dezembro 10th, 2011 in Eventos, Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »
TÂNIA
por Pedro Du Bois

Lembro de mim: menino
a correr pela rua de conhecimentos
jovem preso em si mesmo
adulto na segurança
oferecida pelo cotidiano
lembro de mim e lembro você
ao meu lado: a voz calando medos.
Parabéns à Tânia, amiga e companheira do Vidráguas, que aqui escreve todas quintas-feiras. Um poema de seu amaado poeta e felicidades!!!
dezembro 7th, 2011 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 2 Comments »

IRREFLETIDO
Não me reflito
ao cobrir o vidro
com espelhos
metalizo a vontade
inaudita de ser visto
resisto ao espaço
e cedo o corpo
em sacrifício.
Opaco: embaço
a vista.
Poema de Pedro Du Bois, fotografia Alina Labedeva
Leiam mais poemas do autor em seu blog:
http://pedrodubois.blogspot.com
dezembro 5th, 2011 in conversando sobre literatura, Entrevistas, Eventos | 3 Comments »
ENTREVISTA: PEDRO DU BOIS
Por Paccelli José Maracci Zahler

O poeta Pedro Du Bois (PB) já é conhecido dos leitores da Revista Cerrado Cultural (RCC). Desde os primeiros números, ele tem colaborado sistematicamente com as nossas edições. Ele nos concedeu esta entrevista por correio eletrônico, a qual agradecemos, e, principalmente, pela oportunidade de conhecê-lo e conhecer um pouco do seu processo de criação literária.
RCC.O senhor nasceu em Passo Fundo, RS. Como foi a sua infância?
PB. A pergunta remete-me ao final dos anos 70 quando, em entrevista situacional-psicológica, na PUC-RJ, o psicólogo inquiriu-me da mesma forma; respondi que havia sido normal e ele, sem alterar o tom, cobrou: defina normal. Minha normalidade, que ele aceitou: segundo filho entre quatro irmãos, classe média baixa, gastei minha infância jogando pedras, correndo, nadando, brincando, brigando e apanhando; aprendendo. Passo Fundo permitiu-me ir além da porta da casa, além da rua, além da esquina, desde cedo. Muita fruta no pé, muito matinê cinematográfico. Sempre tive bom círculo de amigos: rua e escola, o qual mantenho até hoje.
RCC. O talento para escrever manifestou-se naquela época?
PB. Sempre tive facilidade para escrever. Já talento seria outra coisa. Não tenho formação literária no sentido acadêmico. Sempre gostei de ler. Sou curioso. Outros tempos, outra formação. Morador do interior, apenas através do rádio (ondas curtas) e da leitura podia acessar o mundo. Imagens, apenas cinematográficas ou em preto-e-branco nos jornais e revistas. Sou fruto da imaginação. Fui bom em redação, mesmo que as minhas fossem curtas na avaliação dos professores. Tímido, desde sempre, não conseguia me expressar, nem através das palavras. Mesmo assim, como adolescente, pratiquei meus poemas confessionais-amorosos. Não os guardei.
Leia toda a entrevista aqui ou na Revista Cerrado Cultural de onde transportamos esta entrevista
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novembro 26th, 2011 in Foto do Dia, Poemas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Versos que Conversam | 1 Comment »
PROGRESSO

Ser a madrugada
do tempo
anoitecido: barbarizar
o desconhecimento
em novas ciências
cientificar
a desnecessidade
de estar vivo
ser a divulgação do próximo
desacontecimento e se apresentar
na plenitude com que o regresso
traz o medo.
Poema: Pedro Du Bois
Fotografia:Ana Pérola Pacheco
Leia mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com e conheçam mais o olhar fotográfico de Ana Pérola, aqui.
novembro 22nd, 2011 in anáguas, Anáguas- EvasAlmas, Sentir sinta quem lê - poema sentido..., Videos | 2 Comments »
AMOR
por Pedro Du Bois

Arte de Matisse
Minha permanência depende da mulher
acompanhante em silêncio: amor
transcrito
ao necessário: discordância aplacada
em atendimentos.
O amanhecer recolhe corpos espaçados
em juramentos: acompanho
o comprometimento
e na mulher
amada
redescubro
a fluência: verbalizo
prazeres imaginados
imaginários
paginados. A necessidade
aparente dos reingressos.
E
AH! AMOR
por Loiri Cortese
Leiam todo o diálogo poético
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