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Sonhos… poema de Carmen Presotto

Sonhos



“Sonhei ter sonhado”
a Manuel Bandeira

Parindo reflexos
camuflo de verde os cílios
para roubar da lua a luz

teço a noite marítima
lábios rubis, úmidos sonhos
para das ondas compor mulher e dia
retiro do mar o espelho

removo sua entranhas
teço rocios
desalgo em horas

no horizonte,
selvagem enluadeço
e onde os naturais pisares
de Netuno despertam
apago a lua do olhar

paisagem em brisa
silencio ao eco de estrelas
caio à porta dos dias
pinto de preto os cílios
e desanoiteço…

Poema:Carmen Silvia Presotto
Fotografia: Stefan Gessell

então, logo será carnaval…



Sonho de um Carnaval
Chico Buarque

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano

Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano

Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade

No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança

“Sonhei que tive um sonho…”



“A noite era um período em que as pessoas tinham sonhos – alegres, apavorantes, calmos, familiares ou estranhos. A noite era vista por várias tribos como um reino misterioso ao qual os humanos eram admitidos enquanto dormiam. O sonho era a evidência desta visita.

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sonho branco



Silêncio do vento

barulho
sem tempo

absurdas cordas
vozes brancas

ao pé do ouvido
passos que vestem meus sonhos…

Poema: Carmen Silvia Presotto
Fotografia:James Demitri

Em Interiores, vida:sonho, realidade ou ficção?

SE SONHAR SONHAMOS TODOS, POR QUE HÁ OS QUE NÃO SONHAM?
por Carmen Silvia Presotto

Picasso.Guernica2

Em 1900, Freud desperta o sono do mundo ao divulgar seus escritos sobre a Interpretação dos Sonhos. Desde então, os sonhos, para alguns, nunca mais foram iguais e como toda a Ciência, a investigação dos Sonhos não parou.

Freud, através de seus escritos, tem feito discípulos e seguidores de que o trabalho vale a pena, a angústia e o papel por uma tinta de vida que nos grife mais humanos. Vale o investirMENTE, porque mais do que uma abordagem científica, seus escritos em sua matrix, em sua teoria, trazem a vivência e a fonte para trabalharmos com a Teoria do Inconsciente, material científico que nos leva a investigar o suceder psíquico através da construção do homem que constrói o próprio homem. Uma diacronia inconsciente e constante, que desembocará numa temporalidade em que todos somos iguais em tecido e textura, já que todos temos tempo de vida e de morte.

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