Compassos, um poema a uma amiga
Compassos
a Carmen Lúcia Lima sarmento

Mulher moça
em grande pátio
mulher da água,
água mansa
rio(s) acha a glória do mar
em seus contonos da vida
em que transitas em cura
corre o tempo…
não mostres tuas lágrimas
caridade em ti, define e encerra
sejas presença de seus amigos
vencendo & iluminando o corpo
luta, repuxo à dor, evapora, refaz o tempo,
a cura chega bate a porta, tu atendes, te elevas
em apoio, harmonia, luz quereres de felicidade chamo os santos
me ajoelho & rezo cantos divinos ação das falas e começa agora
a auxilio a quem te ouça, apaga o cigarro, cinzas viram saúde onde o coração bate
tudo é como uma onda no mar…passa….
vem o realinho, corpo onde amor se reveste ninho
águas serenas, vida sem prantos
flutuações
e remanso para que teus passos nos iluminem
pisas no serenos, deslizas no mar, arrebatas o vento
e teu tempo mulher moça, não é turbulinho
é a beleza que roça os veios dos dias
vem água poesia, sem maresia
canta ao sossego das marés do espanto
e elevas ao mar este soluço a outros tempos
apaga as cinzas, colore o horizonte , compasse o suor
e onde nada possa ser possível, sabemos, nada mais é
que uma onda em curas envoltas de amar…
Rodrigo Rios de Lucas & Carmen Silvia Presotto, um poema de amor a uma amiga.








