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	<title>Vidráguas &#187; tempo</title>
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		<title>Passagem do vento, crônica de Tânia Du Bois&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 14:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO VENTO por Tânia Du Bois “A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221; (Sophia de Mello Breyner Andresen) Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO VENTO<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo.jpg" rel="lightbox[14854]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo-300x203.jpg" alt="" title="Hanri-Cartier-Bresson-sifnos-diapo" width="300" height="203" class="alignnone size-medium wp-image-14855" /></a><br />
<br />
“A minha pátria é onde o vento passa, / A minha amada é ondeos roseiras dão flor&#8230;&#8221;<br />
(Sophia de Mello Breyner Andresen)<br />
<br /> <br />
Passagem do vento são as lembranças, os encontros e os reencontros: como redescoberta do sonho permitido à ilusão do Trajeto Inverso, de Pedro Du Bois, “sobre minhas lágrimas / muito: ciscos trazidos pela vida / na passagem do vento / pelas casas onde um dia / tentei ficar&#8230;”; e o livro Vento nos Ossos, de Carlos Higgie.<br />
<br />
Na passagem do vento reedifico os encontros que ainda me são permitidos: mergulhar em pensamento ensurdecedor dos tambores, fechando-me em mim, como mostra Manuel de Barros, “Queria transformar o vento. / Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto./ Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física / do vento&#8230;”<br />
<br />
Leia toda crônica poética<br />
<br />
<span id="more-14854"></span><br />
<br />
Esqueço o último olhar, desisto da espera ou sinto o vento? Avessa, arremesso do coração. Não espero. Na porta, olho para fora e não há nada, nem ninguém. Apenas o vento passando. Oliveira e Silva diz, “O vento assovia e vaia, violento. / Não nos enxuga as lágrimas o vento, / O vento se espedaça e desmoronamos.”<br />
<br />
Meu olhar se desespera, espera e deseja voltar no tempo, escorrer no caminho escolhido, e fazer o caminho de volta.  Fazem portas, fazem janelas, e não fazem onde guardar a minha solidão que vai aumentando com as lembranças, e me sufocando mais do que me protegendo.<br />
<br />
A passagem do vento desloca gritos fechados em mim no reencontro com a vida. Nos dias, como vivo, temo a inglória de não fazer falta. As mudanças, os convites dispersos: convivo com a saudade, a melancolia dos caminhos construídos, e recolho os amigos pelas passagens. Reflito no retorno como partida e revelo as lembranças trazidas pelo vento. “Invento histórias onde me insiro / personagem. Repito cenas. / Reporto a cena irreal. / Refaço a irrealidade. / Preciso estar em algum lugar. / &#8230; Reinvento a descoberta. / Os horários / difusos das músicas. Desoriento / as rosas e os ventos se espalham.” (Pedro Du Bois)<br />
<br />
A fotografia é de Henri Cartier-Bresson!</p>
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		<title>Em Vidráguas, Passagem do tempo por Tânia Du Bois..</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 13:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PASSAGEM DO TEMPO: lembranças por Tânia Du Bois Fotografia de Brassaï &#8220;&#8230; o que parou no passado: / tenras lembranças, sentidas / Que na vida transitória / Lá no fundo da memória / A gente tinha guardado”. (Tenebro dos Santos Moura) A passagem do tempo é uma releitura dos fatos da nossa história. São tantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PASSAGEM DO TEMPO: lembranças<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/brassai54beautifullepontneuf-11-485x580.jpg" rel="lightbox[12941]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/brassai54beautifullepontneuf-11-485x580-250x300.jpg" alt="" title="brassai54beautifullepontneuf-11-485x580" width="250" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-12942" /></a><br />
Fotografia de Brassaï<br />
<br />
&#8220;&#8230; o que parou no passado: / tenras lembranças, sentidas / Que na vida transitória /   Lá no fundo da memória  /   A gente tinha guardado”.        (Tenebro dos Santos Moura)<br />
<br /> <br />
A passagem do tempo é uma releitura dos fatos da nossa história. São tantos os acontecimentos que, por vezes, lembramos como, onde e quando aconteceram. Outras vezes, se revelam em desordem que solapa a memória. Como em Carlos Pessoa Rosa: “&#8230; sabemos como a memória traz a tona recalques cuja existência muitas vezes ignoramos e que poderá turvar ou distorcer o que tínhamos como certo&#8230;”<br />
<br />
É bom sabermos que a memória é uma espécie de selo de qualidade. Porém, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, ela falha para todos nós e deixa nossos dias vazios, sem recursos para pensar sobre as questões pessoais, interrompendo a nossa rotina.<br />
<br />
São tantos os momentos para lembrar em minúcias e as decisões para tomar, que nos sentimos sobrecarregados por não contarmos mais com a memória. Então, buscamos limites em nós e recordamos as boas escolhas em prol da qualidade da existência.<br />
“&#8230; lembranças e saudades, sentimentos ligados à memória / que fazem o homem descortinar outras sensações / que se encontram ocultas dentro de si.”                                                                                         (Ivo Gomes de Oliveira)<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-12941"></span><br />
<br />
É na passagem do tempo que percebemos como perdemos a beleza e ganhamos a tolerância junto com a felicidade e o amor, que pedem passagem e em histórias paralelas lembram a paixão e a desilusão, num só reflexo. A sensação é de que ao lembrarmo-nos dos fatos e atos acrescentamos algo significativo aos nossos dias.<br />
<br /> <br />
“Na paisagem no espelho. / Uma releitura, / visto que o tempo passou, /<br />
E, na face, marcou / os caminhos da felicidade. (Benedito Cesar Silva).<br />
<br /> <br />
É bom estar ciente de que a vida é desafio e que um gesto pode nos fazer ganhar tempo e movimento, como o amor revela o tempo em lembranças. As imagens, os sons e as sensações podem fortalecer a memória.<br />
“Na memória / gestos e tempos / perdidos / em lembranças. // Minha lembrança/ quer o tempo parado // no mesmo banco da praça.” (Pedro Du Bois)<br />
<br /> <br />
A passagem do tempo é cortina, momento de suspense, e que ao abri-la deparamo-nos com as lembranças, seus significados e seu efeito restaurador, capazes de elevarem o nosso sentimento para seguirmos em frente vivendo nossa singularidade e buscando o tempo que nos permita sermos felizes. Quando não esquecemos é como termos encantamento pelas páginas da vida. Não podemos perder a chance de reviver as lembranças e de merecermos conservar os fatos.<br />
“&#8230; o homem é a sua verdade / em todas as fases / dos seus sonhos / e na ilusão da realidade”. (Pedro Du Bois)</p>
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		<title>hacaiando em Vidráguas com Carmen Lúcia Lima Sarmento</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 12:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perdi o tempo O vento levou vidas Visto saudades. Haicai de Carmen Lúcia Lima Sarmento sobre fotografia de Ricardo Hegenbart.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_7374-Ricardo.jpg" rel="lightbox[12514]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSC_7374-Ricardo-300x200.jpg" alt="" title="DSC_7374-Ricardo" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-12515" /></a><br />
<br />
Perdi o tempo<br />
O vento levou vidas<br />
Visto saudades.<br />
<br />
Haicai de <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=578483235&#038;ref=ts">Carmen Lúcia Lima Sarmento</a> sobre fotografia de <a href="http://www.ricardohegenbart.com/">Ricardo Hegenbart</a>.</p>
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		<title>&#8220;O tempo pede palavras de luz&#8221; &#8230;  crônica poética em Vidráguas</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 12:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Tempo de Iluminadas Palavras por Tânia Du Bois Fotografia de Luana Neres &#8211; Goiânia 2011 “Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento&#8230;” (Carlos Vogt) O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tempo de Iluminadas Palavras<br />
por Tânia Du Bois<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1018675.jpg" rel="lightbox[12170]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/P1018675-300x225.jpg" alt="" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-12171" /></a><br />
Fotografia de Luana Neres &#8211; Goiânia 2011<br />
<br />
“Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento&#8230;” (Carlos Vogt)<br />
<br />	<br />
O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos a ilusão da luz por uma questão organizacional e vivemos em função do tempo.<br />
<br />
“As luzes acesas / as portas abertas / as janelas acesas /todas as coisas acesas. // Bem aceso o viver.”  (Álvaro Pacheco)<br />
<br />	<br />
A luz atravessa o tempo e, ainda assim, permanece dentro de nós com real importância. O objetivo fundamental é preencher o vazio com a luz que encontramos na arte literária, como em Lindolf Bell: “Seja o poema/ o homem devorado pela luz&#8230;”; em Gilberto Mendonça Telles: “&#8230; E deve haver os sentidos latentes/ que vão dando luz/ às coisas ausentes.”; em Jorge Tufic: “&#8230; mas é o imenso/ que de mim/ se ilumina.”; e em Luiz de Miranda: “A vida traz a luz/ sem a penúria de perder/ o azul/ na avidez do corpo.”<br />
<br />
Leia toda a crônica poética<br />
<br />
<span id="more-12170"></span><br />
<br />
As palavras iluminadas podem ser a chave para entendermos os aspectos da vida, como a ideia que temos do tempo. A luz é transitória e está sempre em processo contínuo, desafiando os limites do tempo e do espaço, mostrando a importância das atitudes e reflexões sobre a força que cada um carrega dentro de si. A busca pela luz na temporalidade é desafio no olhar dos poetas. Visando salientar a proporcionalidade da importância das palavras iluminadas, influenciando muito a vivência pessoal na poesia. Nesse enfoque, revelo poetas a quem não faltam inquietações impregnadas na expectativa<br />
<br />
	: “Quando os homens viram os olhos dos poetas,/ acharam em sua luz a luz do próprio olhar.” (Helena Kolody)<br />
	: “Na visão exuberante e bela/ Da luz da felicidade/ sou consumido na veracidade/ da saudade que nutro por ti.”(Benedito C. Silva)<br />
	: “&#8230; Saberei tocar a luz com a mão/ e no contato/ respirar o tanto/ desproporcional/ ao tempo de estio&#8230;”( Pedro Du Bois)<br />
<br />	<br />
Os poetas são responsáveis por despertarem a atenção, bem sucedida, quanto à luz. Eles reforçam a importância e a forma de se relacionarem com ela, levando-nos a compartilhar, manter e estabelecer o tempo. Ao nos sentirmos em busca das iluminadas palavras, somamos no desafio da liberdade e independência, coisas fantásticas que nos levam às escolhas. E, certamente, se pudéssemos contar com o tempo, recomeçaríamos colocando a luz em nosso horizonte, como em Francisco Alvim: “A luz saindo pelos ares/ janelas se abrindo.”, e em Luiz de Miranda, “O horizonte é a luz dos meus dias.” </p>
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		<title>tempo&#8230;poema de Carmen Presotto</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 19:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[fio invisível pedi a ti o pó de amar vieste em vento chegaste a tempo colei-me em nós pro teu eu não voltar&#8230; Poema de Carmen Silvia Presotto sobre a fotografia de Ilya Rashap.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2511.jpg" rel="lightbox[11385]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2511-300x203.jpg" alt="" title="tempo...poema de Carmen Presotto- Vidráguas" width="448" height="336" class="alignnone size-medium wp-image-11388" /></a><br />
<br />
fio invisível<br />
<br />
pedi a ti o pó de amar<br />
<br />
vieste em vento<br />
chegaste a tempo<br />
<br />
colei-me<br />
em nós pro teu eu não voltar&#8230;<br />
<br />
Poema de Carmen Silvia Presotto sobre a fotografia de Ilya Rashap.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>imagem e tempo, vidráguas a mais um livro pelas ruas!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 13:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/cid_91D70F7CF05C402D977CC27FD9DB73EC@editorial.jpg" alt="!cid_91D70F7CF05C402D977CC27FD9DB73EC@editorial" title="!cid_91D70F7CF05C402D977CC27FD9DB73EC@editorial" width="448" height="336" class="alignnone size-full wp-image-4108" /></p>
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		<title>dobras do tempo, um livro, uma crônica</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/11/08/dobras-do-tempo-um-livro-uma-cronica/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“DOBRAS DO TEMPO” por Tânia Du Bois Meu dia é uma caixa de surpresas. Passo lendo e relendo livros. Gosto do que faço. Chego passar vários dias sem sair de casa. Apenas passeio em imaginação. O difícil é driblar o tempo. Orídes Fontela escreveu que”.. há um tempo para desviver o tempo”. Entendo como valorizar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“DOBRAS DO TEMPO”<br />
por Tânia Du Bois<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSCN37491.jpg" alt="DSCN3749" title="DSCN3749" width="401" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4087" /><br />
<br />
Meu dia é uma caixa de surpresas. Passo lendo e relendo livros. Gosto do que faço. Chego passar vários dias sem sair de casa.  Apenas passeio em imaginação. O difícil é driblar o tempo.  Orídes Fontela escreveu que”.. há um tempo para desviver o tempo”.<br />
<br />
Entendo como valorizar a literatura, porque ela me dá liberdade e é simples representação da passagem do tempo.<br />
<br />
Boa surpresa é o livro DOBRAS DO TEMPO, de Carmen Silvia Presotto, que nos mostra os passos da liberdade nas lembranças de um tempo que embalou encontros, onde Uma Porta se Abre:<br />
“&#8230; degusto a vida entendida sob meus olhos. / Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha na capa do livro. / Nele me vejo tão diferente. //&#8230; Números, registros e funções, palavras soltas ou / codificadas que abrem a porta para sair o que / quem sou.<br />
<br />
leia toda a crônica<br />
<span id="more-4088"></span><br />
<br />
Dobras do Tempo deixa claro que a mudança principal ocorre dentro de nós, em nossa alma, e mantém certo poder de encantamento, reproduzido em Dobras Naturais:<br />
“&#8230; Dobras naturais / abrigo de madrugadas / ao chegar o inverno, / não me deixes sem sol.”<br />
<br />
No livro, encontro detalhadamente as suas memórias, refletidas em Fardos de Memória:<br />
“&#8230; Fabriquei fortes paredes. / Isolei o vento, porém a casa aumentou. / Espiei a alma&#8230;/ Perdi as fendas da infância. / Dou aos olhos outros caminhos.”<br />
<br />
Os poemas recordam um tempo presente que nos permite compreender o sentido da vida, como histórias entrecruzadas em sua passagem,<br />
Passo da Liberdade:<br />
 “&#8230; Rastreamos velhos fantasmas e / cicatrizando uma sangrenta história / perpetuamos nossas paradas&#8230;”<br />
<br />
Ao participar um pouco mais desse mundo temporal sinto sensações especiais, ainda, presenteada com momentos únicos, “Se escrevo é para um dia renascer” e ”um dia do futuro viveria sem mim&#8230;”<br />
<br />
Um mundo invisível onde existem segredos que vão além da imaginação; a superação realizando transformações, que nos levam a uma viagem sonhadora, ao ponto de criarmos fantasias ao redor dos poemas, que tornam esses momentos, onde os seus cantos vão além das portas e janelas, expressão dos dias, todos, aqui passados, iluminados em estelares caminhos.<br />
<br /> <br />
“&#8230; Recrio o inventado / revivo minhas criaturas / e me descalço dessa dimensão. // Feito anjo não caído / Sobreponho-me // Feito poeta / visto-me de humanidade.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>lendo&#8230;uma porta se abre, Vidráguas ao Livro!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 02:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[carmen silvia presotto; carmen]]></category>
		<category><![CDATA[dobras]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma porta se abre Intrigante Fechei os livros, mas continuam as minhas leituras. Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte, árvores dançando com o vento. Leio uma mistura de gente, piscar de olhos. Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres. Leio raças. Leio sexos. Degusto a vida estendida sob meus olhos. Matizo essa grande aquarela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma porta se abre<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/lendo....jpg" alt="lendo..." title="lendo..." width="401" height="301" class="alignnone size-full wp-image-4021" /><br />
<br />
Intrigante<br />
Fechei  os livros, mas continuam as minhas leituras.<br />
Leio nuvens rabiscando céus, pássaros desenhando o horizonte,<br />
árvores dançando com o vento.<br />
<br />
Leio uma mistura de gente, piscar de olhos.<br />
Leio loiros, ruivos, morenos, homens, mulheres.<br />
Leio raças. Leio sexos.<br />
<br />
Degusto a vida estendida sob meus olhos.<br />
Matizo essa grande aquarela e coloco uma foto minha<br />
na capa do livro.<br />
Nele me vejo tão diferente.<br />
Encontro nas entrelinhas  um espelho, o qual me escancara<br />
sua campainha presa na garganta.<br />
Aciono-a: Há alguém em casa?<br />
Nada!<br />
<br />
leia toda a crônica<br />
<span id="more-4022"></span><br />
<br />
E quando uma porta fechada se abre, abro mais a boca:<br />
- genoma!<br />
<br />
Intrigante!<br />
Lerei meu mapa astral, lerei meu mapa genético, outros me<br />
lerão enquanto um eu teimoso ainda se esconde de mim.<br />
Surpreendente sujeito que me faz sonhar e recordar.<br />
Sorrateiro passado que vive em busca de quem sou.<br />
<br />
Intrigante!<br />
<br />
Sei que a ciência pode me transformar em Cinderela e<br />
Andróide.<br />
No entanto, um eco sussurra-me que os tempos mudaram&#8230;<br />
Acordo com os cataclismos!<br />
Não posso construir castelos na areia. Os ventos varreram<br />
todos esses desejos para o deserto e por mais que tente,<br />
nada, nem mesmo bisturis, farão eu voltar ou escapar do<br />
Senhor Eu que me movimenta.<br />
<br />
Intrigante!<br />
<br />
Cadencio emoção com pensamento para deslizar no túnel<br />
que vejo através do peito e então me leio: nome próprio<br />
com mapa astral com mapa genético com genoma  com<br />
identidade.<br />
Números, registros e funções, palavras soltas ou<br />
codificadas que abrem a porta para sair o que/ quem sou.<br />
<br />
E leio&#8230;<br />
<br />
Carmen Silvia Presotto, <em>Dobras do Tempo</em>-2001.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>caras flores</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 18:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[flores]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[reverso]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[vivir]]></category>

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		<description><![CDATA[Para vivir por Carmen Silvia Presotto Foto: Ricardo Hegenbart Para vivir tengo mil caras mil flores agridulces todos los estalidos del sol Para vivir&#8230; visto calles con tierra pinto bosques en piedras musgos extendindome al sol Para vivir me asombro de la nada me rompo como una hora ciega, mi propia bohemia durmiendo al sol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para vivir</strong><br />
por Carmen Silvia Presotto<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/caraflores.jpg" alt="caraflores" title="caraflores" width="448" height="301" class="alignnone size-full wp-image-2562" /><br />
Foto: Ricardo Hegenbart</p>
<p>Para vivir<br />
tengo mil caras<br />
mil flores agridulces<br />
todos los estalidos del sol</p>
<p>Para vivir&#8230;<br />
visto calles con tierra<br />
pinto bosques en piedras<br />
musgos<br />
extendindome al sol</p>
<p>Para vivir<br />
me asombro de la nada<br />
me rompo<br />
como una hora ciega,<br />
mi propia bohemia<br />
durmiendo al sol</p>
<p>Para vivir<br />
nasco de un sueño oscuro<br />
nocturna muerte<br />
hecha al andar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a poesia de Jorge Luís Borges</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 13:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[james joyce]]></category>
		<category><![CDATA[jorge luís borges]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[James Joyce por Jorge Luís Borges(Cambridge,1968) Num só dia do homem estão os dias do tempo, desde aquele inconcebível dia inicial dos tempos, em que um terrível Deus prefixou os dias e agonias até o outro em que o rio ubíquo do tempo secular torne à nascente, que é o Eterno, e se apague no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>James Joyce</strong><br />
por Jorge Luís Borges(Cambridge,1968)<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/joyce-joao-cabral-de-melo-neto-e-borges-revistagrito.png" alt="joyce-joao-cabral-de-melo-neto-e-borges-revistagrito" title="joyce-joao-cabral-de-melo-neto-e-borges-revistagrito" width="448" height="204" class="alignnone size-full wp-image-2551" /></p>
<p>Num só dia do homem estão os dias<br />
do tempo, desde aquele inconcebível<br />
dia inicial dos tempos, em que um terrível<br />
Deus prefixou os dias e agonias<br />
até o outro em que o rio ubíquo<br />
do tempo secular torne à nascente,<br />
que é o Eterno, e se apague no presente,<br />
no futuro, no ontem, no que ora possuo.</p>
<p>Entre a aurora e a noite está a história<br />
universal. E vejo desde o breu,<br />
junto a meus pés, o caminho do hebreu,<br />
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.<br />
Dai-me, Senhor, coragem e alegria<br />
para escalar o cume deste dia.</p>
<p>Tradução de Josely Vianna Baptista, Borges Poesia, <em>Biblioteca Borges</em>, Companhia das Letras.</p>
<p><span id="more-2550"></span><br />
Fonte e créditos do Poema:Jornala Zero Hora, Caderno Cultura, 8/9/2009- O Borges Poeta, por Mônica Rodrigues da Costa.<br />
Imagem:http://www.revistaogrito.com/page/16/02/2008/historias-de-literatura-e-cegueira-borges-joao-cabral-e-joyce/</p>
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