julho 29th, 2009 in Foto do Dia, Poemas | 1 Comment »

Foto: Jason Evans, Smash Babylon Mind Control, 2005.
Estilo: Simon Foxton
Cogumelos
Varando a noite, com
Brandura, brancura,
Silêncio absoluto,
Do artelho aos
narizes
Tomamos posse da
argila
E do ar adquirido.
Ninguém nos avista,
Nos detém, nos
agride;
Evadem-se os
grãozinhos.
Punhos suaves
insistem
Em brandir agulhas,
O recheio folhudo,
Até o calçamento.
Nossos martelos,
marretas,
Sem olhos e ouvidos,
De voz nem um fio
Alargam as gretas,
Ombro abrindo
fendas. Nós
Vivemos a pão e água,
Migalhas de sombra,
Com modos afáveis,
Inquirindo pouco ou
nada.
São tantos de nós!
São tantos de nós!
Somos estantes,
somos
Mesas, somos
humildes,
Somos comestíveis,
Aos trancos e
arranques
Apesar de nós
mesmos
Nossa espécie se
expande:
Pela manhã, havemos
De herdar o planeta.
E nosso pé porta
adentro.
Sylvia Plath
Read more »
junho 3rd, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | 1 Comment »
Subterfúgios
por CARMEN SILVIA PRESOTTO

rios de olhos
me contam gotas
nada, nada, nada
diz a menina dos dias
e feito remo
derivo meus braços a palavras
um mar navegável a todas as marés
:
poemar
ao tempo um colírio
na carne
chagas invisíveis
e para não me afogar de mim mesmo
nado, nado, nado
quando mais fácil seria saltar
:
trampolim
lembro um conto árabe
retiro a cabeça d’agua
para que outro ar seja minha margem
e nado, nado, nado…
.
(* *)__(* *)__(* *)__(* *)__(* *)
iMAGEM: Shwidkiy Andrey
Um Abraço Aqueiva, obrigada pela publicação.
Leiam mais poemas em http://aqueiva.wordpress.com/
abril 22nd, 2009 in conversando sobre literatura, Eventos, Lançamentos, Poemas, Receitas de Poetas | No Comments »

Todo dia é dia de Livros, mas Nesta Semana do Livro, é também de photoPoemas
Read more »
abril 9th, 2009 in Lançamentos, Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | No Comments »
James Joyce
por Jorge Luís Borges(Cambridge,1968)

Num só dia do homem estão os dias
do tempo, desde aquele inconcebível
dia inicial dos tempos, em que um terrível
Deus prefixou os dias e agonias
até o outro em que o rio ubíquo
do tempo secular torne à nascente,
que é o Eterno, e se apague no presente,
no futuro, no ontem, no que ora possuo.
Entre a aurora e a noite está a história
universal. E vejo desde o breu,
junto a meus pés, o caminho do hebreu,
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.
Dai-me, Senhor, coragem e alegria
para escalar o cume deste dia.
Tradução de Josely Vianna Baptista, Borges Poesia, Biblioteca Borges, Companhia das Letras.
Read more »
março 25th, 2009 in Eventos, Lançamentos, Poemas | No Comments »
Uma canção para Elis
por Luiz Coronel
Elis, tua canção
sempre me diz:
importa ser verdadeiro
muito mais que ser feliz.
Havia pássaros e sinos
em tua voz cristalina.
Bravos gestos de guerreira,
frágil corpo de menina.
Ainda te escuto nas ruas
pelas tardes de neblina.
A tua voz continua
oh, minha estrela sulina.
Oh, madrinha dos aflitos,
oh, bizarra bailarina,
agora brilhas mais longe
mas tua voz me ilumina.
Veludo, pétala e faca
a tua voz não termina.
Cantar é abrir viveiros
oh, minha estrela sulina.

Vidráguas a mais Cultura nas Praças, Poeta!, obrigada pela lembrança carinhosa e parabéns por mais este feito Cultural, onde a Canção ecoa…
E
Caros Amigos, para brindar este encontro poético-cultural um convite:
Read more »