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	<title>Vidráguas &#187; tânia du bois</title>
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		<title>Livro da Tânia, livro de Pedro Du Bois e Vidráguas ao amor&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“LIVRO DA TÂNIA” por Tânia Du Bois Psiu, leiam* http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html O amor, segundo Fernando Andrade, “é sempre o motivo mais profícuo a inspirar os poetas.” E ao meu lado tenho Pedro Du Bois, o poeta que escreveu o Livro da Tânia, em homenagem ao nosso amor. São poemas que marcam momentos importantes e dão voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“LIVRO DA TÂNIA”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/p052_0_1.jpg" rel="lightbox[13778]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/p052_0_1-239x300.jpg" alt="" title="p052_0_1" width="239" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13780" /></a><br />
<br />
Psiu, leiam*<br />
<a href="http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html">http://www.arevistasc.com.br/edicao_24.html</a><br />
<br />
O amor, segundo Fernando Andrade, “é sempre o motivo mais profícuo a inspirar os poetas.” E ao meu lado tenho Pedro Du Bois, o poeta que escreveu o Livro da Tânia, em homenagem ao nosso amor. São poemas que marcam momentos importantes e dão voz ao nosso relacionamento.  Costumo dizer que para amar é preciso receber amor.<br />
<br /> <br />
“Não escrevo / Tânia / escrevo tânias / tantos são os anos / compassados //<br />
junto as letras / o nome leve / solta o perfume / adocicado // sempre é o início /<br />
onde os corpos se confundem / nas descobertas // no final da tarde /  na tranqüilidade da casa / olho-te / como fosse o dia / do primeiro olhar entrelaçado. ”<br />
<br />
Leia toda a cônica poética<br />
<br />
<span id="more-13778"></span><br />
<br />
O livro é festa que celebra o amor ao revelar o segredo de nossa vida longa e eletrizante, ao buscar na literatura o ardor da vida a dois, porque retenho o sopro do reflexo intenso das palavras, sempre presente na sombra do seu olhar, onde desvela meu sigilo e transfigura o meu olhar, dando sentido a nossa vida.<br />
<br />
“Tua proximidade insta o corpo / cúpida razão para me fazer bonito / em perfumadas roupas de domingo / / tens a magia com que despertas o sexo / adormecido sonho de outras épocas // chega no que traz no ar: / próprio o perfume e o passo / leve gesto de longas horas // tens o murmúrio dos passados / respeitosamente aberto em espaços // tua proximidade acelera o canto / desencanta o tempo / ilumina o momento: / és deusa do começo trazes a luz / alva e alba era de chegadas // sou súdito igual que presencia / em ti a estrela e a guia / corpo de mulher desenhado ao tempo.”<br />
<br />
O Livro da Tânia é intenso, ousado, sonhador e romântico. Pedro, com seu talento, reflete cenas que descrevem a nossa história construída com paixão, desejo e cumplicidade, ingredientes que fazem a diferença em nossa vida.<br />
<br />
De que vale a vida sem carinho? Fascinada, encontro a desordem de dentro que vem para a ordem de fora, onde a vida se reflete na arte. Tudo o que do amor sei parece ligar o impulso que me leva à paixão no simples estar em sua companhia; o simples estar na tarde; o sorriso, o toque, a pele e o perfume. Não há pressa, apenas penso como gostaria de ficar parada como em um beijo. Assim, classifico a vida como emocionante leitura que nunca perde o encanto, na qual me permito acreditar que possa existir tal literatura, como poder transcendental do amor.<br />
<br />
“No encontro / esqueces o tempo / conversas // teu sorriso / atravessa o tempo / em que os sérios / ficam presos // teus gestos / traduzem a beleza / com que os sinos / embelezam as torres // leve o hálito / traduzindo o corpo / composto em amores // conversas teus assuntos tantos / enquanto os olhos me procuram / como sempre estou ao teu lado.”<br />
<br />
Defendo que o amor (o nosso amor) é exercício de vida na maneira com que – ainda &#8211; podemos romancear o mundo ao celebrar nossos 37 anos de casados.<br />
<br />
* Tânia querida, um  abraço e vivas aos 37 anos de casados e fico feliz de estarmos juntas em mais uma crônica poética e também parabenizo o Pedro pela entrevista, gracias, e seguimos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>VERSO Dissabor &amp; REVERSO Sabor&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[crônicas poéticas]]></category>
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		<description><![CDATA[VERSO Dissabor &#038; REVERSO Sabor por Tânia Du Bois “&#8230; A dureza de um verso, poeta,/ é a maciez do seu reverso.” (Clauder Arcanjo) Hoje em dia, aparentemente, é possível ver através do verso e reverso a aproximação que dá sentido à vida e à arte. Recriar o mundo através do verso é alcançar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VERSO Dissabor &#038; REVERSO Sabor<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/37_553-o-espelho.jpg" rel="lightbox[13688]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/37_553-o-espelho-250x300.jpg" alt="" title="37_553-o-espelho" width="250" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13689" /></a><br />
<br />
“&#8230; A dureza de um verso, poeta,/ é a maciez do seu reverso.” (Clauder Arcanjo)<br />
<br /> <br />
Hoje em dia, aparentemente, é possível ver através do verso e reverso a aproximação que dá sentido à vida e à arte. Recriar o mundo através do verso é alcançar a liberdade, algo que se constrói com o conhecimento e a criatividade, tendo a força indomável da inspiração.<br />
<br />
Como Clarice Lispector escreveu, ”Eu te invento, ó realidade”. A inovação reversa diz respeito à introdução de novidades onde tudo pode ser dito dentro de uma forma, fosse o poema o rastro possível da poesia.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-13688"></span><br />
<br />
Verso e reverso mostram as implicações e o espelhamento das palavras; o som do eco poético porque o poema é a passagem da escuta transformada em voz que retorna em encantamento, ritmo e reflexão. Pedro Du Bois no verso Dissabor, “Se o dissabor / trincar o caminho / espantando os espantalhos // pássaros dos espaços / vagos: voo sem sentido / no rasante / à presa. Desfaço / as malas e recoloco / a roupa na estante // instante ao gosto de fixar / o destino: voo em espaços / universais da dor”. Nuno Júdice, pergunta, “Mas o que fica nas palavras / daquilo que se viveu?”.  Carmen Presotto responde que podemos ver “o outro lado do poema”, como mostra Anna K. Lacerda no reverso do poema Dissabor, em Sabor: “Se o sabor / Florir o caminho / Alegrando os espantalhos // Os pássaros / Em revoada / Dançarão // E eu pego carona / Nesse voo / Sem medo / Do rasante / É meu instante.”<br />
<br />
A inovação reversa abre caminho para a criatividade, oscilando entre o significado e o significante, o que representa mudança na maneira de pensar sobre o poema e de trazê-lo para perto, como veículo de transferência de conhecimento.<br />
<br />
Poetas constroem espaços em versos livres e espalham ecos que persistem nos versos e reversos onde emprestam suas palavras ao mundo, aumentando o sentir da existência reveladora ao tempo de hoje, mesmo diante da diversidade criativa das obras. Todos têm seu momento de impacto, dialogando, criticando e abrindo novas perspectivas para a linguagem poética: a criatividade não tem fim, mas tem começo.<br />
<br />
Atualmente as pessoas possuem o senso de realidade em que o criar se dispersa no universo da individualidade. O verso e o reverso funcionam, então, como ponte entre o escritor, o leitor e a criação: despertando ideias.<br />
<br />
“Às vezes um texto muito interessante passa despercebido porque não sabemos ler. Saber ler não é simplesmente ser alfabetizado. Saber ler é poder junto, pensar com o autor, compreendê-lo e criticá-lo.” (Leila M. Barbosa e Wilma Mangabeira)<br />
<br />
Na poesia, podemos dar atenção especial, mais que a outras artes, pois dela retiramos a ideia que o homem julga necessária: aprender a ler poesia para si, isto é, uma leitura para dentro, o que leva à reflexão e à criatividade.<br />
<br />
Este o reverso / da medalha / no corte de minha imagem /<br />
que se corta /no teu fio de navalha&#8230;” (Mário Chamie)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A construção dos gestos por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Construção do Gesto por Tânia Du Bois Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos. “Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos&#8230;// &#8211; o que seria se a terra estivesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Construção do Gesto<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<iframe width="425" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/CGoSsT9EjaQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<br />
Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos.<br />
<br /> <br />
“Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos&#8230;// &#8211; o que seria se a terra estivesse / sob as unhas // a as mãos calejadas” (Pedro Du Bois)<br />
<br /> <br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13589"></span><br />
<br />
Na música, Chico Buarque homenageia o pedreiro como motivo do mais legítimo orgulho do povo brasileiro, qualificando o seu trabalho com as composições Pedro Pedreiro e Construção.<br />
<br />
“&#8230; Pedro pedreiro espera o carnaval / Esperando , esperando, esperando o sol // Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem / Pedro pedreiro penseiro esperando o trem / Manhã parede, carece de esperar também / Pedro não sabe<br />
mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda do mundo&#8230;”<br />
<br /> <br />
A letra dessa música, na verdade é muitas vezes peça de ficção, mas também é categórica na identificação do gesto quando a versão se mistura à vida. Em vez de discursos há uma composição que se faz notória e engrandece a profissão do pedreiro como ato social.<br />
<br /> <br />
“&#8230;Subiu a construção como se fosse máquina / Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo por tijolo num desenho mágico / Seus olhos embotados de cimento<br />
e lágrima / Sentou para descansar como se fosse sábado&#8230;” (Chico Buarque)<br />
<br /> <br />
O pedreiro trabalha em ritmo de muita exigência e prazos: início e término da obra. Ele é peça principal no jogo de montar. Sua prática e visão são estratégicas para obter o caminho até o resultado, e encontrar a satisfação do trabalho feito pela conquista das mãos. O mérito é o processo, e a prática é o resultado da busca do reflexo na sociedade para a valorização da profissão.<br />
<br /> <br />
“&#8230;Subiu na construção como se fosse sólido / Ergue no patamar quatro<br />
 paredes mágicas / Tijolo por tijolo num desenho lógico / Seus olhos embotados<br />
de cimento e tráfego / Sentou prá descansar como se fosse um príncipe&#8230;”<br />
(Chico Buarque)<br />
<br /> <br />
Ao pedreiro faço reverências, pela capacidade de sobreviver aos desafios gerados pela construção que, ao ser vivenciada, revela o gesto. Trata-se na verdade do reconhecimento por acreditar no seu esforço e pela contribuição que traz para a sociedade, onde desempenha o papel importante de ter a construção como gesto.<br />
<br /> <br />
“Bastam as mãos &#8230;// saber que o pó entranha a pele&#8230;//<br />
sem enfeites bastam as mãos / repousando sobre a obra.” (Pedro Du Bois)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Motivos para ler por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MOTIVOS PARA LER por Tânia Du Bois Alana fotografada por Vanessa Vieira “Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;” (Francisco Alvim) É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MOTIVOS PARA LER<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" rel="lightbox[13515]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/alana-235x3001.jpg" alt="" title="alana-235x300" width="235" height="300" class="alignnone size-full wp-image-13516" /></a><br />
Alana fotografada por Vanessa Vieira<br />
<br />
“Quando a primeira palavra / romper a mortalha da página, / a luz escapará&#8230;”<br />
(Francisco Alvim)<br />
 <br />
É inevitável lembrar que a língua é patrimônio cultural. Que a língua é caráter. Ela une e identifica um povo; foi muito mais importante do que se pensa na história dos descobrimentos. Relembro que o domínio de norma culta é a marca da diferenciação social, sinal de boa formação e inteligência.<br />
<br />
Segundo Luís Fernando Veríssimo, “o caráter de um povo decorre da sua língua” e, para Pedro Du Bois, “Livros //&#8230; / ele não faz parte da vida: / exige atenção, capricho, conhecimento / maior que o simples passar de olhos”.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13515"></span><br />
<br />
Ler é um desejo, motivo que compartilho para a superação de maus momentos e de fazer entender uma situação real de fala, leitura e escrita. Luiz Prazeres disse que “A pessoa que lê com frequência se torna mais apta a enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e a dialogar com ele. Em nossa sociedade letrada, ler é uma questão de sobrevivência.”<br />
<br />
Viver o dia a dia com intensidade significa experimentar cada minuto que a leitura faz com você, mostrando como pode ser gratificante desvendar verdades ocultas e descobrir o mundo nas entrelinhas, criando expectativas e fatos. Confiar em seu poder facilita, amplia o conhecimento e o senso crítico.<br />
<br />
Para viver bem é necessário simplificar a compreensão das coisas e dos fatos. Um livro abre mentes questionadoras que buscam se libertar de ideias pré-concebidas e verdades absolutas, para encontrar a felicidade baseada na razão. O importante é criar e nunca perder de vista o potencial do texto, como universo sem fronteiras para a imaginação, juntando desejo e ação. Utilizar-se da realidade que o cerca para apresentar suas impressões sobre o mundo, como em Salete Aguiar, “&#8230; Se os livros que escrevi / não forem lidos, // os vermes me expandirão pelo universo.”<br />
<br />
O principal é ter iniciativa e acabamento para os dias de hoje. Segundo Stephen Kannitz, “Iniciativa é a capacidade que todos temos de criar, iniciar projetos e conceber novas ideias. Acabativa significa a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim”, ou seja, enxergar à frente do que acreditamos e descobrir o que realmente nos cerca.<br />
<br />
Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras, poucas. Alguns possuem a capacidade de concluir o que começaram. Iniciativos são criativos e o acabamento é o ponto fraco deles. Existem mais pessoas com ideias do que pessoas capazes de implantá-las. O principal é valorizar as iniciativas, mostrando o potencial e valorizando cada passo e cada ação, porque “&#8230; a vida nos espreita / em cada volume / que deixamos de ler”, na visão de Pedro Du Bois.<br />
<br />
Ler estimula o lado criativo e com coração nobre e talento é possível a realização de grandes sonhos, sempre valorizando a nossa língua. O livro é destinado a conquistar os corações e mentes dos leitores, como expressado por Gilberto Mendonça Teles, “&#8230; Tome este livro, toma e lê&#8230; / não só um tomo, a obra inteira soma / à solidão maior que te protege / como um corpo de baile no idioma. // E toma ao pé da letra o que combina / com teu gosto e prazer: / o cimo, a suma / de todos os sabores&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Bibliotecas uma crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 14:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[BIBLIOTECAS por Tânia Du Bois Folheando a revista, li: “Bibliotecas não se restringem ao espaço em que se instala a coleção de livros&#8230; elas também se transformam em eficientes elementos decorativos&#8230;” Essa sugestão é insensata, porque a criação de uma biblioteca predispõe deixar os livros expostos nas prateleiras, para facilitar o manuseio. O ideal é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BIBLIOTECAS<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/ZZ03A6BB38.jpg" rel="lightbox[13435]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/ZZ03A6BB38-300x225.jpg" alt="" title="ZZ03A6BB38" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-13436" /></a><br />
<br /> <br />
Folheando a revista, li: “Bibliotecas não se restringem ao espaço em que se instala a coleção de livros&#8230; elas também se transformam em eficientes elementos decorativos&#8230;”<br />
<br />
Essa sugestão é insensata, porque a criação de uma biblioteca predispõe deixar os livros expostos nas prateleiras, para facilitar o manuseio. O ideal é tê-los para lê-los e não para decorar o ambiente. Entretanto, por muitas vezes, ficamos reduzidos a ler e ouvir esse tipo de tragédia. É preferível transformar essa tragédia em suposto olhar, com profundidade, num passe de gestos e sentidos, onde historicamente permaneceria a alegria da leitura e o mistério das palavras, no hábito como fórmula simples e preciosa.<br />
<br />
Pedro Du Bois expressa que, “Na biblioteca / os livros se espreitam / pelas lombadas //&#8230;as palavras encadernadas / encerradas em cada volume / encarceradas em parágrafos / circunscritos // nas bibliotecas / a vida nos espreita / em cada volume/ que deixamos de ler.”<br />
<br />
Pergunto se é possível, para quem gosta de ler, viver num mundo sem livros. A resposta está na biblioteca que reúne as obras e é onde encontro o que procuro: emoção.<br />
<br />
Leia toda a crônica<br />
<span id="more-13435"></span><br />
<br />
Na biblioteca, os livros se sobressaem no espaço, me atraem visualmente. As obras são destacadas em jogo de luz e sombra, curiosidade e vontade, prazer e lazer. Desse olhar, a biblioteca traduz o ambiente: estar na companhia dos escritores (mesmo depois de mortos). Ao considerar o gosto de cada leitor, o estilo está impresso no imaginário, para vivenciar a fase marcada pelo livro.<br />
<br />
É fácil ler o que os outros escrevem; ninguém muda a condição de única arte: a sabedoria se conquista com as mãos, no momento em que pegamos o livro na estante. Conciliar o hábito de ler com o prazer das descobertas é como se o olhar fosse um espelho, a postura está na força do reflexo da arte.<br />
<br />
O fundamental em nossos atos é que eles determinam as linhas de nossos caminhos; é pela leitura que nossa divindade se revela. Ler revela processos do pensamento e tem como resultado a sensível imagem sobre nós mesmos, então, o verbo se faz voz, como em Claudinei Vieira, “Literatura não é produção da realidade (assim como nenhuma arte). É um reflexo, um comentário, uma postura, um ponto de vista do autor para o que lhe acontece ao redor.”<br />
<br />
O que me provoca o desejo de ler, o saber, a descoberta ao pegar o livro na estante? A cor e a textura da capa? O livro com lombada? O livro barco? Para mim, todos os livros são ousados, dão personalidade às palavras e aos autores. Sobre o poema, penso ser configurado em momento especial, com visão de nova perspectiva e com a possibilidade de realizar a troca entre autor e leitor.<br />
<br />
A busca na literatura é sempre pela obra que combina com o leitor. A escolha acertada possibilita conviver mais com os escritores, e isso nos leva a não abandonar o livro e nem deixar de frequentar a biblioteca. Até porque, o livro é o retrato emocionante e verdadeiro da imaginação, e consequentemente, da arte de viver, como em Nilto Maciel, “&#8230; o carteiro, dia sim, dia não, grita meu nome. Ocupado, também grito: Pode jogar por cima do muro. Não posso, seu Nilto; é LIVRO. Zeloso não quer deformar o objeto.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Verão com brilho por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 12:40:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[VERÃO COM BRILHO Por Tânia Du Bois “&#8230; há um silêncio&#8230;/como uma surdez consentida / nessa manhã de verão.” (Márcia Maia) As cores combinam com o verão, associam inovações que, em nível formal, coexistem em suas próprias expressões. A cor é oportuna. Tons alegres e vibrantes são fórmulas que garantem o brilho, refrescando a mente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VERÃO COM BRILHO<br />
Por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/foto_pegadas_na_areia.jpg" rel="lightbox[13372]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/foto_pegadas_na_areia-300x223.jpg" alt="" title="foto_pegadas_na_areia" width="300" height="223" class="alignnone size-medium wp-image-13373" /></a><br />
<br />
“&#8230; há um silêncio&#8230;/como uma surdez consentida / nessa manhã de verão.”<br />
(Márcia Maia)<br />
<br /> <br />
As cores combinam com o verão, associam inovações que, em nível formal, coexistem em suas próprias expressões. A cor é oportuna. Tons alegres e vibrantes são fórmulas que garantem o brilho, refrescando a mente. Também, ilumina o olhar e, consequentemente, aumenta a magia e me deixa com vontade do contato com o mar.<br />
<br />
Pés na areia: o verde mar, o céu azul, a luz do sol, o arco íris formado pelos barcos fazem parte do charme do verão e fazem jus ao atributo “desenhado” em formas que parecem extraídas de um ateliê de pintura.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13372"></span><br />
<br />
O culto ao verão põe em evidência o pensamento, e assim, reflete na memória a valorização dos dons naturais com ritmo, como se a vida também fosse uma obra de arte.<br />
<br /> <br />
“&#8230; dissipar-se-á em mim / esse desejo / aflito / azul e permanente / de verão?”<br />
(Márcia Maia)<br />
<br /> <br />
Um verão alegre e colorido desperta a vontade de sonhar, viajar e ler. No livro VERÃO, de João Proteti, com ilustração de Marília Catomacci, percebo através da poesia e da cor o ritmo da beleza como passaporte para a vida: lembranças do verão, “Eu vou mergulhar só para ver dentro de que cor é o mar”.<br />
<br /> <br />
Hoje, tenho a lembrança do verão com brilho, que marcou mudanças na minha vida, com certo mistério. E, quando relembro a existência desse mistério, reconheço que o brilho das cores exprimem o universo das palavras e as sensações da estação, transformando a vida em outras paisagens.<br />
<br /> <br />
“&#8230; assim como está, travesseiro entre goiabeiras,/ é tudo o que tenho nesta<br />
 manhã de verão / em que a infância faz sombra em meus olhos.”<br />
(Fernando José Karl)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cartão de Natal por Tânia Du Bois, em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 13:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CARTÃO de NATAL por Tânia Du Bois O Natal é lembrado através de vários sinais marcantes e, entre eles, destaco o cartão, que expressa os nossos sentimentos. Sendo tantos os sentimentos presentes é difícil imaginar o Natal sem ele. A introdução do cartão de Natal se deu na Inglaterra, por volta de 1845, através do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CARTÃO de NATAL<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartao-de-natal-01.jpg" rel="lightbox[13282]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cartao-de-natal-01-203x300.jpg" alt="" title="cartao-de-natal-01" width="203" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13283" /></a><br />
<br /> <br />
O Natal é lembrado através de vários sinais marcantes e, entre eles, destaco o cartão, que expressa os nossos sentimentos. Sendo tantos os sentimentos presentes é difícil imaginar o Natal sem ele.<br />
<br />
A introdução do cartão de Natal se deu na Inglaterra, por volta de 1845, através do artista W. C. T. Dobson que, no Natal daquele ano enviou aos amigos litografias como mensagens e felicitações alusivas ao evento. O cartão foi criado com a finalidade de expressar o pensamento através de mensagens que representam o sentimento natalino.<br />
<br /> <br />
“Poesias/ transcendem/ palavras: // amizade/ realização /amor / esperança/ perdão&#8230; ”(Pedro Du Bois)<br />
<br /> <br />
Trocar cartões no Natal é a forma mais gentil e elegante de desejar boas festas aos amigos. Até hoje exibimos os cartões recebidos, uma maneira de demonstrar o quanto gostamos de receber as mensagens dos amigos e parentes.<br />
<br /> <br />
“Feliz Natal //&#8230; Que a harmonia seja sentida / No instante vivido / No poema da vida&#8230;”<br />
(Ivo Gomes de Oliveira)<br />
<br />
Leiam toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-13282"></span><br />
</p>
<p>A nossa contribuição cultural deve ir além, procurar conhecer e respeitar as regras existentes para envio e o recebimento dos cartões, para o que contamos com as especialistas Maria Ana Forbes e Cláudia Matarazzo, que mostram a forma correta de enviar e retribuir os cartões, sem cometer gafes. Elas aconselham que o envio do cartão seja feito a partir do dia primeiro de dezembro e até dez dias antes do Natal. Os cartões devem ser remetidos apenas para os familiares e os amigos mais próximos. É importante responder a todos os cartões, mesmo os recebidos na antevéspera do Natal. A mensagem de retribuição vale até 15 de janeiro e não deve ser feita via telefone e internet. A magia do Natal está nas palavras, elas iluminam os nossos corações.<br />
<br />
Quem recebe o cartão percebe a vida em dimensões diferentes, em outro patamar de demonstração de carinho, de amor ao próximo. As palavras causam as melhores intenções e são sensíveis ao olhar, e nelas acreditamos.<br />
Precisamos das palavras para perceber o quanto elas nos encantam, porque no Natal abrimos nossos corações e nos permitimos sentir a alegria e o amor. E ainda acolher e compartilhar com o próximo o segredo de amar de maneira sincera e desinteressada, que é antes dar para depois receber.<br />
<br />
Investir na cultura do Natal para iluminar ainda mais o todo em todos, como em Giuseppe Ungaretti, “&#8230; Acolho este/ dia como / o fruto que se adoça&#8230;”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vidráguas à Tânia Du Bois, feliz aniversário</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 17:58:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[TÂNIA por Pedro Du Bois Lembro de mim: menino a correr pela rua de conhecimentos jovem preso em si mesmo adulto na segurança oferecida pelo cotidiano lembro de mim e lembro você ao meu lado: a voz calando medos. Parabéns à Tânia, amiga e companheira do Vidráguas, que aqui escreve todas quintas-feiras. Um poema de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TÂNIA<br />
por <a href="http://pedrodubois.blogspot.com">Pedro Du Bois</a><br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/tdubois.jpg" rel="lightbox[13224]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/tdubois-200x300.jpg" alt="" title="tdubois" width="200" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13225" /></a><br />
<br />
Lembro de mim: menino<br />
a correr pela rua de conhecimentos<br />
<br /> <br />
jovem preso em si mesmo<br />
adulto na segurança<br />
oferecida pelo cotidiano<br />
<br /> <br />
lembro de mim e lembro você<br />
ao meu lado: a voz calando medos.<br />
<br /> <br />
Parabéns à Tânia, amiga e companheira do Vidráguas, que aqui escreve todas quintas-feiras. Um poema de seu amaado poeta e felicidades!!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sala de jantar, uma crônica poética de Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SALA DE JANTAR por Tânia Du Bois Arte de Renoir “Sala de jantar // A mesa diz: sim, mas você tem que se cuidar um pouco mais // &#8230; E há também um bufê cheio / de taças. O que quer que digam, / diz, creio que ficarei satisfeito&#8230; ”(Joan Brossa)\ Por costume, a casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SALA DE JANTAR<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Renoir-almoço-dos-remadores.jpg" rel="lightbox[13201]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Renoir-almoço-dos-remadores-300x225.jpg" alt="" title="Renoir, almoço dos remadores" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-13202" /></a><br />
Arte de Renoir<br />
<br />
“Sala de jantar // A mesa diz: sim, mas você tem que se cuidar um pouco mais //<br />
 &#8230; E há também um bufê cheio / de taças. O que quer que digam, /<br />
 diz, creio que ficarei satisfeito&#8230; ”(Joan Brossa)\<br />
<br />
Por costume, a casa tem sala de jantar.  Espaço a garantir que ela seja ocupada em momentos importantes: o consumo e a reunião ao redor da mesa, onde o ar atravessa a cortina como fruto do encontro.   “&#8230; Lá fora o vento morno impõe o riso / de quem degusta estrelas: e há licores / na sombra onde comer não é preciso&#8230;” (Jorge Tufic).<br />
<br />
Leiam toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-13201"></span><br />
<br />
Na sala de jantar podemos alternar ideias com camadas alta reflexão ao adicionarmos pitadas de alegria e carinho, em embalagem longa vida. E não podemos deixar faltar iniciativa e criatividade, o que geralmente é demonstrado através da poesia, por vezes inspirada na alma da sala de jantar.<br />
<br /> <br />
Pedro Du Bois, em seu livro Os objetos e as Coisas, mostra que “&#8230; da transformação da matéria terá o objeto transitado como coisa, antes idéia&#8230;”. Segundo Marco Aqueiva, “Os objetos e as coisas são dotados de significação afetiva, provocando em cada ser humano reações emocionais de caráter subjetivo.” Márcio Almeida reflete, “Que objeto é objetivo (referencial) e desconstruído pelo sujeito que o tem sob a educação dos sentidos?”, enquanto J. Lourenço de Oliveira pergunta, “o objeto impõe o espaço ao sujeito e o sujeito impõe o tempo ao objeto?”<br />
<br />
Quantas serão as salas de jantar que têm a proeza de deixar o vento refletir-se nas pessoas ao redor da mesa? Jorge Tufic responde, “Somente os grandes poetas / me fazem sentar à mesa/ e libertar meus dedos da ferrugem, ////&#8230; somente os grandes amigos/ me fazem trocar tudo, tudo mesmo, / por um cavaco de prosa.”<br />
<br />
E  nós, ao nos envolver, pensamos em plantar sonhos: criar e recriar os objetos. É nesse ponto que tomamos um caminho diferente, que aceitamos o convite para as grandes aventuras do intelecto, onde cada pessoa reinventa o prato em seu cotidiano, passando pelo desafio de frequentar a sala de jantar. “&#8230; Não é tanto o prato que os atraí, / mas a sutileza da sintaxe&#8230;” diz Alexandre R. Da Costa<br />
<br /> <br />
Não importa qual prato é servido, mas sim, a reunião das pessoas e, o que se ensina e aprende. Por isso, na sala de jantar podemos imaginar que ao dividir a mesa com os outros, eles mostram suas ideias detalhadamente e tentam transformar e modelar suas experiências por estarem na sala de jantar, tendo o conhecimento como criação.<br />
<br />
“Alguns dizem que se deve ler à mesa / sem essa tal sutileza da sintaxe,<br />
dando à refeição / certa distância&#8230;” (Alexandre R. Da Costa)<br />
<br /> <br />
A sala de jantar é o objeto do processo onde a compreensão do pensamento desemboca em uma situação, tarefa que nos conduz a raros momentos em que as palavras são inventadas para esconder o cotidiano.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavras ( mal) ditas, uma crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 09:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PALAVRAS (mal) DITAS por Tânia Du Bois Um mundo pontuado por informações instantâneas me faz pensar na articulação intelectual e oratória, e me remete ao valor da palavra (mal)dita das histórias narradas pela televisão. Pulando os canais de TV entre um jornal e outro, ouço descrições absurdas, como nessas frases: “Morreu o maior escritor português [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PALAVRAS (mal) DITAS<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
 <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras021.jpg" rel="lightbox[13065]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/palavras021-300x300.jpg" alt="" title="palavras02" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13066" /></a><br />
<br /> <br />
Um mundo pontuado por informações instantâneas me faz pensar na articulação intelectual e oratória, e me remete ao valor da palavra (mal)dita das histórias narradas pela televisão. Pulando os canais de TV entre um jornal e outro, ouço descrições absurdas, como nessas frases:  “Morreu o maior escritor português vivo”; “&#8230; vai ajudar a divulgação internacional, lá fora”;  “Movimentos, balanços movimentados”; “Os médicos interessados devem ter registro médico”; “A bola saiu para fora”; “A notícia saiu no jornal local daqui”.<br />
<br />
Palavras ditas! Palavras escritas! Palavras (mal)ditas! Como “A hora dos maus dizeres&#8230;”, de Nilma Gonçalves Lacerda.<br />
<br />
O ato de escrever nem sempre comporta respostas. Muitas organizações têm por fonte de inspiração a mensagem que expressa forma de ação. A humanidade se singulariza em constante mudança na busca do contato verdadeiro com algo que a faça sentir-se realizada e completa. O importante é entender em profundidade algumas ideias e não chafurdar em erros.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-13065"></span><br />
<br />
A televisão em sua trajetória por vezes dá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os fatos, desde que sejam desvendados com sabedoria e objetividade. O mágico (trágico?) mundo das notícias poderia facilitar a vida de quem dispõe de pouco tempo, mas o ideal seria que a elaboração fosse apresentada como obra de arte.<br />
<br />
É o caso de Otto Lara Rezende, sempre lembrado como genial frasista, que ficou conhecido pelo espírito ágil e capaz de criações instantâneas. Foi o autor de frases que fizeram história, como: “O mineiro só é solidário no câncer”, a mais famosa das suas frases, celebrizada por Nelson Rodrigues, na peça “Bonitinha, mas ordinária”. Otto faz ironia com a sua terra natal, do que só os mineiros são capazes.<br />
<br />
Frases são palavras ditas. Basta uma frase para conciliar a ordem, assumir um ato e dizer, como Letícia R. Ferreira que “A poesia faz de cada palavra um centro ao somar ao seu sentido frasal, ou, como Orides Fontela, para quem “&#8230; Fatos são palavras / ditas pelo mundo.”<br />
<br />
Este simples e pequeno registro é para ir além, porque é importante trabalhar para alcançar a realização plena e deixar cada espectador viver momentos de sabedoria, aceitação e alegria, atendendo à necessidade básica de descobrir mais sobre os fatos.<br />
<br />
As palavras ditas, vistas de várias maneiras, apresentam o que há de melhor sobre a vida, na possibilidade de serem mudadas todos os dias, atendendo aos dizeres de Lindolf Bell: “Palavras são seda, aço. / Cinza onde faço&#8230; me refaço.”</p>
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