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Vidráguas à Wislawa Szymborska



Radość pisania
poema de Wislawa Szymborska

Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las?
Czy z napisanej wody pić,
która jej pyszczek odbije jak kalka?
Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy?
Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta
spod moich palców uchem strzyże.
Cisza – ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia
spowodowane slowem “las” gałęzie.

Nad białą kartką czają się do skoku
litery, które mogą ułożyć się źle,
zdania osaczające,
przed którymi nie będzie ratunku.

Jest w kropli atramentu spory zapas
myśliwych z przymrużonym okiem,
gotowych zbiec po stromym piórze w dół,
otoczyc sarnę, złożyć się do strzału.

Zapominają, że tu nie jest życie.
Inne, czarno na białym, panują tu prawa.
Okamgnienie trwać będzie tak długo, jak zechce,
pozwoli się podzielić na małe wieczności
pełne wstrzymanych w locie kul.
Na zawsze, jesli każę, nic się tu nie stanie.

A alegria da escrita
Tradução de Tiago Halewicz


Para onde corre esta cerva escrita na floresta que escrevi?
Para beber da água escrita,
que imprime seu focinho como se fosse folha de papel?
Por que ela ergue a cabeça, escutou algo?
Sobre as quatro patas emprestadas da realidade
ela levanta a orelha sob meus dedos.
Silêncio—esse termo murmura sobre o papel e afasta
os galhos que surgem com a palavra “floresta”.

Sobre a folha em branco agacham-se para um pulo
letras que podem se dar mal,
formando frases ameaçadoras
das quais nada escapa.

Em cada gota de tinta há um bom estoque
de caçadores de olho na mira,
prontos a descer pela caneta íngreme,
cercar a cerva e apontar as armas.

Esquecem que aqui não há vida.
Preto e branco, aqui reinam outras leis.
Um piscar de olhos será tão longo quanto eu quiser
e poderá ser dividido em pequenas eternidades,
cada uma com o chumbo suspenso em pleno vôo.
Aqui nada acontecerá sem meu aval.
Contra minha vontade, nenhuma folha cairá
e nenhuma grama se dobrará sob o casco da cerva.

Então existe um mundo assim,
sobre o qual exerce um destino independente?
Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?
Existência que, a meu comando, não terá fim?

A alegria da escrita.
O poder da consolidação.
A Vingança de uma mão mortal.

Tradução de Tiago Halewicz do poema original em polonês Radość Pisania, extraído de Wislawa Szymborska, Sto Pociech (Kraków: Wydawinictwo Literackie, 2007), em Memória Cultural Polonesa, p.p., 86.87, 88, 89., edição em parceria Vidráguas, StudioClio e Rodycz & Ordakowski Editores – 2008.

Desbundalismos poéticos, Pedras de calcutar… mais uma Cartografia Poética em Vidráguas

Desbundalismos poéticos, Pedras de calcutar…
Por Carmen silvia Presotto


* Esta foto, é em Verona, imaginem, estava eu na casa de Julieta, esperando os Bardos chamarem e não é que deu certo, o telefone tocou e…

Psiu, hoje meu telefone vai tocar! Hoje é dia de publicarmos mais um poema enRedados Vidráguas, no entanto Luana Neres, vidraguense amiga, dona da Arte de nosso projeto está em um Congresso de História da Arte no Rio, por isso o atraso…

Amanhã deverá estar nossa homenagem ao Poeta Amado Armindo Trevisan, outro, entre tantos é o Poeta, tradutor e tanto mais…Professor Donaldo Shuler, com trema, sim, que além de nos desnudar Joyce, escreveu Chimarrita, onde nos mostra um Cândido tão moderno que até Joyce se assustaria(rs).



Enquanto isso, anuncio nossa próximo enredo será com Bruna Lombardi, que além de Musa de Quintana como Cecília Meireles, o que é muito!… pois cá, para nós quem não amaria estar naquelas sinapses poéticas, no labirinto deste Fauno Quintana, hein?

Leiam toda a Cartografia Poética Vidráguas, esta e outras que tecemos no site Read more »

momentos Postigos em Porto Alegre

Porto Alegre, 8/12/2010 – StudioClio



rosas AMARelas, caneta e….




Postigos!



Vidráguas!!



Veja todos os momentos
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é hoje, Postigos no StudioClio… apareçam!

Lua em Poesia



Pouso constante de raio de sol
somos
suas miragens…

Trilhadas passagens
suores e lágrimas
águas metálicas
asas a perfilar o rosto da noite…

Ventres brancos
livres tempos
que nos sopram
e seremos Godivas

- Lua e Poesia -
pátrias nuas em busca de galáxias.

Carmen Silvia Presotto, Postigos, Vidráguas.

no StudioClio, ciclo Chopin de cinema

Dentro das celebrações do Ano Chopin, o StudioClio apresenta 7 filmes, de longa e curta-metragem, sobre diferentes aspectos do compositor Fryderyk Chopin. Esta mostra organizada pelo Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba destaca filmes inéditos no Brasil.



11 de novembro, quinta-feira – 19h30
…DE ORIGEM VARSOVIENSE (1995 – 56′). Direção: Maria Kwiatkowska. Roteiro: Maria Kwiatkowska. Imagens: Jacek Knopp. Produção: APF, WFDiF, TVP2

Saiba mais aqui ou site do StudioClio:
http://www.studioclio.com.br/

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