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imagem e tempo, vidráguas a mais um livro pelas ruas!

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dobras do tempo, um livro, uma crônica

“DOBRAS DO TEMPO”
por Tânia Du Bois
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Meu dia é uma caixa de surpresas. Passo lendo e relendo livros. Gosto do que faço. Chego passar vários dias sem sair de casa. Apenas passeio em imaginação. O difícil é driblar o tempo. Orídes Fontela escreveu que”.. há um tempo para desviver o tempo”.

Entendo como valorizar a literatura, porque ela me dá liberdade e é simples representação da passagem do tempo.

Boa surpresa é o livro DOBRAS DO TEMPO, de Carmen Silvia Presotto, que nos mostra os passos da liberdade nas lembranças de um tempo que embalou encontros, onde Uma Porta se Abre:
“… degusto a vida entendida sob meus olhos. / Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha na capa do livro. / Nele me vejo tão diferente. //… Números, registros e funções, palavras soltas ou / codificadas que abrem a porta para sair o que / quem sou.

leia toda a crônica
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lendo…uma porta se abre, Vidráguas ao Livro!

Uma porta se abre
lendo...

Intrigante
Fechei os livros, mas continuam as minhas leituras.
Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte,
árvores dançando com o vento.

Leio uma mistura de gente, piscar de olhos.
Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres.
Leio raças. Leio sexos.

Degusto a vida estendida sob meus olhos.
Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha
na capa do livro.
Nele me vejo tão diferente.
Encontro nas entrelinhas um espelho, o qual me escancara
sua campainha presa na garganta.
Aciono-a: Há alguém em casa?
Nada!

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caras flores

Para vivir
por Carmen Silvia Presotto
caraflores
Foto: Ricardo Hegenbart

Para vivir
tengo mil caras
mil flores agridulces
todos los estalidos del sol

Para vivir…
visto calles con tierra
pinto bosques en piedras
musgos
extendindome al sol

Para vivir
me asombro de la nada
me rompo
como una hora ciega,
mi propia bohemia
durmiendo al sol

Para vivir
nasco de un sueño oscuro
nocturna muerte
hecha al andar.

a poesia de Jorge Luís Borges

James Joyce
por Jorge Luís Borges(Cambridge,1968)
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Num só dia do homem estão os dias
do tempo, desde aquele inconcebível
dia inicial dos tempos, em que um terrível
Deus prefixou os dias e agonias
até o outro em que o rio ubíquo
do tempo secular torne à nascente,
que é o Eterno, e se apague no presente,
no futuro, no ontem, no que ora possuo.

Entre a aurora e a noite está a história
universal. E vejo desde o breu,
junto a meus pés, o caminho do hebreu,
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.
Dai-me, Senhor, coragem e alegria
para escalar o cume deste dia.

Tradução de Josely Vianna Baptista, Borges Poesia, Biblioteca Borges, Companhia das Letras.

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