 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
PARÊNTESES

ser a vida entre parênteses
na explicação dos teores ocultos
do desplante: mentir explicações
de contados elementos na imagem
modulada no limite do esgarçamento:
conta apresentada em favores;
desligar o som e explicar o silêncio
do quarto entreaberto em atos.
O sentido do rosto contra o espelho
melancólico das imagens. Texto
tosco das palavras sem sentido.
Poema de Pedro Du Bois
Fotografia: Valdim Stein
Leia mais poemas em seu blog: http://www.pedrodubois.blogspot.com/