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pensando a Poesia com Paulo Leminski



duas folhas na sandália

o outono
também quer andar



SINTONIA PARA PRESSA E PRESSÁGIO


Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.
Sôo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.


Eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

leia mais Leminski aqui ou no site de Antonio Miranda de onde recolho estes poemas

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A palavra inacabada em pensando a Poesia …

A palavra inacabada
por Sandrio Cândido




Indizível é uma palavra que me fascina. Sempre me perguntei até onde vai o poder da palavra, tudo que existe pode ser dito? Só existe o que é dito? Pode a palavra conter toda a verdade do que pensamos e sentimento ao longo de nossa experiência? São questões que me dominas quando inicio a escrita de algum poema, pois sei que a palavra está sempre a mercê da interpretação dentro do contexto no qual ela está sendo lida e por quem a lê. Será mesmo que tudo é linguagem?


Em suas cartas a um jovem poeta Rilke diz: ” As coisas em geral não são tão fáceis de aprender e dizer como normalmente nos querem levar a acreditar; a maioria dos acontecimentos é indizível,realiza-se em um espaço que nunca uma palavra penetrou.”¹ Hoje parece-me que tudo é linguagem para alguns grupos, a palavra ganhou um pedestal. A reflexão sobre a palavra chegou a um ponto em que muito tem a crença de que só existe o que é dizível. Porem nem tudo que é dizível existem e nem tudo que existe cabe em uma palavra. Um exemplo eu posso dizer uma casa voando, mas ela não existe- se existe é só no pensamento- mas na realidade nunca. Do mesmo modo há sentimentos que não conseguimos exprimir em sua totalidade, por mais que eu saiba o que é o amor, o tempo, a morte a vida, as palavras jamais conseguiram dizer o todo destas realidades.

Leia toda a reflexão
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pensando em Literatura com Pedro Salgueiro

Psiu! Li este escrito lá no Literatura sem fronteiras, onde conheci Pedro Salgueiro, escrevi a ele e compartilho aqui com vocês está ótima reflexão, boa tarde e seguimos…

Escritores
por Pedro Salgueiro



I – Esses viventes estranhos, metidos a querer saber de quase tudo, a ser “antenas da raça”. São seres falíveis, feito quaisquer unzinhos; cheios de defeitos, pululam por aí emitindo opiniões sobre o planeta e arredores. Dariam uma enciclopédia em cem volumes todas as previsões, dicas e besteiras que proferiram pelos tempos afora.

A mim me (sic) parece serem apenas pequenos seres inofensivos, cavilosos, vaidosos, mas inofensivos. Raros escrevem algum livro que mudam uma geração, poucos lançam palavras que se sustem no vento.

Mas quão triste seria o mundo sem esses vermezinhos feitos de ira, vaidade e água.

leia toda a crônica-ensaio
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pensando a Poesia com @monicacompoesia

Escrever é mortal, poetas somos em ponto final.
por @monicacompoesia



Escrever não é a arte dos sonhadores, mas sim uma forma de inadministrar todas as incontroláveis dores e os sentimentos mais devoradores que ficam a fantasmagar pelos corações que de tanto versar não se sabem pensadores.

Escrever é um dos atos mais desesperadores, uma mistura alucinada de ódios e amores, uma necessidade antropofágica de entorpecimentos criativos e criadores, uma droga barata de doces efeitos devastadores na pele maldita em corpos de papel inquietos e provocadores da própria palavra silenciada diante dos seus olhos infiéis e inquisidores.

Escrever é transformar em espinhosas flores as letras que se ferem quando têm sua anatomia inocentemente modificada por instintos transgressores que desabam mares intermitentes de descontrole pelas sangrentas mãos machucadas por desejos libertadores. Jardim onde dedos indecentes e agressores durante a árdua batalha literária esfregam feridas urgentes de amores literariamente forjadas como prova da luta feroz em silêncio cegamente travada por ousados temores.

Escrever é o disparar sem nenhuma conseqüência racionalmente esperada com armas de carne poeticamente lapidada projéteis de vida em algum peito marginal que resiste de forma heroicamente acovardada a ter só uma única razão definida na alma. Escrever é mortal. Sobrevive a paixão visceral. Estado inconstantemente terminal. Entranha emoção. Dilacera por opção. Morre e vive. Em nós.

Leiam toda a crônica ensaio por quem escreve e poema diariamente

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pensando a Poesia com Thiago de Mello



Poema perto do fim

A morte é indolor.
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.

leiam mais poemas aqui ou no Jornal de Poesia, de onde leio e recorto esta colagem.

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