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Crenças poema de Pedro Du Bois

CRENÇAS




Reafirmo a descrença
no regresso
no progresso
no anverso do bilhete
escrito no estertor do espírito


prefiro crer na indolência
caseira dos profetas:


no livro reaberto
nos dias de raciocínios
intransigentes em defesa do futuro.


Poema de Pedro Du Bois, leiam mais poemas em seu blog.

A fotografia é de Robert Parkeharrison!

Fronteiras poema de Pedro Du Bois

FRONTEIRAS




Na fronteira passo minha inexistência.
Trêmulas bandeiras desencontradas
evitam a minha mão. Desfaço os nós
presos ao estribilho e torno o hino
impatriótico na universalidade.


Espaço o caminho das ultrapassagens.
Ao lado é estar aqui na consequência.


Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Robert Parkharrison


Leiam mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com

Desfazer um poema inédito de Pedro Du Bois em Vidráguas

DESFAZER



Numero acontecimentos
desordenadamente. Capitulo
ao extremo desgosto
das arrumações:

a cama
os objetos
a comida
o banho

retiro da estante o livro
instantaneamente convertido
em acompanhante:
desarrumo os fatos
e os distribuo pela casa:

a história forjada
de reis e reinos:

a desabilitação das fábulas
moralizam o animal que teima
sua liberdade.

Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Robert Parkharrison


Leiam mais poemas no blog do autor:http:
//www.pedrodubois.blogspot.com/


Psiu, Pedro que bom que logo estaremos juntos em sarandi conVersando, gracias pela companhia em Vidráguas,amizade e a digramação saiu um tanto diferente do poema inédito que me encaminhaste, mas aí te explicarei… problemas do wordPress, que limita a diagramção, mas resolveremos, até lá…beijos.

Em Vidráguas todos os dias em poesia e às quintas, crônica poética de Tânia Du Bois

Reinvente a beleza: a ponte
por Tânia Du Bois

(para Dra. Ana Cristina)


Fotografia de Robert Parkeharrison


“Uma ponte/ uma história // recortes de tempo / suspensos pontos /
marcam o imaginário…//: aqui somos passagens….” (Carmen Presotto)


A ponte reinventa a beleza em suas formas espetaculares de tons intensos, dando significado ao que nos faz sentir livres. Ela reinventa o homem e o leva ao questionamento após a passagem na sensação específica das necessidades de cada um.

A ponte conquista o lugar, o espaço ao ser frequentada e, ainda, favorece a busca de um novo olhar. É preciso ter consciência de que não existe ponte sem que se vejam os sinais que ela oferece, como o relacionamento que atravessa momentos decisivos e deixa claro qual a direção a seguir. Reconhecemos, por exemplo, esses valores nos filmes, “As Pontes de Madison” (uma história de amor) e na “Ponte para Terabítia” (emocionante aventura). Com ousadia cruzamos a ponte e, como conquista, temos a visão de dois pontos, um une futuros e o outro implanta simbolicamente parcerias: sentimentos e palavras, como em Pedro Du Bois:
“Vivemos entre pontes, / saltando rios e lagoas //.. sobre pontes majestosas,/
nossos sonhos se apresentam…”

Leia toda a crônica poética

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névoas… poema de Carmen Presotto



Véu em chama
costuras dos céus
te saúdo
aonde arde meu coração
te estranho

brisa
raiva
nuvem
humo
fosso de sonhos
mentiroso limo

- discurso de evas -

luto
insulto
olheira bruxelenta ao descaso

me traço na névoa fria
colho os golpes de outro ventre
entre rosas mortas
reflito o vestido de infância
que num relâmpago
espia a minha alma.
Há momentos em que o coração congela.

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Robert Parkeharrison