junho 3rd, 2010 in Crônicas | No Comments »
SOLIDÃO NUA
por Tânia Du Bois

(Arte de Henri Matisse)
“Este verso, / antes de luzir, / perde a graça.
Este poema / antes de me rir, / abre a bocarra.
E me espanta o juízo, / a fechar-me os lábios / deixando-me zonzo,/
a espiar o dia,/ a sonhar o nada.”
Clauder Arcanjo
A solidão é considerada um referencial do homem moderno.
Na solidão nua encontro a reflexão “esquecida” como conhecimento para alcançar a proposta do ato de pensar – arte pelo jogo de luz e sombra.
A nudez da solidão tem a tendência de seguir pelo caminho onde o homem se sente preso na carga dramática e, ao mesmo tempo, sente-se livre da teia, das máscaras, num desejo de superar o espaço para sair das limitações da tela e do papel.
Leia toda a crônica
Read more »
maio 9th, 2010 in Crônicas, Eventos | 1 Comment »
Palavra Refletida: MÃE
por Tânia Du Bois

Na vida e na personalidade das mães, penso que mereçam mais do que um abraço; pois estamos diante da imagem de mulher que procura o seu caminho, que é ousada e que pode sentir que não se trata apenas de uma imagem refletida, mas sim de frases de efeito que atravessam o tempo e todas fazem sentido em relação ao que se afirma – depois de um grande abraço.
“… Se superarmos o tempo, restar-nos-á apenas um Agora”. Richard Bach
Acreditamos no agora, celebremos a beleza da mãe. Não precisamos de calendário, para nos lembrar dela:
Mãe, cabe na nossa vida. Nossa vida cabe nela.
Talento, os seus olhos não mentem.
Mãe é protetora, não tem como não ser.
Mãe é poesia pura.
Sem perder a ternura, supera desafios.
Mãe ao lado do filho se desdobra em bons momentos.
Mãe tem qualidades: serena, bela, carinhosa, atenciosa e amorosa.
Mãe é dez mulheres em uma.
Mãe é única, tanto quanto o filho.
Mãe é centro das nossas atenções.
Mãe merece o tratamento de estrela.
Mãe merece mais do que um sorriso.
Sonhos, suas escolhas fazem com que vivamos.
Mãe é uma obra de arte.
Mãe inspira sobretudo o aconchego com os seus filhos e tem a intuição.
A beleza das mães é a combinação das personalidades que desperta amor e faz dela a mais bela (por dentro e por fora).
Mãe dedica-se com responsabilidade à família.
Mãe tem conquistas.
Mãe é a mulher à frente do tempo.
Tem algo melhor para a palavra mãe?
*Arte de Tarsila do Amaral.
abril 18th, 2010 in Crônicas, Eventos | No Comments »
“ARTE para CRIANÇA”
por Tânia Du Bois

Visitando “sebos” na internet, encontrei a coleção Arte para Criança – edição de julho de 2003. E, como bem disse certa vez o poeta Cleber Teixeira, “Um livro só ganha vida própria após transitar por um sebo”.
Arte para Criança é projeto de arte-educação, com o objetivo de homenagear o público infantil e retratar o esplendor por certas palavras, certas formas, certas cores. É um projeto que se preocupou em usar a linguagem infantil para a criança ampliar o conhecimento sobre as artes e vivenciar textos e imagens de maneira criativa. O mundo dos homens e suas artes, representados em livros, com a finalidade de unir a arte plástica com a literária.
A coleção é composta por vários volumes e desejo falar em especial do livro NAVIO DAS CORES, onde se encontram gravuras de Lasar Segall, artista que espelha sensibilidade e emoção através do seu trabalho. O livro foi escrito baseado na história da sua vida.

Leia toda a crônica
Read more »
abril 6th, 2010 in Crônicas, Eventos, Lançamentos | 6 Comments »
VERSOS ESPARSOS
por Tânia Du Bois
“Invisto em
Versos
Ocasionais…”
Versos Esparsos é o novo livro de Ivo Gomes de Oliveira, poeta gaúcho, residente em Itapema.
A primeira impressão é a que fica: o livro tem estilo moderno e apresenta poemas marcados pelos momentos de criatividade que surgem no “pensar” surpreendente e numa experiência sem igual.
“Na terapia de todos os dias / Rego as sementes /
da minha lavoura // Germes da harmonia /
no âmago da gente / No coração, bons
sentimentos / Na mente, bons pensamentos…”
A eficiência é relevante no livro, e o poeta nos presenteia trazendo em cada verso o contraste entre a sua vida e a arte de escrever.
“… Alquimia inconsciente / De cada mente /
Transmuda componentes / No elixir da vida…”
O livro em ritmo iluminado contém belas ilustrações de Hugo Aresse Quintana, consentâneas com a temática dos poemas.
“… Desconhecida lei talhada / na abóbada do infinito. /
Vibrações sutis / sopram a sua imagem, / Imagem
individual do pensamento…”
Leia toda a crônica
Read more »
abril 1st, 2010 in Crônicas | No Comments »
DIA DA MENTIRA
por Tânia Du Bois

“Na mentira / expressa / sua vontade / ou sonho / o outro lado / do desejo /de que tudo pudesse / ser diferente / como feito / com efeito / afeição.”
(Pedro Du Bois)
Du Bois, através do seu poema, mostra-nos como Carlos IX, rei da França, fez valer a sua vontade “com feito e efeito”. Segundo a lenda, o “dia da mentira” surgiu em 1564, quando o rei da França determinou a adoção do calendário gregoriano, passando o ano a ter início em janeiro. Antes o ano novo era comemorado em 1º de abril. Alguns franceses resistiram à mudança ou se esqueceram dela, abrindo caminho para que os brincalhões pregassem peças, como enviar presentes “esquisitos” e convites para festas, de mentira, em 1º de abril. A tradição se espalhou pela Europa e foi trazida para o Brasil pelos portugueses.
Leia toda a crônica
Read more »