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“Boca(à)acoB”, poema aos sábados em Vidráguas…

“Boca(à)acoB”
poema de Wilson Caritta



Em(boca)dura perfeita da poesia
sinuosos traços da delícia
escancarada vermelha
sorrisos abençoados
guardados em mim
algemados prá sempre na pele…

Pudesse te soltar do rosto
por estalos instantes
falo onde sai a voz
ouço a maciez sugando
o desejo pelo todo…
beijo por partes
curva a curva
lambo em detalhes…

Troco saliva por juras
com a beijada importância
do verso perfeito
que o poeta persegue
como um profeta teimoso…
boca do beijo que não acaba
aquecida espera
ruborizada no tempo…

Levo comigo
mordida de amor tatuada
e o que deixo
é tão inteiro
não há como partir!

*Wilson Caritta, escreve conosco em redes sociais no grupo Vidráguas no facebook e está aqui em nossos poemas aos sábados… beijos, Wilson, bom final de semana, por Baco e seguimos!!

A fotografia é de Rankin!

Hoje no anoitecer com Eros, Louco Amor…

Louco Amor
poema de Sulamita Ferreira Teixeira



Palco
minha estrela
sedução

Fogo
seu olhar
vulcão

Caminho
meu desejo
tesão

Ternura
meu encanto
paixão

Perume
minha carícia
exaustão

Mel
amor querido
perdição!…

A fotografia é de Rankin!

*Sulamita escreve conosco aqui toda semana e também em redes sociais, onde está junto na administração do Grupo Vidráguas!!

Um bom entardecer e seguimos com nosso desejo latindo com Eros, pois um mundo sem amor é triste demais e seguimos traçando o Projeto Anáguas, escrevendo com Bardos e EvasAlmas e banhando-nos com Nei Duclós em poemas de amor, dia a dia…

Piscares poema de Carmen Silvia Presotto

Piscares



De teus olhos
em movimento
ressuscito
o branco vento

De meus olhos
sem pestanejar
entre mil retoques

teço beijos
- um domicílio –
pra te guardares
em meus cílios…

Carmen Silvia Presotto – Vidráguas!

A fotografia é de Rankin!

Ave ao dia da poesia, que é sempre…

Ave Poesia!



Se tudo
é o nada
que me dizes

o que é este infinito
em que tanto te vejo?

Oh, Poesia…
todo o fado
tem seu tempo.

Carmen Silvia Presotto – Vidráguas!

Fotografia de Rankin.

Hoje no entardecer com Eros, Tatuagens…

TATUAGENS
poema de Naldo Velho



Mais ou menos a um palmo e meio, acima do umbigo,
beija-flor atrevido, escondido entre os seios,
espreita o perigo e me prepara uma tocaia.

Beija-flor sabido escolheu bem o abrigo
e ali fica, tal qual tatuagem, a desafiar-me a coragem
de dar vazão ao desejo de saciar minha sede
no mel que eu prevejo existir mais ao lado,
em qualquer uma das fontes que abusadamente eu almejo.

Mais ou menos a um palmo e pouco, abaixo do umbigo,
mais para o lado esquerdo, reside um dragão,
também tatuado, sentinela desaforado, a me avisar do perigo.

Dragão destemido, guardião que protege nas bordas do abismo,
a fonte das águas que eu colho quando parte de mim
fica totalmente abrigado durante o prazer de te ter.

Só lamento não ter percebido a tempo, escondida,
no canto dos lábios, insidiosa serpente.

Agora é tarde, inoculada a peçonha, só me resta a embriaguez.

E nada mais há, que eu possa ou tente,
só me resta pedir clemência para que não me mates de prazer.

Leiam toda a postagem

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