janeiro 16th, 2012 in Poemas, Versos que Conversam | 4 Comments »
CRENÇAS

Reafirmo a descrença
no regresso
no progresso
no anverso do bilhete
escrito no estertor do espírito
prefiro crer na indolência
caseira dos profetas:
no livro reaberto
nos dias de raciocínios
intransigentes em defesa do futuro.
Poema de Pedro Du Bois, leiam mais poemas em seu blog.
A fotografia é de Robert Parkeharrison!
janeiro 9th, 2012 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 4 Comments »
FRONTEIRAS

Na fronteira passo minha inexistência.
Trêmulas bandeiras desencontradas
evitam a minha mão. Desfaço os nós
presos ao estribilho e torno o hino
impatriótico na universalidade.
Espaço o caminho das ultrapassagens.
Ao lado é estar aqui na consequência.
Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Robert Parkharrison
Leiam mais poemas no blog do autor: http://pedrodubois.blogspot.com
outubro 27th, 2011 in Poemas, Receitas Vidráguas, Versos que Conversam | No Comments »
DESFAZER

Numero acontecimentos
desordenadamente. Capitulo
ao extremo desgosto
das arrumações:
a cama
os objetos
a comida
o banho
retiro da estante o livro
instantaneamente convertido
em acompanhante:
desarrumo os fatos
e os distribuo pela casa:
a história forjada
de reis e reinos:
a desabilitação das fábulas
moralizam o animal que teima
sua liberdade.
Poema de Pedro Du Bois
Fotografia de Robert Parkharrison
Leiam mais poemas no blog do autor:http:
//www.pedrodubois.blogspot.com/
Psiu, Pedro que bom que logo estaremos juntos em sarandi conVersando, gracias pela companhia em Vidráguas,amizade e a digramação saiu um tanto diferente do poema inédito que me encaminhaste, mas aí te explicarei… problemas do wordPress, que limita a diagramção, mas resolveremos, até lá…beijos.
setembro 15th, 2011 in conversando sobre arte, conversando sobre literatura, Crônicas, Versos que Conversam | 2 Comments »
Reinvente a beleza: a ponte
por Tânia Du Bois
(para Dra. Ana Cristina)

Fotografia de Robert Parkeharrison
“Uma ponte/ uma história // recortes de tempo / suspensos pontos /
marcam o imaginário…//: aqui somos passagens….” (Carmen Presotto)
A ponte reinventa a beleza em suas formas espetaculares de tons intensos, dando significado ao que nos faz sentir livres. Ela reinventa o homem e o leva ao questionamento após a passagem na sensação específica das necessidades de cada um.
A ponte conquista o lugar, o espaço ao ser frequentada e, ainda, favorece a busca de um novo olhar. É preciso ter consciência de que não existe ponte sem que se vejam os sinais que ela oferece, como o relacionamento que atravessa momentos decisivos e deixa claro qual a direção a seguir. Reconhecemos, por exemplo, esses valores nos filmes, “As Pontes de Madison” (uma história de amor) e na “Ponte para Terabítia” (emocionante aventura). Com ousadia cruzamos a ponte e, como conquista, temos a visão de dois pontos, um une futuros e o outro implanta simbolicamente parcerias: sentimentos e palavras, como em Pedro Du Bois:
“Vivemos entre pontes, / saltando rios e lagoas //.. sobre pontes majestosas,/
nossos sonhos se apresentam…”
Leia toda a crônica poética
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julho 7th, 2011 in Foto do Dia, Poemas, Versos que Conversam | 5 Comments »

Véu em chama
costuras dos céus
te saúdo
aonde arde meu coração
te estranho
brisa
raiva
nuvem
humo
fosso de sonhos
mentiroso limo
- discurso de evas -
luto
insulto
olheira bruxelenta ao descaso
me traço na névoa fria
colho os golpes de outro ventre
entre rosas mortas
reflito o vestido de infância
que num relâmpago
espia a minha alma.
Há momentos em que o coração congela.
Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Robert Parkeharrison