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Em Vidráguas, Passagem do tempo por Tânia Du Bois..

PASSAGEM DO TEMPO: lembranças
por Tânia Du Bois


Fotografia de Brassaï

“… o que parou no passado: / tenras lembranças, sentidas / Que na vida transitória / Lá no fundo da memória / A gente tinha guardado”. (Tenebro dos Santos Moura)


A passagem do tempo é uma releitura dos fatos da nossa história. São tantos os acontecimentos que, por vezes, lembramos como, onde e quando aconteceram. Outras vezes, se revelam em desordem que solapa a memória. Como em Carlos Pessoa Rosa: “… sabemos como a memória traz a tona recalques cuja existência muitas vezes ignoramos e que poderá turvar ou distorcer o que tínhamos como certo…”

É bom sabermos que a memória é uma espécie de selo de qualidade. Porém, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, ela falha para todos nós e deixa nossos dias vazios, sem recursos para pensar sobre as questões pessoais, interrompendo a nossa rotina.

São tantos os momentos para lembrar em minúcias e as decisões para tomar, que nos sentimos sobrecarregados por não contarmos mais com a memória. Então, buscamos limites em nós e recordamos as boas escolhas em prol da qualidade da existência.
“… lembranças e saudades, sentimentos ligados à memória / que fazem o homem descortinar outras sensações / que se encontram ocultas dentro de si.” (Ivo Gomes de Oliveira)

Leia toda a crônica poética

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hacaiando em Vidráguas com Carmen Lúcia Lima Sarmento



Perdi o tempo
O vento levou vidas
Visto saudades.

Haicai de Carmen Lúcia Lima Sarmento sobre fotografia de Ricardo Hegenbart.

“O tempo pede palavras de luz” … crônica poética em Vidráguas

O Tempo de Iluminadas Palavras
por Tânia Du Bois


Fotografia de Luana Neres – Goiânia 2011

“Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento…” (Carlos Vogt)


O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos a ilusão da luz por uma questão organizacional e vivemos em função do tempo.

“As luzes acesas / as portas abertas / as janelas acesas /todas as coisas acesas. // Bem aceso o viver.” (Álvaro Pacheco)


A luz atravessa o tempo e, ainda assim, permanece dentro de nós com real importância. O objetivo fundamental é preencher o vazio com a luz que encontramos na arte literária, como em Lindolf Bell: “Seja o poema/ o homem devorado pela luz…”; em Gilberto Mendonça Telles: “… E deve haver os sentidos latentes/ que vão dando luz/ às coisas ausentes.”; em Jorge Tufic: “… mas é o imenso/ que de mim/ se ilumina.”; e em Luiz de Miranda: “A vida traz a luz/ sem a penúria de perder/ o azul/ na avidez do corpo.”

Leia toda a crônica poética

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tempo…poema de Carmen Presotto



fio invisível

pedi a ti o pó de amar

vieste em vento
chegaste a tempo

colei-me
em nós pro teu eu não voltar…

Poema de Carmen Silvia Presotto sobre a fotografia de Ilya Rashap.

imagem e tempo, vidráguas a mais um livro pelas ruas!

!cid_91D70F7CF05C402D977CC27FD9DB73EC@editorial