abril 12th, 2012 in Crônicas, Versos que Conversam | 6 Comments »
AMANTE NAS ENTRELINHAS
Por Tânia Du Bois*

Entrelinhas: a porta por onde o vento passa.
Quando olho para um livro sinto que ele também está me olhando. Passo a mão carinhosamente na capa e, ao abri-lo, leio o significado que o autor deu às palavras. Vejo cada cena desenhada com os movimentos das palavras.
Entrelinhas: onde o poeta pousa seus pensamentos.
Parece mágica? Não. É apenas olhar a vida em alta definição. É viver as contradições, porque somos a soma daquilo que escolhemos ser e do que decidimos ler.
Entrelinhas: a liberdade presa.
Encanto-me com as leituras e a cumplicidade que o livro e eu assumimos. Sou amante das obras e seus significados interferem em minha vida, fazendo-me companhia nas horas mais necessitadas. Por vezes, dialogamos por horas como se o mundo parasse naquele momento em que nos descobrimos.
leia toda a crônica poética de Tânia Du Bois, que escreve conosco todas quintas-feiras!
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abril 5th, 2012 in Crônicas, Eventos, Versos que Conversam | 2 Comments »
FELIZ PÁSCOA
por Tânia Du Bois

Em cima da mesa, papel colorido, fitas, tintas e brilhos. Caixas de papel de todos os tamanhos e cascas de ovos. Ao redor da mesa, amigos e parentes, reunidos para pintar os ovos e confeccionar os ninhos da Páscoa.
Sabemos que celebrar a Páscoa é viver o espírito da Ressurreição do Filho de Deus. É unir-se para um dia especial ao festejarmos o momento religioso. Refletir sobre a renovação ao nos permitir criar mudanças em nossa alma. É nos inspirar, alegrar e nos emocionar, pelas pequenas atitudes que recuperam os valores essenciais, como o amor ao próximo. É criarmos novas posturas para enfrentarmos cada momento de incerteza, lapidando novas alianças: o que mantém a nossa esperança no futuro.
Leia toda a crônica!
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março 29th, 2012 in Crônicas, Versos que Conversam | 2 Comments »
A Construção do Gesto
por Tânia Du Bois*

Na construção do gesto temos a representação do pedreiro como fonte primordial da vitalidade em quem podemos acreditar como possibilidades da importância das mãos.
“Tenho a terra sob as unhas / o que seria meu / e de todos…// – o que seria se a terra estivesse / sob as unhas // a as mãos calejadas” (Pedro Du Bois)
Leia toda a crônica poética
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março 22nd, 2012 in Crônicas, Versos que Conversam | 3 Comments »
PASSAGEM DO VENTO
por Tânia Du Bois

“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é onde os roseirais dão flor…”
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar…”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento…”
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sento o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”
Leia toda a Crônica Poética de Tânia Du Bois, que escreve todas quitas-feiras aqui em Vidráguas…
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março 15th, 2012 in Crônicas, Versos que Conversam | 3 Comments »
ESTILO DE VIDA NA POESIA
por Tânia Du Bois

” Ser diferente é bom, ser indiferente é que não é”. Fazer diferença é conceber um estilo de vida na poesia. O poeta é um dos eixos norteadores da literatura. Vale lembrar o escritor Ernani Rosas, do início do século passado, que deixou a marca da sua diferença na poesia: “Vida, é volúpia, tântalo e agonia! / desgraças mil, letras vencidas, um homem / que perdeu a razão por ironia / da sorte, que os mil nada nos consome”.
Para sentir a diferença é necessário se tornar leitor de poesia. E como eu, milhares de pessoas gostam de ler e apreciar as formas que fazem diferença no dia a dia, como prazer, como forma de aprender e de compreender o mundo.
Pessoas de diferentes raças e culturas lêem por algum motivo. Existe o livro/autor perfeito para cada leitor. Esse é o estilo de vida que determina, ou não, o desenvolvimento intelectual, podendo expandir a poesia como literatura e cultura. Para Octavio Paz, a poesia é “exercício espiritual”, mas, também, ”uma atividade revolucionário e experiência histórica”.
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