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do carnaval: cor lavanda no anoitecer com Eros…
do carnaval: cor lavanda
por Chag Adrian

eu vesti minha fantasia
como flor no ramalhete
atado pelas cores da ala
alegria não existisse
para não procurá-la.
por que a tristeza
nesse sol de fevereiro?
porque já passou janeiro,
é como se transcorresse
um ano inteiro…
o samba enreda,
inicia por tecer seus gritos,
desde a grécia: adeus à carne!
Começa a chover,
o tecido da roupa molha…
e a alegoria/alegria aparece…
feito quando chegava,
depois de um banho de chuva,
em frente de minha mãe e,
com poucas palavras,
ela não brigava,
minhas roupas tirava,
lavava com lavanda…
e agora, nu na avenida,
canto destoado uma serenata americana:
“Eu estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva
Que sentimento glorioso
Estou feliz de novo ”
Hoje nosso entardecer com Bardos e EvasAlmas, traz um poema de Chag Adrian que lança um olhar sobre o Carnaval, e que escreve conosco no grupo Vidráguas em redes sociais, e seguimos o Projeto Anáguas, um tempo de poemar com Eros.
…iMundem-se, alaguem-se com Poemas de Amor, aqui e em, Outubro – blog de Nei Duclós – lago em quem nos espelhamos para seguir o canto, porque parafraseando este bardo, amamos sem tirar nem por… e seguimos!
A Corrosiva Ordem Silenciosa, uma reflexão em Interiores Vidráguas
A Corrosiva Ordem Silenciosa
por Paulo Quoos Conte*

Quais valores construímos silenciosamente para dar sustentação a ordem em uma sociedade?
Três fatos em terras brasileiras no mesmo período de tempo:
- A novela promotora e alimentadora de grande parte da consciência nacional apresenta uma mãe surtada em pleno desespero, frente à descoberta do filho que busca a sustentação de uma vida de consumo através da venda de seu corpo, traduzindo digo “se prostituindo” como “garoto de programa” ou “michê”.
– Em Porto Alegre, um garoto de programa é espancado por seus colegas, outros garotos de programa, é expulso da sauna por cobrar de um cliente um preço inferior ao estipulado pela casa, na venda de seus prazeres.
-Inaugura-se no mesmo e democrático Brasil o maior templo dedicado a Deus em São Paulo.
São apenas algumas das vertentes que produzem correntes de águas que formam o grande rio por onde navega a (in)consciência de um povo aberto, hospitaleiro e acolhedor.
Toda atitude humana se compões de dois mundos; O mundo das ideias, do imaginário, do simbólico que dão à sustentação e tornam legítimas nossas ações e possibilitam nossa interferência no mundo da realidade, do concreto e das ações (Habermas). Existe uma conexão direta, necessária entre esses mundos, o imaginário bem como diz a palavra, nos explica como imaginamos ou acreditamos que o mundo funciona, e assim, baseados nessas ideias, procuramos as ferramentas adequadas para resolver os desafios no mundo da realidade concreta que se nos impõe, e assim nossas ações são coordenadas pela convicção que nossas escolhas são sempre as melhores.
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Despoemo ao ódio do mundo por Carmen Presotto
Despoemo ao ódio do mundo
![guy_bourdin_2[1]](http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/guy_bourdin_21-251x300.jpg)
Leio-te
em movimentos…
alheia
colho revoltas
onde escondes a ira
e me miras
sem rodeios,
descrevo- te
veneno
de todo o falso
és fundo de muitos mundos
onde umbigas as paredes
e cadarças
sem dores perdoo
desfio-te
Leio-te
entre cadafalsos…
Carmen Silvia Presotto – Vidráguas.
A foto é de Guy Bourdin!
O amor é vida… em Interiores Vidráguas…
O amor transmite..
por Loiri Cortese

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Crônica Criativa de Loiri Cortese que escreve conosco todas as segundas feiras. Um abreijo e gracias pela companhia e amei a criatividade Loiri, boa semana a todos por aqui!!






