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	<title>Vidráguas &#187; William Shakespeare</title>
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		<title>uma aula de literatura, Shakespeare através da música</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 14:06:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[conversando sobre literatura]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[MÚSICA
Shakespearianas
por Celso Loureiro Chaves, p.7 de Z.H de hoje, Caderno Cultural
 


“Primeiro amor! Não estás acima de toda a poesia? Ou será que nesse nosso exílio mortal és aquela própria poesia da qual só Shakespeare conhecia o segredo supremo, o qual ele levou consigo&#8230;” Quem escreveu isso foi nenhum poeta, nenhum crítico literário ou comentarista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MÚSICA<br />
Shakespearianas<br />
por Celso Loureiro Chaves, p.7 de Z.H de hoje, Caderno Cultural<br />
<br /> <br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/shakespeare_2_lg.gif" alt="shakespeare_2_lg" title="shakespeare_2_lg" width="301" height="357" class="alignnone size-full wp-image-4598" /><br />
<br />
“Primeiro amor! Não estás acima de toda a poesia? Ou será que nesse nosso exílio mortal és aquela própria poesia da qual só Shakespeare conhecia o segredo supremo, o qual ele levou consigo&#8230;” Quem escreveu isso foi nenhum poeta, nenhum crítico literário ou comentarista da dramaturgia de Shakespeare. Foi um compositor, o francês Hector Berlioz, bem no início da sua sinfonia dramática Romeu e Julieta, talvez a melhor de todas as conjunções Shakespeare/música. No romantismo nascente daquela primeira metade do século 19, havia duas forças dominantes na música: Goethe e Shakespeare.<br />
<br />
Mas bem que os compositores daqueles tempos poderiam dizer o que disse Jorge Luis Borges: “Há devotos de Goethe, das Eddas e do cantar tardio dos Nibelungos: Shakespeare foi o meu destino”. Goethe ficou para os germânicos e invadiu a ópera. Shakespeare se internacionalizou, também fez das suas na ópera, mas foi na música sinfônica que encontrou sua morada. Era um tempo em que os compositores estavam ensinando a orquestra sinfônica a contar histórias, e Berlioz logo mostrou como se musicava Shakespeare – com palavras e sem palavras.<br />
<br />
Até Beethoven, que tinha Goethe nas veias, não deixou de se fascinar por Shakespeare. O seu primeiro quarteto de cordas já tem memórias de Romeu e Julieta e durante certo tempo ele cogitou uma ópera sobre Macbeth.<br />
<br />
leia todo o artigo<br />
<span id="more-4597"></span><br />
<br />
Que deu em nada, como é óbvio, por absoluta incompatibilidade de gênios. Fazer ópera de Shakespeare é fácil – uma mudança de texto aqui, um final feliz ali, melodias jogadas sobre as palavras, uma troca esperta de harmonia&#8230; e está feito o carreto. Do Otelo de Rossini em 1816 ao Lear de Aribert Reimann de 1978, essa é árvore de muitos frutos. Há quem diga, no entanto, que com o novo papel da orquestra nos tempos dos 1830, Shakespeare se sentiu mais em casa na sala de concertos do que no teatro de ópera. Tudo iniciou mesmo com Berlioz, que encheu o seu Romeu e Julieta de texto mas que quando chega a crucial cena do balcão coloca mordaça nas vozes e faz com que a orquestra substitua as palavras. Ora, ouvindo a música compasso a compasso e lendo o texto de Shakespeare linha a linha, precisar de vozes quem há de?<br />
<br />
Os russos, esses se tomaram de amores pela dramaturgia shakespeariana. Tchaikovsky não se contentou com uma visita – foi logo fazendo quatro. Romeu e Julieta, que Ray Conniff transformou em shabadabada pop, A Tempestade e Hamlet em dobro. Uma vez como peça para orquestra contando a história do há algo de podre no reino da Dinamarca e também como música incidental para encenação no teatro, que não há quem se negue a dar uma mãozinha musical às peças do bardo inglês. Música de teatro e Shakespeare são duplas inseparáveis. Há o caso clássico do ultra-romântico Mendelssohn que primeiro compôs uma abertura Sonhos de uma Noite de Verão e depois foi seguindo a peça cena a cena até chegar à marcha nupcial que anima casamentos e à marcha fúnebre que depois Mahler retomou na primeira sinfonia. Quando a música dos judeus foi banida pelos nazistas, lá se foi o nazistão Carl Orff substituir a trilha sonora de Mendelssohn com uns acordes que não ficariam mal num restaurante de gastronomia, digamos, mexicana.<br />
<br />
E a música shakesperiana veio vindo. Liszt e o seu Hamlet. Balakirev e o seu Rei Lear. Edward Elgar e o seu Falstaff. Mas já chegava o tempo do cinema. E se antes o casamento indissolúvel era entre teatro e música, agora passava a ser entre cinema e música. A maior de todas as trilhas sonoras shakesperianas chegou às telas em 1964, o Hamlet de Shostakovich.<br />
<br />
Sabe-se lá se são os enquadramentos bem estudados do diretor Grigory Kosintsev ou a interpretação acima de qualquer suspeita de Innokenty Smoktunosvky: o certo é que a música de Shostakovich é o que se quer, se vamos enfrentar essa salada de frutas que mistura cinema, música e Shakespeare&#8230; em russo.<br />
<br />
Enfim, Shakespeare e música têm produzido obras inesquecíveis. Eu ficaria com apenas duas, na inevitável escolha da ilha deserta. O Romeu e Julieta de Berlioz, é claro, de 1839. E Such Sweet Thunder de Duke Ellington, de 1957. Duke Ellington? O do jazz? O compositor híbrido que não se sabe bem como classificar, se do lado de lá do jazz ou do lado de cá do erudito?<br />
<br />
Pois então: também ele compôs a sua “suíte shakesperiana” com seu parceiro eterno Billy Strayhorn. Os personagens estão todos lá, em retratos musicais que nem o próprio Shakespeare teria imaginado: Otelo e Desdêmona, o casal Macbeth, Romeu e sua Julieta, a megera domada, Puck e as criaturas mágicas de Sonho de uma noite de verão e também Demétrio e Helena, Lisandro e Hérmia, Oberon e Titânia. A misturar Duke Ellington e Hector Berlioz, então. Por que não? Das misturas mais esdrúxulas surgem às vezes os sabores mais inenarráveis.<br />
<br />
* Músico.<br />
CELSO LOUREIRO CHAVES*</p>
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		<title>ao dia mundial do Poeta e Poesia, Vidráguas!</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/10/20/ao-dia-mundial-do-poeta-e-poesia-vidraguas/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 16:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[sergio faraco]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Poeta


Nenhum poeta deveria escrever sem que, primeiro, a tinta temperasse nos suspiros do amor.

Trabalhos de amor perdidos (1594-1595)
Ato IV &#8211; Cena III: Biron
fonte: Livro das citações, seleção Sergio Faraco, SHAKESPEARE de A a Z, L&#038;PM POCKET 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poeta<br />
<img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSCN3737.jpg" alt="DSCN3737" title="DSCN3737" width="401" height="301" class="alignnone size-full wp-image-3977" /><br />
<br />
Nenhum poeta deveria escrever sem que, primeiro, a tinta temperasse nos suspiros do amor.<br />
<br />
<em>Trabalhos de amor perdidos</em> (1594-1595)<br />
Ato IV &#8211; Cena III: Biron<br />
fonte: Livro das citações, seleção Sergio Faraco, SHAKESPEARE de A a Z, L&#038;PM POCKET </p>
]]></content:encoded>
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		<title>águas de Shakespeare</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 15:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas de Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[

As águas correm mansamente onde o leito é mais profundo.

William Shakespeare, Henrique VI &#8211; 2ª Parte &#8211; Ato III &#8211; Cena I: Suffolk 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/DSCN3438.jpg" alt="DSCN3438" title="DSCN3438" width="336" height="448" class="alignnone size-full wp-image-3920" /><br />
<br />
<em>As águas correm mansamente onde o leito é mais profundo</em>.<br />
<br />
William Shakespeare, Henrique VI &#8211; 2ª Parte &#8211; Ato III &#8211; Cena I: Suffolk </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>hoje, um soneto de Shakespeare</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/09/26/hoje-um-soneto-de-shakespeare/</link>
		<comments>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/09/26/hoje-um-soneto-de-shakespeare/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 20:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Versos que Conversam]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Soneto LXXIII

Em mim tu podes ver a quadra fria
Em que as folhas, já poucas ou nenhumas,
Pendem do ramo trêmulo onde havia
Outrora ninhos e gorjeio e plumas.
Em mim contemplas essa luz que apaga
Quando ao poente o dia se faz mudo
E pouco a pouco a negra noite o traga
Gêmea da morte, que cancela tudo.
Em mim tu sentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Soneto LXXIII</strong><br />
<br />
Em mim tu podes ver a quadra fria<br />
Em que as folhas, já poucas ou nenhumas,<br />
Pendem do ramo trêmulo onde havia<br />
Outrora ninhos e gorjeio e plumas.<br />
Em mim contemplas essa luz que apaga<br />
Quando ao poente o dia se faz mudo<br />
E pouco a pouco a negra noite o traga<br />
Gêmea da morte, que cancela tudo.<br />
Em mim tu sentes resplender o fogo<br />
Que ardia sob as cinzas do passado<br />
E num leito de morte expira logo<br />
Do quanto que o nutriu ora esgotado.<br />
<br />
Sabê-lo faz teu amor mais forte<br />
Por quem em breve há de levar a morte.<br />
<br />
SHAKESPEARE, William. Obra completa. Tradução de Oscar Mendes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.<br />
<br />
<strong>Sonnet LXXIII</strong><br />
<br />
That time of year thou mayst in me behold,<br />
When yellow leaves, or none, or few do hang<br />
Upon those boughs which shake against the cold,<br />
Bare ruined choirs, where late the sweet birds sang.<br />
In me thou seest the twilight of such day,<br />
As after sunset fadeth in the west,<br />
Which by and by black night doth take away,<br />
Death&#8217;s second self that seals up all in rest.<br />
In me thou seest the glowing of such fire,<br />
That on the ashes of his youth doth lie,<br />
As the death-bed, whereon it must expire,<br />
Consumed with that which it was nourished by.<br />
<br />
This thou perceiv&#8217;st, which makes thy love more strong,<br />
To love that well, which thou must leave ere long.<br />
<br />
SHAKESPEARE, William. The complete works. Edited with a glossary by W.J. Craig. London: Oxford University Press, 1957.<br />
<br />
Fonte:http://antoniocicero.blogspot.com</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>todo dia é dia de livros e bardos, Shakespeare com Vidráguas desde Londres&#8230;</title>
		<link>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/04/23/todo-dia-e-dia-de-livros-e-bardos-shakespeare-com-vidraguas-desde-londres/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 09:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Foto do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Notí­cias]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Heliodora]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare Globe Theatre]]></category>
		<category><![CDATA[Stratford-upon-Avon]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo o mundo é um palco,
e todos os homens e mulheres são simplesmente atores:
Eles têm suas entradas e saídas,
e um homem, em sua vez, representa muitos papéis (&#8230;)
                      William Shakespeare  
Todos já estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Todo o mundo é um palco,<br />
e todos os homens e mulheres são simplesmente atores:<br />
Eles têm suas entradas e saídas,<br />
e um homem, em sua vez, representa muitos papéis</em> (&#8230;)<br />
                      William Shakespeare  </p>
<p>Todos já estamos carecas de saber, mas não custa repetir que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare">William Shakespeare</a>, geralmente considerado o maior dramaturgo dos tempos modernos, nasceu em Stratford-upon-Avon, Inglaterra no dia 23 de abril de 1564, morrendo no mesmo dia e lugar em 1616. No entanto, também sabemos que ele vivia de percorrer a Inglaterra em caravanas para difundir sua arte e poesia e que ao desembocar em Londres, fundou seu teatro de arena, uma escola verdadeira, para que seus versos e dramas não coagulassem. </p>
<p>E conseguiu!</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/01-shakespeare-globe.jpg" alt="01-shakespeare-globe" title="01-shakespeare-globe" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2726" /></p>
<p>Domingo, dia 19 de abril, também dia do Índio, iniciaram as comemorações do dia mundial do Livro em vários lugares do mundo, e Vidráguas pode conferir a magia do bardo desde Londres, onde Sonetos abriram a nova temporada de sua peças no <a href="http://www.shakespeares-globe.org/">Shakespeare Globe Theatre</a>, onde Vidráguas conseguiu um espaço para além de saltimbanco também de registro fotográfico e participação  a este evento que reúne ainda muitas caravanas para ler, interpretar e recitar os Sonetos de Shakespeare. Vivas, caravanas vivas!!!</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/02-fila-para-entrar.jpg" alt="02-fila-para-entrar" title="02-fila-para-entrar" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2727" /></p>
<p>O início do encontro, foi para comemorar o aniversário de Shakespeare, cujo evento era um encontro de despedida e reinício de nova temporada, onde a dramaturgia seguirá todo ano e  pela fila já se pode saber que a arena estará lotada&#8230;</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/02-cantata.jpg" alt="02-cantata" title="02-cantata" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2728" /></p>
<p>Na comemoração de aniversário, não podia faltar cantatas, canções medievais, que entoadas a estilo nos remete à Época  Elizabeteana, era de Shakespeare, ilustrada por roupas e cenários, para além de Romeu e Julieta a mais peças, já que ali, também se podia observar e aprender mais sobre a confecção de seus livros.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/03-escrevendo-recados.jpg" alt="03-escrevendo-recados" title="03-escrevendo-recados" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2729" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/05-escrevendo-recados-2.jpg" alt="05-escrevendo-recados-2" title="05-escrevendo-recados-2" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2730" /></p>
<p>Legal a seção escrevendo recados:<br />
Escrevo uma nota de amor para uma pessoa querida, dizer que diz o quanto o amor, o interagir, a platéia era e é importante na vida deste Bardo, porque recadinhos e poemas, eram as expressões para se deixar o coração junto a mais versos e assim poder seguir conversando.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/06-luta-troiana.jpg" alt="06-luta-troiana" title="06-luta-troiana" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2731" /></p>
<p>Imaginem que por minutos, muda o Cenário e chega-se a Tróia. Sim, meus senhores uma encenação e uma aula sobre Tróia, onde mais uma vez percebemos que nada se cria, todo se transforma e que os Clássicos amam os clássicos e lêem e repetem e ensinam. Então, neste dia, pode se dizer que Homero esteve com Shakespeare e quem ganha é a tragédia, pois na encenação Helena segue tendo um papel de mercadoria, porém mais simbólica, porque o corpo do combate estava atravessado por sua memória em palavras&#8230;<br />
E imaginem mais, saibam vocês que as mulheres eram melhores lutadoras que os homens em Tróia, segundo a lenda contada hoje?!</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/08-batendo-recorde.jpg" alt="08-batendo-recorde" title="08-batendo-recorde" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2732" /></p>
<p>Bem, depois desta viagem de ir e vir, chega-se ao Batendo Recorde, cujo mote e trabalho era bater o recorde mundial de maior números de pessoas a declamar Sonetos de Shakespeare. E isso foi durante o dia todo&#8230; Assim que souber o resultado passaremos!!!</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/09-gravacao-da-leitura-de-sonetos-para-o-recorde-mundial.jpg" alt="09-gravacao-da-leitura-de-sonetos-para-o-recorde-mundial" title="09-gravacao-da-leitura-de-sonetos-para-o-recorde-mundial" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2733" /></p>
<p>Vidráguas participou, acompanhem:</p>
<p><strong>XXIX</strong></p>
<p><em>When in disgrace with fortune and men&#8217;s eyes<br />
I all alone beweep my outcast state,<br />
And trouble deaf heaven with my bootless cries,<br />
And look upon myself, and curse my fate,<br />
Wishing me like to one more rich in hope,<br />
Featured like him, like him with friends possessed,<br />
Desiring this man&#8217;s art, and that man&#8217;s scope,<br />
With what I most enjoy contented least;<br />
Yet in these thoughts my self almost despising,<br />
Haply I think on thee, and then my state,<br />
Like to the lark at break of day arising<br />
From sullen earth, sings hymns at heaven&#8217;s gate;<br />
For thy sweet love remembered such wealth brings<br />
That then I scorn to change my state with kings.<br />
</em></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/10-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana.jpg" alt="10-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana" title="10-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2734" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/11-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana-2.jpg" alt="11-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana-2" title="11-roupas-do-teatro-shakespiriano-era-elizabetana-2" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2737" /></p>
<p>Logo e junto a tanta poesia, memória e vivência foi possível saber mais das roupas de teatro da Época Elisabetana, onde anáguas, corseletes e muitos panos tiraram de baixo dos panos o jogo do poder. Corseletes amarrados atrás era para quem tinha dinheiro. Na frente, eram para as próprias amas que tinham pouco tempo à amarrações, assim como colocar almofadas na bunda, podia pesar mais, dar um caminhar mais vagaroso, calmo, ritmado e contrabalanceado pelo peso o que distinguia quem o tivesse como sinônimo de aBUNDÂNcia.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/15-teatroshakespirianos.jpg" alt="15-teatroshakespirianos" title="15-teatroshakespirianos" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2738" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/13-insultos-shakespirianos-2.jpg" alt="13-insultos-shakespirianos-2" title="13-insultos-shakespirianos-2" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2740" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/14-aprendendo-a-atuar.jpg" alt="14-aprendendo-a-atuar" title="14-aprendendo-a-atuar" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2741" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/15-teatroshakespirianos.jpg" alt="15-teatroshakespirianos" title="15-teatroshakespirianos" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2738" /></p>
<p>Depois da roupas chega-se a mais atuações e como se fossem Shakespeare os atores e participantes que ali estiveram, tiveram que interagir, implicar-se, porque essa era a diversão da tragédia, sentir- nos calos dos outros, para rir, chorar, amar&#8230; A esses atos, chamaram os Insultos! que, se formos ao pé da letra, mostra o quanto a implicância é importante na Tragédia desde os Gregos à Shakespeare. Sim, e isso até a Rainha Elizabeth proclamava, indo ao Teatro como uma cidadã dos Comuns.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/16-lendo-soneto.jpg" alt="16-lendo-soneto" title="16-lendo-soneto" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2743" /></p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/17-lendo-soneto-2.jpg" alt="17-lendo-soneto-2" title="17-lendo-soneto-2" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2744" /></p>
<p>Então neste dia, mais do que mostrar o texto, o mais importante foi a vivência Shakesperiana e poder compartilhar isto nos dia de hoje é algo rico, muito rico, porque além de aprendermos como era composto um soneto, com 14 versos, também se pode recitar o que se escrevera e quem não tinha o soneto, recebia ajuda para isso. </p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/18-publico.jpg" alt="18-publico" title="18-publico" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2745" /></p>
<p>E quem não quisesse conversar, poderia colocar fones de ouvido e Escutar Shakespeare.    </p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/20-conversas.jpg" alt="20-conversas" title="20-conversas" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2747" /></p>
<p>Fazer muito barulho por nada, por todos com rolos na cabeça e por fim, dar adeus ao dia e passar pelo Portão de Rosas, um teto unindo céus e terras a mais leitores, a mais memórias, a mais cultura a esta OBRA VIVO e ABERTA que é William Shakespeare.</p>
<p><img src="http://vidraguas.com.br/wordpress/wp-content/uploads/21-rosas-nos-portoes-do-bardo.jpg" alt="21-rosas-nos-portoes-do-bardo" title="21-rosas-nos-portoes-do-bardo" width="450" height="302" class="alignnone size-full wp-image-2748" /></p>
<p>Vidráguas a quatro mãos, 21 de abril de 2009, desde Londres a Porto Alegre-Brasil.</p>
<p>Texto: Carmen Silvia Presotto<br />
Fotos: Ricardo Hegenbart<br />
<strong><br />
Para saber mais:</strong><br />
Leiam <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21360816/por+que+ler+shakespeare/?franq=276842">Por que Ler Shakespeare de Barbara Heliodora</a> e também suas Outras Obras Traduzidas. E também assistam o filme <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/225217/shakespeare+apaixonado/?franq=276842">Shakespeare Apaixonado</a> entre tantos outros. </p>
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			<wfw:commentRss>http://vidraguas.com.br/wordpress/2009/04/23/todo-dia-e-dia-de-livros-e-bardos-shakespeare-com-vidraguas-desde-londres/feed/</wfw:commentRss>
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