Currently browsing Tranças Poéticas Vidráguas

Caio num reflexo de ausência

Caio num reflexo de ausência
por Carmen Silvia Presotto



chegas de longe
me extravio

canção sem pauta
infinitas entranhas
sonhos
mar absolto
que em mim folheias

chegas bem perto
remexo os moinhos
triangulas nas cobertas
escaramuço em descobertas

chegam os galopes
me abrigo
te entregas
me encontro
te perdes

escuto o latido
tranco o cinto
do dia
fecho o livro
manchas
com pétalas a presença

chegas com tinta
amas
e me quiXoteio ao vento…

A Arte é de Vahan Bego!

pérolas que adoçam a vida em Vidráguas



Pérolas que adoçam a vida nos chegam toda a semana, com leituras e arte de Cristina Lopes, um bonito trabalho que nos leva a conhecer grandes pensadores e a fluir o dia com arte…

Beijos Cris, gracias e bom dia a todos.

então é Natal, poema enRedado Vidráguas e Feliz Natal!!

Psiu! a todos que estão conosco, um beijo e nosso enredo de Feliz Natal e que 2012 seja repleto de Arte, versos que conversem e seguimos!!



Para ler ampliem a imagem, ou leiam lá no blog de Luana Neres, autora de nossa arte.

… e seguimos sendo bem lidos, vejam: webLivro I, mais de 24.000 leituras e o II, mais de 13.000 mil leituras, isso é muito bom.

Para a semana estaremos com o III webLivro e dia 15 de janeiro faremos um ano e vamos comemorar, eba e logo estaremos com mais novidades sobre este Projeto Cultural Vidráguas

Beijos e bom início de semana a todos.

Poesia em IV Atos

Poesia
por Carmen Silvia Presotto



neste faltar
em que denotas a falta
não falto
em ti está o ato dos dias
o palco de minhas fantasias

e por Zeus,
abra logo o pano

ato II

cortinas decerradas
a música recomposta
chega a cigarra
chega a formiga
marias
e as ladainhas
chegam
da mata à cidade
e o cerrado,
em imaginação

ato III

saem os animais do palco
retornam os humanos na pauta
as cortinas transparecem
e a platéia
que era muda
agora canta
e o palco que falava
agora aplaude
a arca em linguagem
o alarido se refaz
chegam palavras
chegam versos
e o que era grito
já é sussurro
e o que foi silêncio
já fia em canção

Ato IV

Ambitas a ação

no ar Mozart
na tela Da Vinci
no palco Shakespeare
e em nossas mãos
renascimentos …

Logo será Natal
logo será 2012
e… meu logo segue
teu logus poético

pão comestível
vida em Vida

:

Poesia.

Fotografia de vadim stein

Irrefletido, um poema de Pedro Du Bois em Vidráguas



IRREFLETIDO


Não me reflito
ao cobrir o vidro
com espelhos


metalizo a vontade
inaudita de ser visto


resisto ao espaço
e cedo o corpo
em sacrifício.


Opaco: embaço
a vista.


Poema de Pedro Du Bois, fotografia Alina Labedeva

Leiam mais poemas do autor em seu blog:
http://pedrodubois.blogspot.com