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	<title>Vidráguas &#187; tânia du bois</title>
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		<title>Horas gastas, crônica poética em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 14:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[HORAS GASTAS por Tânia Du Bois “&#8230;Onde os fantasmas que calavam /&#8230;e as coisas que as horas gastavam?&#8230;” (Lúcia Fonseca) Horas gastas é a arte de esquecer, é memória emotiva, aquela que se preocupa apenas em lembrar o que interessa como o essencial para viver. É preciso refletir para lembrar, identificar e imaginar. Nada mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>HORAS GASTAS<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador-Dalí-Clock-Explosion.jpg" rel="lightbox[15288]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador-Dalí-Clock-Explosion-300x243.jpg" alt="" title="Salvador Dalí - Clock Explosion" width="300" height="243" class="alignnone size-medium wp-image-15289" /></a><br />
<br />
“&#8230;Onde os fantasmas que calavam /&#8230;e as coisas que as horas gastavam?&#8230;” (Lúcia Fonseca)<br />
<br /> <br />
Horas gastas é a arte de esquecer, é memória emotiva, aquela que se preocupa apenas em lembrar o que interessa como o essencial para viver. É preciso refletir para lembrar, identificar e imaginar. Nada mais apropriado do que a arte de ler, exercício que estimula a imaginação, sem gastar as horas. Segundo Orides Fontela, “Memória // A cicatriz, talvez / indelével // o sangue / agora / estigma.”<br />
<br />
O grande desafio é permitir-se reconhecer no encontro com o pensamento. Na arte de pensar, partilhar experiências e escolhas é como ter um dia feliz depois do outro. Ao concentrar-se, manter a expressão, o sonho e a lembrança no melhor despertar. A arte de pensar embala o tempo, reproduz a memória e mantém o poder de encantamento, como em Nilto Maciel,“&#8230;Não, talvez não fosse bem assim. De dia, os olhos viam o mundo / e o mundo existia. De noite, os olhos e dentro viam o mundo, / porém um outro mundo&#8230;”<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-15288"></span><br />
<br />
Passar as horas, acompanhado da leitura de Carlos Higgie, faz despertar o pensamento no coração e torna o leitor um interessado nas paisagens da beleza do amor, da vida e dos valores éticos. Coloca-o em sinergia com a memória. Deixa a imaginação ir e vir espontaneamente, fazendo com que se entregue de corpo e alma ao texto, sentindo o prazer tomar conta do tempo, “&#8230;Num voo de pássaro e retornando para o passado, para seu passado próximo, sentia que sempre, apesar das atitudes, tinha sido igual. Certas características da sua personalidade a acompanhavam desde os primeiros momentos. Porém, sempre existe um momento crucial, fatal, um instante marcante em que a verdadeira personalidade se apossa das versões fáceis e falsas. Quando as máscaras caem e se fazem pó, aparece a verdadeira&#8230;”<br />
<br />
Horas corridas indicam que viver o dia a dia com intensidade significa lembrar cada minuto como se fosse único, revelando segredos e desenvolvendo o repertório em detalhes, podendo confiar na memória como despertado senso crítico.  Nas palavras de Carlos Higgie, “&#8230; Seus muitos anos, trabalhados, suados, sofridos, não entendem.<br />
<br />
Algo que não pode ser explicado, algo absurdo, sem nexo, perturbador cruelmente trágico, algo que ele não pensou em viver e sofrer. Ele não entende. Ele não sabe. Ele quer respostas e sequer tem as perguntas.” Isto é, horas gastas representam a arte de esquecer. Ganhar as horas e não gastar as horas é contar com a capacidade de lembrar os fatos, datas e valorizar a iniciativa potencial em cada passo e nas ações das pessoas.<br />
<br />
Considero as horas gastas como dia especial, importante, onde vejo a comemoração da passagem do passado com o presente e, ainda, percebo o quanto ganho em viver, como disse Giuseppe Ungaretti, “Ali chega o poeta / e depois regressa à luz com seus cantos / e os dispersa&#8230;”</p>
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		<title>A arte de contar por Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ARTE DE CONTAR por Tânia Du Bois Era uma vez&#8230; Contar histórias para a criança é uma arte. É ótima oportunidade de estreitar os laços familiares e ainda incentivá-la a dar asas à imaginação. É o momento em que a criança percebe que os adultos sentem e pensam como ela. O hábito de contar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ARTE DE CONTAR<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/110601671.jpg" rel="lightbox[15153]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/110601671-300x214.jpg" alt="" title="11060167" width="300" height="214" class="alignnone size-medium wp-image-15154" /></a><br />
<br />
Era uma vez&#8230; Contar histórias para a criança é uma arte. É ótima oportunidade de estreitar os laços familiares e ainda incentivá-la a dar asas à imaginação. É o momento em que a criança percebe que os adultos sentem e pensam como ela.<br />
<br />
O hábito de contar histórias é essencial para as crianças aprenderem a elaborar e exercer o raciocínio crítico; desenvolver a criatividade e as suas fantasias. Nada é mais mágico que a imaginação da criança.<br />
<br />
Ouvir histórias, essa postura faz com que a criança sinta que está tendo a chance de sonhar acordada. Ao liberar as suas fantasias, a criança compreende o mundo em que habita e aprende a lidar com as suas emoções. Cada personagem apresenta um significado para o desenvolvimento do universo infantil.<br />
<br />
leia toda a crônica poética<br />
<span id="more-15153"></span><br />
<br />
A arte de contar histórias é importante para o desenvolvimento emocional e para a aquisição de conhecimentos; aprendem a lidar com a realidade de forma lúdica e a exercitar a capacidade de aceitar a vida, o amor, a morte e os conceitos éticos, ajudando-as a entender o que parece inexplicável.<br />
Não existe fórmula “correta” para contar histórias, nem lugar adequado. O que vale é a dedicação e a vontade. É preciso fazer parte do mundo infantil, o que na prática significa sentar no chão, ajoelhar-se e ser espontânea.<br />
<br />
Caso não se sinta à vontade para interpretar a história, simplesmente leia com o livro nas mãos, para as crianças “verem” a leitura, despertando nelas a emoção e o interesse, envolvendo quem conta e quem escuta.<br />
<br />
Não importa qual seja a história que se conte ou que se leia – as fantasias são exemplos para que as crianças comecem a entender o até então inexplicável.<br />
<br />
As crianças gostam de contar e precisam ouvir histórias; através do lúdico e da magia da leitura vão descobrindo o mundo fantástico da criação e se preparando para enfrentar melhor as dificuldades impostas pela modernidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Passagem do vento, crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 14:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO VENTO por Tânia Du Bois “A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221; (Sophia de Mello Breyner Andresen) Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO VENTO<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo.jpg" rel="lightbox[14854]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo-300x203.jpg" alt="" title="Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo" width="300" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-14855" /></a><br />
<br />
“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221;<br />
(Sophia de Mello Breyner Andresen)<br />
<br /> <br />
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar&#8230;”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.<br />
<br />
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento&#8230;”<br />
<br />
Leia toda crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14854"></span><br />
<br />
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sinto o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”<br />
<br />
Meu olhar se desespera, espera e deseja voltar no tempo, escorrer no caminho escolhido, e fazer o caminho de volta.  Fazem portas, fazem janelas, e não fazem onde guardar a minha solidão que vai aumentando com as lembranças, e me sufocando mais do que me protegendo.<br />
<br />
A passagem do vento desloca gritos fechados em mim no reencontro com a vida. Nos dias, como vivo, temo a inglória de não fazer falta. As mudanças, os convites dispersos: convivo com a saudade, a melancolia dos caminhos construídos, e recolho os amigos pelas passagens. Reflito no retorno como partida e revelo as lembranças trazidas pelo vento. “Invento histórias onde me insiro / personagem. Repito cenas. / Reporto a cena irreal. / Refaço a irrealidade. / Preciso estar em algum lugar. / &#8230; Reinvento a descoberta. / Os horários / difusos das músicas. Desoriento / as rosas e os ventos se espalham.” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
A fotografia é de Henri Cartier-Bresson!</p>
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		<title>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 15:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã” por Tânia Du Bois Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As Mudanças e as Lembranças: “Cientistas no Divã”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123.jpg" rel="lightbox[14754]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/i24283_20120229_104123-211x300.jpg" alt="" title="i24283_20120229_104123" width="211" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14755" /></a><br />
<br />
Mudança e lembrança são palavras de que gosto muito. São significantes, porque sendo inevitável lembrar que o livro é patrimônio cultural, logo sinto que ler é desejo que gera a mudança e, ainda, faz-me entender a situação da fala e escrita do autor. Então, vivo cada minuto desvendando verdades ocultas ao ler os ensaios de Gilberto R. Cunha, em Cientistas no Divã. É livro com o potencial de um universo sem fronteiras, onde o autor utiliza-se da realidade para apresentar suas impressões sobre o mundo.<br />
<br />
Saliento as lembranças e mudanças para demonstrar cada passo e ação do escritor que não para de propor novos questionamentos e reflexões ao leitor.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha não escreve sobre o que não sabe. Gaúcho, agrônomo e pesquisador é o autor do livro Cientistas no Divã, de 2007.<br />
<br />
Leia toda a postagem<br />
<br />
<span id="more-14754"></span><br />
<br />
Mudança: ele é a porta de entrada no mundo da ciência, como construção cultural, através da coletânea onde seus ensaios conVersam com o leitor sobre os sentimentos que, segundo o autor, muitas vezes, prevalecem sobre a razão. Gilberto faz questão de mostrar uma realidade científica com seus fatos relacionados e fundados em descobertas, como diferencial para a reflexão e a interpretação do leitor. “Entre os maiores desafios dos seres humanos estão compreender os sentimentos, falar sobre os sentimentos e manipular os sentimentos.”<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha se converte em personagem com ideias e provocações ao narrar textos recheados de temas agrários e os comparar ao “amor sem limites”, isto é, escreve sobre a emoção que fala mais alto do que a razão, podendo impedir a nítida visão dos acontecimentos. Ainda, alerta em Ética na Agricultura que estamos diante de nova era agrícola.<br />
<br />
Com estilo envolvente, em Teoria da Fome, retrata a realidade que, até hoje, se sabe triste, como refletida por Norman Borlaug, quando de visita à Passo Fundo, “as pessoas famintas se tornam pessoas raivosas; elas não compram alimentos, elas compram armas”.<br />
<br />
Mudança: Gilberto pergunta, “Como produzir alimentos em quantidade suficiente e garantir que todos tenham acesso indistinto aos mesmos? Ele mesmo responde que, “&#8230; assegurar o direito a uma alimentação de qualidade para todos&#8230;vai ter de contar com o envolvimento de toda a sociedade, uma ampla mobilização.”<br />
<br />
Para defender a tese de que, mesmo num mundo de incompreensão entre os sentimentos, as contradições e o sistema político, o autor registra credos diferentes, nos ensaios: “Razão &#038; Fé”; “O preço da Opinião”; “Que é vida?” e “Que é um intelectual?”, que estão a um passo da nossa reflexão ao nos engrandecer com sua análise crítica dos fatos.<br />
<br />
Lembrança: Gilberto Cunha é escritor que contextualiza a época em que o mundo se preocupa, tão somente, com a provocação entre as diferenças e a não busca pela essência da vida com qualidade.<br />
<br />
Mudança: Nesse cenário literário, vê que o mundo não é tão civilizado como se pensa ao se manifestar nas relações cotidianas: ”processo de mutação que cria o novo e destrói o velho.” Nas palavras de Schumpeter, “Ninguém se destaca a não ser que faça diferença na vida das pessoas”. Com certeza, Gilberto Cunha se destaca como marco, em razão do que apresenta em sua obra: a naturalidade de uma conVersa que, em seus textos, nos aproxima da razão em relação à obra impecável, na forma e conteúdo e na qualidade literária.<br />
<br /> <br />
Lembrança: Cientistas no Divã reflete o tempo como lembrança e a consciência da visão, na preocupação para com o futuro e no transfigurar e transgredir a realidade como mudança.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavras sobre Brevidades, por Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 12:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“BREVIDADES” por Tânia Du Bois Brevidades é o novo livro de poemas de Pedro Du Bois, lançado através do Projeto Passo Fundo, que tem por criador e administrador, Ernesto Zanette. A obra traz a apresentação do poeta Jorge Tufic; “orelha” do historiador e poeta Paulo Monteiro; capa da artista plástica Silvana Oliveira. Os poemas estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“BREVIDADES”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capa-brevidades30_03-216x3001.jpg" rel="lightbox[14712]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capa-brevidades30_03-216x3001.jpg" alt="" title="capa-brevidades30_03-216x300" width="216" height="300" class="alignnone size-full wp-image-14737" /></a><br />
<br />
Brevidades é o novo livro de poemas de Pedro Du Bois, lançado através do Projeto Passo Fundo, que tem por criador e administrador, Ernesto Zanette. A obra traz a apresentação do poeta Jorge Tufic; “orelha” do historiador e poeta Paulo Monteiro; capa da artista plástica Silvana Oliveira.<br />
<br />
Os poemas estão divididos em cinco blocos: Breve apanhado sobre a (minha) lucidez, Breve anotação sobre a (minha) sanidade, Breve apontamento sobre o (meu) equilíbrio, Breve relato sobre a (minha) natureza e Breve ilustração sobre o (meu) sentimento.<br />
<br />
Leia toda a crônica<br />
<br />
<span id="more-14712"></span><br />
<br />
Na obra o autor expõe (suas) brevidades, revelando tipos obsessivos, frutos de suas observações sobre a lucidez, o equilíbrio, a natureza e o sentimento.<br />
<br /> <br />
&#8220;Permito-me a lucidez: vejo a árvore e os frutos; / desfaço a cama e guardo as cobertas. Visto na roupa / a imagem trazida no regresso. //&#8230; A lucidez contém luzes enfeitiçadas de verdades. / A lucidez é o meu cansaço”.<br />
<br /> <br />
Nos poemas, Pedro Du Bois diz “da brevidade do pensamento e dos atos”, através de imagens metafóricas que celebrizam fragmentos da vida na descrição de quadros complexos, onde se defronta com a (sua) sanidade e natureza; penetra na película do (seu) comportamento ao demonstrar a (sua) aparência no universo de (des)equilíbrios: o (seu) sentimento que o libera da necessidade limitadora de se submeter ao cotidiano e pela maneira com que se envolve na imaginação ao se descobrir em “Brevidades”.<br />
<br /> <br />
&#8220;&#8230;  &#8211; sou cores realizadas em tinta / e represento vontades: claras / escuras amarelas e vermelhas. / Pranteio o antecedente espaço / e me aprofundo em brancos. //&#8230;  &#8211; sou cores fixadas sobre a pedra / e me digo consentâneo em respostas”.<br />
<br /> <br />
Segundo o poeta Jorge Tufic, “o autor deste livro capta as situações e posturas mais diversas em que se vê, dando aos tranquilos ou abismáticos rituais de seu cotidiano admissíveis “estampas” da realidade em cada bloco ou fragmento, como se “cantos” fossem de uma bem elaborada saga individual, entre a “solidão do corpo” e a “sentinela do olvido”.<br />
<br />
Nas palavras do historiador e poeta Paulo Monteiro, “&#8230; Os temas minúsculos, invisíveis e indiferentes à grande arte estão presentes nos poemas de Pedro&#8230;. Na verdade, a obra poética de Pedro Du Bois mais do que reunir influências, reúne sensações”.<br />
<br />
Ao lermos Brevidades vemos, além do domínio técnico e da beleza, a certeza do objetivo alcançado através de grande processo criativo, sensível e emotivo.    </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amante nas entrelinhas, crônica de Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AMANTE NAS ENTRELINHAS Por Tânia Du Bois* Entrelinhas: a porta por onde o vento passa. Quando olho para um livro sinto que ele também está me olhando. Passo a mão carinhosamente na capa e, ao abri-lo, leio o significado que o autor deu às palavras. Vejo cada cena desenhada com os movimentos das palavras. Entrelinhas: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AMANTE NAS ENTRELINHAS<br />
Por Tânia Du Bois*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img_1_31_4450.jpg" rel="lightbox[14613]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/img_1_31_4450-259x300.jpg" alt="" title="img_1_31_4450- Vidráguas" width="259" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14614" /></a><br />
<br /> <br />
Entrelinhas: a porta por onde o vento passa.<br />
<br />
Quando olho para um livro sinto que ele também está me olhando. Passo a mão carinhosamente na capa e, ao abri-lo, leio o significado que o autor deu às palavras. Vejo cada cena desenhada com os movimentos das palavras.<br />
<br />
Entrelinhas: onde o poeta pousa seus pensamentos.<br />
<br />
Parece mágica? Não. É apenas olhar a vida em alta definição. É viver as contradições, porque somos a soma daquilo que escolhemos ser e do que decidimos ler.<br />
<br />
Entrelinhas: a liberdade presa.<br />
<br />
Encanto-me com as leituras e a cumplicidade que o livro e eu assumimos. Sou amante das obras e seus significados interferem em minha vida, fazendo-me companhia nas horas mais necessitadas. Por vezes, dialogamos por horas como se o mundo parasse naquele momento em que nos descobrimos.<br />
<br />
leia toda a crônica poética de Tânia Du Bois, que escreve conosco todas quintas-feiras!<br />
<br />
<span id="more-14613"></span><br />
<br />
Entrelinhas: a ponte que une as histórias do povo.<br />
<br />
Sou amante dos livros e não me limito apenas a um tipo de leitura. Gosto de ouvir o som das palavras e de ver a paisagem descrita em seus significantes.<br />
<br />
Entrelinhas: o horizonte onde o sol nasce.<br />
<br />
Ao ler, encontro vários textos e diversos contextos. Além de enxergar, ativo a memória para “ver” em cada escritor a sua verdade se integrando à minha vida.<br />
<br />
Entrelinhas: marca do gol feito; a bailarina entre o palco e a platéia.<br />
<br />
Sou amante dos livros e tenho preferência pela presença da poesia na minha vida, porque, de várias maneiras, ela determina a diversidade dos limites literários. Encontro nela a fonte de inspiração que me coloca em movimento, criando um mundo de idéias sobre o qual posso me apoiar.<br />
<br />
Entrelinhas: trilhos do trem levando e trazendo personagens.<br />
<br />
Sou amante dos livros e dos autores, que terminam por me influenciar com suas ideias, como sinais de mudança dos tempos: conquistar a vida com palavras.<br />
<br />
Entrelinhas: a zebra como significado.<br />
<br />
As entrelinhas demonstram a busca pela vida, pela criação e possuem características que formam o ponto de partida: tomada pela consciência redescubro a palavra, os sons e as cores, para o simbolismo sem contornos rígidos, porém emotivos, com ritmos ocultos, onde só o amor pode provocar a afloração da criatividade, tornando-me amante das entrelinhas.<br />
<br /> <br />
*Esta crônica está no livro Eu Quero ser Escritor, de Isabel Furini, que analisa a Crônica em variados modelos, com o objetivo de ajudar novos escritores, na arte de exprimir emoções e pensamentos.</p>
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		<title>Feliz Páscoa por Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 13:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FELIZ PÁSCOA por Tânia Du Bois Em cima da mesa, papel colorido, fitas, tintas e brilhos. Caixas de papel de todos os tamanhos e cascas de ovos. Ao redor da mesa, amigos e parentes, reunidos para pintar os ovos e confeccionar os ninhos da Páscoa. Sabemos que celebrar a Páscoa é viver o espírito da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FELIZ  PÁSCOA<br />
por <a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/03/29/a-construcao-dos-gestos/">Tânia Du Bois</a><br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador_Dali_madonna.jpg" rel="lightbox[14544]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Salvador_Dali_madonna-230x300.jpg" alt="" title="Salvador_Dali_madonna" width="230" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14545" /></a><br />
<br /> <br />
Em cima da mesa, papel colorido, fitas, tintas e brilhos. Caixas de papel de todos os tamanhos e cascas de ovos. Ao redor da mesa, amigos e parentes, reunidos para pintar os ovos e confeccionar os ninhos da Páscoa.<br />
<br />
Sabemos que celebrar a Páscoa é viver o espírito da Ressurreição do Filho de Deus. É unir-se para um dia especial ao festejarmos o momento religioso. Refletir sobre a renovação ao nos permitir criar mudanças em nossa alma. É nos inspirar, alegrar e nos emocionar, pelas pequenas atitudes que recuperam os valores essenciais, como o amor ao próximo. É criarmos novas posturas para enfrentarmos cada momento de incerteza, lapidando novas alianças: o que mantém a nossa esperança no futuro.<br />
<br />
Leia toda a crônica!<br />
<br />
<span id="more-14544"></span><br />
<br />
Compartilhar a Páscoa é também acreditar no sentido de uma nova vida, como no poema de Cecília Meirelles, VIGÍLIA DO SENHOR MORTO:<br />
<br />
&#8220;Teu rosto passava, teu nome corria / por esses lugares do sol e da lua. / Como se contava a tua biografia!/ &#8230;Guerreiro cortado de injúrias de guerra; não trouxe consigo nenhuma ferida /&#8230; Por tanta subida, por tanta descida, aqui dou contigo, no teu morto leito, / eu, que vim por ti salvando a minha vida! /&#8230; Sangue que tiveste, por perdidas cenas; derramou-se, longe, e é pó do pó sem glória, /&#8230;Por que serei triste com a minha memória, diante do teu corpo sem auréolas? Triste / pela minha viagem? Pela tua história? / Este é o Senhor Morto – e este, somente, existe. / Noite de vigília&#8230;<br />
<br /> <br />
Dizer FELIZ PÁSCOA nos permite refletir sobre os motivos de tal consagração e, sobretudo, incorporar o preciosismo, motivo do fascínio, ligado à vida do homem. Segundo Hélio Pedroso, “O significado desta data religiosa é tão rico de mensagens, que encantou todas as culturas”. Isto é, novas mensagens são criadas e a adesão, a continuidade em acreditar na representação da morte e da ressurreição de Cristo, nos dá a certeza de que estamos no caminho certo: da liberdade e, assim, temos a oportunidade de encontrar a poesia de Antônio Olinto, “&#8230; No colher os dias e saber / Renascer no renascimento. / Na hora da paixão&#8230;”<br />
<br />
A arte é de Dalí!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A construção dos gestos&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 21:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Construção do Gesto por Tânia Du Bois* Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos. “Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos…// – o que seria se a terra estivesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Construção do Gesto<br />
por Tânia Du Bois*<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Bill_Brandt31.jpg" rel="lightbox[14459]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Bill_Brandt31-267x300.jpg" alt="" title="Bill_Brandt3" width="267" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-14460" /></a><br />
<br />
Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos.<br />
<br />
“Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos…// – o que seria se a terra estivesse / sob as unhas // a as mãos calejadas” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14459"></span></p>
<p>Na música, Chico Buarque homenageia o pedreiro como motivo do mais legítimo orgulho do povo brasileiro, qualificando o seu trabalho com as composições Pedro Pedreiro e Construção.<br />
<br />
<!--more--><br />
<br />
“… Pedro pedreiro espera o carnaval / Esperando , esperando, esperando o sol // Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem / Pedro pedreiro penseiro esperando o trem / Manhã parede, carece de esperar também / Pedro não sabe<br />
mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda do mundo…”<br />
<br />
A letra dessa música, na verdade é muitas vezes peça de ficção, mas também é categórica na identificação do gesto quando a versão se mistura à vida. Em vez de discursos há uma composição que se faz notória e engrandece a profissão do pedreiro como ato social.<br />
<br />
“…Subiu a construção como se fosse máquina / Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo por tijolo num desenho mágico / Seus olhos embotados de cimento<br />
e lágrima / Sentou para descansar como se fosse sábado…” (Chico Buarque)<br />
<br />
O pedreiro trabalha em ritmo de muita exigência e prazos: início e término da obra. Ele é peça principal no jogo de montar. Sua prática e visão são estratégicas para obter o caminho até o resultado, e encontrar a satisfação do trabalho feito pela conquista das mãos. O mérito é o processo, e a prática é o resultado da busca do reflexo na sociedade para a valorização da profissão.<br />
<br />
“…Subiu na construção como se fosse sólido / Ergue no patamar quatro<br />
paredes mágicas / Tijolo por tijolo num desenho lógico / Seus olhos embotados<br />
de cimento e tráfego / Sentou prá descansar como se fosse um príncipe…”<br />
(Chico Buarque)<br />
<br />
Ao pedreiro faço reverências, pela capacidade de sobreviver aos desafios gerados pela construção que, ao ser vivenciada, revela o gesto. Trata-se na verdade do reconhecimento por acreditar no seu esforço e pela contribuição que traz para a sociedade, onde desempenha o papel importante de ter a construção como gesto.<br />
<br />
“Bastam as mãos …// saber que o pó entranha a pele…//<br />
sem enfeites bastam as mãos / repousando sobre a obra.” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
A fotografia é de Bill Brandt!!<br />
<br />
*Tânia Du Bois escreve conosco todas quintas, e hoje, re-edito <em>A Construção do Gesto</em>, pois recebi sua escrita para a semana, mas ao responder o email, acabei não salvando e&#8230; seguimos, beijos, Tânia e gracias pela compreensão e até a próxima quinta. Boa viagem, sucesso no trabalho do livro por aí, depois nos conta as novidades.</p>
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		<title>Passagem do vento por Tânia Du Bois</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 10:49:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO VENTO por Tânia Du Bois “A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é onde os roseirais dão flor&#8230;” (Sophia de Mello Breyner Andresen) Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO VENTO<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sophia-eduardo-gageiro.jpg" rel="lightbox[14387]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sophia-eduardo-gageiro-300x286.jpg" alt="" title="sophia-eduardo-gageiro- Vidráguas!" width="300" height="286" class="alignnone size-medium wp-image-14388" /></a><br />
<br />
“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é onde os roseirais dão flor&#8230;”<br />
(Sophia de Mello Breyner Andresen)<br />
<br /> <br />
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar&#8230;”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.<br />
<br />
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento&#8230;”<br />
<br />
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sento o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”<br />
<br />
Leia toda a Crônica Poética de Tânia Du Bois, que escreve todas quitas-feiras aqui em Vidráguas&#8230;<br />
<br />
<span id="more-14387"></span></p>
<p>Meu olhar se desespera, espera e deseja voltar no tempo, escorrer no caminho escolhido, e fazer o caminho de volta.  Fazem portas, fazem janelas, e não fazem onde guardar a minha  solidão que vai aumentando com as lembranças, e me sufocando mais do que me protegendo.<br />
<br />
A passagem do vento desloca gritos fechados em mim no reencontro com a vida. Nos dias, como vivo, temo a inglória de não fazer falta. As mudanças, os convites dispersos: convivo com a saudade, a melancolia dos caminhos construídos, e recolho os amigos pelas passagens. Reflito no retorno como partida e revelo as lembranças trazidas pelo vento. “Invento histórias onde me insiro / personagem. Repito cenas. / Reporto a cena irreal. / Refaço a irrealidade. / Preciso estar em algum lugar. / &#8230; Reinvento a descoberta. / Os horários / difusos das músicas. Desoriento / as rosas e os ventos se espalham.” (Pedro Du Bois)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Estilo de vida na poesia&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2012/03/15/estilo-de-vida-na-poesia/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 13:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ESTILO DE VIDA NA POESIA por Tânia Du Bois &#8221; Ser diferente é bom, ser indiferente é que não é”. Fazer diferença é conceber um estilo de vida na poesia. O poeta é um dos eixos norteadores da literatura. Vale lembrar o escritor Ernani Rosas, do início do século passado, que deixou a marca da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ESTILO DE VIDA NA POESIA<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br /> <br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Carpe_Diem.jpg" rel="lightbox[14322]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Carpe_Diem-300x225.jpg" alt="" title="Carpe_Diem- Vidráguas" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-14323" /></a><br />
<br />
&#8221; Ser diferente é bom, ser indiferente é que não é”.  Fazer diferença é conceber um estilo de vida na poesia. O poeta é um dos eixos norteadores da literatura. Vale lembrar o escritor Ernani Rosas, do início do século passado, que deixou a marca da sua diferença na poesia: “Vida, é volúpia, tântalo e agonia! / desgraças mil, letras vencidas, um homem / que perdeu a razão por ironia / da sorte, que os mil nada nos consome”.<br />
<br />
Para sentir a diferença é necessário se tornar leitor de poesia. E como eu, milhares de pessoas gostam de ler e apreciar as formas que fazem diferença no dia a dia, como prazer, como forma de aprender e de compreender o mundo.<br />
<br />
Pessoas de diferentes raças e culturas lêem por algum motivo. Existe o livro/autor perfeito para cada leitor. Esse é o estilo de vida que determina, ou não, o desenvolvimento intelectual, podendo expandir a poesia como literatura e cultura. Para Octavio Paz, a poesia é “exercício espiritual”, mas, também, ”uma atividade revolucionário e experiência histórica”.<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14322"></span><br />
<br />
Ressalto os poetas pelo interesse em evocar a paisagem cultural, com livros de poesia onde nos mostram, em visão panorâmica, a preocupação pelo desenvolvimento como cultura, como estilo de vida, que mostram as transformações no nosso tempo. Segundo Ruy Espinheira Filho, “&#8230;O poema se dilui na brisa, nos / olhos que se voltam&#8230;”; Hermenegildo Bastos, ”a poesia é sonho em demasia&#8230;”; Ferreira Gullar, “&#8230;pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma luz&#8230;”; Clauder Arcanjo,”Um dia resolveu fazer um poema&#8230;A multidão parou mais &#8230;atenta. O poema acendeu a tarde inteira.”; Carmen Presotto, “&#8230;Aspira o verso / que toca Rosa / e vive.” e Pedro Du Bois, “O poeta amplia a palavra na necessidade de ser a compreensão do que revela.”<br />
<br />
A poesia tem seu estilo na intenção de provocar “um olhar atento”, para chegar aos nossos dias tecendo diálogos importantes em função da arte. Ela pode entrar na passarela da moda e na rota da cultura. Bom gosto e elegância andam juntos com a literatura e o talento; por isso, optar por um estilo de vida na poesia, não vendido, e sim conquistado, faz a diferença. Montaigne declarou que “&#8230; é uma das formas de felicidade, e isto é um estilo de vida conquistado”.<br />
<br />
Licurgo Costa, por sua vez, disse que “&#8230; ao que me agrada ler, digo, para começo de conversa, que a gente muda muito com o correr do tempo. De poesia sempre gostei”.</p>
]]></content:encoded>
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