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Psiu!novidades, lançamento em Vidráguas, sigam…

Setembro e a Constelação…

CONVITE

Setembro – primavera à vista – lançamento de – Constelação de Ossos – Bárbara Lia -(Vidráguas) – em Porto Alegre (porto de partida do livro) e Belo Horizonte (data a ser divulgada em breve)

Saibam mais sobre a Obra e Autora:

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edificação, poema homenagem de Luiz Otávio Oliani

Foto_Ricardo_Hegenbart
Fotografia de Ricardo Hegenbart

*Obrigada Oliani pelo poema homenagem e pela leitura sobre minha poesia, assim confirmamos que há versos que conVersam e seguimos!

EDIFICAÇÃO

“Se escrevo, é para um dia renascer”
Carmen Silvia Presotto

escrever
não é juntar signos

mas
o que é
senão o ato milenar
de edificar civilizações?

sim, o poeta
não gasta papel à toa
- ecológica
a escrita deve ser séria
em respeito à natureza

abaixo a literatura vazia
ao discurso inepto

só os bons poemas
atravessam o tempo

* Poema de Luiz Otávio Oliani para dialogar com Vidráguas.

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homens de xadrez, editorial de moda em Z.H, fotos e poesia…

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Ópera de pássaros

a objetividade da fotografia é uma falácia.
erram os que acham que ela retrata o real.
O que há é que quando o fotógrafo diz:
- olha o passarinho!
uma ave de asas oblongas sai de dentro da câmera
com um embornal de pincelzinhos e uma paleta de cores
sobrevoa a cabeça do fotógrafo
sobrevoa a cabeça do fotógrafo
e pousa sobre seu ombro esquerdo.
de lá, pinta a cena.
em suma, a fotografia é uma ópera de pássaros.

Poema de Chacal, p.215, Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século, Seleção de José Nêumanne Pinto, Geração Editorial.

Fotografia de Ricardo Hegenbart para o Editorial de Moda do Caderno Donna, Jornal Zero Hora de 25/7/2010.

Vejam mais fotografias:
http://www.ricardohegenbart.com/

impossível escolha, ora bolas…

Impossível Escolha
a Mario Quintana

ora bolas, como dizia o poeta!

Ora bolas, como dizia o poeta…

Se escolhesse o dia de minha morte
seria um ensolarado domingo de outono.

Alegre, morno, brando, aninhado a folhas de plátanos
douradas, atapetando o chão que me abrigaria.

Se escolhesse o dia de minha morte
seria um esvoaçante cobertor sem dor por partir.

Um dia em que os pássaros e as borboletas
brincassem no céu.

Um dia em que o sol vibrasse por novos horizontes.
Um dia feito piquenique com toalha xadrez
cesto de vime e cálices de vinho.
Um dia em que o findar não encontrasse a noite.
Um eterno dia…

Se escolhesse o dia de minha morte
seria um dia trocado.

Um dia impossível de escolhas.
Talvez um Domingo chuvoso, abafado.
Ou uma Sexta-Feira que me acordasse no Domingo.
Cristo!
Quem sabe não morro…
Ora bolas!

Poema: Carmen Silvia Presotto, Dobras do tempo.
Fotografia: Ricardo Hegenbart, Outono em Londres.

território, um poema de Oliani em Vidráguas

barcelona

TERRITÓRIO

“O que não sei fazer desmancho em frases”
Manoel de Barros

brota em mim o verbo
com suas pessoas

desconjugá-las não posso

em mim
a palavra
se faz morada

Poema: Luiz Otávio Oliani
Fotografia: Ricardo Hegenbart