Este poema é indicado para quem sofre
de carência de amor, sensibilidade e ternura
sua composição contem gratidão paciência
sentimentos, perseverança e candura,
obs: não possui efeitos colaterais.
Posologia: duas leituras diárias
antes e depois das refeições
e quanto a super-dosagem de leituras
nenhuma reação adversa foi registrada
até o presente momento na literatura poética.
Se os sintomas persistirem
favor consultar um poeta.
Lago negro, barco negro, duas pessoas de papel picado negro.
O que as árvores buscam de beber que não encontram aqui?
Suas sombras podem cobrir o Canadá.
Uma luz dissolvida pelas flores d’água.
Suas folhas não desejam nossa pressa:
Curvas e lisas e cheias de negros avisos.
Nos rastros dos remos, mundo de gelo.
O espírito do negro está em nós, nos peixes.
Um tronco podre flutuando, pálido adeus;
Estrelas se abrem entre lírios.
Estas sereias inexpressivas não te cegam?
Esse é o silêncio das almas atormentadas.
Poema de Sylvia Plath, , p.31, Sylvia Plath Poemas, Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Márcio Arruda Mendonça, ILUMINURAS.
Vejam o filme, leiam mais poemas de Sylvia Plath e obrigada Sérvio pela receita de poetas!!!
Tempo é fator fundamental na nossa vida. O inverno bate à porta e traz a preocupação de não sentir frio. A metáfora óbvia do inverno é o frio, essa gigantesca força da natureza que não podemos controlar.
Quem de nós tem medo do inverno? Muitos enfrentam o difícil desafio, mas a principal arma para encarar as mudanças climáticas é não ter medo, não desistir de sonhar, questionar os hábitos e priorizar os valores.
É impossível não se deixar levar pelo espírito corajoso ao inventar dias chuvosos e sempre procurar uma maneira de garantir a harmonia entre o inverno e o bem estar, com a capacidade de ouvir o coração.
O vento no lado de fora // (o sentimento dentro congela) / ventos movimentam atmosferas / transformando nuvens, dispensando chuvas / alterando paisagens // (o consentido dentro enregela // convivo ventos, deposito / a graça das novelas; enredos acumulados / de amores e ódios, o cisco da poeira / nos olhos arregalados das notícias // (o ressentimento dentro refrigera).” (Pedro Du Bois)
“Ninguém faz poesia para ganhar dinheiro. Isso é bom. Quer dizer que as pessoas fazem poesia por amor.” (Antônio Cícero)
Em um universo criativo, a atmosfera se insinua independente da realidade que a cerca. Sua fonte de inspiração está calcada na vida e pode vir das mais variadas formas. Com certeza, o amor é fonte de inspiração para o poeta que com sua criação nos faz pensar e sentir diferente, reavivando o prazer de ser um momento mágico.
O trabalho do escritor está ligado à vida, ao mundo, o que leva as pessoas a romancearem os poemas. São mais sensíveis às artes.