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pensando a Poesia de Gullar com Luís Antônio Giron

Poesia para quê?
por Luís Antônio Giron

Ferreira Gullar, o poeta maior, completa 80 anos. Pena que ninguém leia mais poesia

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A poesia talvez seja a manifestação mais excêntrica da linguagem. Esqueçamos por ora do espírito humano ou da figura do poeta, mera abstração que as teorias de estruturalistas sobre a “morte do sujeito” enterraram nos anos 60. Suponhamos, mal seguindo Michel Foucault, Jacques Lacan e Derrida, que a poesia não passe de um prurido mórbido do código verbal, recalque da “phoné” ancestral, um signo incômodo. Ou, como ensinou o linguista Roman Jacobson, uma reles sobreposição do eixo do significante sobre o do significado. Completa inutilidade. A que vem ela então? A que vem o poeta? Cada escritor tem pronta a sua resposta. Vou tentar dar a minha.

Leia todo o ensaio crítico aqui ou na Revista Época de onde colei esta leitura:http://revistaepoca.globo.com/
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pensando a Poesia com Rubem Alves e Elisa Lucinda

pensando a Poesia com Gullar na Flip

Ferreira Gullar critica evento literário de São Paulo
Foto: Isaac Ismar/Especial para Terra

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por Isaac Ismar
Paraty – Rio de Janeiro


Conhecido pelos poemas e franqueza, o poeta maranhense Ferreira Gullar criticou a Bienal do Livro de São Paulo durante a 8ª Festa Literária Internacional de Paraty, na noite deste sábado (7).


De acordo com ele, o evento literário paulistano aceita obras sem qualidades para serem apresentadas no evento.

“A Bienal do Livro de São Paulo é de vanguarda, qualquer loucura que uma pessoa manda pra lá é aceita e exposta”, debochou o poeta, que foi aplaudido pela plateia da Flip por essa declaração.


Leia toda a notícia aqui ou no site:
http://diversao.terra.com.br/
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pensando a Poesia com Nei Duclós

EM BUSCA DA IDENTIDADE PERDIDA DA LINGUAGEM
por Nei Duclós

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A poesia é a linguagem em busca da sua identidade. Para cumprir seu destino, deixou de lado o amplo espectro dos temas e concentrou-se na sua própria ciência: modernidade pelo avesso, já que o único exercício é recuperar a magia perdida ou dispersa na selva minada pelo jornalismo, a publicidade, a mídia eletrônica, a diplomacia, a advocacia, o cinema ou a música. Não é buscar a fórmula exata, mas a palavra-chave, reinstauradora do verbo.

Pois no caos – que podemos batizar de discurso, linguagem em ruínas – fazer poesia é inventar a carne. Morder, por enquanto – nessa transição de signos -, a “carne intermediária”, de que nos fala Paulo Henriques Britto no livro Mínima Lírica .Aquela que existe entre a “casca e o caroço” da vida, em que “a língua elabora a doce palavra”. Ou promover o “curto-circuito da frase”, opção de Rubens Rodrigues Torres Filho em Poros. Trata-se de uma luta de arma branca: a poesia não encontra nos mísseis sua metáfora mais contundente, mas na faca, na lâmina. O corte fala melhor do que a bomba. Por isso os poetas não apertam botões, eles ainda afiam espadas e continuam carregando os mesmos detritos: “Há algum tempo coleciono cadáveres” (Britto); “Longas, frias, vazias – certas letras somem ao olho que tombado cai” (Torres Filho).

Leia todo o ensaio aqui ou no blog do autor:

http://outubro.blogspot.com/

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pensando a Poesia com Júlia Kristeva e Dileta Silveira Martins

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PENSANDO A POESIA COM O TEXTO KRISTEVIANO E COM DILETA SILVEIRA MARTINS

Na Semiologia há uma preocupação com o signo e com o sujeito da comunicação, através do centramento desse mesmo sujeito, ao passo que na Semanálise descentra-se o sujeito e ocorre o deslocamento da superfície do signo, anulando a representatividade e inscrevendo-se o inconsciente. Configura-se, por isso, uma bipolaridade: de um lado, o discurso como estrutura finita e opaca; de outro, o texto dito poético como estrutura infinita e profunda – produtora de sentido. Assim, o texto inscreve-se na história e a história lê-se no mesmo. Texto emoldura uma operação translinguistica: dentro da língua e estranho à mesma.


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De acordo com Julia Kristeva, o texto dito poético difere da linguagem de comunicação, porque, através de operações sintáticas e semânticas, produz-se um novo espaço poético. Essas ditas operações exercitam os conjuntos sêmicos que apagam, dissolvem as coerções dos limites das unidades lexicais, abrindo-se para outros significados. Da correlação entre o nível fônico-semântico emerge a aplicação das unidades sintáticas e semânticas. Ler um texto implica romper com as normas gramaticais e reconstruir a linguagem – como é o caso do poema moderno.

Leia todo o recorte
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