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	<title>Vidráguas &#187; Rosas</title>
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		<title>na rosa&#8230; há memórias escritas</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 15:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[Beto Palaio]]></category>
		<category><![CDATA[Ianê Mello]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Rosas]]></category>

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		<description><![CDATA[A ROSA ENTRE IGUAIS O coração bate outonos Nunca mais, diz ele A transbordar folhas Em dilúvio, na roseira A rosa suporta tudo Ventos e tempestades Em seus verdes ombros Em seu despetalar outra flor em botão que se abre primaveril Em terra fértil novos brotos germinam de sol a sol num eterno resplandecer da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ROSA ENTRE IGUAIS<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/77145_161691790539077_100000947718661_260410_4652853_n.jpg" rel="lightbox[7741]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/77145_161691790539077_100000947718661_260410_4652853_n.jpg" alt="" title="77145_161691790539077_100000947718661_260410_4652853_n" width="336" height="337" class="alignnone size-full wp-image-7742" /></a><br />
<br />
O coração bate outonos<br />
Nunca mais, diz ele<br />
A transbordar folhas<br />
Em dilúvio, na roseira<br />
A rosa suporta tudo<br />
Ventos e tempestades<br />
Em seus verdes ombros<br />
<br />
Em seu despetalar<br />
outra flor em botão<br />
que se abre primaveril<br />
Em terra fértil novos brotos<br />
germinam de sol a sol<br />
num eterno resplandecer<br />
da natureza<br />
<br />
Há memórias escritas<br />
Em sentimentos raros<br />
Como o sol que aquece<br />
Pétalas soltas no cacho<br />
Do que se chama rosa<br />
Seu todo algo palpável<br />
Linda canção de carmins<br />
<br />
Violetas e jasmins,<br />
em conviivênncia harmônica<br />
no jardim do éden,<br />
paraíso dos amantes<br />
﻿Terra que produz frutos<br />
colhidos com mãos de afeto<br />
<br />
Dá até para acreditarmos<br />
Num romance de palavras<br />
Ditas ao acaso para a rosa<br />
Escoltada por outras flores<br />
Mágico jardim da perfeição<br />
Ao brilhar além dos botões<br />
Em tonalidades arrebatadas<br />
<br />
Ou quem sabe num buquê<br />
ofertado à amada<br />
de rosas encarnadas<br />
ou de flores silvestres<br />
numa declaração de amor natural<br />
adornando um belo jarro<br />
até desfolharem suas pétalas<br />
<br />
Poema a 4 mãos de Beto Palaio e Ianê Mello<br />
<br />
Leiam mais poemas nos blog:<br />
<a href="http://dialogospoeticosimello.blogspot.com/">http://dialogospoeticosimello.blogspot.com/<br />
</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Será que Mrs. Dalloway passou por aqui?</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/06/14/sera-que-mrs-dalloway-passou-por-aqui/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 16:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Silvia Presotto]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Mrs. Dalloway]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Hegenbart]]></category>
		<category><![CDATA[Rosas]]></category>
		<category><![CDATA[Virginia Woolf]]></category>

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		<description><![CDATA[“&#8230; Quando o jardineiro planta seus bulbos ou semeia sua grama, eles florescem de novo e alastram pelo solo sua relva verde e macia&#8230;” Virginia Woolf Faz dois meses que acompanho as folhas de Londres se cobrirem com a nova estação. Ao chegar, tudo correspondia ao imaginado. Até abrir a janela do quarto e ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0133.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3230" title="DSC_0133" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0133.jpg" alt="DSC_0133" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
“&#8230; Quando o jardineiro planta seus bulbos ou semeia sua grama, eles florescem de novo e alastram pelo solo sua relva verde e macia&#8230;”<br />
<strong> Virginia Woolf </strong><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0124.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3229" title="DSC_0124" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0124.jpg" alt="DSC_0124" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
Faz dois meses que acompanho as folhas de Londres se cobrirem com a nova estação. Ao chegar, tudo correspondia ao imaginado. Até abrir a janela do quarto e ser saudado pelo muro vivo, entremeado por uma trepadeira de rosas&#8230; O nome é dúbio, mas como veem essas rosas existem e violam qualquer olhar.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0135.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3231" title="DSC_0135" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0135.jpg" alt="DSC_0135" width="450" height="672" /></a><br />
</br><br />
Bem comigo aconteceu assim, fechei a janela e o jardim me perseguiu, pedindo um reconhecimento mais próximo.<br />
<br /></br><br />
Então, na semana passada, ainda com café da manhã na garganta, atravessei a porta da cozinha, rumo ao rastro da sombra Verde-Londres para chegar a alguns botões. Mais interessante que logo arrumei uns parceiros. Senti umas asas descerem do muro, subirem pela porta da cozinha, passar pela janela do meu quarto para me apresentarem a sua casa, era um ninho ainda em construção, logo acima dos quartos.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0060.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3223" title="DSC_0060" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0060.jpg" alt="DSC_0060" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
É a primavera, pensei!!!<br />
<br />
</br><br />
Voltando às rosas, notei por duas, três que estavam abertas como pareciam diferentes. Suas pétalas se evidenciam fortes, logo talvez esteja toda a espécie a celebrar híbridos encontros de aromas, raízes mescladas de cores. Ser assim despertado demonstra a gentileza do momento, feito um presente dos céus, do orvalho, essa moldura me caiu sob encomenda.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0113.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3227" title="DSC_0113" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0113.jpg" alt="DSC_0113" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
Sim, rosas envasadas são lindas, no entanto soltas à inglesa na terra de Chaucer, Shakespeare, Keats, além de ser um patriotismo, como nos diz Virginia Woolf, trazem em suas pétalas renascimentos, transformações da rosa mãe à rosa Poesia: mutações.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0120.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3228" title="DSC_0120" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0120.jpg" alt="DSC_0120" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
Por isso, que sigam destes outros os meus rastros!<br />
A vida segue e este jardim, tornou-se meu cenário cotidiano, por onde meço o tempo, leio o ir e vir, converso, teço mais espaço&#8230;<br />
<br />
</br><br />
O casal de passarinho que fez um ninho acima da janela do quarto, talvez tenha percebido isso bem antes&#8230; Eis a natureza comungando com a Vida.<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0112.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3226" title="DSC_0112" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0112.jpg" alt="DSC_0112" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
Por isso, seguir estes instantes me move, assim me falam os botões a desabrochar, assim me cantam os pássaros vizinhos, pois nos simples encontros está a beleza de qualquer humano encontro&#8230;<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0140a.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3222" title="DSC_0140a" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0140a.jpg" alt="DSC_0140a" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
Porém, tem dias que é mais do que uma estação, é pura celebração.<br />
Num destes dias, acordei com o alarido dos meus amigos pássaros. Já estava a ponto de espantá-los, era cedo, mas antes mesmo de tomar café, abro a janela para ver o motivo de tanta festa, voos rasantes e tanto bater de asas, levo um susto:<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0099.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3224" title="DSC_0099" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0099.jpg" alt="DSC_0099" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
O que era verde enroseceu, o que estava  fechado abriu-se.<br />
- Mrs. Dalloway passou por aqui, gritei?!<br />
<br /></br><br />
O café que espere. Hoje registrarei o recanto que me acompanha, que agora me assombra a ser capturado. Começo a retratar o momento, conto 100 rosas, depois é impossível, os pássaros sentem a invasão das rosas, e tão assombrados quanto eu, rebatem suas asas até a janela do quarto e se aquietam, parecem também querer contemplar este momento único que penso não ser comum.<br />
Pergunto a alguém que passa pelo portão, escuto:Yes!!!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0107.jpg" rel="lightbox[3218]"><img class="alignnone size-full wp-image-3225" title="DSC_0107" src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_0107.jpg" alt="DSC_0107" width="450" height="301" /></a><br />
</br><br />
No entanto, com esse perfume mansinho, convidativo a chegar mais, naturalmente, acompanhados por pássaros em festa, não deve ser&#8230;<br />
O jardim se multiplicou, nunca tinha visto algo assim: uma, duas, três&#8230;  mais de cem rosas.<br />
<br />
Hey, é primavera em Londres e, Mrs. Dalloway passeia por meu jardim.<br />
</br><br />
Texto: Carmen Silvia Presotto<br />
Fotos: Ricardo Hegenbart</p>
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