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Poema IV de XV, Siberiano…

Siberiano
Poema e fotografia de Cristian Steiner Molina*




Sobre o resto da grama pisada do resto dos dias de fera, o soberano.
Poder extraordinário entre os nadas no chão.
Um belo exclusivo.


Era um grande fato siberiano
Espírito de gato lendário
Olhar tigre, agressivo


Não é qualquer bichano
Não é qualquer solitário
Não só do território possessivo


Urbanos
Da selva de pedra…
Vivendo do precário,
Do seguir cansativo


Do dano humano,
Da saliência dos arranha-céus
Do oceano de defesas
Das violências
Despesa
Depressa
Despreza
Com urgência


Cativo absoluto
Excessivo, bruto
Seletivo… astuto
Fugitivo
Isolado.

Sanguinário…
Por excelência dócil entre as feras.


Insiste a insistência….
Do contínuo nadificar do nada
Presa das ilhas de calor
Surpresa, espanto…
Ilha de existência


Veria esta essência quando só
Desnecessário, vivo, pensativo
E não há motivo para ser
Só há propósito fugitivo ao nada
Não há razão para ser,
Ser se é sendo.
Apenas sendo um pouco por aqui…
No nada, tudo pode ser selvagem…

*Cristian Steiner Molina escreve conosco todas sextas-feiras e em seu blog O Cotidiano, confiram!!

Poesia Vidráguas na Feira do Livro, vamos conVersar?!!



Para ler, clica, amplia a imagem e, claro, divulga…

Eba, Poesia Vidráguas na Feira do Livro de Porto Alegre,neste domingo, dia 6/11, desde às 16h 30. Vamos lá, brindar, conVersar?!!

ao Dia Nacional da Poesia, Vidráguas


o encontro

BEM VIVER:dos
poetas

por Tânia Du Bois

Ao me encontrar com a poesia, descobri que os poetas renovam, enriquecem e estimulam as transformações culturais. Escolhem caminhos, com sensibilidade; procuram equilibrar desejo e ação e experimentam cada minuto de suas vidas como se fosse único, com toda a riqueza dos detalhes.

Com talento natural e potencial criativo, perseguem seus objetivos, chegando à realização de grandes passos; sonhos que nos emocionam. Retratam as mais belas obras, desnudando suas almas e revelando novidades, no rito constante da magia: bem viver o encontro dos poetas.

Leiam toda a crônica

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pensando a Poesia com Jaime Medeiros Júnior

Mnemósine é mãe das musas
por Jaime Medeiros Júnior



Me deparei recentemente com uma pequena informação, posta meio que à deriva, em um comentário ao Hino Homérico IV [hino a Hermes], que acabou por produzir certo clangor naquele nosso habitual murmurar das ideias. Mnemósine é mãe das musas. As musas produzem a inspiração à arte de todo artista [músico – música aqui deve ser entendida como qualquer arte inspirada por uma musa, o que em bom ocidentalês moderno talvez pudéssemos entender como cultura].

Leiam todo o artigo aqui ou no Divago de onde sequestrei este artigo:
http://odivago.blogspot.com/

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na linha do tempo…



Na linha do tempo


O tempo nos situa, nos faz e nos aprisiona no espaço.
Nos torna adultos, maduros.

O acaso, um dia, nos ceifa naquilo que somos,
Com nossos medos e certezas, para um novo despertar infinito…

Na linha do tempo lá ficaram nossos sinais e lembranças,
para serem lembrados…

…nós que fomos gente, tempo e então…
seres transcendentes!

Poema de Loiri Cortese
Fotografia, álbum de família, acervo da autora.