Lendo Wislawa Szymborska, amo esparramar quem leio…

Muito divertido Anseios de felicidade anseios de verdade anseios de eternidade, olhem só, Mal distinguiu o sono do despertar, mal deduziu que ele é ele, mal trabalhou em mão a antiga barbatana pederneira e foguete, fácil de se afogar numa colher de oceano, tão pouco divertido que nem diverte o vazio, só vê com os olhos, só vê com os ouvidos, o recorde de sua fala é o modo condicional, com a razão incrimina a razão, em uma palavra: quase ninguém, mas a cabeça cheia de liberdade, onisciência e o ser acima da carne insensata olhem só! Pois afinal parece existir, aconteceu de verdade sob uma das estrelas provincianas. Vivaz e bem ativo lá do seu jeito. Para um a reles degeneração do cristal – mui seriamente perplexo Para uma infância...

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“Nada acontece duas vezes”, poema de Carmen Presotto à Wislawa Szymborska

Nic dwa razy* à Wislawa Szymborska Tua asa em meu jardim chega como se fosse uma pluma do Éden paro, observo… ela vem úmida ela vem com sal corro à piscina vejo o banho do pássaro olho à gaiola ele está lá enfim, tudo em seus contornos olho ao céu a tempo de perceber um arco-íris em luz… Carmen Silvia Presotto- Vidráguas. *Nada acontece duas vezes ( título de um poema Wislawa) A arte é de Jakub Jezierski! Este poema também foi traduzido ao espanhol por Ana Muela Sopeña. NADA SUCEDE DOS VECES Nic dwa razy* A Wislawa Szymborska Tu ala en mi jardín llega como si fuese una pluma del Edén me detengo, observo… ella viene húmeda ella viene con sal corro a la piscina veo el baño del pájaro miro la jaula él está allá al...

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Vidráguas à Wislawa Szymborska

Radość pisania poema de Wislawa Szymborska Dokąd biegnie ta napisana sarna przez napisany las? Czy z napisanej wody pić, która jej pyszczek odbije jak kalka? Dlaczego łeb podnosi, czy coś słyszy? Na pożyczonych z prawdy czterech nóżkach wsparta spod moich palców uchem strzyże. Cisza – ten wyraz tez szeleści po papierze i rozgarnia spowodowane slowem “las” gałęzie. Nad białą kartką czają się do skoku litery, które mogą ułożyć się źle, zdania osaczające, przed którymi nie będzie ratunku. Jest w kropli atramentu spory zapas myśliwych z przymrużonym okiem, gotowych zbiec po stromym piórze w dół, otoczyc sarnę, złożyć się do strzału. Zapominają, że tu nie jest życie. Inne, czarno na białym, panują...

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pensando a Poesia com Wislawa Szimborska

Em países mais afortunados, onde a dignidade humana não é agredida tão facilmente, os poetas almejam ser evidentemente publicados, lidos e compreendidos, mas nada fazem, ou nada de significativo, para que no dia-a-dia possam se destacar entre as outras pessoas. E ainda não muito tempo atrás, nos primeiros dez anos de nosso século, os poetas gostavam de chocar com suas roupas extravagantes e seu comportamento excêntrico. Unicamente para encher os olhos do público. Chegava o momento em que os poetas tinham de fechar a porta atrás de si, despir suas capas, seus penduricalhos e outras parafernálias poéticas e enfrentar – em silêncio, com paciência, à espera de si mesmos – a folha de papel ainda em branco. Pois, no final é isso que, de fato...

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nada acontece duas vezes

Foto: Beth Moon, Sojourn of the Songbirds. Nada acontece duas vezes Nic dwa razy Nada acontece duas vezes e nem acontecerá. Por este motivo nasceremos sem prática e morreremos sem rotina. Mesmo que fossemos os mais estúpidos alunos do mundo na escola, não vamos repetir nenhum inverno, nenhum verão. Nenhum dia se repete, não há duas noites iguais, dois beijos do mesmo jeito, duas mesmas trocas de olhar. Ontem, que alguém pronunciou teu nome alto perto de mim, foi como se uma rosa me tivessem atirado por uma janela aberta. Hoje, que estamos juntos, virei o rosto para a parede. Rosa? Como é uma rosa? É uma flor? Talvez uma pedra? Por que tu, hora ruim, te confundes com um medo desnecessário? Se és – então tens de passar. Se passarás –...

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Amor à primeira vista

Foto: Henri Cartier-Bresson, Boulevard Diderot, 1969 Ambos estão convencidos De que foi um sentimento súbito que os uniu. Linda é uma certeza assim, mas a incerteza é ainda mais linda. Acham que por não terem se conhecido antes nunca houve nada entre eles. E o que diriam as ruas, escadas, corredores, pelo quais há muito tempo poderiam cruzar? Gostaria de perguntar-lhes Se não lembram – na porta giratória um dia cara a cara? um “com licença” em meio à multidão? A voz “engano” no telefone? – mas conheço sua resposta. Não, não lembram. Ficariam muito espantados em saber que desde muito tempo o acaso brincava com eles. Ainda não totalmente preparado a transformar-se para eles num destino, aproximava-os e os afastava, cortava-lhes o...

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