Currently browsing poema

cogumelos

SBMC_2
Foto: Jason Evans, Smash Babylon Mind Control, 2005.
Estilo: Simon Foxton


Cogumelos

Varando a noite, com
Brandura, brancura,
Silêncio absoluto,

Do artelho aos
narizes
Tomamos posse da
argila
E do ar adquirido.

Ninguém nos avista,
Nos detém, nos
agride;
Evadem-se os
grãozinhos.

Punhos suaves
insistem
Em brandir agulhas,
O recheio folhudo,

Até o calçamento.
Nossos martelos,
marretas,
Sem olhos e ouvidos,

De voz nem um fio
Alargam as gretas,
Ombro abrindo
fendas. Nós

Vivemos a pão e água,
Migalhas de sombra,
Com modos afáveis,

Inquirindo pouco ou
nada.
São tantos de nós!
São tantos de nós!

Somos estantes,
somos
Mesas, somos
humildes,
Somos comestíveis,

Aos trancos e
arranques
Apesar de nós
mesmos
Nossa espécie se
expande:

Pela manhã, havemos
De herdar o planeta.
E nosso pé porta
adentro.

Sylvia Plath

Read more »

poema publicado – projeto valise

Subterfúgios

por CARMEN SILVIA PRESOTTO

shwidkiy-andrey

rios de olhos

me contam gotas

nada, nada, nada

diz a menina dos dias

e feito remo

derivo meus braços a palavras

um mar navegável a todas as marés

:

poemar

ao tempo um colírio

na carne

chagas invisíveis

e para não me afogar de mim mesmo

nado, nado, nado

quando mais fácil seria saltar

:

trampolim

lembro um conto árabe

retiro a cabeça d’agua

para que outro ar seja minha margem

e nado, nado, nado…

.

(* *)__(* *)__(* *)__(* *)__(* *)

iMAGEM: Shwidkiy Andrey

Um Abraço Aqueiva, obrigada pela publicação.
Leiam mais poemas em http://aqueiva.wordpress.com/

Todo dia é dia de Livros, mas Nesta Semana do Livro, é também de photoPoemas

Todo dia é dia de Livros, mas  Nesta Semana do Livro, é também de photoPoemas

Todo dia é dia de Livros, mas Nesta Semana do Livro, é também de photoPoemas

Read more »

a poesia de Jorge Luís Borges

James Joyce
por Jorge Luís Borges(Cambridge,1968)
joyce-joao-cabral-de-melo-neto-e-borges-revistagrito

Num só dia do homem estão os dias
do tempo, desde aquele inconcebível
dia inicial dos tempos, em que um terrível
Deus prefixou os dias e agonias
até o outro em que o rio ubíquo
do tempo secular torne à nascente,
que é o Eterno, e se apague no presente,
no futuro, no ontem, no que ora possuo.

Entre a aurora e a noite está a história
universal. E vejo desde o breu,
junto a meus pés, o caminho do hebreu,
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.
Dai-me, Senhor, coragem e alegria
para escalar o cume deste dia.

Tradução de Josely Vianna Baptista, Borges Poesia, Biblioteca Borges, Companhia das Letras.

Read more »

um poema que é um convite a embalar à Cidade aos olhos de todos, Elis Regina!

Uma canção para Elis
por Luiz Coronel

Elis, tua canção
sempre me diz:
importa ser verdadeiro
muito mais que ser feliz.

Havia pássaros e sinos
em tua voz cristalina.
Bravos gestos de guerreira,
frágil corpo de menina.

Ainda te escuto nas ruas
pelas tardes de neblina.
A tua voz continua
oh, minha estrela sulina.

Oh, madrinha dos aflitos,
oh, bizarra bailarina,
agora brilhas mais longe
mas tua voz me ilumina.

Veludo, pétala e faca
a tua voz não termina.
Cantar é abrir viveiros
oh, minha estrela sulina.

elis-regina
Vidráguas a mais Cultura nas Praças, Poeta!, obrigada pela lembrança carinhosa e parabéns por mais este feito Cultural, onde a Canção ecoa…
E
Caros Amigos, para brindar este encontro poético-cultural um convite:

Read more »