novembro 15th, 2009 in Crônicas | No Comments »
“O POETA E AS PALAVRAS”
por Tânia Du Bois
“A vida do poeta tem ritmo diferente / Ele conduz errante pelos caminhos / pisando a terra e olhando o céu… // Clareando como um raio de / sol e paisagem da vida” (Vinícius de Moraes)
Palavras, poeta, poesia são apenas jogos lúdicos da literatura. A poesia é uma ferramenta importante em nossa vida, seja ela simples ou não. Por ordem de importância nos permite ganhar horas de entretenimento. Ao viver o cotidiano, faço um mapa dentro da minha cabeça e com certeza há poesia no meu caminho e o risco de ficar esperando diminuiu quando estive acompanhada do livro O POETA E AS PALAVRAS de Pedro Du Bois.
“O Poeta e as Palavras” estilhaça a noção do tempo provisório, tempo e prazer na poesia não falta. Minutos com eles, não são suficientes.
Dedico-me inteiramente ao que pretendo fazer e com isso garanto qualidade de vida. Busco a leitura nos intervalos para dar sentido ao tempo e as possibilidades de novas experiências.
leia toda a crônica
Read more »
novembro 6th, 2009 in conversando sobre literatura, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | No Comments »

“Os verdadeiros poetas apenas encontram seus personagens depois de os terem criado… O Poeta deveria reinventar sua vida incessantemente e, desta maneira, seria o único a saber onde está…
Se os poetas não se apoiarem entre si _ o que restará deles?”
Elias Canetti,p.29 e35, Sobre os Escritores, Coleção Sabor Literário, José Olympio Editora.
saiba mais
Read more »
novembro 3rd, 2009 in Poemas, Versos que Conversam | No Comments »
Il poeta taglia
cancella, coltello afillato
forbice profetica
ecessi emozionali
imboscate intime
pensieri sfingici
non voglio più niente
una serenata forse
traversa
la carne
dell’anima
sanguina
taglia
il ghiaccio
dell’alito
irrompe nell’aria
del verbale
lavoro esploratore
coreografia di parole
chiudo la notte del poema

Caricatura de Cesar Pavese -Poeta Italiano
O poeta corta
deleta, faca afiada
tesoura profética
excessos emocionais
ciladas íntimas
pensamentos esfíngicos
não quero mais nada
uma serenata talvez
atravessa
a carne
da alma
sangra
corta o gelo
do hálito
irrompe no ar
do verbal
trabalho explorador
coreografia de palavras
fecho a noite do poema.
Poema e versão para o português de Berenice Sica lamas
* Este poema faz parte dos quatro poemas premiados no 14° Premio Nazionale di Letteratura Renato Giorgi 2009 do Circolo Culturale “Le voci della luna”.
Saiba mais
Read more »
abril 8th, 2009 in Poemas, Receitas de Poetas, Versos que Conversam | 2 Comments »
O poeta desperto
por Carmen Silvia Presotto

não era belo
não tinha sonhos
não conhecia princesas
morava na praia
dormia na ponte
andava nu.
bebia cachaça
jogava na sena
ganhou!
Vieram mil beijos…
O Sapo Poeta
vestiu-se de homem
comprou a praia
teve filhos
milhões de amigos
incontáveis festas.
Desperto…
bebe uísque em suas águas
surgem palavras
desenha no horizonte uma travessia
nessa solitude vê sua antiga ponte.
Sonhou…
e sem um único beijo,
adormeceu…
Créditos da imagem e arte:
Collage: Marco Aqueiva a partir de http://www.superstock.com/stock-photos-images/1538R-24049
Um abraço carinhoso Aqueiva, gracias pela divulgação!!!