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depois de votar, ainda dá tempo de conVersar…

*Li no blog de Sidnei Schneider, esta genial ideia que reproduzo aqui:

DOMINGO DE VOTOS. E VERSOS NA REDENÇÃO

Depois da propaganda eleitoral, banners com poemas. São 25 poetas, distribuição de santinhos e magnetos poéticos. Hoje, 3/10, na Redenção, até 17h, Monumento ao Expedicionário.

Ideia de Sandra Santos, ação do projeto Cidade Poema, idealizado por Laís Chaffe, e de Alexandre Brito, em parceria com a Editora Castelinho.

Poetas: Alexandre Brito, Ana Mello, Andreia Laimer, Augusto Franke Bier, Celso Gutfreind, Diego Grando, Diego Petrarca, Dilan Camargo, dois Santos dos Santos, Frank Jorge, Fred Maia, João Angelo Salvadori, Lau Siqueira, Liana Timm, Marcelo Spalding, Nei Duclós, Orlando Bona, Paco Cac, Pedro Stiehl, Ricardo Portugal, Ricardo Silvestrin, Ronald Augusto, Sandra Santos e Sidnei Schneider.

http://www.cidadepoema.com/

corpos híbridos

Corpos poema&prosa
por Berenice Sica Lamas

3Salvador-Dali-Leda-Atomica

Corpos em exercício de vida, de emoção, de afetos, de dolorimentos. Corpos em delírio, em dança, em sofrimento, feridos, magoados, ultrajados, corpos em paz e em guerra pensar letras/ sentir palavras/ a alma cheia de dedos (Alice Ruiz).

Corpos comunicantes. Corpos amando, em transcendência, filosofando, brincando, corpos em grandes bolsões de indiferença. Corpos em compromisso, em oferta, comprados em liquidação, vendidos a preço de banana. / tiro o corpo da roupa (Adélia Prado).

Corpo bagaço, extenuado. Corpo doado ao trabalho.

Leia toda a crônica
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poema

O poema é uma coisa que não tem nada dentro
Ferreira Gullar

Henri Matisse

O poema é uma coisa sem nada dentro
somente eu
ausente
emprestada voz
doado coração.

Berenice Sica Lamas, p.29, Inventário de Ausências, MOVIMENTO.

brumas do Tâmisa

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Foto: Ricardo Hegenbart

Dia de sol
fenda entre céu e terra
raios de verão
feito postigos de outono
no Tâmisa…

Carmen Silvia Presotto

deus e a árvore

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Foto: Ricardo Hegenbart.



Deus e a Árvore


Em sua arrogância as pessoas imaginam representar

a imagem e semelhança do Supremo Criador.

Porque em um ser tão mesquinho iria ele se espelhar

se tantas outras formas foram criadas, isentas de tal valor.


Veja o exemplo da árvore que não se propõe a representar nenhuma imagem

e altruísta na sua essência descarta toda e qualquer vaidade,

a fornecer abrigo, alimentos e utensílios sem cobrar dízimos ou
impostos,

e sem distinguir raça ou credo, jamais demonstrando má vontade.


Serve a todos do mesmo jeito sem qualquer discriminação,

protege toda forma de vida sem nunca cogitar favor,

completamente indiferente aos complexos de inferior ou superior

não necessita de conceitos para se enfeitar com flor.


Mesmo alguém que a ignore está a usufruir dos seus frutos,

e ela desconhece balança para conjugar o valor do amor.

Não carrega a pretensão de em apenas uma só árvore tudo suprir,

cada uma tem sua função na natureza, nada é soberbo em seu dispor.


Consumismos e imediatismos não alteram o seu ciclo e desenvolvimento,

dispensa qualquer pedestal, pois do chão é que provém o seu vigor.

Sem maiores alardes é um pilar vital de nossas existências,

sustentando o corpo e fortalecendo a alma, sem requerer nenhum louvor.


Américo Conte