Currently browsing poesia

Lembranças são pássaros sem asas, poema de Sandra Reis…

Lembranças são pássaros sem asas
poema de Sandra Reia*



Quero ir
para qualquer parte
onde as coisas
não sejam perecíveis.

Quero dormir
na viagem
e curtir
um longo sono.

Um amigo
irá me acordar
e dizer:
“Bom dia”

É para isso
que servem os amigos:
para nos tingir
de cores.

Talvez
eu voe para dentro
de mim mesma
como pássaro sem asas.

Talvez
recorde vivênvias
que habitam
em outras dimensões.

Talvez
eu lhes diga sim.
Talvez eu lhes diga
não.

A fotografia é de Renata Leite

* Sandra Reis, amiga poeta que no lê e está conosco agora também em versos.

Bom dia, bom domingo a todos!!

InfinitAções…

InfinitAções



Na maciez do olhar
me deito, velejo…

embalada
por teus remos
- entre cílios -
me reconheço no infinito,
Poesia… amor!

Carmen Silvia Presotto – Vidráguas!

A fotografia é de Ralph Gibson!

Voo de um pássaro poema de Carmen Silvia Presotto

Voos de um pássaro



Que céu!
Radiante imenso..
Sem obstáculos, deslizo longe.
As nuvens sumiram, mas os ventos podem trazê-las logo.
Vou me agilizar e esbaldar em alongamentos.
Brincarei na horizontal até não aguentar.
Cansei das árvores.

Ah esses tempos indefinidos tentam me aprisionar.
Buscarei bons tempos…
Não quero atrofiar minhas asas.
Nossa! Estou trágico para um pássaro.
Urubu? Corvo?
- Carniceiros e vingativos -
Bem-te-vis?
- amigos e poetas -
E eu tão lindo, tão lindo, liiiindo!

Eis o perigo!
Nunca caçam as bruxas feias.
Não! Para coleções só querem as borboletas feiticeiras.

Ah! Por falar em beleza…
Vou dar uma rasante ao lago, mirar o visual e me alegrar!
Narciso, sim, mas que fazer?
Se sou tão belo…
VoaaaaaAndo chego à margem,
reflito na estonteante imagem e me banho.
Inspirado retorno para dar brilho ao sooool.
E, epa!
VoltaaaAndo…
Ainda sobrarm alguns.
Malditos jurássicos bodoques!
E, não fosse eu, o maravilhoso filho da coruja
Voaria liiiivre
…lindo
e SOoooLto!

Carmen Silvia Presotto, Dobras do tempo, Vidráguas!

A Arte é de Américo Conte!

Hey, moral da história(rs), voar é com pássaros e poetas, asas de pleno vooooos… e um feliz domingo a todos que por aqui chegarem!!

Amor Filosofal, poema de Wilson Caritta…

Amor Filosofal…
poema de Wilson Caritta*



Não acreditas em magia?
Posso me tornar invisível
e reencarnar à sua frente
em poucas horas.


Suas mãos podem me sentir?
Te deixei marcas na pele….
Musa concreta inalienável !!

Tudo o que sentes
vem do calor do meu peito.
No momento perdido
Paro o tempo e te amo…


*Wilson Caritta , é um poeta que escreve junto a nós em redes sociais, e que agora estará ao Vidráguas ao Sábados.

Um prazer contar com esta sensibilidade que cotidianamente cria versos, conVersa, troca com outros poetas, revelando que o fazer poético é um tempo onde Criar se refaz no estar com outros…

E sim, Wilson, já somos mais e melhores e gracias por tua companhia em Vidráguas. Bom sábado, bom final de semana a todos que por aqui chegarem.

A fotografia é de Mirchuk Pavel

Dobras do tempo – poesia singular por Francisco Miguel Moura, que presente!!

“DOBRAS DO TEMPO” – POESIA SINGULAR
por Francisco Miguel de Moura – membro da Academia Piauiense de Letras*



Na minha vivência com livros, tenho notado o desprezo que a crítica dispensa à primeira obra do autor (à chamada estréia), tal como tem preconceito pelo lugar do nascimento do poeta, o endereço do poeta. Se nasce ou mora no Piauí ou em Sergipe, por exemplo, sequer se dispõe a dar uma olhada num poema, desprezando até as orelhas. Não sou crítico de profissão, sou poeta. Aquele – ganha alguma coisa dos jornais, revistas, enciclopédias, etc.; este – ganha o pão de cada dia (o diabo não amassa pão para ninguém), noutra profissão.

Ela não é nenhuma desconhecida, pois constrói e mantém, em conjunto com outros, o site “Vidráguas”, na internete, onde movimenta a poesia, a crônica e a crítica, com seriedade e bom humor. Foi a partir de um lugar chamado “Facebook”, há já algum tempo, que passamos a ser conhecidos e amigos. Por isto, eu talvez fosse suspeito para fazer uma crítica a seus livros.

Leia toda leitura crítica aqui ou no blog do Poeta Francisco Miguel Moura, aqui.

Read more »