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	<title>Vidráguas &#187; Tiago Halewicz</title>
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		<title>Vidráguas à Wislawa Szymborska</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 04:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Radość pisania poema de Wislawa Szymborska Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las? Czy z napisanej wody pić, która jej pyszczek odbije jak kalka? Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy? Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta spod moich palców uchem strzyże. Cisza &#8211; ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia spowodowane slowem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capítulo-3.jpg" rel="lightbox[13764]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/capítulo-3-236x300.jpg" alt="" title="capítulo 3" width="236" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-13765" /></a><br />
<br />
Radość pisania<br />
poema de Wislawa Szymborska<br />
<br />
Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las?<br />
Czy z napisanej wody pić,<br />
która jej pyszczek odbije jak kalka?<br />
Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy?<br />
Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta<br />
spod moich palców uchem strzyże.<br />
Cisza &#8211; ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia<br />
spowodowane slowem &#8220;las&#8221; gałęzie.<br />
<br />
Nad białą kartką czają się do skoku<br />
litery, które mogą ułożyć się źle,<br />
zdania osaczające,<br />
przed którymi nie będzie ratunku.<br />
<br />
Jest w kropli atramentu spory zapas<br />
myśliwych z przymrużonym okiem,<br />
gotowych zbiec po stromym piórze w dół,<br />
otoczyc sarnę, złożyć się do strzału.<br />
<br />
Zapominają, że tu nie jest życie.<br />
Inne, czarno na białym, panują tu prawa.<br />
Okamgnienie trwać będzie tak długo, jak zechce,<br />
pozwoli się podzielić na małe wieczności<br />
pełne wstrzymanych w locie kul.<br />
Na zawsze, jesli każę, nic się tu nie stanie.<br />
<br />
<strong>A alegria da escrita</strong><br />
Tradução de Tiago Halewicz<br />
<br /> <br />
Para onde corre esta cerva escrita na floresta que escrevi?<br />
Para beber da água escrita,<br />
que imprime seu focinho como se fosse folha de papel?<br />
Por que ela ergue a cabeça, escutou algo?<br />
Sobre as  quatro patas emprestadas da realidade<br />
ela levanta a orelha sob meus dedos.<br />
Silêncio—esse termo murmura sobre o  papel e afasta<br />
os galhos que surgem com a palavra “floresta”.<br />
<br />
Sobre a folha em branco agacham-se para um pulo<br />
letras que podem se dar mal,<br />
formando frases ameaçadoras<br />
das quais nada escapa.<br />
<br />
Em cada gota de tinta há um bom estoque<br />
de caçadores de olho na mira,<br />
prontos a descer pela caneta íngreme,<br />
cercar a cerva e apontar as armas.<br />
<br />
Esquecem que aqui não há vida.<br />
Preto e branco, aqui reinam outras leis.<br />
Um piscar de olhos será tão longo quanto eu quiser<br />
e poderá ser dividido em pequenas eternidades,<br />
cada uma com o chumbo suspenso em pleno vôo.<br />
Aqui nada acontecerá sem meu aval.<br />
Contra minha vontade, nenhuma folha cairá<br />
e nenhuma grama se dobrará sob o casco da cerva.<br />
<br />
Então existe um mundo assim,<br />
sobre o qual exerce um destino independente?<br />
Tempo, que eu teço com uma corrente de sinais?<br />
Existência que, a meu comando, não terá fim?<br />
<br />
A alegria da escrita.<br />
O poder da consolidação.<br />
A Vingança de uma mão mortal.<br />
<br />
Tradução de Tiago Halewicz do poema original em polonês Radość Pisania, extraído de Wislawa Szymborska, Sto Pociech (Kraków: Wydawinictwo Literackie, 2007), em Memória Cultural Polonesa, p.p., 86.87, 88, 89., edição em parceria Vidráguas, StudioClio e Rodycz &#038; Ordakowski Editores &#8211; 2008.</p>
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		<title>Vidráguas aos 200 anos de Chopin</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 13:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há mortos que nunca morrem voz imagem acordes eles ressurgem feito marés ou límpidos cristais a esculpir as lágrimas que a curva do olho não apaga Há mortos que nunca apagam nos revivem em fotos momentos palavras e músicas Há mortos vivos transplantes d&#8217;alma pontes de tempo no Viver, empréstimos de humanidade Há mortos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Delacroix_043menor.jpg" rel="lightbox[7378]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/Delacroix_043menor.jpg" alt="" title="Delacroix_043menor" width="336" height="448" class="alignnone size-full wp-image-7379" /></a><br />
<br />
Há mortos que nunca morrem<br />
<br />
voz<br />
      imagem<br />
              acordes<br />
<br />
eles ressurgem feito marés<br />
ou límpidos cristais a esculpir<br />
as lágrimas que a curva do olho não apaga<br />
<br />
Há mortos que nunca apagam<br />
nos revivem em fotos<br />
<br />
      momentos<br />
               palavras e músicas<br />
<br />
Há mortos vivos<br />
transplantes d&#8217;alma<br />
        pontes de tempo<br />
no Viver, empréstimos de humanidade<br />
<br />
Há mortos que nunca morrem<br />
Chopin<br />
feito brazeiros<br />
               rios caudalosos<br />
                               tuas notas<br />
e passos seguem a refletir em nós vivas memórias&#8230;<br />
<br />
Poema de Carmen Silvia Presotto<br />
<br />
Este poema está no documentário Chopin, Música e Memória de Tiago Halewicz e Franscisco Marshall, produção Projetos Especiais- Memória Cultural Polonesa, StudioClio. </p>
<p><code></p>
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		<title>Lançamento do documentário Chopin, música e memória</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 11:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Psiu! É uma alegria, para mim, contar a todos que neste documentário está um poema meu dedicado a Chopin. Obrigada Tiago e Marshall pelo convite e Poesia que nos co-habita, pois sabemos que Há mortos que nunca morrem&#8230; e, por sorte, Chopin é um deles!!! Produzido a partir de imagens realizadas pelo pianista Tiago Halewicz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Psiu! É uma alegria, para mim, contar a todos que neste documentário está um poema meu dedicado a Chopin. Obrigada Tiago e Marshall  pelo convite e  Poesia que nos co-habita, pois sabemos que <em>Há mortos que nunca morrem</em>&#8230; e, por sorte, Chopin é um deles!!!<br />
<br />
<a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1286501168_capadvdchopinmusicamemoria.jpg" rel="lightbox[7356]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1286501168_capadvdchopinmusicamemoria.jpg" alt="1286501168_capadvdchopinmusicamemoria" title="1286501168_capadvdchopinmusicamemoria" width="250" height="345" class="alignnone size-full wp-image-7355" /></a><br />
<br />
Produzido a partir de imagens realizadas pelo pianista Tiago Halewicz em Varsóvia e Paris, este filme aborda a vida e a obra de Fryderyk Chopin e seu impacto sobre a história da cultura. O documentário também apresenta entrevistas com importantes pianistas brasileiros que comentam a importância de Chopin como fonte de uma nova cultura musical que transformou e transforma o mundo.</p>
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		<title>nada acontece duas vezes, poema de Wislawa Szymborska</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 19:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nada acontece duas vezes e nem acontecerá. Por este motivo nasceremos sem prática e morreremos sem rotina. Mesmo que fossemos os mais estúpidos alunos do mundo na escola, não vamos repetir nenhum inverno, nenhum verão. Nenhum dia se repete, não há duas noites iguais, dois beijos do mesmo jeito, duas mesmas trocas de olhar. Ontem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images41.jpeg" rel="lightbox[6597]"><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/images41.jpeg" alt="" title="images4" width="448" height="297" class="alignnone size-full wp-image-7716" /></a><br />
<br />
Nada acontece duas vezes<br />
e nem acontecerá. Por este motivo<br />
nasceremos sem prática<br />
e morreremos sem rotina.<br />
<br />
Mesmo que fossemos os mais estúpidos<br />
alunos do mundo na escola,<br />
não vamos repetir<br />
nenhum inverno, nenhum verão.<br />
<br />
Nenhum dia se repete,<br />
não há duas noites iguais,<br />
dois beijos do mesmo jeito,<br />
duas mesmas trocas de olhar.<br />
<br />
Ontem, que alguém pronunciou<br />
teu nome alto perto de mim,<br />
foi como se uma rosa me tivessem<br />
atirado por uma janela aberta.<br />
<br />
Hoje, que estamos juntos,<br />
virei o rosto para a parede.<br />
Rosa? Como é uma rosa?<br />
É uma flor? Talvez uma pedra?<br />
<br />
Por que tu, hora ruim,<br />
te confundes com um medo desnecessário?<br />
Se és &#8211; então tens de passar.<br />
Se passarás &#8211; então será bela.<br />
<br />
Sorridentes, abraçados,<br />
tentaremos buscar um acordo,<br />
mesmo que sejamos diferentes<br />
como dois pingo de água limpa.<br />
<br />
Poema de Wislawa Szymborska, tradução de Tiago Hallewicz do poema original em polonês <em>Nic dwa razy</em>,<em> Memória Cultural Polonesa</em>.<br />
<br />
Fotografia: Tadeu Vilani</p>
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		<title>Ano Chopin  na ALF</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul Convida para o evento “Encontro com Escritores” com o pianista Tiago Halewicz, com o tema “Ano Chopin”, a realizar-se dia 26 de julho de 2010, segunda feira, às 17 horas, na Academia Literária Feminina, na Rua Sarmento Leite, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul<br />
Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul<br />
<br />
Convida para o evento “Encontro com Escritores” com o pianista Tiago Halewicz, com o tema “Ano Chopin”, a realizar-se dia 26 de julho de 2010, segunda feira, às 17 horas, na Academia Literária Feminina, na Rua Sarmento Leite, 933, em Porto Alegre, RS.<br />
<br />
Após haverá Coquetel de Confraternização.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pensando a Poesia com Wislawa Szimborska</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/12/13/pensando-a-poesia-com-wislawa-szimborska/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 02:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“ Em países mais afortunados, onde a dignidade humana não é agredida tão facilmente, os poetas almejam ser evidentemente publicados, lidos e compreendidos, mas nada fazem, ou nada de significativo, para que no dia-a-dia possam se destacar entre as outras pessoas. E ainda não muito tempo atrás, nos primeiros dez anos de nosso século, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/z6207039X.jpg" alt="z6207039X" title="z6207039X" width="301" height="437" class="alignnone size-full wp-image-4315" /><br />
<br />
“ Em países mais afortunados, onde a dignidade humana não é agredida tão facilmente, os poetas almejam ser evidentemente publicados, lidos e compreendidos, mas nada fazem, ou nada de significativo, para que no dia-a-dia possam se destacar entre as outras pessoas. E ainda não muito tempo atrás, nos primeiros dez anos de nosso século, os poetas gostavam de chocar com suas roupas extravagantes e seu comportamento excêntrico. Unicamente para encher os olhos do público. Chegava o momento em que os poetas tinham de fechar a porta atrás de si, despir suas capas, seus penduricalhos e outras parafernálias poéticas e enfrentar – em silêncio, com paciência, à espera de si mesmos – a folha de papel ainda em branco. Pois, no final é isso que, de fato conta.<br />
(&#8230;)<br />
<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/1225313579_livrotiago.jpg" alt="1225313579_livrotiago" title="1225313579_livrotiago" width="250" height="333" class="alignnone size-full wp-image-4316" /><br />
<br />
Leia todo o artigo<br />
<span id="more-4314"></span><br />
<br />
A inspiração não é um privilégio exclusivo dos poetas e artistas em geral. Existe, existiu, existirá sempre certo grupo de pessoas a quem a inspiração visita. É formado por todos aqueles que conscientemente escolheram seu trabalho e o fazem com amor e imaginação. Pode incluir médicos, professores, jardineiros e ainda uma centena de outras profissões. Seu trabalho torna-se uma aventura constante, enquanto forem capazes de continuar a descobrir nele novos desafios.(&#8230;) Se Isaac Newton nunca tivesse dito a si mesmo ‘não sei’, as maçãs do seu pequeno pomar poderiam ter caído no chão como uma chuva de granizo, no máximo, teria parado para pegá-las e devorá-las com apetite. Se a minha compatriota Marie Sklodowska-Curie nunca tivesse dito a si mesma ‘ não sei’, na certa acabaria lecionando química em alguma faculdade para mocinhas de boa família – e terminaria seus dias cumprindo esse trabalho. Ma ela não parou de dizer ‘não sei’, e essas palavras levaram-na, não só uma vez, mas duas a Estocolmo, onde espíritos inquietos, indagadores, são de tempo em tempos contemplados com o Prêmio Nobel.<br />
(&#8230;)<br />
<br />
Claro, na fala cotidiana, em que não refletimos a cada momento para ponderar cada palavra, todos usamos expressões como ‘o mundo comum’, ‘vida comum’, ‘o desenrolar comum dos acontecimentos’. Mas na língua da poesia, em que se pesam todas as palavras, nada é usual ou normal. Nem uma única pedra e nem uma única nuvem acima dela. Nem um único dia e nem uma única noite depois dele. E, sobretudo, nem uma única existência, a existência de nenhuma pessoa neste mundo.<br />
<br />
Parece, então, que os poetas terão sempre muito trabalho.”<br />
<br />
Tiago Halewicz, p.p.61, 62, 63, <em>Memória Cultural Polonesa</em>, R&#038;O Editores</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>nada acontece duas vezes</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/04/05/nada-acontece-duas-vezes/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 00:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Wisława Szymborska]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Beth Moon, Sojourn of the Songbirds. Nada acontece duas vezes Nic dwa razy Nada acontece duas vezes e nem acontecerá. Por este motivo nasceremos sem prática e morreremos sem rotina. Mesmo que fossemos os mais estúpidos alunos do mundo na escola, não vamos repetir nenhum inverno, nenhum verão. Nenhum dia se repete, não há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/sojournofthesongbirds_26.jpg" alt="sojournofthesongbirds_26" title="sojournofthesongbirds_26" width="356" height="445" class="alignnone size-full wp-image-2523" /><br />
Foto: <a href="http://www.bethmoon.com/">Beth Moon</a>, Sojourn of the Songbirds.</p>
<p><strong>Nada acontece duas vezes</strong><br />
Nic dwa razy </p>
<p>Nada acontece duas vezes<br />
e nem acontecerá. Por este motivo<br />
nasceremos sem prática<br />
e morreremos sem rotina. </p>
<p>Mesmo que fossemos os mais estúpidos<br />
alunos do mundo na escola,<br />
não vamos repetir<br />
nenhum inverno, nenhum verão. </p>
<p>Nenhum dia se repete,<br />
não há duas noites iguais,<br />
dois beijos do mesmo jeito,<br />
duas mesmas trocas de olhar. </p>
<p>Ontem, que alguém pronunciou<br />
teu nome alto perto de mim,<br />
foi como se uma rosa me tivessem<br />
atirado por uma janela aberta. </p>
<p>Hoje, que estamos juntos,<br />
virei o rosto para a parede.<br />
Rosa? Como é uma rosa?<br />
É uma flor? Talvez uma pedra? </p>
<p>Por que tu, hora ruim,<br />
te confundes com um medo desnecessário?<br />
Se és &#8211; então tens de passar.<br />
Se passarás – então será bela. </p>
<p>Sorridentes, abraçados,<br />
tentaremos buscar um acordo,<br />
mesmo que sejamos diferentes<br />
como dois pingos de água limpa. *¹ </p>
<p>Wisława Szymborska, Tradução de Tiago Halewicz, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5077980&#038;sid=8962281271134476996619381&#038;k5=E2E7B7F&#038;uid=">Memória Cultural Polonesa</a>.</p>
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		<title>Amor à primeira vista</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 02:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Cartier Bresson]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Halewicz]]></category>
		<category><![CDATA[Wisława Szymborska]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Henri Cartier-Bresson, Boulevard Diderot, 1969 Ambos estão convencidos De que foi um sentimento súbito que os uniu. Linda é uma certeza assim, mas a incerteza é ainda mais linda. Acham que por não terem se conhecido antes nunca houve nada entre eles. E o que diriam as ruas, escadas, corredores, pelo quais há muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/page4_blog_entry3_7.jpg" alt="page4_blog_entry3_7" title="page4_blog_entry3_7" width="407" height="622" class="alignnone size-full wp-image-2227" /><br />
Foto: Henri Cartier-Bresson, Boulevard Diderot, 1969</p>
<p>Ambos estão convencidos<br />
De que foi um sentimento súbito que os uniu.<br />
Linda é uma certeza assim,<br />
mas a incerteza é ainda mais linda.</p>
<p>Acham que por não<br />
terem se conhecido antes<br />
nunca houve nada entre eles.<br />
E o que diriam as ruas, escadas, corredores,<br />
pelo quais há muito tempo poderiam cruzar?</p>
<p>Gostaria de perguntar-lhes<br />
Se não lembram –<br />
na porta giratória<br />
um dia cara a cara?<br />
um “com licença” em meio à multidão?<br />
A voz “engano” no telefone?<br />
- mas conheço sua resposta.<br />
Não, não lembram.</p>
<p>Ficariam muito espantados em saber<br />
que desde muito tempo<br />
o acaso brincava com eles.</p>
<p>Ainda não totalmente preparado<br />
a transformar-se para eles num destino,<br />
aproximava-os e os afastava,<br />
cortava-lhes o caminho<br />
e abafando a gargalhada<br />
saltava para o lado.</p>
<p>Houve sinais, signos,<br />
mas algo ilegível.<br />
É possível que três anos atrás<br />
ou na terça-feira passada<br />
uma certa folha tenha voado<br />
de um ombro para outro?</p>
<p>Houve algo perdido e recolhido.<br />
quem sabe se já não uma bola<br />
nos jardins da infância?</p>
<p>Houve maçanetas e campainhas,<br />
em que antes<br />
o toque se pôs no toque.<br />
As malas lado a lado no depósito da bagagem.<br />
Talvez, numa certa noite, o mesmo sonho<br />
apagado imediatamente depois de acordar.</p>
<p>Entretanto cada princípio<br />
é apenas uma continuação<br />
e o livro de acontecimentos<br />
está sempre aberto no meio.</p>
<p>Poema de Wisława Szymborska, tradução de Tiago Halewicz, Memória Cultural Polonesa</p>
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